quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Arqueólogo descobre no AM novas marcas gigantes de povos ancestrais


Em pouco tempo, arqueólogos poderão trabalhar por computador, dentro de uma sala fechada, com ar condicionado. Essa é a aposta do cientista Alceu Ranzi, que tem usado imagens de satélite do Google Earth para descobrir marcas gigantes, conhecidas como geoglifos, deixadas por povos ancestrais que viveram na Amazônia há pelo menos 700 anos.

Os últimos desenhos foram encontrados nas proximidades da cidade de Boca do Acre, no Amazonas. São cinco conjuntos de formas geométricas, com círculos, quadrados e linhas, que chegam a medir mais de um quilômetro de um extremo ao outro.

De tão grandes, os geoglifos recém descobertos só são perceptíveis do alto. “Não se vê no campo. Há uma diferença na cor da grama, mas é muito tênue. Se não houvesse imagens de satélite, não haveria a menor condição [de fazer a descoberta]”, conta o arqueólogo, que é pesquisador da Universidade Federal do Acre (UFAC).

Até agora, já são cerca de 300 geoglifos registrados no Acre e no Amazonas. Ranzi explica que já sabia da existência dos desenhos de Boca do Acre desde 2006, mas só queria divulgar a notícia por meio de uma revista científica. No início do mês, ele assinou com dois colegas um artigo na “Antiquity”, publicação especializada em arqueologia, em que descreve as cinco marcas encontradas no Amazonas.

Mistério
Desde a década de 1970, quando cientistas perceberam a existência dos geoglifos brasileiros, essas formas geométricas intrigam arqueólogos. Até agora, não se sabe exatamente para que serviam, mas dão a pista de que ali, no meio da floresta, poderiam existir civilizações mais complexas e numerosas do que se imagina. Para desenhar geoglifos, eles tinham que ter conhecimentos de geometria e serem capazes de realizar grandes obras.

Tanto no Acre quanto no Amazonas, as marcas só foram descobertas por causa do desmatamento, que “limpou” o terreno e tornou os desenhos visíveis. Como as estruturas são profundas – os sulcos chegam a ter 12 metros de largura e quatro de profundidade -, acredita-se que ali, pelo menos sobre os geoglifos, houve um período em que não havia floresta.

“Será que era realmente floresta [quando se construiu os desenhos] ou eles ocuparam essa área em um momento de crise climática, como essa de 2005?”, conjectura Ranzi.

Ainda não se sabe qual era a função das marcas profundas cavadas no chão, mas especialistas imaginam que as formas geométricas não foram desenhadas à toa, e tinham algum significado. Entre as hipóteses sobre as funções dos geoglifos estão a de que eles serviam como fortificações ou como templo religioso.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

PF divulga dados estatísticos sobre o armamento no Acre

Nesta terça-feira (29) durante coletiva à imprensa, a Polícia Federal divulgou os números do amamento no Acre. Um estado com características próprias. Por está situado na Amazônia onde muitos seringueiros dependem do uso de uma arma para garantir o sustento da família. Abaixo os dados estatísticos:

ESTATÍSTICAS SINARM – PERÍODO: JANEIRO A 31/DEZEMBRO/2008
1) TOTAL DE ARMAS ENTREGUES DE 01/01/2008 A 31/12/2008 ***
*** TOTAL DE REGISTROS EXPEDIDOS NA U.F.: ACRE = 65***

2) REGISTROS CONCEDIDOS A ARMAS VELHAS AINDA NAO REGISTRADAS - 2008 *** (Armas que nunca tiveram registro e foram incluídas no sistema (art. 30 do Estatuto)
*** TOTAL DE REGISTROS EXPEDIDOS NA U.F.: ACRE = 12844***

ESTATÍSTICAS SINARM – PERÍODO 01/01/2009 A 15/12/2009
1) TOTAL DE REGISTROS PROVISÓRIOS SOLICITADOS PELA INTERNET (www.dpf.gov.br)
(Solicitações provisórias de renovação de registro estadual, de registro de armas sem registro e de renovação de registros federais feitas no site do DPF pelos cidadãos e pelos conveniados - Correios e ANIAM)

*** TOTAL DE REGISTROS SOLICITADOS - ACRE = 1756 ***

2) TOTAL DE ARMAS SEM REGISTRO REGISTRADAS
(Armas que estavam ilegais na posse dos cidadãos e foram regularizadas na campanha de regularização de armas de fogo – art. 30 - Registros Provisórios Convertidos em Definitivos e inseridos no SINARM)

*** TOTAL DE REGISTROS NA U.F. - ACRE - = 15862 ***

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Lula sanciona com vetos lei que institui Política Nacional de Mudanças Climáticas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sanciona hoje (28) a lei que estabelece a Política Nacional de Mudanças Climáticas com três vetos ao texto. Um dos pontos vetados é o que proíbe o contingenciamento de recursos com ações de enfrentamento das alterações climáticas.

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirmou que esse item foi vetado por motivos técnicos, pois a lei não pode dispor sobre o contingenciamento de recursos orçamentários.

Também foi vetado, a pedido do Ministério de Minas e Energia, o item que trata do estímulo ao desenvolvimento e ao uso de tecnologias limpas e ao paulatino abandono do uso de fontes energéticas que utilizem combustíveis fósseis. Segundo Carlos Minc, a razão do veto foi o termo abandono, em vez de tratar da gradativa substituição das fontes energéticas que utilizem combustíveis fósseis.

O terceiro veto recai sobre o Artigo 10, que trata da substituição gradativa dos combustíveis fósseis e estabelece as formas como seria feita essa substituição. O veto também ocorreu a pedido do Ministério de Minas e Energia e entre os motivos apontados está o fato de o texto tratar apenas de usinas hidrelétricas de pequeno porte, explicou Minc.

A lei que o presidente sanciona hoje determina a elaboração de um decreto com as metas que cada setor deverá assumir para contribuir com a redução das mudanças climáticas.

Em janeiro serão realizadas reuniões com governos, acadêmicos e empresários de áreas como construção civil, mineração, setor agropecuário, indústria de bens de consumo, de serviços de saúde e transporte público para discutir as metas que constarão no decreto presidencial.

A lei mantém a meta de redução das emissões nacionais de gases de efeito estufa entre 36,1% e 38,9% até 2020. "Vamos ter metas, mesmo que Copenhague não tenha sido tão bem-sucedida", afirmou Carlos Minc.

A Política Nacional de Mudanças Climáticas estabelece princípios, objetivos e diretrizes para a redução de emissões de gases de efeito estufa.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Madureira mantém hegemonia no futsal

Na disputa das equipes do interior pelo título de campeão Estadual de Futsal melhor para o Madureira. O time do Vale do Iaco venceu o Plácido de Castro por 7 a 4, conquistando o returno da competição e o título de forma direta.

O Madureira já havia vencido o primeiro turno e com isso se sagrou bicampeonato da primeira divisão do futsal acreano. A decisão aconteceu na noite de sábado (26), na quadra Aurino Brito, em Sena Madureira.

O título dá ao Madureira o direito de representar o Acre na Copa Norte de Futsal em 2010. O presidente do clube, Antônio Almeida, prometeu reforçar a equipe para a disputa da competição regional.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Violência no trânsito

Colisão entre táxi e ônibus mata três em Cruzeiro do Sul



O acidente aconteceu às 17h da última quinta-feira véspera de natal, no quilômetro 17 da Rodovia Estadual AC-405, que liga Cruzeiro do Sul à Mâncio Lima, bem próximo a Ponte do Rio Môa. O táxi modelo Santana de cor azul, vinha de Mâncio Lima para Cruzeiro do Sul. O ônibus que transportava passageiros entre os dois municípios, seguia em sentido contrário quando ouve a colisão frontal. Segundo a polícia, o táxi invadiu a contramão e chegou a ser arrastado pelo ônibus por alguns metros.

Três ambulâncias do Samu, foram deslocadas para o local, mas só prestaram atendimento a três passageiros do ônibus que sofreram pequenos arranhões. No táxi, estavam o motorista Jairo Pinheiro da Silva, 30 anos, a irmã dele Eliete Pinheiro da Silva, 26 anos ambos de Cruzeiro do Sul e Anderson da Silva Barros, 26 anos, natural de Mâncio Lima, todos tiveram morte imediata. Mais da metade do carro entrou em baixo do ônibus, o corpo de bombeiros usou o trator do Deracre para separar os dois veículos. Só então, tiveram condições de retirar os corpos que estavam presos às ferragens.

A polícia técnica colheu os materiais que serão usados laudo pericial. Uma lata de cerveja foi encontrada no local do acidente, as vítimas estariam retornando de um aniversário em Mâncio Lima.

No dia anterior, outra vítima fatal tinha sido registrada no trânsito de Cruzeiro do Sul. O jovem Tairon da Silva Gonçalves, 19 anos, perdeu o controle da motocicleta que pilotava na Avenida Copa Cabana e bateu contra um poste. Foi levado ao Pronto Socorro, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Pecuária causa 51% do gás-estufa, diz estudo


Consultores do Banco Mundial relataram que substituir derivados animais na alimentação, como carnes e laticínios, por análogos vegetais, daria resultados mais rápidos contra o aquecimento global do que ações que trocam combustíveis fósseis por energia renovável.

Segundo estudo divulgado pela organização de pesquisa ambiental World Watch Institute, de Washington, a pecuária seria responsável por pelo menos 51% das emissões dos gases-estufa no mundo, ou 32,5 bilhões de toneladas.

Se abraçada pela comunidade internacional, a tese representa uma virada de mesa no debate sobre a mudança climática, geralmente focado na questão energética.

Os autores do estudo, Robert Goodland e Jeff Anhang, respectivamente consultor-chefe aposentado e especialista, ambos da área ambiental do Banco Mundial, avaliam que o percentual de 18% normalmente divulgado para medir o impacto da pecuária no aquecimento global está "extremamente subestimado".

Mesmo a pesquisa anterior que estimava os 18%, da Organização para Agricultura e Alimentação (FAO/ONU), já dizia que a pecuária possui mais impacto no clima do que o setor dos transportes.

A ecóloga Magda Lima, da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), responsável por relatórios sobre a agropecuária no Brasil, acredita que os valores são superestimados. Ela também reclama que "os estudos precisam levar mais em conta as emissões históricas", diz ela.

Já o biólogo Sérgio Greif acha razoável o estudo, e até mesmo afirma já ter visto estudos que apontavam percentuais maiores no mundo.

O Brasil apresentou no sábado passado (12), em Copenhague, estudo preliminar que responsabilizava, só a pecuária bovina, por ao menos 50% dos gases do efeito estufa no país.

Uma das fontes de gás-estufa da pecuária desconsiderada, segundo os autores, é a emissão de gás carbônico devido à própria respiração dos rebanhos. A FAO afirma que a respiração dos rebanhos "faz parte de um sistema cíclico biológico". E, pela reconversão do CO2 em compostos orgânicos, não está listada como uma fonte reconhecida de gás-estufa sob o Protocolo de Kyoto.


Mas os autores ressaltam que o gado é "invenção e conveniência humana". Com isso, "hoje, mais dezenas de bilhões de animais criados pelo ser humano estão exalando CO2 que nos tempos pré-industriais", enquanto a capacidade fotossintética da Terra declinou gravemente com a falta de cobertura vegetal, defendem.

Os autores indicam ainda que as terras também seriam melhor usadas caso nelas fosse produzida diretamente comida para os humanos ou biocombustíveis, que poderiam substituir outras fontes de energia.

Metano

A FAO também destaca como ponto negativo o metano emitido pela digestão dos rebanhos. Este gás tem um potencial de aquecimento da Terra maior que o gás carbônico, mas sua duração na atmosfera é bem mais reduzida.

Mas o estudo divulgado pelo World Watch Institute aponta que o potencial de efeito estufa do metano é quase triplicado ao se utilizar uma linha do tempo de 20 anos --o que seria mais apropriado, por seus efeitos, segundo eles-- ao invés de 100 anos, como fez a FAO.

Goodland e Anhang apontam também que há emissões da pecuária alocadas em outros setores. Um exemplo é a criação de peixes e a pesca destinada à alimentação dos rebanhos.

Citam também o desperdício de partes não aproveitáveis dos animais, como ossos e gorduras incinerados; a cadeia paralela de subprodutos como couro e pele; e o cuidado sanitário maior no embalamento dos produtos da pecuária.

Mas eles vão ainda mais longe, ao consumidor final: consideram que o tempo de cozimento de alimentos derivados de animais é maior e isso leva ao uso de mais fluorocarbonetos e energia; além das emissões de carbono por tratamento médico de zoonoses e doenças degenerativas humanas devido ao consumo de derivados animais.

Soluções

Os autores indicam que neste contexto, a melhor estratégia na luta climática seria substituir produtos derivados de animais por análogos vegetais. Segundo seu estudo, apenas mudar o modo de produção ou tipo de carnes ou laticínios não teria uma redução significativa de seu impacto.

A bióloga Adriana Conceição, com especialização no impacto da pecuária bovina no Brasil, estima que medidas como alterar a dieta dos animais poderiam reduzir no máximo cerca de 10% de seu impacto.

Ela considera pioneira esta recomendação vinda de uma organização como a World Watch: "Em geral recomenda-se trocar certas fontes de energia por outras melhores", conta ela, "mas normalmente não se fala em substituição de alimentos."

Magda Lima já aposta na concentração das criações de animais em espaços reduzidos e em alteração de dietas, mas ainda estima que essas técnicas possam reduzir no máximo entre 15% e 20% de suas emissões.

O estudo divulgado pela World Watch também aponta a dificuldade que existe há muitos anos em se desenvolver tecnologias "verdes" para energia.

Assim, eles recomendam um esforço direcionado ao setor industrial para a oferta de "produtos análogos a carnes e laticínios" processados, como soja e diversos tipos de legumes e grãos. Quando processados, ficariam similares aos originados da pecuária.

Para viabilizar este novo movimento de mercado um significativo investimento em publicidade seria necessário, pois os produtos são novos para a maior parte dos consumidores. Recursos poderiam vir de fundos específicos para iniciativas de menor impacto de carbono na economia. E as embalagens poderiam ser diferenciadas mostrando o impacto de carbono dos alimentos.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Alimentos ricos em fitoesterois ajudam a reduzir o colesterol

Fitoesterois são substâncias semelhantes ao colesterol e encontradas em vegetais. São pouco absorvidas pelo intestino e competem com o colesterol, contribuindo para que este seja menos absorvido e, desta forma, auxiliam na redução dos níveis de colesterol total no sangue.

As principais fontes de fitoesterois são alimentos de origem vegetal como nozes, semente de girassol, soja, canola, trigo, milho, feijões, abacate, legumes e verduras. Também são encontrados, comercialmente, enriquecendo produtos como cremes vegetais, iogurtes e leite. Todos estes produtos podem ser considerados alimentos funcionais devido aos benefícios da ação dos fitoesterois na prevenção de problemas cardíacos.

Segundo pesquisas recentes, incluir alimentos ricos ou enriquecidos com fitoesterois a uma alimentação saudável, pode diminuir o LDL (colesterol ruim) em 10 a 15% num período de três semanas.

A Anvisa recomenda que a ingestão de produtos enriquecidos com fitoesterois seja de 1 a 3 porções por dia e que estas porções possam fornecer de 1 a 3 gramas de fitoesterois livres, ao dia. Os fitoesterois não fornecem benefícios adicionais quando consumidos acima de 3 g/dia.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Vida Saudável

Como lidar com a depressão do final de ano

por Jocelem Salgado

O Natal e as festas de fim de ano estão chegando e para muitos, está chegando também a fase das depressões. Muitas vezes esse sentimento de desamparo e desânimo é provocado por datas que nos trazem lembranças tristes. Ou por perdas, como a de entes queridos, separações, desemprego, doenças. Todos esses fatos provocam o que podemos chamar de depressão natural. É normal e necessário que alguém se deprima quando sofre uma perda.

O que não pode ser aceita como natural é a depressão patológica, aquela que persiste por anos e transforma o dia-a-dia numa relação de mau humor, tristeza, mágoa e falta de perspectiva. Esse tipo de depressão é classificado como doença, precisa de acompanhamento médico e tem hoje excelentes tratamentos. Neste artigo, quero chamar a atenção para a importância da depressão no seus vários níveis, e lembrar que a pessoa deprimida precisa ser compreendida e cuidada.

Depressão nas festas de fim de ano
De uma forma ou de outra, com mais dinheiro ou menos dinheiro, está começando a estação do ano onde costumamos fazer balanços, projetos e festas.

O que pode parecer a época mais feliz do ano, para muita gente é bem o contrário. Natal e encontros de família, para essas pessoas, podem se transformar nos momentos mais tristes e difíceis de suportar. Na maioria das vezes, são pessoas deprimidas ou que estão passando por uma crise de depressão.

Para algumas, a causa está nas lembranças desse período, na falta de alguém, por exemplo, e a tristeza costuma ir embora assim que as festas também se vão. Para outras, o Natal só vem agravar uma sensação de desânimo e falta de autoestima que torna todas as coisas difíceis e sem graça alguma, o ano inteiro. Essas pessoas precisam de compreensão e ajuda médica, pois estão sofrendo da doença depressão.

O Natal daqui a alguns dias, é a época que mais afeta os depressivos, embora a depressão seja um mal que ataca em qualquer estação do ano. A depressão virou também uma espécie de mal da nossa época, certamente porque vem sendo estudada mais do que nunca e, com certeza, porque a indústria farmacêutica investiu muito nessa área, com resultados animadores. A Organização Mundial da Saúde estima que 15% da população mundial apresente algum quadro de depressão ao longo da vida.

O luto é um sentimento necessário
O primeiro passo é tentar distinguir entre a depressão natural, aquela provocada por um sentimento de tristeza por alguma perda e a depressão patológica, que se agrava e permanece sem uma razão que justifique, e que precisa ser tratada por especialistas.

A depressão natural ou normal pode ser provocada por fatos graves como a perda do emprego, a morte de algum ente querido, o fim de um casamento, uma doença séria, o afastamento de um filho. São perdas que precisam de um tempo para serem absorvidas e superadas. Tentar ignorá-las será sempre pior.

Especialistas dizem que a perda de alguém só é superada depois de seis meses a um ano de luto. Tentar fazer de conta que esse fato não afeta a vida é lutar contra um sentimento que mais tarde voltará em forma de depressão muito mais grave.
Para essas depressões que têm causa conhecida, e para aquelas pessoas que se sentem deprimidas de tempos em tempos, há uma série de sugestões que podem ajudar a reduzir seus efeitos sem o uso de medicamento.


Dicas para diminuir a tristeza
Uma das mais eficazes é o exercício físico. Começar uma atividade qualquer, seja caminhada, ciclismo ou natação, dá ao corpo e à mente uma disposição nova capaz de animar o resto do dia. Você se sentirá mais forte, mais auto-confiante, se animará a fazer planos, e isso com certeza diminuirá sua tristeza e a sensação de que não é capaz de nada. O exercício físico atua em neurotransmissores que aumentam a disposição física e mental.

Muitas vezes a depressão está associada a sentimentos de solidão e isolamento, à falta de um contato físico. Por isso, especialistas em práticas alternativas sugerem tratamentos com massagens de todos os tipos, especialmente as relaxantes. Sentir o corpo, ajuda a ganhar nova disposição e a sentir-se vivo, com vontade de viver.

Um dos recursos comprovadamente eficaz é a buscar por auxílio espiritual. Muitas pessoas que passaram por crises teríveis de depressão encontraram na igreja uma nova razão de viver. "Cheguei a pensar no suicídio, após a perda do meu marido, mas encontrei auxílio em Deus e nas orações", disse a pedagoga Lúcia Bradão, que hoje congrega numa igreja evangélica.

Há outras dicas conhecidas, que se fundamentam em exercitar o pensamento positivo. Se você diz a você mesmo que vai sair dessa fase, que você não é uma vítima, que é capaz e vai conseguir, certamente terá mais chance do que aquele que pensa o contrário.

Outro aspecto é a solidão e o fechamento em nós mesmos, tendência que muitas vezes acompanha a depressão. Sem a referência dos outros, sempre vamos achar que estamos sós e que nossa situação é a pior de todas. É por isso que os grupos de auto-ajuda como esses que reúnem alcoólatras e familiares de vítimas da violência, por exemplo, conseguem resultados que parecem milagres. Ao ouvir pessoas que estão vivendo uma situação semelhante à nossa, é natural que nos sintamos encorajados.

Nem é preciso participar de grupos de auto-ajuda, basta procurar estar mais tempo com as pessoas de quem gostamos e falar com elas sobre o que estamos sentindo e vivendo. Conversar, colocar para fora o que está dentro de nós, vai com certeza trazer alívio. Isso vale para mágoas, ressentimentos, angústias, a sensação de que estamos sendo enganados ou injustiçados.

Quando depressão é doença
Quando a depressão não é mais a consequência direta de fatos que estão nos afetando, ela precisará ser cuidada por especialistas, muitas vezes com psicoterapia e medicamento. Esses casos são identificados por sérias alterações no dia-a-dia e que se repetem por semanas. São irregularidades no sono, às vezes com insônia, às vezes com sono demais, e que sempre resultam numa grande sensação de cansaço ao acordar.

São sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva ou inadequada, que podem se juntar a ideias de suicídio e de morte. Perda de interesse ou falta de prazer em quase todas as atividades, incluindo festas, passeios e atividade sexual, na maior parte do tempo e quase todos os dias. A depressão também se manifesta por alterações no apetite e consequentemente no peso, com ganhos e perdas. E interfere no sistema imunológico: uma pessoa deprimida, tende a ter suas doenças agravadas.

As depressões patológicas podem ter causas genéticas e biológicas, entre outras. Mas há também razões sociais que explicariam, por exemplo, a razão pela qual a depressão é duas vezes mais frequente em mulheres.

A identificação correta da depressão e o adequado tratamento dependerão do histórico de cada um, que o especialista fará ouvindo-o com a atenção. Hoje, medicamentos de última geração, vendidos como genéricos, por isso a preços mais acessíveis, significam uma grande ajuda para milhares de pessoas.

A depressão precisa ser levada a sério e tratada em todas as idades. Uma criança pode estar deprimida e os adultos à sua volta podem achar que está apenas querendo chamar a atenção. Os jovens, mesmo estudantes universitários, são vítimas da doença. Não é por acaso que alunos de medicina são os que mais tentam suicídio entre jovens da sua idade.

Os idosos são os que precisam de maior atenção. Com a perda de familiares, da saúde, das atividades que costumava exercer, do salário, o idoso reúne muitos motivos para cair em depressão. Não podemos, de forma alguma, enxergar esse quadro como natural. Medicado e melhor cuidado, esse nosso pai, tio, amigo ou avô poderá viver o resto de sua vida muito mais feliz.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Para a boa saúde dos olhos acrescente frutas e verduras à ceia de natal

Se um dos seus desejos para o ano novo é poder manter uma boa saúde dos olhos e enxergar melhor, você deve acrescentar à ceia de natal – e às refeições de forma geral – frutas coloridas e vegetais de folhas verdes. Um estudo recente da Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos, indica que esses alimentos podem afetar o desempenho visual e prevenir doenças oculares associadas ao envelhecimento.

Em artigo publicado este mês da revista científica Journal of Food Science, os especialistas destacam que esses alimentos contêm substâncias chamadas carotenoides, incluindo luteína e zeaxantina – encontrados principalmente na couve e no espinafre –, que cumprem um importante papel na visão, tendo impacto positivo na retina. De acordo com os autores, esses dois componentes podem ajudar a reduzir a incapacidade e o desconforto causado pelo "clarão", aumenta o contraste, reduz os tempos de recuperação ao "fotoestresse" e podem aumentar o alcance da visão.

Os pesquisadores chegaram a essas conclusões após a revisão de múltiplos estudos sobre os efeitos da luteína e da zeaxantina no desempenho visual. Entre esses trabalhos, os autores destacam um realizado em 2008 que sugere que esses pigmentos protegem a retina e o cristalino e podem "até ajudar a prevenir doenças oculares associadas ao envelhecimento, como degeneração macular e catarata".

De acordo com os especialistas, cerca de 600 carotenoides podem ser identificados na natureza, mas apenas uma pequena fração é absorvida pelas pessoas. E, dos 20 carotenoides encontrados no sangue humano, apenas a luteína e a zeaxantina estão presentes no sistema visual, o que sugere um papel muito importante desses pigmentos para a saúde dos olhos.