domingo, 2 de novembro de 2008

Em reserva biológica do Amazonas projeto ajuda a preservar tartarugas


Durante quatro meses, técnicos da Reserva Biológica Abufari, no centro-oeste do Amazonas, esperaram por este momento. Em uma praia nas margens do Rio Purus, os primeiros filhotes de três espécies de tartarugas começam a sair dos ovos. Neste ano, a expectativa dos integrantes do projeto Pró-Quelônios, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), é quebrar o recorde do ano anterior, e registrar o nascimento de mais de 332 mil filhotes do animal, contados um a um.

O nascimento das tartarugas é acompanhado desde quando as grandes tartarugas descem dos pequenos igapós, em julho, para colocar seus ovos na praia da reserva biológica. Esse é o momento em que mais correm o risco de serem capturadas por traficantes de animais, que as capturam com redes e vendem nas grandes cidades da região.
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Em 2008, a equipe do Pró-Quelônios resgatou e devolveu à natureza 615 tartarugas. Também foram apreendidas 65 redes instaladas nos afluentes do Purus. Apelidadas de “capa-saco”, elas também capturam filhotes de peixe-boi e de golfinhos. Para encontrá-las, os técnicos da reserva saem de barco puxando um gancho submerso na água. Quando há alguma rede, ele enrosca. “Os traficantes trazem as tartarugas para Manaus, que é onde o mercado paga mais.

A tartaruga-da-Amazônia chega a pesar 65 quilos, e é vendida por 600, 700 reais”, revela o chefe da reserva biológica, Fernando Weber. Segundo ele, esse alto valor faz com que seja economicamente interessante para os caçadores de tartarugas percorrer os 850 quilômetros e os quatro dias de barco que separam a reserva da cidade de Manaus.
Floresta em Rondônia sofre com desmatamento ilegal


Na Floresta Nacional de Bom Futuro, em Rondônia, as grandes árvores já quase não existem. Em uma das áreas protegidas mais problemáticas do Brasil, a ocupação ilegal, as queimadas e a retirada clandestina de madeira já consumiram pelo menos 25% do território, e levaram embora grande parte do potencial econômico que poderia ser explorado de forma sustentável.


No último relatório divulgado pelo Inpe, apenas no mês de setembro 11,9 quilômetros quadrados de mata foram degradadas na Bom Futuro. Hoje, a floresta conta com quatro servidores, que trabalham em um escritório em Rondônia, para cuidar de uma área de 2,8 mil quilômetros quadrados – área equivalente a duas vezes o município do Rio de Janeiro. No interior da área protegida, vivem pelo menos 1.500 pessoas, além de dezenas de milhares de cabeças de gado. Como a ocupação é ilegal, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio), responsável pela manutenção do local, não consegue obter números precisos.


Acabar com os problemas da Bom Futuro não é tarefa das mais simples. Dentro da área que deveria ser protegida já há duas vilas, escolas, igreja e até um posto de gasolina. Uma linha de ônibus, ligando a cidade de Buritis a Porto Velho, também já transita nas estradas abertas irregularmente na floresta, segundo a analista ambiental.

Uma das formas encontradas pelo Ministério do Meio Ambiente para proteger florestas nacionais realizar uma licitação e explorar a madeira por meio de manejo sustentável. Na Bom Futuro, essa não é uma boa alternativa, já que as árvores mais valiosas já foram quase todas cortadas.

sábado, 1 de novembro de 2008

Deu no O Globlo: Acre quer levar turistas para conhecer tribos na Amazônia

RIO - O governo do Acre quer que os brasileiros conheçam as tribos da Amazônia. Roteiro lançado recentemente na feira e Congresso da Abav inclui hospedagem em aldeia indígena, compartilhando de atividades diárias como caça e pesa, conhecendo também a culinária das tribos. O passeio inclui as aldeias dos Poyanawa, Iashaninka e Yanawa, as mais estruturadas entre as 14 etnias locais.
"Por enquanto, a maioria dos interessados é de outros países, mas queremos despertar a curiosidade dos brasileiros para vivenciar uma experiência diferente. A oportunidade é extraordinária", disse a gerente estadual de serviços turísticos, Ediza Pinheiro de Melo.
Segundo informações do Sebrae, que ajuda a estruturar os roteiros na região, os próprios índios pediram a ajuda do governo para explorar a atividade. Eles compraram um barco maior para transportar os visitantes e construíram banheiros (de padrão rústico) nas aldeias. Para quem exige um nível mínimo de conforto há pousadas próximas das aldeias ou áreas de campings.
O turismo diferenciado foi o nicho escolhido pelo Acre para desenvolver suas atrações turísticas.
A convivência nas aldeias é o produto mais recente. Os Caminhos de Chico Mendes, da Revolução, do Pacífico e da Biodiversidade são outras atrações disponíveis em que os turistas também podem conhecer o modo de vida local, a história do estado e a trajetória do ambientalista Chico Mendes, possibilitando experiências como entrar na floresta com um seringueiro para ver ou participar da coleta do látex e ter uma aula sobre as espécies locais e a importância da preservação ambiental.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Livro ensina homem a ser 'amigo da onça'


É possível que seres humanos e onças pintadas consigam compartilhar em paz o mesmo ambiente? O livro “Guia de convivência gente e onças”, lançado recentemente pela Fundação Ecológica Cristalino, de Mato Grosso, diz que sim. Focando pecuaristas do Pantanal e da Amazônia, a publicação dá dicas de como proteger o gado dos ataques do felino e lista uma série de motivos para que não se matem as onças pintadas.


Segundo o biólogo Sílvio Marchini, autor do livro, o desaparecimento do animal não se deve apenas à perda de seu ambiente natural, mas também a uma cultura de matar onças. “No Pantanal, por exemplo, caçar onça é uma tradição. Eles encaram isso como parte da identidade pantaneira”, afirma. “Por outro lado, na fronteira agrícola [onde começa a floresta amazônica] há uma população que veio de locais onde não existem mais onças, ou nem mesmo florestas, que muitas vezes são vistas como um obstáculo a ser vencido.”


Para muitos fazendeiros, a onça é encarada como um prejuízo à sua atividade econômica. De acordo com Marchini, nos locais onde o animal ainda é comum, os ataques do felino são responsáveis pela perda de 1 a 2% do rebanho todo ano. Por causa disso, seu livro tem uma seção especial explicando como os fazendeiros podem proteger seus bois do animal sem matá-lo.


Uma das dicas é não caçar as presas naturais das onças, como veados e porcos-do-mato. Outra recomendação é manter os bezerros e as vacas prenhes perto da sede da fazenda, evitando que eles fiquem próximos às áreas preferidas pelas onças.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Porto Velho (RO) no topo da lista dos dez municípios que mais desmataram


Confira abaixo a lista dos dez municípios amazônicos com maior índice de desmatamento detectado em setembro, segundo medição feita pelos satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe):

Município Estado Área desmatada (km²)
Grajaú MA 70
Porto Velho RO 36
Brasnorte MT 36
Santa Maria das Barreiras PA 34
Cumaru do Norte PA 31
São Félix do Xingu PA 24
Peixoto de Azevedo MT 21
Manicoré AM 18
Santana do Araguaia PA 17
Barra do Corda MA 7

O Inpe ressalta que nem todo o desmatamento identificado em setembro pode ter sido realizado nesse mês, pois a cobertura de nuvens muitas vezes impede que os satélites detectem áreas degradadas, que são descobertas posteriormente, quando o céu está limpo.

Ritmo de desmatamento da Amazônia cai 22% em setembro, revela Inpe

O ritmo de desmatamento da Amazônia em setembro foi 22% menor do que em agosto, revelam os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)

Por meio de imagens de satélites, os técnicos do instituto calcularam que 587 quilômetros quadrados de floresta foram derrubados ou sofreram degradação florestal durante o período. A área equivale a cerca de um terço do município de São Paulo. Em agosto, o total desmatado foi de 756 km².

A medição faz parte do sistema Deter (Detecção de Desmatamento em Tempo Real), que identifica apenas as áreas com área maior que 2.500 m². Devido à cobertura de nuvens, apenas 77% da Amazônia Legal pôde ser vista nas imagens analisadas. Os estados que ficaram mais encobertos foram o Amapá (92%) e o Pará (63%).
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O índice de desmatamento foi semelhante ao registrado no mesmo mês de 2007, com uma queda de 3%. Em setembro do ano passado, o Inpe registrou 603 km² de devastação. Se comparado à média dos últimos 12 meses (722 km²), o índice caiu 18%.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Presidente da Funai participa de Festival Yawanawá no Acre


O presidente da Funai, Márcio Meira, foi um dos convidados do tradicional Festival Yawanawá, que começou neste fim de semana na aldeia Esperança, em Tarauacá. O senador Tião Viana, o presidente da Assembléia Legislativa do Acre, deputado Edvaldo Magalhães, e o superintendente do Ibama no Acre, Anselmo Forneck também participam do evento. A etnia comemora a demarcação da terra indígena Yawanawá, que passou de 84 mil hectares para 194 mil hectares de terra.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Expedição do WWF percorre o Rio Negro


Para registrar como vivem os animais e as pessoas em uma das regiões de mais rica biodiversidade do planeta, uma expedição da organização não-governamental WWF está subindo o rio Negro, no estado do Amazonas. A viagem, que começou em 17 de outubro e termina em 15 de novembro, leva uma equipe de 65 pessoas. Na primeira etapa da expedição, eles estão visitando o Arquipélago de Marinauá, considerados o maior conjunto de ilhas fluviais do mundo. Na segunda fase, os pesquisadores visitarão uma área onde está prevista a criação da Reserva Extrativista Rio Branco-Jauaperi. Eles farão um levantamento das necessidades das pessoas que vivem no local, ajudando a definir as regras para a criação da reserva.

sábado, 25 de outubro de 2008

Taxa de desmatamento na Amazônia fica abaixo da média no mês de setembro


desmatamento da Amazônia em setembro ficou abaixo da média dos três meses anteriores, disse ontem o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, se antecipando aos dados que serão divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) na semana que vem.
"O próximo mês (setembro) vai ficar abaixo da média dos últimos três meses, que foi de 650 quilometros quadrados", disse Minc a jornalistas, depois de participar da primeira reunião do Comitê Orientador do Fundo Amazônia na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, no centro do Rio de Janeiro.
"Isso não me alivia porque queremos desmatamento zero. Mas os dados preliminares mostram uma queda, mas eles só serão divulgados pelo Inpe no dia 29", afirmou o ministro.

Fundo Amazônia
Ao falar sobre o Fundo Amazônia, Minc disse não esperar que a atual crise nos mercados financeiros prejudique a injeção de recursos no fundo, e acrescentou que deve anunciar em breve o nome de empresas que farão doações. Até agora somente o governo da Noruega anunciou compromisso de doar US$ 1 bilhão para o fundo até 2015.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Governo do Acre e Funai vão investir mais recursos nos povos indígenas


O Governo do Estado do Acre e a Fundação Nacional do Índio (Funai) firmaram um termo de cooperação técnica com a proposta de implementar ações conjuntas no âmbito do Programa de Promoção dos Povos Indígenas (PPA 2008/2011). O programa prevê ações nas áreas de saúde, educação, meio ambiente e cultura.

O termo de cooperação foi assinado pelo presidente da Funai, Márcio Augusto de Meira, e pelo governador Binho Marques, na Biblioteca da Floresta Marina Silva. Participaram da solenidade a senadora Marina Silva, os deputados Perpétua de Sá, Edvaldo Magalhães e Moises Dinis, o sertanista, José Carlos Meireles, o assessor especial para Assuntos Indígenas, Francisco Pianko, além de representantes indígenas.


Para o presidente da Funai a parceria fortalece a política indigenista do Acre de forma que os povos sejam valorizados e reconhecidos pela sociedade. Segundo o presidente o Estado dá exemplo para o restante do país da possibilidade de promoção do desenvolvimento, sem a intolerância e o preconceito com as comunidades indígenas. “Este documento formaliza a parceria para melhorar e ampliar nossa capacidade institucional em atender, promover e proteger os povos indígenas”.

A senadora Marina Silva destacou a importância do apoio dos governos sem que isso signifique uma interferência inadequada às formas de organização, cultura e nos processos internos. “Assim iremos fortalecer as políticas e a consolidação do programa de gestão ambiental nas terras indígenas”, destacou a senadora.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Pesquisa diz que pecuária é responsável por 80% do desmatamento na Amazônia



Um estudo realizado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) revela que a variação dos índices de desmatamento na Amazônia Legal acompanha as cotações do boi e da soja. Segundo a pesquisa, quanto maior o valor dos produtos, mais destruição haverá na maior floresta tropical do mundo. O Instituto aponta que cerca de três quartos do desmatamento ocorrido nos últimos anos cedeu lugar a pastos. “A pecuária continua sendo a principal ocupação das áreas desmatadas na Amazônia, ocupando de 75% a 81% do total desmatado entre 1990 e 2005”, diz trecho do estudo. Uma pequena parte da produção de gado bovino (4% em 2005 e 10% em 2006) seria exportada. No Brasil, o maior mercado consumidor da carne proveniente da Amazônia seria a região Sudeste, que compra 69% da produção voltada ao mercado interno. Em segundo lugar estaria o Nordeste – excluindo o Maranhão, por fazer parte da Amazônia Legal –, que consome 14%. Apenas 12% do gado seria consumido na própria Amazônia.


Grilagem de terras
Segundo o Imazon, o rebanho bovino na região saltou de 26 milhões de cabeças em 1990 para 73 milhões em 2006. O aumento se deveria principalmente à expansão da área de pastos – às custas de desmatamento –, aos ganhos de produtividade da pecuária, ao sucesso do controle da febre aftosa e à concessão de subsídios públicos para a atividade. De acordo com a pesquisa, um dos fatores que torna atrativa a pecuária na região é a ocupação ilegal de terras públicas – também chamada de “grilagem” de terras: “Fazendeiros que se apossam de terras públicas ganham mais do que o normal, pois não compraram a terra e nem pagam um aluguel pelo seu uso.”

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Médicos brasileiros testam planta amazônica contra o câncer em pacientes


Cientistas e médicos brasileiros estão testando em humanos o potencial de uma erva amazônica para o tratamento do câncer. É possivelmente a primeira vez que o Brasil submete um medicamento dessa natureza, obtido em solo nacional, aos rigorosos testes médicos para a aprovação de uma nova droga. A planta (foto) é a avelós (nome científico Euphorbia tirucalli), típica das regiões norte e nordeste do País. Sua ação medicinal já era mencionada na cultura popular, o que motivou a indústria farmacêutica a analisar sua ação em células em cultura e em animais. Os resultados foram bastante promissores.

Ao que tudo indica, a substância age nas células do câncer induzindo a apoptose -- uma espécie de suicídio celular. "É o que chamamos de morte celular programada", explicou o gerente do programa integrado de oncologia do Hospital Israelita Albert Einstein, Auro Del Giglio, e um dos coordenadores do estudo. "Em células normais, é um procedimento que acontece para a renovação das células, com as antigas dando lugar às novas. Mas nas células do câncer isso quase nunca acontece, e a idéia é exacerbar essa tendência." Com isso, a droga tem o potencial para, se não fazer regredir, pelo menos conter ou reduzir o avanço da doença, induzindo a apoptose de muitas das células do tumor. Não custa lembrar que o câncer é basicamente um agrupamento de células que se rebelaram contra o corpo, multiplicando-se enlouquecidamente e consumindo os recursos do organismo todo em prol de seu próprio crescimento. Simples de descrever, dificílimo de tratar.

In vitro, a droga funcionou contra colônias de células de câncer de mama, melanoma e outros tipos de tumor. Mas ainda não dá para dizer que o remédio vá funcionar em humanos. "Nesse primeiro estudo, de fase 1, o que a gente faz é descobrir a dose certa", diz Del Giglio. "É um estudo para identificar a toxicidade e a segurança do medicamento." No momento, cinco pacientes estão passando por esse procedimento no Hospital Israelita Albert Einstein. A idéia é concluir o estudo até o fim do ano e iniciar a fase 2 -- que envolve um grupo maior de pacientes com o objetivo de identificar o real potencial da droga como tratamento para tipos específicos de tumores-- em 2009. A partir daí, os cientistas já miram buscar aprovação da droga para que chegue às prateleiras, embora tenham ainda de ser conduzidas outras duas fases de estudos, de grande porte, para concluir o ciclo pelo qual passam todos os medicamentos antes de obter aprovação das autoridades competentes.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Instituto Butantan pretende abrir 'filial' na Amazônia


Referência mundial na pesquisa com espécies peçonhentas, o Instituto Butantan está captando recursos para abrir uma unidade na região do Brasil com maior demanda por antídotos para os ataques destes animais. A instituição já tem o terreno, doado pela União, onde o centro será construído, em Belterra (PA), a cerca de 40 quilômetros de Santarém (PA), a um custo em torno de R$ 10 milhões.

A propriedade tem 64 hectares, aproximadamente a mesma área de que dispõe o instituto em São Paulo, e fica próxima à Floresta Nacional de Tapajós.

A região de Santarém, segundo informações do próprio Butantan, é a que registra maior incidência de pessoas picadas por cobras, escorpiões e arraias. O principal hospital da cidade atende cerca de 250 casos por ano.

"É a única região do país em que há os principais tipos de cobras venenosas brasileiras: jararaca, cascavel, coral-verdadeira e surucucu", explica o diretor do Butantan, Otávio Mercadante. Também são comuns os acidentes envolvendo a arraia-de-fogo, animal que descansa no lodo de águas rasas e que muitas vezes acaba sendo pisado por banhistas, do que se defendendo com o espinho que traz na ponta da cauda.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Minc diz que não haverá 'licença política' para a usina de Jirau (RO)


O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, anunciou nesta quarta-feira (15), em São Paulo, que não cederá a pressões para acelerar a concessão da licença de instalação para a usina de Jirau, no Rio Madeira. “Não haverá licença política”, afirmou o ministro. A declaração é uma resposta ao ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que havia pedido, nesta manhã, mais rapidez à área ambiental para liberar a construção. Para Lobão, a demora dos órgãos ambientais pode atrasar em até um ano o funcionamento da usina, previsto para janeiro de 2012. O atraso se deveria ao regime de chuvas da região. “Possibilidade [de conceder a licença rapidamente] pode haver, mas o nosso tempo não é o tempo da chuva. É o tempo do rigor da lei. Até porque, se passar uma licença em tempo recorde, o Ministério Público e a Justiça derrubam no dia seguinte, e aí você perde um ano, dois anos”, afirmou o ministro. O consórcio Energia Sustentável do Brasil (Enersus), concessionário de Jirau, informou que só será possível cumprir o cronograma e iniciar as obras em janeiro de 2009 caso obtenha a licença de instalação ainda neste mês. Minc já havia declarado, anteriormente, que a licença seria concedida até o final do ano.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Desmatamento da Amazônia cresce 133%


Dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) revelam que o ritmo de desmatamento da Amazônia subiu 133,6% em agosto. O cálculo, feito por meio de imagens de satélites, indica que nesse mês foram destruídos 756,7 km² quilômetros quadrados de floresta, área equivalente à metade do município de São Paulo. Em julho, o instituto registrou 323,9 km² de florestas derrubadas.

A medição foi realizada pelo sistema Deter (Detecção de Desmatamento em Tempo Real), que identifica apenas as áreas desmatadas ou degradadas que tenham área maior que 2.500 m². Devido à cobertura de nuvens, nem todos os desmatamentos são detectados.Em comparação ao mesmo mês do ano anterior, o crescimento do ritmo de desmatamento é ainda maior, atingindo 228,7%. Em agosto de 2007, o Inpe registrou 230,2 km² de áreas devastadas.
Os focos de desmatamento já podem ser vistos no mapa interativo Globo Amazônia, que mostra os pontos de destruição da floresta e possibilita aos internautas protestar contra queimadas e desmatamentos.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Prisão de Leopoldo Fernandez suspende negociações de paz na Bolívia


O diálogo entre o governo Evo Morales e a oposição foi suspenso nesta terça-feira (16)na Bolívia. O motivo da interrupção, segundo os oposicionistas, é a prisão do governador de Pando , Leopoldo Fernández.Ao saber da prisão, o principal representante oposicionista no diálogo, Mario Cossío, governador de Tarija, abandonou uma reunião com membros do governo no palácio presidencial em La Paz sem falar com a imprensa. Mais tarde, no aeroporto de Santa Cruz, ele declarou que o diálogo com Morales "não morreu, mas está em agonia".O senador oposicionista Roberto Ruiz, que participou da reunião, disse que a "libertação imediata" de Fernández significaria a assinatura do acordo de pacificação nacional.

Numa ação ousada exército boliviano prende governador de Pando


Por volta das 10h30 horas da manhã desta terça-feira finalmente o exército boliviano consegue prender o governador de Pando, Leopoldo Fernandez, acusado de financiar as milícias de oposição ao governo central e por não cumprir o estado de sítio. Cerca de 200 homens das Forças Armadas cercaram a prefeitura e levaram sem qualquer resistência o líder dos autonomistas. O comboio trazendo Leopoldo Fernandez seguiu para o Aeroporto Internacional de Cobija e um avião militar o levou para La Paz.

Soldados disparam contra a imprensa
Quando a imprensa internacional tentou se aproximar do aeroporto, para registrar as imagens da decolagem, foi surpreendida com disparos de fuzil e metralhadora. Por pouco os jornalistas que cobriam o fato não eram alvejados.

Tranqüilidade nas ruas após a prisão

Em Cobija guardas patrulham o centro da cidade para evitar novas manifestações. Alguns comércios chegaram a abriram as portas pela manhã, mas fecharam agora à tarde. A previsão é que o movimento comercial volte a ser normalizado nesta quarta-feira.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Forças Armadas da Bolívia tentam manter estado de sítio em Cobija


O exército boliviano continua ocupando o departamento de Pando para tentar garantir o cumprimento do estado de sítio decretado pelo governo federal desde o último fim de semana. Hoje manifestantes chegaram a ocupar a frente da prefeitura de Cobija, mas foram dispensados pelo exército. A prefeitura da cidade de Filadelfia, a 50 quilômetros de Cobija, foi incendiada durante a madrugada. A tarde, o corpo de um boliviano aparentando ter 50 anos de idade foi encontrado boiando no rio Acre pelo Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar do Acre. A instabilidade na região de fronteira já começa a prejudicar o comércio nas cidades acreanas de Brasiléia e epitaciolândia, na fronteira com a Bolívia.

Entenda os protestos contra Morales na Bolívia
Cinco dos nove departamentos (Estados) da Bolívia iniciaram nesta segunda-feira (08) a terceira semana de protestos contra o presidente Evo Morales. Estradas foram bloqueadas, escritórios estatais tomados e as fronteiras com Brasil, Argentina e Paraguai foram fechadas.
Manifestantes entram em confronto com a polícia, durante protestos em Santa Cruz
As manifestações estão concentradas na região do Chaco boliviano, no sudeste do país, onde as maiores reservas de gás do país fazem fronteira com Brasil, Argentina e Paraguai. Há bloqueios nos departamentos (Estados) oposicionistas de Tarija, Beni, Pando, Chuquisaca e Santa Cruz.
Os governadores desses departamentos lideram os protestos contra o governo de Morales. No centro do debate estão: a nova Constituição, proposta pelo presidente boliviano, e um programa de pensão aos idosos do país, que conta com verbas obtidas da renda do gás.
O presidente anunciou neste sábado (06) que enviou ao Congresso um projeto de lei para a convocação dos dois referendos que faltam para a ratificação da nova Constituição. Em 28 de agosto, Morales decidiu, por decreto, que as duas consultas acontecerão dia 7 de dezembro.
Mas a Corte Nacional Eleitoral declarou-se impedida de preparar a votação, porque os referendos teriam de passar pelo Parlamento. Em resposta, Morales acusou o tribunal de "subordinação à direita", mas acabou baixando o tom do discurso.
O governo não tem maioria no Senado. Agora, Morales deve repetir estratégia que já usou em episódios anteriores: convocar sessão conjunta do Parlamento -com a Câmara, os governistas são maioria- enquanto milhares de simpatizantes cercam o edifício para pressionar pela votação.

domingo, 14 de setembro de 2008

Exclusivo - Leopoldo Fernandez: “Mesmo ameaçado de prisão lutarei pela autonomia do governo de Pando”

Em Cobija realizando cobertura sobre os conflitos no Departamento de Pando, na fronteira do Acre com a Bolívia, pela TV Aldeia, fui recebido em sua residência pelo governador de Pando, Leopoldo Fernandez, para uma entrevista exclusiva. Veja os principais trechos:

Senildo Melo: O Sr. imaginava que os conflitos ganhassem essas proporções?
Leopoldo Fernandez:
“Jamais. Esperava que houvesse um entendimento entre o presidente Evo Morales e os governadores dos departamentos. Agora as manifestações estão sem controle”, concluiu.
Senildo Melo: Qual foi o estopim para essa verdadeira guerra entre civis e militares?
Leopoldo Fernandez: “Com certeza a decisão de corte dos recursos do hidrocarboneto de 95%, que de direito são dos departamentos foi o principal motivo. Esse governo central é autoritário e violento. Ele ordena as forças armadas da Bolívia para atirar contra a população. Mas nós vamos lutar pela autonomia até o fim”, disse.

Senildo Melo: É verdade que o presidente Evo Morales teria decretado a sua prisão?
Leopoldo Fernandez:
“Ele pensa que eu estou financiando esses protestos do Comitê Cívico de Pando contra o governo central. Mas não é tão fácil assim. Seria preciso uma intervenção militar no estado. Mas eu desconfio que esse Evo é capaz de tudo”, desabafou.

Senildo Melo: O Sr. teme pela sua vida?
Leopoldo Fernandez:
“Sim. Tenho tomado alguns cuidados com a minha segurança e da minha família. Os soldados de La Paz estão ocupando a cidade e eles não dialogam, eles atiram sem receio de matar”, completou.

Senildo Melo: O governador do Acre, Binho Marques, está preocupado com os conflitos. Como o Sr. espera resolver isso para que não prejudique as relações turísticas e comerciais com o Acre?
Leopoldo Fernandez:
“O governador Binho Marques é um importante aliado. Lamentamos que esses conflitos na região de fronteira já estejam prejudicando as relações comerciais entre Acre e Cobija. Os turistas não querem mais vir para cá. Mas quando conseguirmos a autonomia dos estados essas relações serão retomadas”, finalizou.

sábado, 13 de setembro de 2008

Um rastro de morte e destruição se abateu sobre a outrora pacata Cobija


De acordo com informações vindas de Pando, na Bolívia, o clima continua tenso nas cidades de Cobija e Polvini, onde oficialmente 16 campesinos (índios e agricultores) morreram durante confronto com os manifestrantes da direita boliviana e 52 ficaram feridos e estão internados no hospital de Cobija. Lojas foram queimadas e saqueadas. O Presidente Evo Morales decretou estado de sítio em todo Departamento de Pando. A partir de agora, niguém entra ou sai da Bolívia sem a autorização do exército boliviano. Muitos brasileiros que vivem em Cobija buscam refúgio em Brasiléia. O exército boliviano tomou o aeropoto Internacional de Cobija.
Como começou
Vale ressaltar a a revolta do Comitê Cívico de Pando teve início quando o presidente Evo Morales cortou 95% do repasse dos cinco departamentos mais desenvolvidos da Bolívia para cobrir gastos com a Previdêncvia Social. O manifestantes pedem a devolução desse recurso, que é retirado dos impostos de todos os hidrocarbonetos, combustíveis vendidos pela Bolívia.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Ribeirinhos encontram dificuldades para escoar produção pelo rio Acre


Tão difícil quanto vender o produto no porto do Mercado Novo, em Rio Branco, é conseguir navegar com a produção -, diz o colono Raimundo Fé em Deus. Uma vez por semana o produtor faz o percurso Porto Acre-Rio Branco num batelão de sua propriedade levando mais de cinco toneladas de produtos da região como banana, melancia e melão. São 12 horas de viagem. Tempo que poderia ser reduzido pela metade se não fosse o baixo nível das águas do rio Acre. - Em alguns trechos, como a da cachoeira do Catuaba, temos de desembarcar o produto para poder seguir viagem e mais a frente embarcar tudo novamente -, acrescentou Fé em Deus. Ele também compra a produção de muitos ribeirinhos que vivem às margens do rio. Durante os períodos de estiagem, quando o nível das águas é de pouco mais de um metro e meio, os desafios aumentam. A grande quantidade de ganhos de árvore e bancos de areia no leito do manancial favorece o risco de acidente. Qualquer vacilo o batelão pode parar no fundo do rio. Sem opções de transporte terrestre, já que na localidade onde seu Raimundo vive, o ramal está em péssimo estado e o preço do frete cobrado encarece ainda mais o produto. O jeito é se arriscar num rio cheio de curvas e armadilhas.

Venda e desvalorização do produto para o atravessador


Ao desembarcar no porto do Mercado Novo, no bairro Cadeia Velha, o ribeirinho tem outro desafio ainda maior: vender o produto. Como dificilmente o cliente vai até o batelão devido à falta de estrutura do local, a única opção do colono é vender seu produto (a preço de banana) ao atravessador, que compra uma melancia por R$ 1,50 e revende ao cliente por cerca de R$ 10. Um lucro oito vezes maior. Tal prática vem desestimulando os ribeirinhos, que muitas vezes voltam para casa sem nem mesmo cobrir os custos com o transporte.
A prefeitura de Rio Branco reconhece o problema e promete solucioná-lo com a construção do Ceasa. A obra segue em ritmo acelerado, próximo à terceira Ponte. Segundo o secretário de Agricultura do Município, Mário Jorge Fadel, com a inauguração do Ceasa, em meados de 2009, a figura do atravessador será eliminada.
- Com o Ceasa, o colono vai poder comercializar seu produto tanto no atacado quanto no varejo. O consumidor também terá acesso livre ao local. A venda e o lucro serão garantidos -, afirma o secretário.

Geógrafo alerta para o risco de catástrofe ambiental
Assim como nosso personagem, a maioria dos ribeirinhos que vivem às margens do rio Acre, ao longo dos seus 6 mil quilômetros de extensão, desde Assis Brasil até a foz em Boca do Acre, no Amazonas, vem sofrendo com o assoreamento e a poluição do leito do manancial. O geógrafo Claudemir Mesquita, da secretaria Municipal de Meio Ambiente, faz uma previsão sombria sobre o futuro do rio Acre.
- Precisamos parar de agredir o rio Acre. A poluição ambiental, o desmatamento e a pecuária estão fazem desaparecer o mais importante rio da nossa vida. O poder público precisa tomar uma providência urgente para impedir a destruição das nascentes do rio. Se todos nos mobilizarmos ainda há tempo para salvar o manancial -, disse Claudemir Mesquita.
Há anos estudando a seqüência de tragédias ambientais envolvendo o rio Acre, como enchentes e secas cada vez mais severas, o pesquisador faz uma afirmação contundente.
- Se continuarmos nesse ritmo de devastação ambiental os nossos filhos e netos, ou seja, as próximas gerações, não terão oportunidade de tomar banho nesse rio. Estamos matando, todos os dias, a fonte que sacia a nossa cede. Eu me arrisco em afirmar que a ausência de água potável no planeta será o estopim para o início da terceira guerra mundial -, concluiu.

Aqüífero do Segundo Distrito pode ser a salvação
Caso uma tragédia se abatesse sobre a capital acreana e o baixo nível do rio Acre levasse a um colapso no abastecimento de água de Rio Branco, o aqüífero do Segundo Distrito seria a única fonte de captação de água potável da capital. Um estudo realiza pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semeia) descobriu que o aqüífero tem potencial para abastecer uma cidade com até 500 mil habitantes. Portanto, quase o dobro da capital do Acre que é de 300 mil pessoas. Mas ainda falta um projeto e investimento do poder público para a exploração sustentável dessa verdadeira mina de ouro escondida no subsolo da capital. Por enquanto, hoje apenas as empresas de água mineral lucram com a exploração descontrolada do aqüífero.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

IMAC inicia operação Linha Fria


Cerca de 20 equipes compostas por 70 agentes do IMAC, Corpo de Bombeiros e Pelotão Florestal integram a operação Linha Fria. O objetivo é intensificar a fiscalização visando à prevenção de queimadas e transporte ilegal de madeira nos municípios do baixo e alto Acre e na regional Tarauacá/Envira.

De acordo com o IMAC, em agosto de 2007 foram registrados 278 focos de queimadas contra 127 no mesmo período desse ano. Uma redução de 60%. Segundo o coordenador da operação Linha Fria, Ivo Sena (foto), a realização de cursos de prevenção e o combate a incêndios nas propriedades rurais também contribuíram para essa redução.

A presidente do IMAC, Cleisa Cartaxo (foto), confirmou que a licença para atividade de queimadas continua suspensa até 15 de outubro.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Licenças para queimadas continuam suspensas no Acre


A suspensão de licença para queimadas iniciou no dia 11 de agosto e vai até 15 de outubro. Realizar a queimada sem a autorização do órgão ambiental responsável é crime ambiental. A necessidade de que essa prática não continue nesse período do ano garante que não haja graves danos ao meio ambiente, devido às condições climáticas não serem.
A fiscalização já é prática consolidada. As imagens de satélite e sobrevôos são ferramentas importantes no trabalho que funciona em uma parceria do Pelotão Florestal e da Polícia Militar, além de equipes que montam barreiras fixas e móveis, e fazem o trabalho de apreensão de madeiras ilegais, como ocorreu na semana passada, onde 149,19 m³ de toras foram apreendidas na estrada de Porto Acre.
Ao invés de avançar no desmate da propriedade, o produtor rural pode fazer o racionamento de áreas com o plantio de leguminosas como, por exemplo, a mucuna preta, essa ação é chamada de roçado sustentável. A prática faz com que o terreno que está degradado seja recuperado, devido às leguminosas restabelecem nutrientes da terra. A rotação de roçado com plantio da mucuna diminui a carga de trabalho e aumenta a rentabilidade da área cultivada.

sábado, 9 de agosto de 2008

9º Festival do açaí leva milhares de turistas à Feijó

Durante este fim de semana Feijó recebe milhares de turismas de várias partes do Acre, Rondônia e do Amazonas. Todos vêm ao município para prestigar o Festival do Açaí.
Seis mil litros de açaí foram engarrafados para atender ao público, estimado em mais de 20 mil pessoas. Bandas regionais e nacionais se apresentam no evento, como o cantor gospel J. Neto, Vavá e Márcio e Grupo Molejo. Neste sábado será realizado o concurso Garota Açaí e atividades esportivas e de lazer. No domingo (9), a prefeitura do município promove o Festival de Praia no rio Envira.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Pesquisadores do Inpe mapeiam nascente do rio Amazonas na cordilheira dos Andes


Foram necessários seis dias e cinco noites em meio a um clima inóspito, a 5,6 mil m de altitude, para que a primeira expedição científica brasileira consolidasse a localização da nascente do rio Amazonas na cordilheira de Chila, nos Andes do sul do Peru.
Os dados coletados indicam que a principal vertente começa no Nevado Mismi a partir da Quebrada (córrego) Apacheta. Entre a nascente e o oceano Atlântico, o curso d'água ganha os nomes de Lloqueta, Apurimac, Ene, Tambo, Ucayali, Solimões e Amazonas.
Segundo os pesquisadores, com esta localização o rio pode chegar a 6.850 km de extensão, embora seu comprimento possa variar ano a ano com os meandros da planície amazônica.
"Atualmente, nós do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), trabalhamos e testamos a hipótese que o curso principal formador do Amazonas é a vertente da Quebrada Apacheta. É uma especulação fundamentada", disse Oton Barros, que integra a Divisão de Sensoriamento Remoto do Inpe e que participou da expedição.
Os trabalhos desenvolvidos pelo pesquisador no local incluíram estudos com imagens de satélite e modelos de elevação digital do terreno gerados com radar orbital.

Rio Amazonas
O rio Amazonas, cujo volume de água é superior ao de todos os outros rios do mundo, é um sistema sinuoso de canais, na maior parte de seu curso através da floresta tropical sul-americana. O rio drena uma imensa região que se estende quase pelo continente inteiro, desde sua nascente na Cordilheira dos Andes até sua foz no oceano Atlântico, em um amplo estuário de aproximadamente 240 km de largura. O Amazonas e seus afluentes contribuem para manter um hábitat de floresta tropical que contém mais espécies de flora e fauna do que qualquer outro ecossistema.