quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Rondônia é o campeão do desmatamento em outubro

Desmatamento e queimada registrados em setembro de 2010 na região de Lábrea, no Sul do estado do Amazonas. Sistema de medição do Inpe detectou devastação de 7 mil km² em 2010 (Foto: Divulgação/Greenpeace/Marizilda Cruppe/EVE )
Desmatamento e queimada registrados no Sul do estado do Amazonas. 

O desmatamento na Amazônia Legal aumentou 52% no mês de outubro em relação a setembro deste ano, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), sediado em São José dos Campos (SP).
De acordo com levantamento, realizado pelo sistema de detecção do desmatamento em tempo real, o Deter, que utiliza imagens de satélite para visualizar a perda de vegetação no bioma, em outubro deste ano uma área de 385,56 km² de floresta foi derrubada, equivalente a 240 vezes o tamanho do Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Em setembro, perdeu-se 253,8 km² de floresta.
Comparado ao mesmo período do ano passado, o ritmo de degradação na Amazônia praticamente não se alterou, registrando uma leve queda. Segundo o Deter, no mesmo mês de 2010 o desmate foi de  388,86 km².

Estados
Segundo o Inpe, pela primeira vez no ano o estado de Rondônia aparece como a região que mais desmatou a floresta, com 128,59 km², área equivalente a sete vezes o tamanho da Ilha de Fernando de Noronha, localizada em Pernambuco.

Atrás de Rondônia vem o Pará, responsável por derrubar 119,39 km² de floresta, seguido do Mato Grosso, com 98,08 km². O estado do Amazonas aparece na quarta posição, com o desmate de 18,93 km². Em outubro, os satélites não conseguiram visualizar 17% da região de floresta devido à alta densidade de nuvens.
De janeiro a outubro deste ano, a floresta amazônica perdeu uma área de 2.221 km² de floresta, quase duas vezes o tamanho da cidade do Rio de Janeiro.
Fonte: INPE

terça-feira, 29 de novembro de 2011

OMM afirma que 2011 está entre os anos mais quentes

As temperaturas registradas na Terra em 2011 estão entre as mais altas desde que as medições começaram a ser realizadas em 1850, afirma relatório divulgado nesta terça-feira pela Organização Meteorológica Mundial (OMM).
Esta conclusão é destaque na versão preliminar da declaração anual da OMM sobre o estado do clima mundial, que foi apresentada na 17ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP17) na cidade sul-africana de Durban.
"Nossos dados científicos são sólidos, demonstram que o mundo está se aquecendo e que este aumento de temperatura é atribuído às atividades humanas", afirmou em comunicado o secretário-geral da OMM, Michel Jarraud.
De acordo com o cálculo provisório da organização, durante 2011 (entre janeiro e outubro) a temperatura do ar na superfície da Terra e do mar se situou em 0,41 graus centígrados acima da média anual do período entre 1961 e 1990.
"Este é o 10º ano mais quente desde que começaram os registros em 1850", ressalta o documento. Além disso, o período 2002-2011 se iguala ao 2001-2010 como a década mais quente registrada até o momento, com 0,46 graus centígrados de aumento de temperatura.
Baseado nestes números, o subsecretário-geral da OMM, Jeremiah Lengoasa, disse durante a apresentação do relatório que "a mudança climática é real" e que "as temperaturas continuarão subindo". Já Jarraud destacou que "a concentração de gases do efeito estufa na atmosfera alcançou novos máximos".
"Essa concentração está se aproximando muito rapidamente de níveis que poderiam refletir um aumento de 2 a 2,4 graus centígrados na temperatura média mundial, o que de acordo com os cientistas, poderia desencadear mudanças irreversíveis e de amplo alcance em nosso planeta, assim como em nossa biosfera e oceanos", acrescentou.
A versão final do texto, referente aos primeiros dez meses de 2011, será publicada em março, uma vez seja conhecida a evolução da temperatura em novembro e dezembro deste ano.
O relatório da Organização Meteorológica Mundial se baseia em dados procedentes de estações de estudo do clima, navios, boias e satélites.
Fonte: UOL

domingo, 27 de novembro de 2011

Rio Branco registra volume de chuva recorde



A madrugada deste domingo foi, de acordo com a Defesa Civil do Município de Rio Branco, a que registrou o maior volume de chuva no ano. Segundo o serviço de meteorologia choveu na capital do Acre o equivalente a 118,5 milímetros. O suficiente para todo o mês de outubro, por exemplo. Apesar disso, o nível do rio Acre se mantém estável e esta manhã estava em 6 metros.

sábado, 26 de novembro de 2011

Parque Nacional da Serra do Divisor


A Serra do Divisor, única cadeia de montanhas do Acre e marco divisório das águas da bacia dos Rios Ucayali no Peru, e Juruá no Brasil, é o grande marco geológico deste Parque. Criado em 1989, no Estado do Acre, o Parque Nacional da Serra do Divisor guarda em seu interior elementos pouco comuns à paisagem amazônica, devido à grande altitude de seus terrenos.

A maior parte de seu território encontra-se incrivelmente preservada, graças às dificuldades de acesso impostas pela geográfica particular da região. Há registros da existência de fósseis nas margens do rio Juruá, tanto na área do Parque como na margem direita. 

Fauna
A fauna do Parque é formada por elementos oriundos de muitos ecossistemas diferentes, assim como aves e mamíferos em extinção.

Flora
A maior parte do Parque é coberta pela Floresta Tropical Aberta, que se subdivide em Aberta de Cipó e Aberta de Palmeira. A primeira é caracterizada por árvores como o juá, castanha-de-periquito, taperebá, inharé,etc. A segunda exibe diversas espécies de palmeiras, como a paxiúba-barriguda, paxiúba-lisa, patauá, açaí, jaci, murumuru, inajá e jarima.

Atrações
O rio Juruá, um dos principais afluentes do Rio Amazonas, é uma das mais belas atrações naturais do Parque, além de ser muito importante para o transporte da região. O planalto formado pelos blocos da Serra da Jaquirana, Serra do Moa, Serra do Joá-Mirim e Serra do Rio Branco encerra uma área de depressão de inigualável beleza.

Localização e acessos
O Parque fica no Estado do Acre, tendo como vizinha à cidade de Cruzeiro do Sul. O acesso Rio Branco (capital do Estado) a Cruzeiro do Sul é aéreo, com duração de 1h30, e terrestre pela BR-364. A partir de Cruzeiro do Sul, a principal via de acesso é fluvial através do rio Moa, através de voadeiras, durante as cheias, ou canoas, na época das secas. 





Área
846, 633 mil ha

Temperatura Média Anual
Acima de 20º

Infra-estrutura
Não há estrutura de visitação.

Mais informações
Fone: (68) 226-3212 - 228-7290
Fax: (68) 226-4682 (IBAMA/AC)

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Governo diz que em 15 dias ZPE começa a funcionar



O Acre terá a primeira zona de processamento de exportação pronta para começar a funcionar até o mês de dezembro. O empreendimento vai gerar mais de 5 mil empregos direitos. A zona de processamento de exportação (ZPE) está localizada na BR-317, no município de Senador Guiomar. O Acre conseguiu concluir a última etapa para o alfandegamento da ZPE.

O secretário de Indústria e Comércio, Edvaldo Magalhães mostra no mapa a área de 130 hectares aonde vão se instalar 34 indústrias nesta primeira fase. Também vão funcionar escritórios de órgãos importantes como Receita Federal, Polícia Federal e Ministério da Agricultura. Procedimento considerado legal para uma área de importação e exportação de produtos, já que é possível chegar aos portos peruanos por meio da estrada do pacífico, recém inaugurada. “Acredito que dentro de 15 dias já esteja em funcionamento”, garantiu Edvaldo Magalhães.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Senado aprova texto-base do novo Código Florestal


O senador Jorge Viana, relator do projeto do Código Florestal no Senado, ao lado do senador Rodrigo Rollemberg, durante sessão da Comissão de Meio Ambiente da Casa. (Foto: José Cruz/Agência Senado )
O senador Jorge Viana, relator do projeto do Código
Florestal no Senado, ao lado do senador Rodrigo
Rollemberg, durante sessão da Comissão de Meio
Ambiente da Casa. (Foto: José Cruz/Agência
Senado )

A Comissão de Meio Ambiente (CMA) do Senado aprovou nesta quarta-feira (23) o texto-base do projeto do novo Código Florestal após o relator da proposta, senador Jorge Viana (PT-AC), acatar modificações sugeridas por parlamentares da bancada ruralista.
Os destaques (mudanças) serão apreciados na próxima sessão da comissão. Após votação de destaques, o  texto seguirá para o plenário do Senado e, se aprovado, retornará à Câmara.
Foram apresentadas mais de 200 emendas ao relatório. Para viabilizar a aprovação, Viana acolheu várias emendas individuais e uma emenda coletiva que modifica pontos do texto que desagradavam aos ruralistas, tais como a conversão de multa apenas para pequenos agricultores e donos de terras com até quatro módulos fiscais autuados por desmatamento até julho de 2008.
Com a nova redação, os benefícios passam a valer para grandes propriedades rurais que desmataram sem autorização ou licenciamento até julho de 2008. "Estamos possibilitando tirar a multa para todos os produtores. Crime é crime, se praticou crime ambiental e o pequeno pode recuperar, porque o grande não?", disse a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu (PSD-TO).
Viana também concordou em fazer ajustes no ponto do relatório que trata da recomposição de Áreas de Preservação Permanente (APPs) - locais como margens de rios, topos de morros e encostas, considerados frágeis, que devem ter a vegetação original protegida.
O relator manteve o texto aprovado pela Câmara que determina a obrigação de recompor margens de rios em pelo menos 15 metros de mata ciliar para rios até 10 metros de largura, porém, estabeleceu que a obrigação, para propriedades com até quatro módulos fiscais, não poderá exceder 20% da área da propriedade.
Com a modificação, fica assegurada a todas as propriedades rurais a manutenção de atividades em margens de rios consolidadas até 2008. Para propriedades maiores que quatro módulos fiscais com áreas consolidadas nas margens de rios, os conselhos estaduais de meio ambiente estabelecerão as dimensões mínimas obrigatórias de matas ciliares, também respeitando o limite correspondente à metade da largura do rio, observando o mínimo de 30 metros e máximo de 100 metros.
Estudantes protestam no Congresso contra projeto do Código Florestal (Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil)Estudantes protestam no Congresso contra projeto
do Código Florestal (Foto: Antonio Cruz / Ag. Brasil)
Outra mudança acatada por Viana foi permitir produção agrícola e pecuária em encostas entre 25 e 45 graus, como pediu a senadora Kátia Abreu. Ela disse ser contra a restrição para a produção em encostas com 25° de inclinação por prejudicar, por exemplo, a produção de leite no país, tal como previa o texto original.
O texto-base do projeto de reforma do Código Florestal já foi aprovado pelas comissões de Constituição e Justiça (CCJ), Ciência e Tecnologia (CCT) e Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado.
Bate-boca
Durante a discussão do relatório houve bate-boca entre os senadores. Lindbergh Farias (PT-RJ) reclamou da pressa em votar o relatório e disse que não aceitaria "negociação feita na calada da noite" entre o governo e a bancada ruralista.
Jorge Viana respondeu que “não participou de acordo na calada da noite”, não sofreu pressão do governo e tem independência para produzir o relatório.
Os senadores Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e Marinor Brito (PSOL-PA) pediram o adiamento da votação para ter mais tempo para avaliar as modificações feitas no texto.
Pagamento
Foram mantidos no texto o pagamento ou incentivo a serviços ambientais tais como conservação dos recursos hídricos, da biodiversidade e dos solos; o sequestro de carbono; a conservação da beleza cênica natural; a regulação do clima e a valorização do conhecimento tradicional ecossistêmico.
Viana determina em seu texto que os pagamentos serão feitos por meio de um programa de apoio e incentivo à preservação do meio ambiente. De acordo com o texto, o governo está “autorizado”, no prazo de 180 dias a partir da publicação da lei, a criar o programa. O projeto não define os valores a serem pagos pelos serviços ambientais.
Fonte: Do G1, em Brasília

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Aquecimento Global atinge recorde em 2010, diz ONU


Foto: Cedida

A quantidade de gases do efeito estufa alcançou um novo recorde em 2010 e aumentou mais rapidamente no ano passado do que na média das últimas décadas, segundo o boletim anual sobre gases do efeito estufa, publicado nesta terça-feira (22) pela Organização Meteorológica Mundial, agência da Organização das Nações Unidas (ONU).
A concentração dos gases causadores do efeito estufa que permanecem por mais tempo na atmosfera - o dióxido de carbono, o metano e o óxido nitroso - se expandiu 39 vezes desde a época pré-industrial.
Houve uma alta de 39% de dióxido de carbono, 158% de metano e 20% de óxido nitroso, de acordo com o relatório da agência, divulgado em Genebra, na Suíça.
Aquecimento global
Na última sexta-feira, documento divulgado pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) alertou que as mudanças climáticas provocadas pelo homem já causam ondas de calor e chuvas torrenciais que causam inundações, e provavelmente contribuirão para futuros desastres naturais.

Ainda segundo o documento, as perdas e danos provocados por estes eventos extremos dependerão muito das medidas tomadas para proteger as populações e a propriedade quando a violência da natureza aflorar.
O relatório, divulgado dez dias antes das negociações climáticas em Durban, na África do Sul, é a primeira revisão abrangente das Nações Unidas sobre o impacto do aquecimento global em eventos climáticos extremos e a melhor forma de lidar com eles.

Fonte: Portal G1

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Vídeo: Amazônia entre as 7 maravilhas da natureza

video

Desenvolvimento x Meio Ambiente


Arquivo: Vídeo histórico mostra o início das obras de construção do Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira. Bons tempos da TV Aldeia. Essa reportagem foi finalista do prêmio José Chalub Leite de Jornalismo, na categoria Indústria, de 2009.    

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Obra de ponte entre Rondônia e Bolívia começa em 2012, confirma DNIT; Acre também será beneficiado

Ponte na BR-364 deve fomentar Economia do Estado. Foto: Divulgação/DNIT


PORTO VELHO – Infraestrutura e logística são requisitos básicos para atrair investidores estrangeiros e impulsionar a Economia na Amazônia. Em Rondônia, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT) planeja a construção de um corredor de exportação de mercadorias entre Brasil, Bolívia e Chile.

A ponte no distrito Ponta do Abunã, na BR- 364, está prevista para iniciar em 2012, como alternativa para escoamento de produtos do Estado.

Em outubro deste ano, parlamentares de Rondônia, autoridades políticas da Bolívia e do Chile participaram de audiência pública, no município de Costa Marques, para discutir a criação de um possível corredor de exportação entre Bolívia e Chile, pela BR-429, estrada que corta Rondônia. Na reunião as lideranças políticas brasileiras, bolivianas e chilenas se comprometeram em elaborar propostas e marcar em outra data novo encontro para tratar do assunto.

O superintendente regional do DNIT/RO, José Ribamar, afirmou que a prioridade do órgão é a construção da ponte entre Rondônia e Bolívia, na BR-364. “Essa ideia é da Bolívia, é muito bem vinda. Mas nosso foco é viabilizar a ponte da BR-364, já estamos em negociação com projetos e esse possível corredor será em outro momento”, afirmou Ribamar. A obra da ponte internacional já está autorizada pelo Governo Federal. “A equipe está revisando e atualizando o projeto, em busca de preços mais acessíveis. A obra deve iniciar no próximo ano”, disse.

Audiência pública debate obras de restauração da BR 364

As expectativas para o aquecimento da Economia do Estado com a obra da ponte são as melhores. “A construção de uma ponte requer um volume de significativo de recursos, e isso influencia positivamente nos setores da Construção Civil além de aquisição de serviços diretos e indiretos, o que contribui para aquecer a economia de cidades e distritos vizinhos de Abunã”, explicou o economista Avenilson Trindade.

Segundo o especialista, a construção vai viabilizar o tráfego entre os países e ainda vai contribuir para a melhoria do trânsito nas rodovias. “Ela vai melhorar o fluxo rodoviário tanto para usuários comuns, quanto para transporte de cargas de mercadorias e transporte de passageiros. Rondônia só tem a ganhar com essa grande construção”, alegou Trindade.


Benefícios à população

A construção de uma ponte internacional em Rondônia também é vista com entusiasmo pela população. Dayanne Fonseca é recepcionista de um hotel no município de Guajará-Mirim, município a 150 km do distrito Ponta do Abunã. Para ela, a obra também deve afetar no aumento da demanda turística no Estado.

“Esperamos um grande fluxo de pessoas com a criação da ponte. Temos o Museu da Estrada de Ferro (em conclusão de reforma), a Serra dos Parecis e os passeios de barco pelo rio Pacaas Novos, com visitas às comunidades indígenas autorizadas previamente pela Funai, além das pescas esportivas, para atrair a demanda”, destacou.

O estudante de Gestão Ambiental, Alan Nobre, de 23 anos, também espera que a obra traga benefícios econômicos aos moradores das cidades vizinhas à ponte, como aumento da geração de renda e emprego. “A ponte vai beneficiar a saída de mercadorias para o Pacífico, além da instalação de indústrias. Vai trazer emprego e renda para a população”, opinou.

O policial militar da cidade de Rolim de Moura, Eldimar Marcelino, 25, acredita no desenvolvimento econômico de outras cidades. “A construção vai influenciar não só a Economia de Guajará-Mirim, mas de todo o Estado, pois vai facilitar o transporte de mercadorias e tornar nosso produto mais competitivo”, defendeu.


Fonte: Paulo Vagner - portalamazonia@redeamazonica.com.br


segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Cientistas alertam para os riscos do aquecimento global


O mundo pode não ser capaz de limitar o aumento da temperatura global a níveis seguros se uma nova ação climática internacional não for tomada até 2017, já que muitas usinas de energia de combustível fóssil e fábricas estão sendo construídas, alertou a Agência Internacional de Energia.

Se o mundo limitar o aquecimento global a 2 graus Celsius -- que segundo cientistas é o nível mínimo de segurança antes que efeitos devastadores das mudanças climáticas ocorram -- os volumes de emissão de gases não devem ter mais de 450 partes por milhão (ppm) de dióxido de carbono.

Com as emissões já chegando a 390 ppm de CO2, está se esgotando o tempo para tomar uma atitude.

A infraestrutura energética existente já está liberando 80% das emissões permitidas sob esse cenário, advertiu a AIE em seu Relatório Mundial de Energia.

Quatro quintos do total das emissões de carbono relacionadas à energia permitida até 2035 para limitar o aquecimento já vêm das usinas, prédios e fábricas existentes, apontou a agência.

"A cada ano que passa sem sinais claros de investimentos em energia limpa, o 'travamento' 
da infraestrutura de alta emissão de carbono está tornando mais difícil e caro o cumprimento de nossas metas de segurança energética e climáticas," disse Fatih Birol, economista-chefe da AIE .

O alerta vem apenas algumas semanas antes de uma reunião de negociadores internacionais na África do Sul para tentar trabalhar em um novo pacto global para combater o aquecimento global.

São baixas as expectativas de um acordo juridicamente vinculante este ano. A União Europeia está pressionando por um acordo até 2015, mas alguns outros países foram acusados de atrasar um pacto até 2018 ou 2020.

 "Se novas medidas rigorosas não forem apresentadas até 2017, a infraestrutura relacionada com energia na ocasião vai gerar todas as emissões de CO2 permitidas... até 2035, não deixando espaço para usinas adicionais de energia, fábricas e outras infraestruturas, a menos que sejam de emissão zero de carbono, o que seria extremamente caro."

"Atrasar uma ação é uma falsa economia: para cada 1 dólar de investimento economizado no setor de energia antes de 2020, um adicional de 4,3 dólares precisaria ser gasto depois de 2020 para compensar o aumento das emissões", acrescentou o relatório.

Melhorias na eficiência energética precisariam responder por metade das reduções adicionais de emissão necessárias, disse a AIE.

Em maio, a AIE informou que as emissões globais de CO2 atingiram seu nível mais alto em 2010, impulsionadas principalmente pelas economias dependentes de carvão.

Se novas políticas climáticas forem implementadas cautelosamente, as emissões de CO2 acumuladas nos próximos 25 anos equivaleriam a três quartos do total dos últimos 100 anos, disse a AIE.

Isso levaria a um aumento de temperatura médio de longo prazo de 3,5 graus Celsius. Se novas políticas não forem implementadas, o mundo estará em um "caminho perigoso" para um aumento de 6 graus.

O objetivo da ONU de dar a todos do mundo acesso à energia moderna até 2030 exigiria 48 bilhões de dólares de investimento -- ou 3 por cento do investimento total de energia até 2030 -- em comparação a 9 bilhões de dólares em 2009, disse a AIE. 

Fonte: Agência Reuters

sábado, 12 de novembro de 2011

Amazônia é eleita uma das 7 maravilhas da natureza

Foto: Cedida


A fundação suíça New 7 Wonders anunciou na sexta-feira (11) que as Cataratas do Iguaçu e a Amazônia estão entre os vencedores provisórios da eleição das Sete Maravilhas da Natureza. Compartilhadas pelo Brasil com outros países da América do Sul, as atrações foram eleitas junto com a Baía de Halong (Vietnã), a Ilha de Jeju (Coreia do Sul), o Parque Nacional de Komodo (Indonésia), o rio subterrâneo de Puerto Princesa (Filipinas) e a Table Mountain (África do Sul).

Os vencedores ainda são provisórios pois a entidade continua contando os votos feitos via celular em todo o mundo e afirma que, apesar de remota, existe a possibilidade da lista mudar. A lista oficial será divulgada no começo de 2012.

O processo da eleição das Sete Maravilhas da Natureza começou em 2007, com a inscrição de 440 atrações de 200 países na disputa. Em 2009, um “júri de experts” (composto por sete pessoas, entre elas um ex-diretor da UNESCO e o próprio presidente da 7 New Wonders, Bernard Weber) escolheu as 28 finalistas.

Recorreu-se, então, ao voto popular para decidir quais seriam as Sete Maravilhas da Natureza: milhões de pessoas participaram do sufrágio, votando via internet, mensagens de celular e ligações telefônicas. O total de votos que cada concorrente recebeu, porém, não foi revelado pela New 7 Wonders.


sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Acre 48 graus e sem água na torneira!

Foto: Diego Gurgel

Projeto na Câmara pode prejudicar áreas indígenas


Foto: Cedida
A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara pode votar já na semana que vem uma proposta de emenda à Constituição que deixará sob ameaça todas as terras indígenas do país.

A chamada PEC 215 prevê que o Congresso Nacional tenha competência exclusiva para "aprovar a demarcação das terras ocupadas pelos indígenas e ratificar as demarcações já homologadas".

Ou seja, em vez de serem criadas por um ato presidencial, as demarcações de terras indígenas precisariam passar pelo Congresso. As terras já demarcadas e homologadas precisariam também do aval dos parlamentares.

O texto, de 2000, é do ex-deputado Almir Sá, do PPB (atual PP) de Roraima.
 
Ele foi ressuscitado na CCJ com parecer favorável do relator, Osmar Serraglio (PMDB-PR), em meio a uma articulação da bancada ruralista para colocar em xeque as terras indígenas e as unidades de conservação. Essas áreas são vistas como entraves à expansão do agronegócio.

O Estado de Roraima se diz particularmente prejudicado pelas terras indígenas, como a ianomâmi, de quase 10 milhões de hectares, e recentemente Raposa Serra do Sol, com 1,7 milhão.

Segundo os políticos locais, metade do território roraimense foi "perdido" para os índios, ficando "inviabilizado" para agropecuária.

Há 11 propostas semelhantes tramitando com a PEC 215.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Sobre a volta do fuso de duas horas no Acre


Foto: Arquivo pessoal


A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou na última quarta-feira (9) o Projeto de Lei 1.669/11, que restabelece a diferença de duas horas entre o Acre e Brasília. A proposta atende ao resultado de plebiscito realizado no ano passado. Na oportunidade, a maior parte da população do Acre votou pela volta ao horário antigo. Desde 2008, o estado tem apenas uma hora a menos que Brasília. O texto foi aprovado em caráter terminativo, ou seja, só passará pelo plenário se houver recurso apoiado por 51 deputados nas próximas cinco sessões.

Com a aprovação do relatório do deputado Eliseu Padilha (PMDB-RS), a matéria segue para sanção presidencial, uma vez que já foi aprovada pelos senadores. A diferença de duas horas entre o Acre e Brasília será restabelecida assim que a presidenta Dilma Rousseff assinar a nova lei. “A proposição caminha ao encontro da vontade do povo acreano de retornar ao fuso horário de origem”, disse o peemedebista no relatório aprovado hoje pela CCJ. 

A aprovação do projeto de Lei 1.669/11 encerrara uma polêmica que já durava mais de dois anos sobre o retorno das duas horas de diferença da capital Rio Branco em relação a Brasília, ou seja, o nosso horário normal, o horário de Deus. Como cidadão, que votei pelo retorno do horário antigo, uma vitória da cidadania, mesmo que demorada. Como jornalista uma vitória da liberdade de expressão. Já que como bem afirmou o jornalista Altino Machado, “uma vitória dos blogueiros do Acre”.  

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Turista fica cara a cara com onça-pintada no Pantanal

Fisioterapeuta fotografou e filmou felino durante viagem no fim de semana.


Foto tirada por Viviane mostra onça pintada em seu habitat natural (Foto: Viviane Somavilla/arquivo pessoal)
Foto tirada por Viviane mostra onça-pintada em seu habitat natural (Foto: Viviane Somavilla/arquivo pessoal)
A fisioterapeuta Viviane Somavilla Macali, 28 anos, voltou de uma viagem que fez no último final de semana ao Pantanal em Miranda, a 203 quilômetros de Campo Grande, trazendo quase 20 fotografias e um vídeo de uma onça-pintada que ela diz ter encontrado por sorte durante um passeio. Ela afirma ter ficado a poucos metros do animal, que ficou imóvel enquanto turistas registravam o momento.
“Eu nem tinha esperança em ver. Deu uma emoção de ver ao vivo, saber que não era um bicho preso e por saber o quanto é raro”, disse Viviane.

Acompanhada pelo marido, ela viajou de trem no sábado (5), passou a noite em Miranda e fez diversos percursos ecológicos no dia seguinte. A fisioterapeuta conta que foi a primeira a avistar o felino durante um passeio de chalana. “O guia falou que trabalha há sete anos [no Pantanal] e nunca tinha visto uma onça”, relata Viviane.

Viviane mostra imagens que fez de onça no Pantanal de MS (Foto: Ricardo Campos Jr. / G1 MS)
Viviane mostra imagens que fez de onça no
Pantanal de MS
De acordo com a turista, o barco foi desligado e todos ficaram em silêncio para não assustar o animal, e o flagrante durou cerca de cinco minutos. No grupo, havia turistas de vários países e todos ficaram impressionados com a presença do felino, que foi visto outras duas vezes, porém mais distante, durante o trajeto. “Depois da onça, tudo perdeu a graça”, conta.

Viviane conta que mora em Mato Grosso do Sul desde janeiro, vinda do Paraná. Ela diz que já contou a experiência que teve durante a viagem de fim de semana para toda a família, que já pensa em se reunir durante as férias, ainda este ano, para fazer uma visita ao Pantanal, mesmo sendo poucas as chances de um novo encontro com a onça-pintada.

Fonte: globonatureza