sexta-feira, 8 de abril de 2011

Foto mostra placa de gelo flutuante da Antártida vista de cima

A ESA (Agência Espacial Europeia) divulgou nesta sexta-feira a foto da placa de gelo Brunt tirada pelo seu satélite Envisat há cerca de um mês. 

Com cerca de cem metros de espessura, ela está localizada no mar Weddell, na costa de Coats Land, e ligada à Antártida. 

Desde meados da década de 1950, ela serve de posto para a estação científica britânica. Apesar de ser praticamente um grande bloco, a placa sempre corre o risto de rachar pelas colisões contra icebergs do oceano antártico. 

O Envisat é apropriado para coletar dados da Antártida por sua particular capacidade de observar a região mesmo em condições de visibilidade ruins, como nuvens e escuridão.

Esa
Com extensão de cem metros, placa de gelo serve de posto para a estação científica britânica desde os anos 50
Com extensão de cem metros, placa de gelo serve de posto para a
estação científica britânica desde os anos 50

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Franceses detectam destruição recorde de ozônio no polo Norte

A camada de ozônio no polo Norte sofre um nível sem precedentes de destruição por causa de excepcionais condições meteorológicas, informa nesta segunda-feira o CNRS (Centro Nacional de Pesquisas Científicas francês).

No final de março, a redução da camada que protege a Terra dos raios ultravioleta foi de 40%. O comunicado do CNRS diz ainda que registrou, em uma "zona extensa", um fenômeno nunca antes observado.
O motivo da degradação se encontra em "um inverno estratosférico muito frio e persistente" que resultou em uma "grande e prolongada" destruição de ozônio até a primavera".

University of Bremen
Ilustração mostra medição de ozônio em março de 2011, comparada com 2010; cores vermelhas são níveis altos
Ilustração mostra medição de ozônio em março de 2011, comparada com 2010; cores vermelhas são níveis altos
 
INVERNO EXTREMO

A destruição da camada de ozônio está ligada à presença na atmosfera de diversos gases, emitidos pelos aerossóis.

A 80 graus abaixo de zero, esses gases se tornam nocivos para o ozônio, um fenômeno "recorrente" na Antártida, onde as temperaturas são "extremamente baixas" no inverno, mas menos comum no polo Norte, onde a temperatura é mais elevada e as condições meteorológicas mais variáveis.

"Nem sempre se reúnem as circunstâncias para que se produza uma grande diminuição do ozônio" nessa região, indica o CNRS, que assinala que "as condições meteorológicas extremas são responsáveis pelo recorde alcançado" neste ano.

Os cientistas franceses tratam agora de determinar o impacto que este fenômeno terá quando as massas de ar se deslocarem, decorrente do aumento da temperatura durante a primavera.

Os produtos de aerossóis, que emitem gases ricos em cloros e bromo, permanecem durante anos na atmosfera, por isso que os cientistas franceses não descartam que uma destruição da camada de ozônio similar à deste ano se repita se ocorrer novamente invernos excepcionalmente frios.

Segundo o último relatório de avaliação da camada de ozônio, este gás não recuperará seu nível de 1980 até o período 2045-2060 no polo Sul e uma ou duas décadas antes no Norte.

sábado, 2 de abril de 2011

Rio Acre ultrapassa cota de alerta




De acordo com a Defesa Civil do Município de Rio Branco, o Rio Acre atingiu na manhã deste sábado 13m80cm. Acima da corta de alerta que é de 13m50. Alguns bairros da parte baixa da cidade como Seis de Agosto e Ayrton Sena já foram atingidos pelas águas e famílias estão desabrigadas.  


Turismo Verde no Acre

qqRico em biodiversidade, o Acre é a terra de Chico Mendes e dos povos da floresta, que há gerações extraem dos seringais e castanhas dos vales do rio Juruá e do Rio Acre o sustento para suas famílias. É essa diversidade cultural e natural, harmonicamente enlaçadas, que se oferece aos visitantes.

Localizado no sudoeste da Amazônia brasileira, o Acre tem na densa floresta tropical que recobre a maior parte de seu território o principal atrativo para o ecoturismo. O apelo das florestas acreanas, no entanto, não se resume à sua rica biodiversidade, entre as mais altas do planeta. Além da riqueza de espécies, a floresta acolhe populações que há séculos vivem de seus recursos, como é o caso dos seringueiros e de outros habitantes. A importância da floresta para essas populações ensejou lutas como a do líder seringueiro Chico Mendes, morto em 1988 na cidade de Xapuri, que entrou para a história por defender os direitos dos chamados povos da floresta.

O Acre definiu dois pólos ecoturísticos: o Vale do Acre, na parte meridional do estado, e o Vale do Juruá, ao norte. O pólo Vale do Acre abrange a capital Rio Branco e os municípios de Porto Acre, Plácido de Castro, Assis Brasil, Brasiléia, Epitaciolândia, Bujari e Xapuri. Região mais povoada do estado, o Vale do Acre detém vários atrativos para os visitantes, com destaque para os seringais nativos próximos de Xapuri, como a Reserva Extrativista Chico Mendes e os seringais Pimenteira e Cachoeira, onde o ritmo da vida na floresta e o cotidiano dos seringueiros podem ser vivenciados pelos visitantes.

Cidade histórica, distante 188 km da capital, Xapuri foi o primeiro povoado acreano e palco da revolução que resultou na incorporação deste pedaço de floresta ao Brasil, no início do século 20. Por ter sediado eventos importantes relacionados à luta de Chico Mendes, a cidade tem sítios históricos muito visitados, como a casa onde o líder seringueiro foi morto, em 1988. O Vale do Acre tem ainda atrativos como o Casarão onde morou Plácido de Castro, herói da Revolução Acreana, no Seringal Bom Destino, município de Porto Acre, e o projeto de preservação do tracajá, no município de Plácido de Castro.

O Pólo Ecoturístico Vale do Juruá abrange os municípios de Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo e é apontado por especialista como uma das regiões com maior biodiversidade da Amazônia. Seus maiores atrativos são o Parque Nacional da Serra do Divisor, localizado na fronteira com o Peru, e as terras habitadas pelos índios Ashaninka. A diversidade de manifestações culturais, como o rico artesanato indígena e as festas regionais, incluindo o Santo Daime, completam os atrativos ecoturísticos do Acre.

Como chegar
O Pólo Vale do Acre tem como portão de entrada a capital Rio Branco que conta com um aeroporto internacional, recentemente inaugurado. A capital oferece ainda uma rede de 32 hotéis de diferentes padrões e um comércio diversificado. O acesso terrestre se dá pela rodovia BR-364, que liga Rio Branco a Porto Velho (RO) e ao resto do país. A capital também pode ser alcançada por pequenas embarcações através do rio Acre, que corta a capital.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Pesquisa protege mamíferos aquáticos da Amazônia


baleiaencalhada28032011 
O Museu Goeldi inicia 2011 com projetos aprovados para investigar os peixes-boi, e os botos-cinza e boto-vermelho

LUCILA VILAR
JOICE SANTOS (*)
BELÉM, PA – Carismáticos moradores do litoral amazônico, baleias, golfinhos, botos e peixes-boi são o foco do trabalho do Grupo de Estudos de Mamíferos Aquáticos da Amazônia (Gemam) do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), que, associado a parceiros como a Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), está acumulando informações valiosas sobre a existência e os fatores que ameaçam a conservação dessas espécies. 

Coordenado pelo zoólogo José de Sousa e Silva Júnior (CZO/MPEG), o Gemam iniciou em 2011 dois novos projetos de pesquisa que incluem a realização de estudos, ampliação da coleção de mamíferos aquáticos e geração de instrumentos para conservação e educação ambiental. As pesquisas estão concentradas no arquipélago do Marajó e nos municípios de Algodoal e Curuçá, todos situados no litoral do Pará, mas a atuação do grupo engloba todo o litoral da Amazônia e parte do interior desta região.

O coordenador do Gemam também é parceiro do projeto “Conservação de Vertebrados Aquáticos Amazônicos”, também recentemente aprovado pelo Programa Petrobras Ambiental (PPA), e coordenado pela pesquisadora Míriam Marmontel do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM), cujo objetivo geral é “propor e consolidar estratégias de conservação para os grandes vertebrados aquáticos amazônicos”.

Bicho D’água
As investigações na Área de Proteção Ambiental (APA) de Algodoal/Maiandeua e a costa leste da Ilha do Marajó terão continuidade no âmbito do projeto “Bicho D’água: Conservação Socioambiental”,gerenciado pela Fundação Instituto para o Desenvolvimento da Amazônia (FIDESA), e patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Ambiental (PPA). Este foi um dos poucos projetos contemplados para a Amazônia na seleção de 2010 do PPA.

O projeto pretende aprimorar o conhecimento técnico-científico sobre os mamíferos aquáticos na região, com ênfase no boto-cinza (Sotalia guianensis), boto-vermelho (Inia geoffrensis), o peixe-boi-marinho (Trichechus manatus) e o peixe-boi-da-Amazônia (Trichechus inunguis). A meta dos pesquisadores é subsidiar a elaboração de medidas de conservação das espécies, com responsabilidade social e educação ambiental.

Segundo a doutoranda Renata Emin-Lima, pesquisadora do Gemam, “esse projeto também vai ser a linha de base para a coleta de material biológico e o aumento do conhecimento sobre os mamíferos aquáticos no estado do Pará”.

A construção de um eco-museu na APA de Algodoal é outra meta do projeto. A educação ambiental das comunidades será o ponto de partida para sensibilizar os moradores locais a respeito da necessidade de conservação da biodiversidade e riqueza ecológica que existe na região. Renata explica que “o grupo sempre pensou nos mamíferos aquáticos como bandeira da educação e conservação ambiental”.

Pequenos Cetáceos - Os impactos da pesca acidental sobre a população do boto-cinza na costa do Pará serão analisados pelo projeto “Pesquisa e Conservação de Pequenos Cetáceos no Litoral Amazônico”, que conta com o patrocínio da Vale e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Pará (Fapespa). Os estudos serão desenvolvidos pela Universidade Federal do Pará, o Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo e o Museu Goeldi.

Os pesquisadores farão monitoramentos de praias, caracterização das atividades de pesca, o cálculo de esforço de pesca mensal e sazonal, análises laboratoriais para determinação de idade e estágios de maturidade sexual, estudos sobre hábito alimentar dos botos-cinza, além de ações de educação ambiental. O Grupo organizará palestras, oficinas e ações em conjunto com as escolas e lideranças comunitárias, como também produzirá uma cartilha educativa para ser distribuída ao final do projeto nas comunidades estudadas.

Após compreender e avaliar os impactos da pesca, o projeto irá propor ações em resposta ao impacto da atividade pesqueira. Serão analisadas duas áreas do litoral paraense: costa leste da Ilha de Marajó, principalmente o município de Soure, e o estuário do rio Curuçá.
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O que é o Gemam
Para investigar a megafauna na costa norte do Brasil surgiu, em 2006, o Grupo de Estudos de Mamíferos Aquáticos da Amazônia. Os principais objetivos do grupo são: monitorar as praias e os portos pesqueiros da costa amazônica, analisar o impacto da pesca costeira sobre populações de boto-cinza no litoral do estado do Pará, e avaliar a presença de espécies ameaçadas nessas áreas, especialmente o peixe-boi-marinho e o peixe-boi-da-Amazônia.
Oficializado como um grupo de pesquisa do CNPq, o Gemam tem a participação de pesquisadores da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (URGS) e Universidade Federal do Pará (UFPA), além de parceiros eventuais, como o IDSM e o Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (IEPA). O grupo é composto por mais de 10 pesquisadores, entre consultores acadêmicos e equipe técnica, onde há cinco alunos de pós-graduação, três doutorandas e dois mestrandos. 

Atualmente a equipe realiza estudos etnoecológicos e de conservação dos peixes-bois, pesquisa a eto-ecologia do boto-vermelho e as interações entre atividades de pesca e pequenos cetáceos. O grupo também desenvolve estudos anatômicos, genéticos e biogeográficos dos mamíferos aquáticos.

O Gemam participa de resgates de baleias, golfinhos e peixes-boi no litoral paraense, recolhe carcaças de animais mortos (atividade que propiciou em pouco tempo a formação de uma coleção científica em crescente expansão no acervo de mastozoologia do Goeldi); também estuda o comportamento dos botos-vermelhos e peixes-boi em seu ambiente natural, para obter mais informações sobre locais de maior ocorrência. Além disso, desenvolve atividades voltadas à educação ambiental.

Segundo o coordenador do grupo, José de Sousa e Silva Júnior, “a participação de um grande número de alunos de pós-graduação, alguns do próprio programa de zoologia do Museu e de outras instituições, demonstra a importância do projeto”. José, mais conhecido como Cazuza, acredita que “daqui a algum tempo a região terá uma série de doutores formados pelo grupo, além da produção bibliográfica que cresce a cada ano”.

quinta-feira, 31 de março de 2011

A imagem fala por si

Amanhecer na BR-317, estrada do Pacífico

terça-feira, 29 de março de 2011

Estudo diz que falta de água pode atingir mais de 1 bilhão em 2050

 
Mais de 1 bilhão de pessoas enfrentarão uma grave escassez de água em 2050 na medida em que o aquecimento global piorar os efeitos da urbanização, indicou um estudo nesta segunda-feira.

A escassez ameaça o saneamento em algumas das cidades de mais rápido crescimento no mundo, particularmente na Índia, mas também representa riscos para a vida silvestre caso as cidades bombeiem água de fora, afirma o artigo publicado nas Atas da Academia Nacional de Ciências (PNAS).

O estudo concluiu que, se continuarem as atuais tendências de urbanização, em meados deste século em torno de 990 milhões de moradores de cidades viverão com menos de 100 litros diários de água cada um - mais ou menos a quantidade necessária para encher uma banheira -, quantidade que segundo os autores é a mínima necessária.

Além disso, mais 100 milhões de pessoas não terão água para beber, cozinhar, limpar, tomar banho e ir ao banheiro.

"Não tomem os números como um destino. São o sinal de um desafio", disse o principal autor do estudo, Rob McDonald, do grupo privado ambiental The Nature Conservancy (conservação de recursos naturais), com sede em Washington.

Atualmente, cerca de 150 milhões de pessoas estão abaixo do patamar dos 100 litros de uso diário. A casa de um americano médio gasta 376 litros por dia por pessoa, apesar de o uso real variar dependendo da região, disse McDonald.

Mas o mundo está experimentando mudanças sem precedentes no nível urbano, à medida que as populações rurais de Índia, China e outras nações em desenvolvimento mudam-se para as cidades.
As seis maiores cidades da Índia - Mumbai, Delhi, Kolkata, Bangalore, Chennai e Hyderabad - estão entre as cidades mais afetadas pela escassez de água. O estudo prevê que 119 milhões de pessoas não terão água suficiente até 2050 apenas nas planícies e no delta do rio Ganges.

A África Ocidental também enfrentará escassez em cidades como Lagos, na Nigéria, e Cotonu, em Benin, segundo o estudo. Outras cidades que sofrerão o impacto são Manila (Filipinas), Pequim (China), Lahore (Paquistão) e Teerã (Irã).

Fonte: globonatureza

sábado, 26 de março de 2011

Monumentos brasileiros ficarão às escuras neste sábado

As cidades brasileiras que participam da campanha ambiental Hora do Planeta vão apagar as luzes de seus monumentos mais famosos na noite deste sábado.

Durante uma hora, das 20h30 às 21h30, marcos como o Cristo Redentor (RJ), o Jardim Botânico (PR) e o estádio Pacaembu (SP) ficarão às escuras.

No Brasil, o primeiro minuto da Hora do Planeta será de silêncio, em homenagem às vítimas do terremoto e do tsunami que atingiram o Japão e às famílias atingidas pelas enchentes no Rio de Janeiro e em outros estados.

Drina Thurston/AFP
Ópera House, na Austrália, com as luzes apagadas durante a Hora do Planeta; no Brasil, cerca de 80 cidades vão aderir
Ópera House, na Austrália, com as luzes apagadas durante a Hora do Planeta; no Brasil, cerca de 80 cidades vão aderir

O Rio, que participa pela terceira vez consecutiva, é a sede do evento no Brasil e vai apagar as luzes, além do Cristo Redentor, dos Arcos da Lapa, da orla da praia de Copacabana.
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, estarão presentes na festa que acontece no Arcos da Lapa, que passa por restauração, e terá a participação de escolas de samba cariocas.

Na Bahia, participarão o Tribunal de Justiça do estado, o palácio Thomé de Souza, o Elevador Lacerda, as estátuas dos Orixás no Dique do Tororó, a praça Castro Alves, a estátua do Cristo e o farol da Barra.
Já em Brasília, ficarão no escuro na noite deste sábado o palácio do Buriti e Anexo, o Memorial JK, o Teatro Nacional, a Catedral, o Museu do Índio, o Complexo Cultural da República e a Ponte JK.
A ação é uma mobilização mundial para conscientizar a população sobre o aquecimento global e a necessidade de se preservar o ambiente.

A Nova Zelândia, pela diferença do fuso horário, se tornou o primeiro país a apagar suas luzes, dando início ao movimento.

A organização ambientalista WWF (sigla em inglês de World Wildlife Fund), responsável pela iniciativa, estima que serão mais de 4.000 cidades de 130 países do mundo a apoiar a Hora do Planeta

sexta-feira, 25 de março de 2011

Rio Juruá transborda e já desabriga 20 famílias em Cruzeiro do Sul


enchente_lagoa_3.jpg 













O nível das águas do Rio Juruá em Cruzeiro do Sul atingiu 13.32m nesta sexta-feira (25), provocando a inundação de várias casas. 

Pelo menos 75 pessoas foram retiradas pelo Corpo de Bombeiros e levadas para um abrigo público onde recebem assistência da Prefeitura.  
 
As famílias foram retiradas dos bairros Lagoa e Boca do Môa, os mais atingidos pela cheia do Juruá. Todos os desabrigados foram encaminhados ao Ginásio de Esportes Alailton Negreiros que funciona como abrigo. A Prefeitura afirma que está fornecendo toda assistência necessária como colchonetes, comida, água e assistência médica, além de transporte escolar para as crianças.
 
Entre os desabrigados, estão seis mulheres grávidas e vários recém-nascidos. O Corpo de Bombeiros continua monitorando as áreas de risco e mais famílias podem ser resgatadas.

Texto: Genival Moura(tribunadojurua)

terça-feira, 22 de março de 2011

Mais da metade dos municípios pode enfrentar falta de água, diz agência

Um atlas a ser lançado nesta terça-feira (22) pelo governo federal aponta que mais da metade dos municípios brasileiros pode ter problemas de abastecimento de água até 2015.

De acordo com a obra, produzida pela Agência Nacional de Águas, subordinada ao Ministério do Meio Ambiente, 55% dos 5.565 municípios do país podem sofrer desabastecimento nos próximos quatro anos.  O número equivale a 73% da demanda de água no país.

Represa em Nazaré Paulista, estado de São Paulo (Foto: Divulgação/ Odair Farias - Sabesp)
Represa em Nazaré Paulista, estado de São Paulo. (Foto: Divulgação/ Odair Farias - Sabesp)
Ainda segundo a publicação, “a maior parte dos problemas de abastecimento urbano no país está relacionada com a capacidade dos sistemas de produção” - 84% das sedes urbanas necessitam investimentos para adequação de seus sistemas produtores de água e 16% apresentam déficits decorrentes dos mananciais utilizados.

O atlas usa uma projeção de que o país terá um incremento demográfico de aproximadamente 45 milhões de habitantes entre 2005 e 2025. Isso implica num considerável aumento da demanda de abastecimento urbano, exigindo aportes adicionais de 137 mil litros por segundo de água nesses 20 anos, conclui a ANA.
Para contornar essa dificuldade, seriam necessários investimentos de R$ 22,2 bilhões até 2025 na ampliação e adequação de sistemas produtores ou no aproveitamento de novos mananciais, calcula a agência.

"A maioria dos municípios brasileiros apresenta algum grau de comprometimento da qualidade
das águas dos mananciais, exigindo aportes de investimentos na proteção das captações. Desse modo, foram recomendados  no atlas R$ 47,8 bilhões de investimentos em coleta e tratamento de esgotos nos municípios localizados à montante (rio acima) das captações com indicativosde poluição hídrica", diz o livro.
O total de investimentos propostos em ampliação e melhoria dos sistemas de água e esgotos é de R$ 70,0 bilhões.

Estado atual
A capacidade total dos sistemas produtores de água em operação no país é de
aproximadamente 587 mil litros por segundo, bastante próxima às demandas máximas atuais, que gira em torno de 543 mil litros por segundo. Isso implica que grande parte das unidades está no limite de sua capacidade operacional. A região Sudeste apresenta 51% da capacidade instalada de produção de água, seguida das regiões Nordeste (21%), Sul (15%), Norte (7%) e Centro-Oeste (6%);

As Regiões Norte e Nordeste são as que possuem, proporcionalmente, as maiores necessidades de investimentos em sistemas produtores de água - mais de 59% das sedes urbanas. Entre os problemas dessas regiões destacam-se a precariedade dos pequenos sistemas de abastecimento de água do Norte, a escassez da porção semiárida e a baixa disponibilidade de água das bacias hidrográficas litorâneas do Nordeste.

Na Região Sudeste, muitos problemas de abastecimento decorrem da elevada concentração urbana. A agência vai colocar o atlas à disposição do público no endereço www.ana.gov.br/atlas

Fonte: globonatureza

segunda-feira, 21 de março de 2011

Inpe lança concurso de fotos e vídeos de raios no Brasil

raios20032011aEscrito por FÁBIO MANTEZI
 
SÃO JOSÉ DOS CAMPOS, SP – O Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) está abrindo pela primeira vez um concurso de fotos e vídeos de raios no Brasil, país campeão mundial em incidência do fenômeno com cerca de 60 milhões de descargas por ano. Apesar da grande incidência ainda são poucas as imagens de raios disponíveis no Brasil.
Com intuito de documentar o fenômeno, que é diferente nas diversas regiões do país, o Elat está recebendo a partir do dia 15 de março fotos e vídeos de raios para o concurso “Momento Único – A Melhor Foto e Vídeo de Raios no Brasil”.Poderão se inscrever fotógrafos e cinegrafistas amadores ou profissionais de todo o país. O regulamento está disponível na página do Elat (www.inpe.br/elat) no link notícias – concurso.
Os ganhadores do melhor vídeo e melhor foto serão anunciados na solenidade de abertura da XIV Conferência Internacional de Eletricidade Atmosférica (ICAE 2011), a maior conferência mundial sobre o tema, que acontece desde 1954 e que será realizada pela primeira vez no hemisfério sul, na cidade do Rio de Janeiro, de 7 a 12 de agosto.

Os vencedores receberão uma passagem de ida e volta para o Rio e participarão do coquetel e solenidade de abertura. O banco de imagens do concurso irá compor cenas do primeiro filme documentário sobre os raios no Brasil. O filme “Fragmentos de Paixão – Que Raio de História”, que está sendo realizado pelo Elat e será lançado em fevereiro de 2012.

As gravações começam em agosto deste ano e irão contemplar os raios, no contexto da história, cultura e ciência nacional. A equipe deverá viajar por mais de 10 cidades de todas as regiões do Brasil.
As primeiras fotografias de relâmpagos foram obtidas em torno de 1880. Após mais de um século, fotografar relâmpagos continua sendo uma tarefa difícil. “O fato de nunca saber onde o raio vai acontecer dificulta a captura de imagem e, por isso, fotografar relâmpagos requer paciência. Contudo, se você for persistente, terá sucesso”, afirma o coordenador do Elat, Osmar Pinto Júnior.

“O fato de nunca saber onde o raio vai acontecer dificulta a captura de imagem, e por isso fotografar relâmpagos requer paciência. Contudo, se você for persistente terá sucesso”, lembra Pinto Júnior
 
Uma dica que pode fazer a diferença é tentar controlar o tempo de exposição, que para uma boa foto ficaria em torno de 30 segundos (isto depende de alguns fatores como a luminosidade do local, por exemplo).“Um erro comum é ficar movendo a câmera para diversas direções. Foque na tempestade e em uma direção. Aguarde, não desista, e observe também o que está ao fundo da imagem, pois isto ajudará a realçar a beleza intrínseca de um relâmpago”, complementa o coordenador, que inclusive já fotografou muitos raios ao longo de sua atuação no Elat.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Hora do Planeta acontece em 26 de março, das 20h30 às 21h30


26 cidades do Brasil aderiram ao movimento que deixa as luzes apagadas por uma hora
 
Hora do Planeta acontece em 26 de março, das 20h30 às 21h30

A Hora do Planeta é um evento simbólico, promovido no mundo pelo WWF, em que empresas e residências apagam suas luzes por uma hora. Neste ano, será realizado no dia 26 de março, um sábado, das 20h30 às 21h30. A intenção é que a ação possa chamar a atenção das pessoas para uma reflexão sobre questões ambientais e os desafios do aquecimento global.
Ao todo, 26 cidades do país já aderiram à ação, entre elas as capitais Aracaju (SE), Goiânia (GO), Rio Branco (AC), Natal (RN), Rio de Janeiro (RJ) e Vitória (ES)(a lista completa das cidades podem ser vistas no site oficial). Empresas e shoppings também já aderiram ao movimento, que é apoiado pelo Banco do Brasil, Coca-Cola e a Tim.
Se você quer aderir ao movimento, vejas as dicas que o próprio WWF disponibiliza:
1. Faça a inscrição (gratuita) no site (www.horadoplaneta.org.br). Você pode receber informações regularmente sobre o evento.
2. Monte equipes para a Hora do Planeta, tentando fazer com que familiares e amigos participem da ação com você. Você também pode tentar conscientizar comerciantes e até empresários da cidade sobre a importância do momento.
3. Repasse a informação. No site da Hora do Planeta, estão disponíveis informações e até vídeos sobre os anos anteriores. Tente mostrar para pessoas e disseminar a informação nas redes sociais.
4. Seja criativo para passar uma hora do seu dia sem energia elétrica. O WWF indica jogos de tabuleiro, jantares românticos, festas com música acústica e até a observação das estrelas, que deve ser melhor nas cidades que apagarem suas luzes.
5. A partir dessa hora, tente ver como consegue diminuir o uso da energia em outros momentos também. Reflita também como pode reduzir o consumo de outras fontes, como água ou combustíveis.
Além disso, vale também fazer um planejamento de ações, para que você não precisa acender as luzes no meio da Hora do Planeta. Deixar alimentos preparados e arrumar as coisas que você vai precisar usar durante a hora (como velas) facilita a dinâmica do grupo.
História
A Hora do Planeta foi realizada pela primeira vez em 2007 e contou com a participação de 2,2 milhões de moradores de Sidney, na Austrália. Em 2008, o movimento mobilizou 50 milhões de pessoas, de 400 cidades em 25 países e vários ícones mundiais (como o Coliseu ou o Golden Gate) tiveram as luzes apagadas simultâneamente).
A primeira vez em que aconteceu no Brasil foi 2009, com a adesão de 113 cidades. Monumentos como o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar ficaram no escuto por uma hora completa. Já em 2010, a Hora do Planeta reuniu mais de um bilhão de pessoas em 4200 cidades do mundo.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Fiscais de RO apreendem mais de mil metros cúbicos de madeira ilegal


madeira (Foto: Ibama RO/ Divulgação)Madeira estava em área de cerca de 26 hectares no sudeste do estado. (Foto: Ibama RO/ Divulgação)
Rondônia continua sendo porta de entrada para o crime ambiental. Uma operação realizada no início deste mês e divulgada nesta quirta-feira (17) pelo Ibama de Rondônia apreendeu mais de mil metros cúbicos de madeira extraída ilegalmente no município de Chupinguaia, na região sudeste do estado.
 
Um total de 1.011 metros cúbicos de madeira serrada estava em uma área de cerca de 26 hectares. Agentes do órgão ambiental viram o produto durante um sobrevoo no local. "Quando a equipe chegou, as pessoas fugiram e esconderam trator e caminhão dentro da mata", diz Regina Marta Nascimento, chefe do escritório regional do Ibama no município de Vilhena. 

Segundo Regina, a madeira foi cortada de forma seletiva e havia cerejeiras, garapas e maracatiaras entre as árvores exploradas. "São madeiras de lei. Não há proibição de corte, mas a área tinha de ser autorizada", diz ela.
O proprietário do local em que a madeira foi encontrada negou envolvimento na exploração de madeira, de acordo com Regina. A derrubada teria sido feita por "invasores". O Ibama multou o proprietário em R$ 126 mil e a Polícia Federal investiga a origem da extração ilegal.

De acordo com o órgão ambiental, a área foi embargada e a madeira doada ao município de Vilhena, que retirou o produto durante o carnaval. Após a apreensão, fiscais do Ibama encontraram mais 161 metros cúbicos de madeira clandestina na região. O órgão continua a sobrevoar o local em busca de outras irregulares.
madeira (Foto: Ibama RO/ Divulgação)Material foi recolhido e doado ao município de Vilhena. (Foto: Ibama RO/ Divulgação)

quarta-feira, 16 de março de 2011

Governo Federal lança cartilhas para estimular redução no uso de sacolas plásticas

Banner da campanha Saco é um Saco mostra danos causados por sacolas plásticas à natureza O Ministério do Meio Ambiente lançou, em São Paulo (SP), três cartilhas para orientar gestores, consumidores, instituições públicas e empresas privadas a atingirem metas de redução no uso de sacolas.
A iniciativa faz parte da campanha Saco é um Saco, em parceria com instituições como a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), que segundo a pasta fez com que a indústria brasileira tenha deixado de produzir 5 bilhões de sacolas plásticas entre 2009 e 2010.

Estudos indicam que em 2007 foram usadas 17,9 milhões de sacolas no país e, em 2010, o número chegou a 14 milhões.
A meta do pacto setorial firmado em dezembro com o Ministério é ampliar os percentuais de redução em 30%, até 2013, e 40% até 2015, com referência ao uso em 2010.

Além das metas gerais da campanha, algumas redes de supermercados estabeleceram objetivos próprios, como o Walmart, que pretende reduzir em 50% o uso das sacolas, até 2013, e o Carrefour, que deseja bani-las de suas lojas até 2014.
Riscos
As sacolas plásticas causam grandes impactos no meio ambiente, poluindo mares, rios e se acumulando nas cidades e na natureza. Uns dos mais graves danos são causados aos animais que habitam os oceanos: eles as ingerem, confundido-as com algas. Assim, acabam sufocados ou deixam de se alimentar devido à sensação de estômago cheio que o material causa.

Um estudo realizado pelo Projeto Tamar mostra que é crescente o percentual do material em mortes de tartarugas. Nos meses de janeiro a agosto de 2009, entre 192 tartarugas mortas coletadas no litoral dos estados do Ceará, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, São Paulo e Santa Catarina, 80 tinham sido vítimas da ingestão de objetos descartados que chegaram ao ambiente marinho. Em 2008, de 266 necropsiadas, o lixo foi encontrado no organismo de 65. E, em 2007, de 156 analisadas, 60 tinham lixo no aparelho digestivo. E o mais evidente era o plástico.

Segundo o Ministério, as cartilhas estarão disponíveis em meio eletrônico (PDF) nos sites das entidades e no blog da campanha Saco é um Saco (www.sacoeumsaco.com.br/blog). 

terça-feira, 15 de março de 2011

AIEA confirma que usina nuclear no Japão emitiu radiação na atmosfera

Governo japonês admite que nível de radiação está 'perigoso' para saúde.

Ventos podem levar nuvem radioativa para Tóquio.



Criança passa por teste de contaminação por radioatividade no Japão. (Foto: Reuters) 
Criança passa por teste de contaminação por
radioatividade no Japão. (Foto: Reuters)
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou nesta terça-feira (15) que a explosão provocada por um incêndio no reator 2 da usina nuclear de Fukushima, no Japão, afetada pelo potente terremoto de sexta-feira (11), seguido por um devastador tsunami, liberou radiação diretamente na atmosfera.
Em comunicado, a AIEA detalhou que obteve a informação das autoridades japonesas.
De acordo com a AIEA, ainda há fogo no depósito de armazenamento de combustível usado no reator 4, na mesma usina atômica, e que o complexo está seriamente danificado pelos fenômenos naturais que provocaram destruição e mortes em parte do país.
No local, foi registrado nível de radioatividade de até 400 microsievert por hora, diz a AIEA.
Além disso, alta na temperatura foi registrada nos reatores 5 e 6 da central nuclear, informou Yukio Edano, porta-voz do primeiro-ministro japonês. “Observamos uma leve elevação de temperatura nos reatores 5 e 6”, afirmou. Segundo ele, o problema é o mesmo que afetou outros reatores do complexo: falha no sistema de refrigeração.
Nocivo à saúde
No meio da tarde (15 horas local), Edano admitiu que o nível de radiação na área da usina nuclear de Fukushima estava "perigoso" para a saúde da população.
Pouco antes, o premiê japonês, Naoto Kan, já havia informado que um incêndio que atingiu o reator 4 fez a radiação subir "consideravelmente". Ele ampliou a área de isolamento radioativo na região da usina para 30 km.

Nuvem radioativa em Tóquio
A prefeitura de Tóquio registrou na manhã desta terça um nível de radioatividade levemente superior ao normal. Mas de acordo com as autoridades locais, a elevação no índice não oferece risco. "Registramos um nível de radiação superior ao normal esta manhã em Tóquio", declarou o responsável da prefeitura da capital japonesa, Sairi Koga, acrescentando que "não se trata de um índice suficiente para afetar a saúde humana".
A capital japonesa vive um dia de expectativa pela eminente possibilidade de ventos estarem soprando da região da usina nuclear danificada radiação à cidade. Os ventos, que podem estar carregados de componentes radioativos, se movem a uma velocidade de 2 a 3 metros por segundo, de acordo com a Agência Meteorológica do Japão. A previsão é de que a velocidade do vento aumente na quarta-feira (16), soprando de 3 a 5 metros por segundo em direção ao Oceano Pacífico.
Mais cedo, a embaixada francesa no Japão alertou que uma nuvem radioativa poderia atingir Tóquio no prazo de 10 horas, levando em consideração a velocidade atual dos ventos. O comunicado pede que os cidadãos franceses na cidade não entrem em pânico e fiquem dentro de suas residências, com as janelas fechadas.
 
Explosão
Por volta das 6h20 (horário local), uma explosão atingiu o reator 2. Ela pode ter danificado o reservatório de supressão, informou a Agência de Segurança Nuclear e Industrial, citando relatório da Tokyo Electric Power Co., operadora da usina. O teto do prédio do reator foi danificado, e havia vapor saindo dele.
A Tokio Eletric Power informou após a explosão que níveis de radiação quatro vezes mais altos foram medidos na província de Ibaraki, ao sul da usina, entre as províncias de Fukushima e de Tóquio.
O operador da central nuclear de Fukushima 1 anunciou a retirada de seu pessoal da área do reator 2, exceto pelos funcionários encarregados de bombear água para refrigerar o sistema em colapso.
SMS
O premiê Naoto Kan enviou mensagens para todos os celulares do país, um meio de atingir o maior número de pessoas possíveis. No SMS, o premiê pede à população para economizar energia.VALE ESTE MAGNITUDE REVISADO - Entenda o terremoto no Japão (Foto: Arte/G1)(Foto: Arte/G1)
(*) Com informações das agências de notícias EFE, France Presse e Reuters

segunda-feira, 14 de março de 2011

Haitianos conseguem emprego em Porto Velho


Texto: Renata Pimentel (diário da Amazônia)

Eles abandonaram a família e seu país de origem, grande parte da cidade de Limbé, a segunda maior depois da capital Porto Príncipe, à procura de melhores perspectivas, espaço no mercado de trabalho e concretização de sonhos. Os 98 haitianos que atravessaram a fronteira da Bolívia e migraram para o Brasil enfrentaram três dias de viagem passando pelo Panamá, Equador, seguindo de ônibus pelo Peru, Bolívia até chegar ao Acre e posteriormente a Porto Velho. O destino escolhido é justificado pelos números que indicam que no ano passado o Brasil abriu mais de 2,5 milhões de postos de trabalho, grande parte em Rondônia com a construção de duas usinas hidrelétricas, a chegada de empreendimentos de grandes marcas nacionais e internacionais e o incremento da construção civil.

Oriundo de um povo que sobrevive e se recupera de tragédias de repercussão internacional, como o terremoto do ano passado e a epidemia de cólera, o grupo que veio aventurar a sorte em um País para eles desconhecido, em uma semana não apresentou qualquer enfermidade, apenas o desejo de conquistar um lugar ao sol e poder manter a família financeiramente. Além desses 98, as fronteiras do Amazonas e Acre estão cheias de migrantes, que estão barrados à espera da liberação do Conselho Nacional de Imigração para ingressar no Brasil, após a suspensão do protocolo de pedido de refúgio, documento que permite aos estrangeiros regularizar sua situação no País, podendo tirar a carteira de trabalho e identidade de estrangeiro.

A expectativa de conseguir emprego e ajudar sua esposa e o filho de apenas quatro anos, que ficaram no Haiti, foi o que motivou o jovem pintor e chofer, Paul Ghedlet, 22, a vir para Porto Velho. Ele é um dos poucos que já tiveram a porta do emprego aberta, como motorista. “Soube pela internet que aqui tinha emprego e vim junto com o grupo.
 Lá é muito difícil conseguir emprego, aqui já consegui como chofer e por isso estou muito feliz”, disse sorrindo com a certeza de que agora terá condições de adquirir um telefone para obter notícias da família.


Empresários vão ao ginásio Conhecer perfil de haitianos

Para realizar o sonho dos migrantes, o governo do Estado, em parceria com a prefeitura, está oferecendo abrigo no ginásio Cláudio Coutinho, alimentação, exames e vacinas. Com a proposta de inseri-los no mercado de trabalho, as Secretarias de Assistência Social do Estado (Seas) e município (Semas) e o Sistema Nacional de Emprego (Sine) fizeram cadastro para identificar a habilidade de cada um e indicá-los para as vagas. A maioria do grupo é pedreiro, ajudante de obras, pintor, costureiro e de serviços gerais. Mas há também professor, bioquímico e economista.

 “Todos têm cursos profissionalizantes”, afirmou a assistente social, Elenilda Torres, ressaltando que contatos estão sendo feitos com empresas que possuam alojamentos para abrigá-los. Pelo menos, segundo ela, até sexta-feira muitos empresários estavam indo ao ginásio verificar se há pessoas com o perfil que procuram para contratação.

A empresária Binha Rios Castro é uma dos que compareceram ao ginásio com a intenção de contratar pelo menos seis para trabalhar em um restaurante e pizzaria, em Nova Mutum, na região da usina hidrelétrica de Jirau. “Eles têm imensa vontade de trabalhar, por isso mesmo se não tivessem qualificação eu faria um teste para avaliar em que área posso aproveitá-los”.

sábado, 12 de março de 2011

"Veneza brasileira", Recife faz 474 anos



Neste sábado (12), Recife, a capital do Estado de Pernambuco, faz aniversário. A metrópole, uma das mais importantes do Nordeste, completa 474 anos.

Conhecida como "Veneza brasileira" - apelido dado por suas inúmeras pontes, construídas sobre os rios Capeberibe e Beberibe -, Recife é berço também de nomes importantes da cultura brasileira. É lá que nasceu, por exemplo, o intelectual Gilberto Freyre, autor de "Casa Grande e Senzala".

Recife também foi berço de movimentos culturais. O "mangue beat", que teve seu ápice nos anos 1990 ao unir ritmos regionais à música eletrônica, teve a capital de Pernambuco como seu palco inicial.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Novo estudo alerta para possibilidade de uma extinção em massa na Terra

A raça humana pode ter provocado a sexta onda de extinções em massa na Terra, de acordo com um estudo divulgado nesta quarta-feira pela revista Nature.

Ao longo dos últimos 540 milhões de anos, cinco extinções em massa de espécies foram causadas por fenômenos naturais.

As novas ameaças, entretanto, são fruto da ação humana: a redução dos habitats, a caça e pesca excessivas, a disseminação de germes e vírus, a introdução de espécies e as mudanças climáticas provocadas pela emissão de gases causadores do efeito estufa.

Evidências coletadas em fósseis sugerem que, nas cinco grandes extinções anteriores, 75% de todas as espécies animais simplesmente desapareceram.

Paleobiólogos da Universidade da Califórnia em Berkeley estudaram a situação da biodiversidade nos dias de hoje, utilizando como barômetro as espécies de mamíferos.

Até a grande expansão da humanidade, há cerca de 500 anos, a extinção de mamíferos era muito rara: em média, apenas duas espécies pereciam a cada milhão de anos.

Nos últimos cinco séculos, entretanto, pelo menos 80 das 5.570 espécies conhecidas de mamíferos foram extintas, um claro sinal de alarme para os riscos à biodiversidade.

"Parece que os níveis modernos de extinção se assemelham ao patamar registrado pelas extinções em massa, mesmo depois do nível mínimo para definir uma extinção em massa ter sido ampliado", disse o pesquisador Anthony Barnosky.

Este cenário torna-se ainda mais assustador com a quantidade de mamíferos incluídos nas categorias "risco crítico" e "ameaça" da Lista Vermelha da biodiversidade, atualizada pela União Internacional pela Preservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês).

Na hipótese de todas estas espécies terminarem extintas sem que a redução da biodiversidade seja combatida, "a sexta extinção em massa pode chegar dentro de pouco tempo, daqui a entre três e 22 séculos", afirmou Barnosky.

Comparada às outras cinco grandes, esta seria a mais rápida extinção em massa já documentada.

Quatro destas ondas de extinção ocorreram num lapso estimado de centenas de milhares e até milhões de anos, e foram causadas principalmente por aquecimento ou resfriamento global provocados naturalmente.

A extinção mais abrupta já estudada pela ciência aconteceu no fim do período Cretáceo, há cerca de 65 milhões de anos, quando um cometa ou asteróide caiu sobre a península de Yucatán, no atual México, provocando tempestades de fogo cujas cinzas resfriaram o planeta.

Os cientistas estimam que este evento tenha sido responsável pela extinção de 76% das espécies que habitavam a terra, incluindo os dinossauros.

Os autores do estudo, entretanto, admitem algumas fraquezas de seu trabalho. Eles reconhecem, por exemplo, que os registros fósseis disponíveis são pouco completos, e que os mamíferos são um marco referencial imperfeito para medir a biodiversidade da Terra. Além disso, estimam que serão necessários estudos mais profundos para confirmar sua hipótese.

Por outro lado, os próprios pesquisadores indicam que suas estimativas são conservadoras, e alertam que uma extinção em grande escala teria um impacto inimaginável sobre a vida humana.

"A recuperação da biodiversidade (após uma extinção em massa) não ocorrerá dentro de um período de tempo familiar às pessoas", afirma o estudo.

"A evolução de novas espécies geralmente leva pelo menos centenas de milhares de anos, e a recuperação de episódios de extinção em massa provavelmente acontece em uma escala de tempo que engloba milhões de anos".

Mesmo assim, destacam os pesquisadores, ainda é possível ter esperança.

"Até agora, apenas 1 ou 2% de todas as espécies foram extintas nos grupos que conhecemos claramente, então estes números indicam que não estamos tão avançados assim na estrada para a extinção. Ainda temos muita biodiversidade para salvar", indicou Barnosky.

Mesmo assim, "é muito importante que dediquemos recursos e adotemos leis e normas para proteger as espécies, se não quisermos ser a espécie cujas atividades provocou uma extinção em massa".

Até hoje, 1,9 milhão de espécies foram identificadas e documentadas pela ciência, entre 16.000 e 18.000 - a maioria, seres microscópicos - são descobertas a cada ano.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Custos de Jirau sobem e obra já atinge R$ 13 bi

Canteiro de obras da hidrelétrica de Jirau

Desafios continuam rondando a usina hidrelétrica de Jirau em seu terceiro ano de construção. O volume de escavação da obra foi muito maior que o previsto, o que fez a construtora Camargo Corrêa pedir um valor adicional de R$ 900 milhões no contrato de obras civis. O pedido eleva mais uma vez o investimento, que hoje chega perto dos R$ 13 bilhões, ante os R$ 9 bilhões previstos.

Fonte: valor econômico

quarta-feira, 9 de março de 2011

Rio Tarauacá transborda e deixa famílias desabrigadas no interior

Fotos: Tribuna do Juruá
De acordo com a coordenção da Defesa Civil Estadual cerca de 80 famílias se encontram desabrigadas pela cheia do rio no município de Tarauacá. Chuvas intensas nas cabeçeiras e nos afluentes culminaram na alagação. O governo  já colocou a estrutura do estado a disposição dos desabrigados. 



Em Cruzeiro do Sul a situação também é preocupante. O Rio Juruá já atingiu o nível de 12m82. Alguns ribeirinhos já começam a deixar as suas casas em busca de abrigo.