quarta-feira, 2 de março de 2011

Começa a valer acordo entre MPF e fazendeiros por desmatamento zero

 
O Ministério Público Federal do Pará informou que começa a valer nesta terça-feira (1º) acordo por meio do qual alguns dos maiores frigoríficos do Brasil, como o Minerva e o Bertin, farão negócios apenas com proprietários rurais com pedido de licenciamento ambiental e com terrenos em municípios signatários da medida. O objetivo é acabar com o desmatamento ilegal.
Um total de 58 municípios, de 144 no estado do Pará, assinaram o termo de compromisso com o MPF até esta segunda-feira (28), data limite para a adesão ao acordo. Municípios que assinaram o termo garantiram maior prazo a produtores rurais para pedirem licenciamento.
 
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Com o novo termo, propriedades com mais de 3 mil hectares terão até 30 de agosto para pedir licenciamento. Terrenos com área entre 500 e 3 mil hectares terão até 31 de dezembro. Propriedades menores poderão pedir licenciamento até meados de 2012, segundo o MPF.

O termo também foi assinado por 80 empresários, que se comprometem a não fazer negócios com fazendas fora dos municípios comprometidos com desmatamento ilegal na Amazônia. A restrição amplia-se a fazendeiros que estimulem trabalho escravo, que tenham invadido terras públicas ou praticado outros crimes ambientais.

Apenas cerca de 900 propriedades rurais tinham cadastro ambiental no início de 2009, quando o MPF do Pará começou a propor novos acordos. Em janeiro de 2011, 48,3 mil áreas já estavam registradas.

Fonte: globomatureza

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Turismo Verde no Acre

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Rico em biodiversidade, o Acre é a terra de Chico Mendes e dos povos da floresta, que há gerações extraem dos seringais e castanhas dos vales do rio Juruá e do Rio Acre o sustento para suas famílias. É essa diversidade cultural e natural, harmonicamente enlaçadas, que se oferece aos visitantes.

Localizado no sudoeste da Amazônia brasileira, o Acre tem na densa floresta tropical que recobre a maior parte de seu território o principal atrativo para o ecoturismo. O apelo das florestas acreanas, no entanto, não se resume à sua rica biodiversidade, entre as mais altas do planeta. Além da riqueza de espécies, a floresta acolhe populações que há séculos vivem de seus recursos, como é o caso dos seringueiros e de outros habitantes. A importância da floresta para essas populações ensejou lutas como a do líder seringueiro Chico Mendes, morto em 1988 na cidade de Xapuri, que entrou para a história por defender os direitos dos chamados povos da floresta.

O Acre definiu dois pólos ecoturísticos: o Vale do Acre, na parte meridional do estado, e o Vale do Juruá, ao norte. O pólo Vale do Acre abrange a capital Rio Branco e os municípios de Porto Acre, Plácido de Castro, Assis Brasil, Brasiléia, Epitaciolândia, Bujari e Xapuri. Região mais povoada do estado, o Vale do Acre detém vários atrativos para os visitantes, com destaque para os seringais nativos próximos de Xapuri, como a Reserva Extrativista Chico Mendes e os seringais Pimenteira e Cachoeira, onde o ritmo da vida na floresta e o cotidiano dos seringueiros podem ser vivenciados pelos visitantes.

Cidade histórica, distante 188 km da capital, Xapuri foi o primeiro povoado acreano e palco da revolução que resultou na incorporação deste pedaço de floresta ao Brasil, no início do século 20. Por ter sediado eventos importantes relacionados à luta de Chico Mendes, a cidade tem sítios históricos muito visitados, como a casa onde o líder seringueiro foi morto, em 1988. O Vale do Acre tem ainda atrativos como o Casarão onde morou Plácido de Castro, herói da Revolução Acreana, no Seringal Bom Destino, município de Porto Acre, e o projeto de preservação do tracajá, no município de Plácido de Castro.

O Pólo Ecoturístico Vale do Juruá abrange os municípios de Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo e é apontado por especialista como uma das regiões com maior biodiversidade da Amazônia. Seus maiores atrativos são o Parque Nacional da Serra do Divisor, localizado na fronteira com o Peru, e as terras habitadas pelos índios Ashaninka. A diversidade de manifestações culturais, como o rico artesanato indígena e as festas regionais, incluindo o Santo Daime, completam os atrativos ecoturísticos do Acre.

Como chegar
O Pólo Vale do Acre tem como portão de entrada a capital Rio Branco que conta com um aeroporto internacional, recentemente inaugurado. A capital oferece ainda uma rede de 32 hotéis de diferentes padrões e um comércio diversificado. O acesso terrestre se dá pela rodovia BR-364, que liga Rio Branco a Porto Velho (RO) e ao resto do país. A capital também pode ser alcançada por pequenas embarcações através do rio Acre, que corta a capital.

Fonte: Ministério do Meio Ambiente

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Sistema de irrigação por gotejamento economiza água e energia

Chega no mercado um novo produto de irrigação de jardins, da Regatec. Utilizando um sistema de irrigação por gotejamento subterrâneo, ele economiza água e energia elétrica, e tem uma vida útil prolongada.
irrigação Sistema de irrigação por gotejamento economiza água e energia
Sistema pode ser instalado em diversos tipos de terreno, desde jardins residenciais até campos de futebol. (Foto: Regatec)
O problema de muitos sistemas similares era o entupimento do material pelas raízes das plantas. O novo produto contém uma placa de cobre. “O cobre apenas cria uma área em volta das raízes que não querem crescer. Não há nenhuma contaminação ou risco para a grama”, explica o engenheiro Danny Braz, diretor geral da Regatec.
A durabilidade do novo produto chega a ser 15 anos maior. Antes das placas de cobre, a vida média dos sistemas era de três anos. Além disso, Danny calcula que a economia de água pode chegar a 50%.
Danny também explica o funcionamento do sistema: “Há um tubo de polietileno, que possui um gotejador embutido, que por sua vez tem uma espécie de labirinto, por onde a água passa e perde pressão, saindo por um furinho e gotejando. A razão da perda da pressão é para que todos tenham a mesma vazão, independente de onde estejam, perto ou longe da fonte de água. Perto ou em volta deste furinho há uma chapinha de cobre. Ao passar pelo cobre cria-se uma camada de íons que não deixa a grama chegar perto, nem a raiz entrar, evitando o entupimento”.
O sistema exige pouca manutenção. Além do cuidado para não danificar os canos na hora de cortar grama ou limpar o jardim, é preciso que ele seja ligado toda semana.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Japão confirma suspensão de caça às baleias

A intervenção de um grupo ativista contrário à caça de baleias pressionou o Japão a encerrar antecipadamente sua temporada de caça na Antártida, disse o ministro da pesca do país, Michihiko Kano, nesta segunda-feira (21). A suspensão da caça já havia ocorrido na semana passada por conta da pressão da Sea Shepherd, mas agora foi oficializada pelo governo.

Esta é a primeira vez em que uma frota está retornando para casa mais cedo por causa de confrontos com ativistas. Tentativas repetidas da organização não governamental (ONG) Sea Shepherd para bloquear a caça irritaram o Japão, um dos três países, junto com Noruega e Islândia, que ainda caçam baleias. O governo afirma que a caça é uma importante tradição cultural.

"Tem se tornado difícil garantir a segurança da frota", disse Kano em coletiva de imprensa. "Não temos escolha senão encerrar nossa pesquisa mais cedo."
navio baleia (Foto: Sea Shepherd/ Reuters)Ativistas da Sea Shepherd são atingidos por jato de água de navio de caça. (Foto: Sea Shepherd/ Reuters)

A Sea Shepherd considerou a decisão uma vitória para as baleias e disse que o movimento estava se tornando cada vez mais eficiente em intervir nas operações da frota japonesa. "Não fizemos muito diferente, mas chegamos lá mais cedo e interceptamos e atrapalhamos eles muito antes de eles poderem começar", disse por telefone Jeff Hansen, diretor australiano da instituição.

"A cada ano estamos custando para eles mais e mais dinheiro. É uma caça altamente subsidiada e estão gastando e perdendo milhões. Então estamos, de fato, atingindo seus bolsos", disse.

A frota japonesa, composta de 180 pessoas e 4 navios, está retornando de sua caça anual um mês antes do previsto após caçar 170 baleias, cerca de um quinto da meta, de acordo com Shigeki Takaya, autoridade do ministério da pesca no país.

Fonte: Da Reuters

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Brasil está perdendo biodiversidade que sequer conhece, alerta Ipea


Estudo divulgado nesta quinta-feira (17) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que o Brasil deveria ter no conhecimento e na conservação da biodiversidade uma de suas estratégias para o desenvolvimento, para aproveitar seu privilegiado capital natural. Mas o Ipea ressalta que, no que diz respeito à diversidade genética, "o conhecimento é, certamente, o mais incipiente e a pesquisa em exemplares da biodiversidade brasileira encontra-se no início".

“Se a maioria das espécies nativas é desconhecida, menos ainda se sabe acerca de seus genomas”, diz o relatório. De acordo com o Ipea, grande parte da informação está sendo irremediavelmente perdida, à medida que espécies se extinguem ou variedade interna é reduzida.

“Entre essas perdas podem estar as chaves para a cura de doenças, o aumento da produção de alimentos e a resolução de muitos outros problemas que a humanidade já enfrenta ou enfrentará. Daí a necessidade de se estimular iniciativas de valorização, pesquisa e conservação desse patrimônio”.
Conservação

O instituto, ligado à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência, afirma que, em relação à conservação da diversidade de espécies, o Brasil apresenta um nível de conhecimento e estrutura de pesquisa acima de outros países megadiversos, mas ainda assim carece de mão-de-obra especializada, como de taxonomistas (especialistas em classificação de seres vivos), diz o Ipea.

O país tem significativo potencial para descoberta de novas espécies, seja por meio da revisão do material já depositado em coleções no Brasil e no exterior, seja pela realização de inventários em regiões pouco amostradas.

O instituto ressalta que a infraestrutura e a formação de pessoal para caracterização da diversidade da de microorganismos encontram-se em estágio embrionário, o que é um entrave à sua exploração tecnológica. “Isso torna-se particularmente relevante ante a crescente importância econômica da biotecnologia, inclusive sob o ponto de vista estratégico em ciência”, comenta o estudo.

Vantagem competitiva

Aproximadamente 75% das espécies da fauna e da flora ameaçadas de extinção não são objeto de quaisquer medidas de manejo, a despeito das exigências contidas em normas específicas. “Considerando-se o amplo desconhecimento sobre a biodiversidade brasileira e de seus benefícios para a humanidade, e ainda a larga taxa de alteração que os biomas vêm sofrendo ao longo dos últimos anos, é bastante provável que parte considerável do capital natural brasileiro esteja sendo eliminada antes mesmo de ser conhecida pela ciência. Isso pode representar o desperdício de uma grande vantagem competitiva de nosso país, que é o uso sustentável desse patrimônio”.

O estudo defende que o potencial de perda da biodiversidade seja considerado na tomada de decisões para implementação de políticas e ações, nas esferas públicas e privadas, de forma a evitá-lo. Em relação a isso, o Ipea destaca as obras de infraestrutura e o uso do solo para as chamadas atividades produtivas, por serem, de acordo com os autores, importantes vetores associados a essa perda.

Fonte: Do Globo Natureza

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Ruído de trânsito aumenta risco de derrame em idosos, diz estudo


 A exposição ao ruído de trânsito aumenta o risco de derrame em com 65 anos ou mais, segundo estudo publicado na edição online da revista especializada European Heart Journal.

Na pesquisa feita com mais de 50 mil pessoas, cada 10 decibéis a mais de barulho de trânsito aumenta o risco de derrame em 14%, em média, em todos os grupos etários.

Para aqueles abaixo dos 65 anos, o risco não foi estatisticamente significativo. Mas a probabilidade aumentou enormemente no grupo de pessoas com mais de 65 anos, aumentando 27% para cada 10 decibéis a mais de barulho.

Acima de 60 decibéis, o risco de derrame aumentou ainda mais, afirmaram os cientistas.
Uma rua movimentada pode facilmente gerar níveis de ruído entre 70 e 80 decibéis. Comparativamente, um cortador de grama ou uma serra elétrica atingem de 90 a 100 decibéis, enquanto um avião a jato produz 120 decibéis de ruído na decolagem.

"Estudos anteriores vincularam o ruído do tráfego a uma elevação da pressão sanguínea e de ataques cardíacos", disse o chefe das pesquisas, Mette Sorensena, da Sociedade Dinamarquesa de Câncer.
"Nosso estudo demonstra que a exposição ao ruído de tráfego parece aumentar o risco de derrame", acrescentou.

O estudo revisou históricos médicos e de residência de 51.485 pessoas que participaram da pesquisa Dieta Dinamarquesa, Câncer e Saúde, realizada em Copenhague e arredores entre 1993 e 1997.
Um total de 1.881 pessoas sofreu derrame neste período.

Segundo o artigo, 8% de todos os casos de derrame e 19% destes casos registrados em pessoas acima dos 65 anos poderiam ser atribuídos ao barulho do trânsito.

Os cientistas sugerem que o ruído atua como um fator de estresse e perturbador do sono, o que resulta na elevação da pressão sanguínea e da frequência cardíaca, bem como no aumento do nível de hormônios de estresse.

O estudo contabilizou os efeitos da poluição do ar, da exposição ao ruído de trens e aviões e uma série de fatores de estilo de vida, potencialmente desconcertantes, como o tabagismo, a alimentação e o consumo de álcool.

Os participantes da pesquisa viviam, em sua maioria, em áreas urbanas e, portanto, não representavam a totalidade da população em termos de exposição ao ruído do trânsito.

A proximidade com este barulho também está relacionada com a classe social, uma vez que os mais abonados conseguem pagar para morar em regiões mais silenciosas.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

SEMA capacita educadores ambientais

 
Capacitar educadores ambientais é uma maneira de multiplicar os conhecimentos
sobre práticas sustentáveis e valores do nosso estado. Por isso, a partir de
segunda-feira, dia 14, técnicos da Secretaria Estadual de Meio Ambiente
(SEMA) e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semeia) vão conhecer
melhor a Mochila do Educador Ambiental.

A Mochila do Educador Ambiental contém materiais didáticos que
possibilitam a construção do conhecimento de forma lúdica, além de
difundir políticas públicas como o Zoneamento Ecológico Econômico e a
Política de Valorização do Ativo Ambiental Florestal.

São exemplos de ferramentas da mochila: flanelógrafo, mapas, jogos
ambientais, cadernos temáticos e a Carta da Terra para crianças.


A troca de experiências positivas e os novos recursos são o
incentivo e suporte para que práticas sustentáveis tenham continuidade. A

capacitação ocorre no Horto Florestal de Rio Branco e deve capacitar cerca 30

técnicos.

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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Diesel responde por 53% da emissão de gás carbônico no trânsito no Brasil

O diesel, usado principalmente no transporte de carga, é o combustível que mais tem colaborado para as emissões pelos escapamentos de dióxido de carbono, principal gás de efeito estufa, no Brasil. Em 2009, o diesel respondeu por 53% das emissões do transporte rodoviário do país, seguido pela gasolina, com 26%.

O primeiro inventário nacional de emissões veiculares mostra que a grande participação desse derivado do petróleo nas emissões de gases que provocam o aquecimento global tende a se manter: em 2020, deve ser responsável por 49% das emissões do gás.

Na volta para BH após feriado de fim de ano, motoristas enfrentam trânsito intenso na BR-381  (Foto: Reprodução TV Globo) 
Trânsito intenso na BR-381 no início de janeiro. 

Para reverter essa situação, especialistas que participaram da elaboração do relatório afirmam que o país não pode apenas centrar sua preocupação em substituir a gasolina pelo álcool, com os carros flex. "A troca é importante, mas não resolverá o problema", diz André Ferreira, diretor-presidente do Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema). O álcool também emite gases-estufa, mas a cana-de-açúcar compensa parte importante dessas emissões ao absorver gás carbônico.

O diesel tem outro problema no Brasil: possui alta concentração de enxofre, que é bastante prejudicial para a saúde da população. Já deveria estar em uso desde 2009 no Brasil um diesel de melhor qualidade e menos poluente, mas houve um adiamento da medida. Segundo a Petrobras, a partir de janeiro de 2012 o diesel com 50 partes por milhão (ppm) de enxofre será distribuído em postos selecionados de todo o país, para uso em veículos novos. Em 2013, passará a ser fornecido o diesel com 10 ppm.

A frota do Brasil (carros de passeio, caminhões, ônibus e motocicletas) passou de 9,3 milhões de veículos em 1980 para 38,2 milhões em 2009 - aumento de 310,7%. As emissões de gás carbônico do transporte rodoviário passaram de 65 milhões de toneladas para 167,1 milhões de toneladas (aumento de 156,6%).

Em 2020, a expectativa é de que a frota chegue a 48,7 milhões de veículos e o setor de transporte rodoviário emita 267,5 milhões de toneladas do gás.

Fonte: Da Agência Estado 

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Mundo com energia limpa é possível até 2050


O Relatório de Energia da WWF (World Wildlife Fund) em parceria com a consultoria energética Ecofys foi divulgado hoje revelando que, até 2050, 95% das necessidades de transporte, eletricidade, energia industrial e doméstica poderiam ser supridas apenas com energia limpa.

A WWF demonstra um cenário alternativo e possível de atingir. O objetivo é que se consiga atingir uma redução de pelo menos 80% até 2050, a fim de evitar alterações climáticas resultantes do aumento da temperatura média global (que se localiza já está acima de 2°C). Mais de 80% da energia global atual provém de combustíveis fósseis, e para o futuro do relatório ser possível, seria preciso reduzir em pelo menos 60% os gastos com calefação de edifícios, por meio da melhora na eficiência energética e do uso de energia solar e calor geotérmico.

Frente à demanda mundial por eletricidade, a eficiência energética em veículos, edificações e indústria seria fornecida por meio de smart grids (redes inteligentes) que geram energia de forma renovável. Esse fornecimento de energia barata e limpa na escala necessária irá demandar um esforço mundial.

Mas os benefícios seriam muito maiores no longo prazo, e a economia realizada com custos mais baixos em energia irá equilibrar o total de novos investimentos em energia renovável e eficiência energética até 2040, quando os gastos começarias a se pagar. Além disso, defende-se também a modernização das instalações elétricas, a prioridade do transporte elétrico em escala global e incentivos financeiros (tarifas especiais para energia renovável).

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Crianças dependem de transporte de barco para estudar no interior do AM

Na imensidão do Rio Amazonas, barcos de transporte sobem e descem a correnteza levando crianças para a escola. Crianças que vivem na outra margem do rio, em frente ao município de Itacoatiara (AM) dependem desse tipo de deslocamento para estudarem.
“O barco é seguro. Antes não era porque a gente andava de bote", diz a dona de casa Maria Sandra da Silva. “Às vezes, podia até alagar, porque entrava muita água”, diz a estudante Andreiza Souza.

A garantia do acesso à escola mudou a vida das crianças e até de quem já tinha desistido da sala de aula. O piloto Raimundo do Nascimento é o último a entrar na embarcação. Ele ancora, toma um banho rápido, troca de roupa e segue para a escola.

Aos 26 anos, Nascimento está no oitavo ano do colégio. Ele havia parado de estudar para ajudar os pais no trabalho. Agora leva uma rotina puxada. Às 5h, já está recolhendo alunos nas casas ribeirinhas. “Vou terminar o fundamental, entrar no médio, terminar o médio e tentar uma faculdade”, diz ele.

No município de Careiro Castanho, também no Amazonas, os alunos também fazem planos. “Tenho muito interesse de aprender, um dia ser alguém na vida, sair do interior para outros países”, diz a estudante Valéria da Costa.

"Sem o transporte escolar a gente não vai ter a aprendizagem na sala de aula com o aluno. Então, o transporte é fundamental para trazer essa criança", explica o secretário de Educação Paulo Amaro Andrade.

Em muitas comunidades, são as próprias famílias que levam as crianças para a escola, como a da dona de casa Dona Terli Moraes, em Itacoatiara. Os nove filhos vão de canoa. “São muitas crianças, a canoa vai muito cheia de criança. É perigoso demais. O maior perigo é a corredeira, que é muito forte, além de motor e navios”, lembra a dona de casa Terli Moraes.

Do estaleiro da marinha, em Belém (PA), pode sair a solução para a educação de muitas crianças na Amazônia. É a lancha escolar, projeto dos ministérios da Educação e da Defesa. "As principais características que observamos é a necessidade de ter um calado reduzido, ser pouco profunda para baixo da água e ser resistente, porque na região existem muitos casos de troncos flutuando e de pedras até mesmo o fundo dos rios", explica o comandante da base naval, Eduardo Santana.

Fonte: globonatureza

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Estudo indica dez florestas mais ameaçadas do mundo

A organização não governamental (ONG) Conservação Internacional (CI) lançou nesta sexta-feira (4) uma pesquisa que lista as dez florestas mais ameaçadas em todo o mundo. A divulgação do estudo ocorre na mesma data em que a Organização das Nações Unidas (ONU) promove oficialmente 2011 como o "Ano Internacional das Florestas".

Todas as florestas consideradas como as mais ameaçadas pela CI já perderam 90% ou mais de sua cobertura vegetal e cada uma abriga pelo menos 1.500 espécies que só existem em nível local. De acordo com a ONG, as áreas têm espécies que estão sob o risco de extinção.

O bioma brasileiro da Mata Atlântica aparece como a quinta vegetação mais ameaçada do mundo, das quais restam apenas 8% da cobertura original, segundo a ONG. Já a floresta com maior risco de extinção fica na Indo-Birmânia, na Ásia, e já teve 95% de sua vegetação original destruída.

A lista da CI segue com a segunda vegetação mais ameaçada, que está em florestas tropicais da Nova Zelândia, também com 5% de cobertura original, seguida da floresta de sunda, na Indonésia, Malásia e Brunei (7% de cobertura original), a de Filipinas (7%), a Mata Atlântica no Brasil (8%), as montanhas das regiões central e sul da China (8%) e florestas da Califórnia, nos EUA (10%).

De acordo com a ONG, a oitava floresta mais ameaçada do mundo fica na costa oriental da África e tem 10% da vegetação original, seguida de florestas em Madagascar e em ilhas do Oceano Índico, ainda na África (10% de cobertura original) e das florestas de Afromontane, no mesmo continente, com 11% da vegetação original.

A ONU escolheu 2011 como o "Ano Internacional das Florestas" para chamar a atenção sobre a necessidade de preservação desses locais pelo mundo. De acordo com o órgão, as florestas cobrem 30% da área do Planeta, mas abrigam 80% da biodiversidade mundial.

floresta 
Segundo ONG, floresta mais ameaçada, na Ásia, teve 95% de sua mata destruída. (Foto: CI/ Divulgação)

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Rio no Pantanal de Mato Grosso do Sul tem mortandade de peixes

Mortandade peixes 
A Polícia Ambiental estima que haja toneladas de peixes mortos no local.
(Foto: Rhobson Lima / O Pantaneiro / Divulgação)

Cardumes de pintados, pacus, dourados, cacharas e até arraias estão boiando mortos pelo Rio Negro, em Aquidauana, no Pantanal, em Mato Grosso do Sul. A Polícia Militar Ambiental estima a mortandade em várias toneladas, acrescentando que ainda não tem a dimensão exata da quantidade. Segundo moradores ribeirinhos, as baías e margens do rio estão forradas de peixes mortos.

O biólogo Roberto Gonçalves Machado, do Instituto Estadual de Meio Ambiente, constatou na manhã da última segunda-feira (31) a ocorrência do fenômeno considerado de grande proporção, depois de voar sobre a região da sub-bacia do Rio Negro. A pesca é proibida no local, por ser considerado um dos berçários de reprodução de peixes pantaneiros.

Técnicos do instituto comentaram que os sintomas são os mesmos registrados em outras ocorrências do gênero. Os peixes ficam agonizando com a cabeça fora de água em busca de ar, devido à falta de oxigênio na água. Essa deficiência é consequência do grande volume de cinzas produzidas pelas queimadas, que são levadas pelas enxurradas para o leito dos rios pantaneiros.

Fonte: Da Agência Estado

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Cientistas acompanham urso em busca de gelo no mar durante 9 dias

Urso gelo 1 
Urso polar durante procura por gelo no mar de
Beaufort, no Alasca.(Foto: Wiki Commons / via BBC)

Um urso polar nadou continuamente por nove dias, cobrindo uma distância de 687 quilômetros em busca de gelo, segundo identificou uma pesquisa de zoólogos americanos. Os pesquisadores, que estudavam os ursos polares no entorno do mar de Beaufort, no norte do Alasca, afirmam que o feito pode ser um resultado do degelo provocado pelas mudanças climáticas.

Os ursos polares são conhecidos por nadar entre a terra e icebergs para caçar focas. Mas os pesquisadores dizem que o crescente degelo nos polos está levando os animais a nadar distâncias cada vez maiores, arriscando as suas próprias saúdes e as das futuras gerações.

No estudo, publicado na última edição da revista especializada "Polar Biology", os pesquisadores da agência geológica norte-americana (USGS, na sigla em inglês) revelam a primeira evidência concreta de ursos polares nadando longas distâncias.

"Esse urso específico nadou continuamente por 232 horas e 687 quilômetros, em águas com temperaturas entre 2 e 6 graus Celsius", afirma o zoólogo George M.Durner, um dos autores da pesquisa.

"Estamos impressionados com o fato de que um animal que passa a maior parte de seu tempo na superfície do mar congelado pudesse nadar constantemente por tanto tempo em águas tão frias. É realmente um feito incrível", diz.

Viagem seguida
Apesar de ursos polares já terem sido observados em mar aberto no passado, esta é a primeira vez que a viagem completa foi seguida.
Com a ajuda de um colar com GPS colocado na fêmea de urso, os pesquisadores foram capazes de acompanhar com precisão seus movimentos ao longo de dois meses, conforme o animal buscava locais para caça.

Os cientistas foram capazes de determinar quando o urso estava na água pelos dados do colar e por um registrador de temperaturas instalado debaixo da pele do animal.
O estudo mostra que a viagem épica teve um alto custo para o urso. "Este animal perdeu 22% de sua gordura corporal e seu filhote de um ano", relata Durner.

"Foi simplesmente mais custoso energeticamente para o filhote do que para o urso adulto nadar toda essa distância", afirma.

Fonte: BBC

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Ibama concede licença para primeiros canteiros de Belo Monte

O Ibama concedeu nesta quarta-feira (26) a licença de instalação que permite a construção dos primeiros canteiros e acampamentos para as obras da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. A autorização, informa o órgão ambiental federal, permite ainda que o consórcio Norte Energia realize outras atividades, como implantar estradas de acesso e áreas para estoque de solo e madeira, além de fazer terraplenagem. A licença vale para os sítios Belo Monte e Pimental.

Rio Xingu, no Pará, onde será construída hidrelétrica de Belo Monte 
Rio Xingu, no Pará, onde será construída hidrelétrica de Belo Monte (Foto: Mariana Oliveira / G1)

As atividades liberadas são para preparar a infraestrutura necessária para  obras principais, que ainda passam por uma análise específica. Para a construção da usina em si, e para sua entrada em funcionamento, serão necessárias outras licenças ambientais, informa o instituto.

O site do Sistema Informatizado de Licenciamento Ambiental Federal tem a reprodução de um documento em que o consórcio Norte Energia é autorizado a derrubar 238,1 hectares de vegetação (2,38 milhões de metros quadrados) para a instalação de um acampamento, um canteiro industrial e uma área de estoque de madeiras.
Atraso

O início das obras de Belo Monte está atrasado. A expectativa inicial do governo era de que a construção tivesse começado no segundo semestre de 2010. O consórcio Norte Energia, responsável pela obra, tinha preparado aporte de R$ 560 milhões para tocar as operações. Quando tiver  a licença para o canteiro de obras, o consórcio poderá dar início à mobilização de seus funcionários.

No último dia 12, o então presidente  do Ibama, Abelardo Bayma pediu para ser exonerado. O Ministério do Meio Ambiente informou que ele alegou motivos pessoais para sua saída e havia se comprometido com a ministra Izabella Teixeira a ficar no cargo até o dia 31 de dezembro do ano passado.

No entanto, antes de sua saída, Bayma vinha sofrendo pressões de outras áreas do governo por conta da concessão de licenças ambientais. O recém-empossado ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, criticou o atraso na emissão de licenças para usinas, especialmente a hidrelétrica de Belo Monte.

"Estávamos receosos de que houvesse um atraso maior, e isso implicaria em perder um ano na construção da Usina", disse Lobão no dia 7.

Fonte:  Do Globo Natureza

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Biblioteca da Floresta



A Biblioteca da Floresta é onde se pode encontrar arquivos históricos e livros sobre a colonização do Acre. De O Seringal e Terra Caída até pesquisas sobre o desenvolvimento sustentável da Amazônia e arquivos dos movimentos socioambientais.

O acesso ao acervo pode ser feito de diversas maneiras: leitura e pesquisa local, empréstimo domiciliar, palestras, debates e exposições. Os usuários também podem contar com o arquivo digital, artigos de colaboradores, exposições virtuais, audioteca e videoteca, disponibilizados no site. O prédio abriga exposições permanentes sobre os povos indígenas do Acre, o Zoneamento Ecológico-Econômico, coleção especial sobre as iniciativas lideradas por Chico Mendes, além de um espaço destinado a exposições temporárias.

Logo na entrada nos deparamos com uma sala inteiramente dedicada à Marina silva, ex-ministra do Meio Ambiente, admirada por militar em favor dos seringueiros e dos povos da floresta. Com justiça, o local que coloca à disposição da sociedade experiências práticas construídas pelos movimentos sociais, recebeu seu nome.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Mesmo com cheia, ribeirinhos ainda sentem efeitos da seca na Amazônia


O nível dos rios na Amazônia voltou a subir desde o ano passado, mas ainda não foi suficiente para normalizar as atividades. Agricultores que vivem na beira de rios ainda sentem os efeitos da estiagem e o escoamento de produtos permanece comprometido.

Algumas regiões com o leito do rio quase seco ainda demandam canoa e caminhar sobre a água. Segundo o agricultor Antônio Lopes, o Canal do Curari, no Rio Solimões, já estaria cheio nesta época, como em outros anos. "A água está sempre mais alta e o barco já viaja", diz ele.

Lopes tem uma tonelada de feijão para colher, mas ainda não consegue escoar a produção. Já o agricultor Paulo Moisés conseguiu uma boa safra de milho verde, com mais de 6,5 mil espigas. As 52 sacas tiveram de ser transportadas por mais de dois quilômetros. "Foi carregado nas costa, sem jumento, sem nada”, contou.

A subida das águas também ocorre em Manaus. O Rio Negro sobe em média sete centímetros por dia, ritmo considerado normal. Mas a cota está abaixo da registrada no início do mês de janeiro em anos anteriores e ainda não chegou aos 20 metros.

De acordo com Marco Antonio Oliveira, superintendente do Serviço Geológico do Brasil no Amazonas, as chuvas estão contribuindo para os rios voltarem ao normal em janeiro. "Com a retomada das chuvas na bacia do Solimões, ela começa a represar o Rio Negro e ele volta a subir, deflagrando o processo de cheia na bacia do Negro. Como também tem chovido acima da média na bacia do Negro por conta do fenômeno La Niña, esta subida deve se acentuar nos próximos dias”, explicou Oliveira, segundo quem a previsão é de que os rios se normalizem em fevereiro.

Fonte: globonatureza

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

ONU confirma que 2010 foi o ano mais quente de que há registro

 GENEBRA, 20 Jan 2011 (AFP) -A Organização Meteorológica Mundial (OMM), ligada à ONU, informou nesta sexta-feira em Genebra que 2010 foi o ano mais quente desde que há registros, o que confirma uma tendência "significativa" de aquecimento do planeta a longo prazo.

A tendência também contribuiu para um derretimento ainda maior do gelo no Oceano Ártico, cujas geleiras caíram a níveis recorde em dezembro.

"Ano passado foi o mais quente registrado, junto com 2005 e 1998", afirma um comunicado da OMM, o que confirma as avaliações preliminares baseadas em um período de 10 meses e que foram apresentadas na reunião mundial sobre o clima de dezembro.

"Os dados de 2010 confirmam uma tendência significativa de aquecimento da Terra a longo prazo", afirmou o secretário-geral da OMM, Michel Jarraud.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Mudança climática revela cadáveres escondidos na neve

O piloto de avião Rafael Benjamín Pabón foi encontrado sentado em seu assento, com o cinto de segurança afivelado e cara de quem estava dando uma cochilada. Seu cabelo preto, não muito curto, caía sobre seu ombro. Pabón estava congelado desde 1990.

Seu avião, um cargueiro, havia se chocado naquele ano contra o Huayana Potosí, uma montanha de mais de seis quilômetros de altitude na região de La Paz (Bolívia).
Reuters
Criança inca morta há 500 anos e encontrada congelada no alto de vulcão na Argentina é exibida em museu do país
Criança inca morta há 500 anos e encontrada congelada no alto de vulcão na Argentina é exibida em museu do país

O boliviano foi encontrado recentemente por um alpinista, que ficou tão chocado ao esbarrar em um cadáver que resolveu carregá-lo montanha abaixo. Sua mãe está viva e vai poder enterrá-lo.
Pabón, que tinha 27 anos ao morrer, entra para a lista de cadáveres revelados pelo aquecimento global, que proporciona degelos inéditos em vários lugares do mundo.

Um deles era o copiloto de Pabón, trazido de volta para fora da neve pelo verão de 1997 --o terceiro membro da tripulação, um mecânico chamado Walter Flores, ainda não foi encontrado.
Além da dupla, já foram encontradas desde três crianças incas nas montanhas da Argentina até soldados austríacos da Primeira Guerra Mundial que morreram lutando nos Alpes italianos.

Os soldados ao menos morreram lutando. Em 2005, foi encontrado o corpo de Leo Mustonen. Ele era piloto de 22 anos da Força Aérea americana e, em 1942, treinava para servir na Segunda Guerra.

Editoria de Arte/Folhapress

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Ano de 2010 entra para a história como um dos mais quentes

O ano de 2010 foi, junto com o de 2005, o mais quente da Terra desde o início dos registros em 1880, e representou o 34º ano consecutivo com temperaturas acima da média registrada no século XX, segundo a Administração Nacional Atmosférica e Oceânica (NOAA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos.

A temperatura de 2010 foi 0,96º C superior à média do século XX, ressaltaram nesta quinta-feira os cientistas do Centro Nacional de Dados Climáticos, em Asheville, na Carolina do Norte, em seu site.
Além disso, o NOOA revelou que 2010 foi o ano mais úmido, em termos de precipitação média global, desde que se mede esta variável, de acordo com os dados divulgados nesta quinta-feira pela imprensa local.


 Por sua vez, a temporada de furacões do ano passado no Pacífico, com sete tempestades e três furacões, representou o registro mais baixo desde que os cientistas começaram a utilizar satélites para suas observações em meados de 1960.

Em contraste, a temporada de furacões no Atlântico foi extremamente ativa, com 19 tempestades e 12 furacões, que situam 2010 em terceiro e segundo lugar, respectivamente.

O organismo estatal dos EUA indicou, além disso, que de meados de junho a meados de agosto se registrou "uma incomum corrente de ar que desceu rapidamente da Rússia Ocidental para o Paquistão".
Esta corrente, segundo a NOAA, contribuiu para a onda de calor sem precedentes de dois meses de duração na Rússia e para as devastadoras inundações no Paquistão no final de julho.

Fonte: UOL

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Cientistas revelam planos para salvar corais da extinção

Cientistas revelaram, na Grã-Bretanha, planos para preservar e proteger as mais importantes espécies de coral ao redor do mundo.
Os pesquisadores da Sociedade Zoológica de Londres identificaram dez espécies que correm maior risco de extinção, já que vêm sofrendo com o aumento das temperaturas dos oceanos devido à mudança climática, o aumento da acidez no mar, o excesso de pesca e a poluição.
O plano Edge, que prioriza espécies ameaçadas globalmente e mais diferenciadas em termos de evolução, decidiu que a melhor estratégia é tratar o problema regionalmente, ou seja, concentrar os esforços no 'triângulo dos corais' nas Filipinas, na região do Canal de Moçambique (porção do Oceano Índico situada entre a África Oriental e Madagascar) e no Caribe.

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Espécie Ctenella chagius, do Oceano Índico. (Foto: Charles Sheppard/ZLS )

'Os recifes de corais estão ameaçados de extinção funcional (quando a população não é mais viável) nos próximos 20 a 50 anos, devido principalmente à mudança climática', diz Catherine Head, coordenadora do projeto dos corais.
'Nessas regiões, vamos apoiar e treinar ambientalistas locais para realizar pesquisas e implementar medidas de preservação direcionadas.'
 Os recifes de corais são o ecossistema marinho mais rico do planeta. Conhecidos como florestas tropicais dos oceanos, eles existem há 400 milhões de anos e, apesar de ocuparem apenas 0,2% do leito oceânico, abrigam cerca de um terço de toda a vida marinha.

Fonte: globonatureza

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Lâmpadas incandescentes devem ser retiradas do mercado até 2016


As lâmpadas incandescentes comuns serão retiradas do mercado paulatinamente até 2016. Portaria interministerial de Minas e Energia, Ciência e Tecnologia e Indústria e Comércio regulamentando a retirada foi publicada no Diário Oficial da União. A finalidade é que elas sejam substituídas por versões mais econômicas.
 De acordo com o Ministério de Minas e Energia, a medida é fruto de um longo processo de negociação com setores da sociedade, por meio de consulta pública via internet e de audiência pública.

De 30 de junho de 2012 até 30 de junho de 2016 – a não ser que surja uma nova tecnologia que permita às lâmpadas incandescentes se tornarem mais eficientes – esse tipo de produto será banido do mercado, segundo técnicos do Ministério de Minas e Energia.1

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

SOS Mata Atlântica reprova 30% das amostras de água de 43 rios e lagos brasileiros

mostras de água de 43 rios coletadas e analisadas pela Fundação SOS Mata Atlântica em 12 Estados e no Distrito Federal indica que 70% deles estão em situação regular, 25%, ruim, e 5%, péssima. Nenhuma delas apresentou resultado positivo, segundo a entidade.

A análise fez parte do projeto “A Mata Atlântica é aqui – exposição itinerante do cidadão atuante”, realizado durante o ano passado. As avaliações tinham objetivo de checar a qualidade de rios, córregos, lagos e outros corpos d’água em todas as cidades por onde passou o projeto e, assim, alertar a população local.

Para realizar essa análise, a equipe contou com um kit de monitoramento desenvolvido pelo Programa Rede das Águas da própria ONG. O kit classifica a qualidade das águas em cinco níveis de pontuação: péssimo (de 14 a 20 pontos), ruim (de 21 a 26 pontos), regular (de 27 a 35 pontos), bom (de 36 a 40 pontos) e ótimo (acima de 40 pontos).

Os níveis de pontuação são compostos pelo Índice de Qualidade da Água (IQA), padrão definido no Brasil por Resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), obtido pela soma da pontuação de 14 parâmetros físico-químicos, biológicos e de percepção, avaliados com auxílio do kit. Cada um destes pode aumentar de um a três pontos, obtendo um mínimo de 14 e máximo de 42. Os parâmetros são: temperatura, turbidez, espumas, lixo, odor, peixes, larvas e vermes brancos ou vermelhos, coliformes totais, oxigênio dissolvido, demanda bioquímica de oxigênio, potencial hidrogeniônico, níveis de nitrato e de fosfato.

As análises que tiveram o melhor resultado foram as do Rio Doce, em Linhares (ES), e a da Lagoa Maracajá, localizada na cidade de Lagoa dos Gatos (PE), ambas com 34 pontos, classificadas no nível “regular”.

Os piores resultados vieram do Rio Verruga, em Vitória da Conquista (BA), com apenas 17 pontos; e a do Lago do Quinta da Boa Vista, na cidade do Rio de Janeiro, com 19 pontos, ambas classificadas no nível “péssimo”.

Nenhum dos pontos de coleta de água destes 43 corpos d’água pode ser classificado com índices bons ou ótimos, o que aponta a grande necessidade de ações de mobilização da sociedade para melhoria da qualidade da água em todos os Estados.

Fonte: Do UOL Ciência e Saúde

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Cataratas do Iguaçu registram recorde de visitação em 2010

Em 2010, as visitas às Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, no Paraná, registraram um recorde histórico: mais de 1.265.000 visitantes, segundo a administração do Parque Nacional do Iguaçu. O número é o maior desde 1981, quando a estatística começou a ser feita.


Visitas às Cataratas do Iguaçu bateram recorde em 2010 (Foto: Divulgação/Parque Nacional do Iguaçu)Até então, segundo o biólogo Jorge Pegoraro, administrador do parque há oito anos, o maior índice de visitantes havia sido registrado em 2008, com 1.154.000 pessoas. Em 2009, passaram pelas cataratas 1.070.000 turistas. O incremento de visitantes em 2010 representa, segundo Pegoraro, um aumento de quase 20% com relação a 2009.



“Em 2009 tivemos o problema da nova gripe, que fez com que muita gente não viajasse para evitar proximidade com as fronteiras. Já em 2010, o ano foi muito bom para o turismo em Foz do Iguaçu. Tivemos muitos feriados prolongados, que fizeram com que mais brasileiros viessem ao parque”, diz Pegoraro.

Trilhas para Cataratas devem passar por reforma

(Foto: Divulgação/Parque Nacional do Iguaçu)

A vazão das águas das cataratas também contribuiu, segundo o biólogo, para o aumento nas visitações. “Neste ano não tivemos seca, e a vazão esteve sempre entre normal e acima da média. Isso também atrai turistas. Neste momento nossa vazão está entre 1.200 e 1.500 metros cúbicos por segundo, o que é considerado normal para essa época do ano", afirma.

Dos turistas que visitam as Cataratas, cerca de 60% são estrangeiros e 40% são brasileiros. "Neste ano houve um incremento de brasileiros entre janeiro, julho e dezembro, que são meses de férias, mas a média anual permaneceu a mesma registrada em anos anteriores. É importante destacar que, dos visitantes estrangeiros, 50% vêm de países do Mercosul", diz Pegoraro.

Fonte: G1

Peixe com selo verde chega ao consumidor brasileiro

Camarão-rosa, cação, surubim. A preocupação com a sobrevivência dessas espécies e com o consumidor atento às questões ambientais já leva empresas a buscarem selos de pesca sustentável. O primeiro selo que chega ao Brasil é o Friend of the Sea, certificação italiana conferida a empresas que obedecem a critérios de pesca e aquicultura com menor impacto ambiental. A entidade já certificou 135 espécies e 120 empresas em 35 países.

Outra certificação que está chegando ao país é a MSC - sigla em inglês para Conselho de Manejo Marinho -, selo criado pela organização não-governamental (ONG) WWF em 1997. De acordo com Laurent Viguié, vice-presidente da Trace Register, empresa que desenvolveu um sistema de rastreabilidade para pescado, a MSC abrirá um escritório no País em janeiro de 2011. "Com 8,5 mil quilômetros de costa, é um bom negócio para o Brasil investir em certificações, até para garantir a pesca no futuro", diz.

Várias das espécies de peixes e de crustáceos consumidas pelos brasileiros estão ameaçadas pela sobrepesca. Segundo o Censo da Vida Marinha do Ministério do Meio Ambiente, das 1.209 espécies de peixes catalogadas na costa e nos rios, 32 estão sendo exploradas além de sua capacidade de regeneração. No caso dos crustáceos, a sobrepesca ameaça 10 de 27 espécies.
 
Varejo
As redes de varejo já começaram a enxergar os benefícios do pescado sustentável. O Walmart elaborou uma política específica para a compra de pescado, que inclui um acordo de cooperação com o Ministério da Pesca. "Parar de vender peixe por causa da sobrepesca não é solução, e sim o manejo do pescado e o investimento em sistemas de rastreabilidade", diz Cristiane Urioste, diretora de sustentabilidade da rede. Hoje a rede tem controle de 40% dos crustáceos que comercializa.

No Pão de Açúcar, a aposta será no desenvolvimento da cadeia de fornecedores da Amazônia. "Queremos construir uma cadeia constante, baseada no trabalho com os ribeirinhos", afirma Paulo Pompilio, diretor de relações institucionais da rede. Um dos desafios será fazer com que os preços não se tornem proibitivos. "Não pode ser um produto 'gourmet'. Se o pirarucu custar R$ 35 o quilo, as pessoas vão preferir o bacalhau", analisa. 

Fonte: jornal O Estado de S. Paulo.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Gameleira

Fotos: cedidas
Centro histórico da cidade de Rio Branco capital do Acre - a Gameleira - data de 1882, quando acampou o desbravador Neutel Maia, fundador do Seringal Empreza, origem de Rio Branco.

A gameleira é uma frondosa árvore com mais de 2,5m de diâmetro no tronco, com mais de 20 metros de altura e, com o sol a pique, sua sombra tem por volta de 30m de diâmetro. Foi testemunha de duas batalhas da revolução acreana. Tombado monumento histórico pelo Dec. Municipal nº 752, de 28 de dezembro de 1981.

Com a construção do novo calçadão e a reurbanização do sítio histórico do 2º Distrito a gameleira transformou-se em ponto de encontro, de entretenimento e de um bom papo. Localização: Rua Cunha Matos – 2º distrito, as margens do rio Acre.