terça-feira, 23 de outubro de 2007

Cuzco: rota mundial do turismo

Cuzco é conhecida como a capital do antigo império Inca. Sendo a segunda cidade mais importante do Peru com 500 mil habitantes. Sua principal atividade econômica é o turismo. Por ano o lugar chega a receber 1 milhão de turistas de várias partes do mundo. Na América Latina, a cidade só perde em número de visitantes para Rio de Janeiro e Buenos Ayres.

Entre as principais atrações turísticas, destaque para as ruínas históricas de Machupicchu, que fica a quatro horas de trem saindo do centro de Cuzco. Cada viagem não sai por menos de 120 dólares. Os restaurantes são sofisticados e possuem uma culinária bastante diversificada. O alto das cordilheiras também é bastante visitado pelos turistas, assim como o mirante, o centro arqueológico e o Coliseum Salsayhuama, palco das batalhas medievais do início do século passado.

Com a criação de uma rota aérea Rio Branco/Cuzco, os empresários da capital acreditam na consolidação dos negócios e do turismo entre os dois países. Mas, a viagem também pode ser feita pela estrada Interoceânica (rodovia do pacífico). Saindo da capital acreana são 1200 quilômetros até Cuzco. A rodovia está sendo pavimentada por um consórcio de empresas liderado pela Odebrecht. A obra tem um custo total de 600 milhões de dólares e o governo brasileiro tem participação no negócio por meio do BNDES. De acordo com Mário Cordino, engenheiro da Odebrecht, a previsão é que a estrada seja concluída em meados de 2009.

sábado, 20 de outubro de 2007

Porto Acre se firma como o maior produtor de melancia do Estado

O período de colheita da melancia já está terminando, mas 2007 não será esquecido tão facilmente pelos produtores rurais de Porto Acre. O município registrou a melhor safra de melancia dos últimos anos. No entanto, os agricultores reclamam da ausência de transporte para entrega das frutas nos mercados da capital.

- Tiramos o produto da colônia e viajamos por até 10 horas em batelão particular pelo rio Acre para chegar à cidade de Porto Acre. Até o mercado Elias Mansour em Rio Branco é outra maratona. Pagamos um frete que faria de R$ 100 a R$ 200, para o caminhoneiro -, conta o produtor rural Raimundo Fé em Deus (foto).

A expectativa é que essa realidade mude com a construção do Ceasa (Central de Abastecimento) pelo prefeito de Rio Branco, Raimundo Angelim. Um ramal saindo da estrada de Porto Acre até a margem do rio também é aberto pelo governo do Estado. A obra vai permitir o escoamento da produção durante o verão.

domingo, 14 de outubro de 2007


Fortaleza do Abunã: refúgio dos acreanos

Distante 280 quilômetros de Rio Branco, o balneário de Fortaleza do Abunã (RO) com belas praias e opções de lazer se consolidou como o principal poente do acreano.
De acordo com empresários do setor hoteleiro, 90% dos turistas que freqüentam a praia de Fortaleza do Abunã são oriundas do Acre. Muita gente já fixou moradia no local. Para eles, o balneário é a única opção de lazer da região.
“Venho aqui há 15 anos na companhia de meu pai. No início vinha para pescar. Em Rio Branco não temos nenhum ambiente parecido. Nos fins de semana e feriados viajo à Fortaleza do Abunã acompanhado da esposa e um grupo de amigos”, disse o policial militar Marcos Ruck.

Paraíso pode desaparecer com a hidrelétrica do Madeira

Os cerca de 500 habitantes que residem em Fortaleza do Abunã lamentam a possibilidade do balneário vir a deixar de existir após a construção do complexo hidrelétrico do Rio Madeira. A obra de mais de R$ 20 bilhões, prevista para iniciar no próximo ano, segundo especialistas, afetaria a bacia do rio Abunã, exatamente onde está situado o balneário. O administrador da cidade, Cláudio Torres, no entanto afirma que o lugar não será afetado pela hidrelétrica. “Fui em todas as audiências públicas e os engenheiros de Furnas e Odebrecht me garantiram que a praia de Fortaleza do Abunã não iria desaparecer”, disse o administrador





segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Seja inteligente: ajude a salvar o meio ambiente

Para muitos o tema não desperta interesse. Quando se fala em desenvolvimento sustentável e preservação da biodiversidade, logo associam o problema a interesses particulares. Enquanto esse pensamento norteia grande parte da sociedade, o planeta azul (ou seria preto de gases poluentes e queimadas) pede socorro.
Há cerca de dois anos comecei a me interessar por reportagens sobre meio ambiente. São matérias sempre mais difíceis de serem produzidas (pela logística e deslocamento), porém são também as mais preferidas do público. Mas não se tornou um interesse meramente profissional. Lendo o livro Mundo Sustentável, do jornalista André Trigueiro, percebi o quanto posso contribuir para um futuro menos catastrófico para as minhas futuras gerações. Gestos simples e atitudes inteligentes podem fazer a diferença.

Numa hera onde é comum encontrarmos a figura do ‘Zé Sujão’ e suas garrafas plásticas, a iniciativa pela preservação do meio ambiente parece ser o único caminho. Essa semana estive na Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMEIA), onde apanhei quinze mudas de diversas árvores como Ipê e Açaí. Seguindo os conselhos do meu bom amigo, professor Claudemir Mesquita (um estudioso das questões ambientais), resolvi reflorestar a margem do igarapé Fundo, no curso onde ele passa ao lado da minha residência, no Conjunto Esperança.

Se todas as mudas ‘vingarem’, dentro de cinco anos o bairro terá quinze belas arvores para evitar a erosão do barranco e embelezar uma área ainda pouco valorizada.
Meio Ambiente: depende de mim, depende de nós!

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Técnicos do IMAC tentam descobrir causas da contaminação do rio Acre

Na manhã de terça-feira (18), uma equipe de técnicos do IMAC saiu da Gameleira num barco do Corpo de Bombeiros para analisar o tamanho do dano ambiental causado pela morte de peixes. Os técnicos colheram várias amostras da água do rio num raio de cinco quilômetros. No igarapé São Francisco, a cor da água denunciava o nível de contaminação. Com o auxílio de material especializado, é possível saber o grau de oxigenação e a turbidez da água.

Um aparelho de GPS ajuda a definir a posição geográfica dos igarapés que estavam contaminados. Todo material recolhido durante a atividade será analisado em laboratório. Mas de acordo com os técnicos do IMAC, um relatório preliminar aponta para o aumento da temperatura da água e para a baixa oxigenação como os prováveis motivos para o fenômeno.

Os animais mortos deixam um rastro de poluição ao longo do rio. Vários peixes em decomposição agora servem de alimento para os urubus. Até mesmo uma arraia de um metro de comprimento não resistiu à contaminação.

Poluição no rio Acre mata centenas de peixes

Ribeirinhos da região do Belo Jardim capturam os peixes que apareceram mortos na manhã de segunda-feira (17) no rio Acre. A contaminação atingiu várias espécies num raio de cinco quilômetros. A espécie mais atingida com a mortandade de peixes é o mandi. Só na comunidade do catuaba, um cardume inteiro foi contaminado.

Outras espécies como arraia, caranguejo e jundiá também foram atingidas. A quantidade de lixo no leito do rio Acre preocupa os ribeirinhos. O produtor rural Cícero Medeiros, afirma que a morte dos peixes é resultado da contaminação de igarapés da região.

sábado, 15 de setembro de 2007

Chuva prejudica tráfego na BR-364

Reaberta pelo governo do estado em maio desse ano, a BR-364 é o principal meio de ligação entre os municípios do vale do Juruá e à capital Rio Branco. Mesmo com o trabalho de manutenção permanente do Deracre, as chuvas que atingem a região têm sido o maior obstáculo
para os motoristas que trafegam pela rodovia mais importante do estado.
Máquinas trabalham na construção de galerias para tentar garantir o tráfego de veículos no trecho mais complicado da rodovia: entre os municípios de Feijó e Manoel urbano. A cada chuva, a pista fica molhada e escorregadia desafiando quem tenta seguir viagem.
Um percurso de 400 quilômetros entre Feijó e Rio Branco, que em condições normais é feito em quatro horas, com a estrada assim a viagem chega a demorar até nove horas.



quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Balsa: transporte indispensável na região

Com o tráfego na BR-364 liberado no período de verão, é grande o número de veículos circulando entre os vales do Acre e Juruá. Integração que também conta com uma colaboração muito especial: as balsas que ajudam no transporte dos carros pelos rios da região.
Ao logo dos quase 700 quilômetros da estrada entre Rio Branco e Cruzeiro do Sul são quatro balsas distribuídas nos rios Purus, Envira, Tarauacá e Juruá. O serviço é mantido pelo Deracre, mas a disposição de bem servir os motoristas, que precisam utilizar o meio de transporte, só pode ser realizado por uma mão-de-obra genuinamente acreana.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Acidente na BR-364 deixa cinco feridos

Um ônibus da empresa Real Norte tombou, nessa quarta-feira, na altura do quilômetro 50 da BR-364, entre os municípios de Sena Madureira e Manuel Urbano. 15 passageiros estavam no veículo e cinco ficaram feridos. Uma mulher sofreu uma fratura no pé e teve de ser levada de táxi para receber atendimento médico no hospital em Manuel Urbano. De acordo com o motorista da Real Norte, Waldir Nascimento, um problema no freio teria ocasionado o acidente.




sexta-feira, 7 de setembro de 2007

IMAC intensifica fiscalização no feriadão


A Operação Linha Fria envolve 85 agentes do IMAC, IBAMA, Corpo de Bombeiros, Exército e Pelotão Florestal. 17 veículos são utilizados na operação. As ações foram intensificadas nos 22 municípios do Estado. Na zona rural de Capixaba, um roçado de cinco hectares pegou fogo e destruiu toda a plantação de milho. Os fiscais do IMAC aproveitam para dar orientações de caráter preventivo aos produtores rurais. Um caminhão que transportava madeira beneficiada pela BR-317 foi parado pela fiscalização mais a mercadoria estava de acordo com a legislação ambiental.
De acordo com a presidente do Instituto de Meio Ambiente do Acre, Cleisa Cartaxo (foto), os focos de queimadas neste mês são até 200 vezes menor do que se comparado com o mesmo período do ano passado. A operação faz parte das ações do Plano Estadual de Combate às Queimas e prossegue até domingo (9).





domingo, 26 de agosto de 2007

Baixo nível do rio Acre dificulta abastecimento de água


O nível do rio Acre, cotado abaixo de 1m80cm, já é o mais baixo do ano. A foto acima é um registro da situação no município de Xapuri. O leito raso dificulta principalmente a navegação. Em Rio Branco, o Serviço de Água e Esgoto (Saerb), planeja uma alternativa para captação de água em níveis mais profundos para não comprometer o abastecimento de água de capital.

sábado, 11 de agosto de 2007

Manejo do pirarucu em Manuel Urbano


Há três anos um projeto piloto de manejo de pirarucu é desenvolvido no lago Santo Antônio, no município de Manoel Urbano, a 260 quilômetros da capital pela BR-364. A iniciativa é resultado de um conjunto de ações desenvolvidas por Ibama, governo do Estado (Seaprof), ONG wwf Brasil e colônia de pescadores da região.

O projeto Alto Purus nasceu de um acordo de pesca realizado em 2004. A partir daí, ficou terminantemente proibida à pesca do pirarucu com a intenção de favorecer a reprodução da espécie. Durante toda esta semana, técnicos e pesquisadores envolvidos no projeto estiveram no lago Santo Antônio fazendo a pesca e o manjo do peixe, que deve ser levado outros lagos da região.

O resultado do trabalho surpreendeu até mesmo o técnico da wwf Brasil. “Alguns indivíduos chegaram a atingir 2m40cm de comprimento, o que é impressionante”, disse Antônio Oviedo. Uma prova de que as metas estabelecidas pelos pesquisadores haviam sido alcançadas.






Festival do Açaí incentiva turismo no município de Feijó



A prefeitura do município de Feijó, distante cerca de 400 quilômetros da capital, realiza de 6 a 9 deste mês mais uma edição do Festival do Açaí. O evento acontece no calçadão ao lado do rio Envira. Durante os dias de festividade são realizados diversos shows com bandas locais e de Rio Branco. Além da distribuição de açaí aos convidados. Várias caravanas saíram da capital e dos municípios próximos á Feijó com objetivo de prestigiar a tradicional festa. Somente neste fim de semana é esperado um público superior a 20 mil pessoas para o encerramento do Festival do Açaí.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Uso da mucuna-preta garante mais produtividade aos agricultores do Bujari


Uma propriedade localizada no Projeto de Assentamento Espinhara II, no município do Bujari, se tornou unidade produtiva modelo no combate ao uso do fogo. Desde a implantação do projeto, há três anos, o agricultor Francisco Ferreira (foto) conseguiu recuperar dois hectares de área degradada com a utilização da mucuna-preta, uma leguminosa importante que ajuda o solo a repor os nutrientes perdidos com a queima. O bom resultado da experiência garante ao produtor rural uma renda mensal de R$ 400,00.

O uso do sistema agro-florestal, o Saf, que consiste no plantio de várias plantas no mesmo espaço, também é uma alternativa viável. Numa área de 12 hectares foram cultivadas cerca de 50 espécies de plantas nativas. Algumas nobres como mogno, mulateiro e cumarú. O acompanhamento técnico é realizado pela Seater

O plano de combate ao uso do fogo é implementado pelo governo do estado em parceria com a ong Projeto Fogo. Os órgãos institucionais visitam as propriedades ministrando palestra com objetivo de conscientizar os agricultores para o uso racional da terra.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Copa de futsal aquece economia e o turismo em Sena Madureira

Durante a realização da 2ª Copa Intermunicipal de Futsal, a cidade de Sena Madureira recebe mais de cinco mil visitantes no período de 20 a 28 de julho. São pessoas que vêem ao município à procura de lazer e diversão. Toda essa movimentação contribui para o crescimento da economia. Mas é durante à noite que dá para perceber como é grande a movimentação no centro da cidade. Hotéis e restaurantes lotados de visitantes. Tem sido assim, durante os dez dias de disputa da Copa de Futsal. O investimento feito pelo poder público na infra-estrutura da cidade, construção de praças e duplicação de vias, contribuiu também para o avanço do setor de turismo. Por isso, um calendário cultural de eventos foi pensado para atrair o visitante. Entre as atrações principais, destaque para o festival do mandi, que este ano vai acontecer de 24 a 28 de agosto, na praia do Amarílio, às margens do rio Iaco.

sábado, 21 de julho de 2007

Manejadores de várias partes do mundo exigem igualdade de condições para competir no mercado


Os líderes das empresas florestais comunitárias da África, Ásia e Américas apelaram no encerramento da 1ª Conferência Internacional de Manejo Florestal Comunitário para que os governos dos países de todo o mundo garantam às comunidades tradicionais os mesmos direitos e apoio financeiro concedidos às grandes companhias madeireiras do mundo.
Convenções internacionais de florestas reconhecendo que as comunidades locais são os principais atores da gestão desses recursos; governos admitindo demandas das comunidades; criação de um fundo global para as empresas de manejo florestal comunitário; a redução dos processos e dos custos de certificação está, junto com outras demandas, entre as reivindicações dos conferencistas reunidos realizado em Rio Branco pela Organização Internacional de Madeiras Tropicais (ITTO).
Durante cinco dias os participantes discutiram os problemas enfrentados pelas comunidades que vivem nas florestas dos três continentes. Falta de acesso legal à terra e a financiamentos; excesso de burocracia e distância dos mercados sufocam as comunidades florestais em todo o mundo. As comunidades florestais, segundo a ITTO, são responsáveis por cerca de 370 milhões de hectares de florestas nativas, garantindo serviços ambientais como o clima, a água, diversidade das espécies e belas paisagens dos quais toda a comunidade internacional se beneficia.
O Ministério do Meio Ambiente comprometeu-se em criar um grupo de trabalho já na primeira reunião da comissão do Programa Nacional de Florestas para formulação de uma política específica para o manejo comunitário. “É preciso que todos nós façamos à nossa parte na medida das forças de cada um”, disse Carlos Vicente, representante da ministra Marina Silva na cerimônia de encerramento.





quinta-feira, 19 de julho de 2007

Participantes da 1ª Conferência Internacional conhecem as boas experiências de manejo florestal no município de Xapuri





A comitiva saiu da Gameleira com destino ao município de Xapuri para um dia de campo. Divididos em quatro grupos, os participantes da Conferência Internacional visitaram primeiro as instalações da Indústria de Pisos. O empreendimento foi inaugurado pelo governo do Acre em dezembro do ano passado, mas só deve entrar em funcionamento no mês de agosto. A indústria é administrada pela iniciativa privada e 70% da mão-de-obra é local. Nesta fase, cerca de 140 funcionários são capacitados para atender a demanda do mercado internacional. O material produzido aqui é de madeira certificada e tem como destino: Estados unidos, Ásia e Europa.

Os participantes da conferência também puderam conhecer uma das mais promissoras experiências de desenvolvimento sustentável do Acre: a Industria de Preservativos. A estrutura física está pronta e os equipamentos, em fase de teste, terão capacidade de produzir 100 milhões de unidades de camisinha por ano. Foram investidos 31 milhões de reais na instalação da fábrica com recursos do BID, Governo Federal e Governo Estadual. 700 famílias de seringueiros da reserva extrativista Chico Mendes são capacitados para atender a demanda de látex. A diretora técnica da Funtac, Tânia Guimarães, adiantou que o Ministério da Saúde manifestou interesse na compra de toda a produção da fábrica de preservativos do Acre.


Depois, os ambientalistas foram até o Seringal Cachoeira. Lá vivem 85 famílias de seringueiros, que além do manejo comunitário de madeira certificada, também são capacitados para trabalhar com o turismo ecológico. Fábio Franco, representante do Ministério do Meio Ambiente, presente na Conferência Internacional, disse que o Seringal Cachoeira é um bom exemplo de gestão sustentável dos recursos naturais

1º Conferência Internacional de Manejo Comunitário coloca o Acre no foco das discussões ambientais


Acontece de 15 a 20 de julho, na usina de arte João Donato, a 1ª Conferência Internacional de Manejo Florestal Comunitário. Representantes de 41 países discutem no Acre as boas experiências do uso racional das florestas públicas, a chamada gestão sustentável do meio ambiente. Victor Lopez, representante da Associação de Manejo Comunitário da Guatemala, disse que 10% das florestas daquele país são manejadas. Ele também destacou o Brasil como um grande potencial florestal e caso os governos realizassem mais investimentos técnicos e científicos haveria um crescimento ainda maior da atividade madeireira no país.
O diretor executivo do Instituto Internacional de Madeira Tropical, Manoel Sobral, disse que reconhece os avanços do Acre no sistema de manejo floresta. Ele destacando a implantação das indústrias de piso e preservativo, em Xapuri, como sendo experiências bem sucedidas. No entanto, Manoel Sobral afirma que é preciso criar políticas que garantam as comunidades tradicionais retorno financeiro com o sistema de manejo.
O comércio de madeira certificada é o setor que mais cresce no mundo. De acordo com o Gerente do Escritório da w.w.w f Brasil no Acre, Alberto Tavares, a Amazônia brasileira detém 60% do território nacional e nela moram 20 milhões de pessoas. Apesar de todo esse potencial, o ambientalista defende uma exploração mais racional das reservas de carbono presentes na Amazônia. O Acre mantém na reserva estadual do Antimary, com 60 mil hectares de floresta preservada, um projeto considerado piloto na área de manejo comunitário. Para o Secretário Estadual de Floresta, Carlos Ovídio (foto), o grande desafio das comunidades é conseguir aproveitar o potencial do eco-turismo dentro das reservas florestais como uma alternativa de atividade rentável para as populações tradicionais.

sábado, 7 de julho de 2007


Pousada Vila Brasília é opção para turistas que visitam o município de Brasiléia

Inaugurada há um ano, a pousada Vila Brasília se consolida como um dos principais destinos de quem decide visitar a cidade de Brasiléia, a 220 km de Rio Branco.

Atraídos pela queda do dólar e os eletroeletrônicos da Zona Franca de Cobija, na Bolívia, muitos turistas aproveitam para se hospedar na pousada. Motivos para isso não faltam. O lugar possui uma arquitetura amazônica, construída a base de paxiúba (madeira típica da região) e cobertura de palha. A estrutura conta com 13 chalés equipados com banheiro, tv, frigobar e ar-condicionado. A área também possui piscina, parque infantil, quadra de areia e restaurante alacarte com comida regional.

A pousada foi construída graças a uma parceria entre prefeitura de Brasiléia e Governo do Acre. Os recursos vieram da Suframa e Caixa Econômica Federal. O vencedor da licitação, que vai administrar a estrutura por cinco anos, é o empresário Edimar Teixeira Bino, 42 anos. Durante entrevista concedida a este repórter, na sede da pousada, seu Edimar disse que chega a receber turistas de várias regiões do Brasil e até de outros países.

- Já hospedamos pessoas da Holanda, Estados Unidos e Canadá. Isso sem contar nossos vizinhos Peruanos e Bolivianos -, conta o empresário.

Pelo fato da pousada estar localizada próxima a estrada do pacífico, seu Edimar acredita que futuramente o ramo de hotelaria na região pode crescer consideravelmente com a conclusão do trecho peruano da carreteira Interoceânica.

- Sabemos que Cusco está a menos de mil quilômetros daqui. Se uma pequena porção de turistas que visitam aquela cidade histórica do Peru tiver a chance de conhecer o Acre, aí esse setor da economia vai dar um grande salto –, concluiu seu Edimar.

Ele só não esconde a insatisfação com a dificuldade de se encontrar mão-de-obra especializada na região.

- Apesar do Sebrae e da Secretaria Estadual de Turismo ter investido bastante na formação de pessoas para trabalhar em hotéis e restaurantes, nunca conseguimos ficar com um funcionário por mais de seis meses. Eles sempre arrumam um jeito de serem demitidos para ficar recebendo o Seguro Desemprego. Pra você vê só a mentalidade dessa gente! - completou o empresário.

A pousada Vila Brasília está situada no município de Brasiléia, na rua José Maria Souza Santos s/ nº, no bairro Francisco José Moreira.

RESERVAS: 9238-7871
CONTATOS: EDIMAR OU EDILEUDO



















terça-feira, 3 de julho de 2007

Governador Binho Marques e presidente Alan Garcia inauguram primeira etapa peruana da estrada do Pacífico



Um encontro histórico para dois países fronteiriços: Brasil e Peru reforçam o objetivo mútuo de integração entre os povos com a inauguração da primeira etapa da estrada Interoceânica, do lado Peruano. São 60 quilômetros de asfalto entre as cidades de Inãpari, na fronteira do Acre, a Ibéria. O trecho é de responsabilidade da Conirsa, um consórcio de empreiteiras cuja Odebrecht detém 70% das ações.


Devido a compromissos fora do Brasil, o presidente Luis Inácio Lula da Silva designou o governador do Acre, Binho Marques, como representante oficial da presidência. O presidente peruano, Alan Garcia, também esteve presente a inauguração. A solenidade aconteceu na quarta-feira (4) pela manhã, na fronteira do Acre com o Peru.

A estrada do pacífico, que do lado brasileiro está toda pavimentada, é fundamental para o desenvolvimento econômico, turístico e cultural da região. De Assis Brasil à Cuzco são cerca de 900 quilômetros de planície Amazônica e Andina. De acordo com Mário Cordino, engenheiro da Odebrecht, a obra está orçada em 567 milhões de dólares e deve ficar pronta até dezembro de 2009.

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Acre vive processo de industrialização



Tudo começou ainda durante a gestão do ex-governador Jorge Viana. Graças à parceria com o governo federal e empréstimos junto ao BNDES, foi possível a completa reestruturação do Distrito Industrial de Rio Branco e construção do novo Parque Industrial, localizado na BR-364, sentido Porto Velho. Os investimentos aqueceram também o setor moveleiro, que hoje exporta produtos para o mercado asiático e europeu, valorizando a mão-de-obra local.

Mas, os principais investimentos do governo acreano estão concentrados no chamado corredor do Pacífico. Ao longo da BR-317. Onde esta estabelecida a Indústria de Álcool (a Álcool Verde), que fica no município de Capixaba, a Indústria de Pisos e a de Preservativos, localizada em Xapuri. Embora a atividade já registre a geração de emprego e renda, todos esses empreendimentos têm uma característica muito curiosa: ainda não entraram em funcionamento pra valer, ou seja, a caldeira ainda não começou a ferver.

No caso da Álcool Verde, o grupo que administra a indústria, disse que no momento os trabalhos estão concentrados no plantio do viveiro de cinco mil hectares de cana-de-açúcar para dar início à produção de álcool no primeiro semestre de 2008. Já à Indústria de Pisos foi arredada pelo governo para um consórcio de empresas, que ainda não tem uma data definitiva para o seu funcionamento. No caso da Indústria de Preservativos de Xapuri, o governo do Acre confirma que o empreendimento será inaugurado ainda no mês de julho pelo presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva. Vale ressaltar que a fábrica de camisinha terá como matéria prima principal, a produção de látex dos seringueiros da região de Xapuri.