segunda-feira, 30 de maio de 2011

Inseto marinho gigante é visto pela primeira vez comendo tartaruga



O professor Shin-ya Ohba, do Centro de Pesquisas Ecológicas, da Universidade de Kyoto, conseguiu fotografar pela primeira vez um inseto de água gigante chamado Kirkaldyia deyrolli comer um filhote de tartaruga. A espécie é conhecida por caçar peixes, anfíbios e cobras. O macho do inseto tem 58,09 milímetros, enquanto o comprimento de carapaça da tartaruga é de 34,14 milímetros.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Governo inicia levantamento de famílias que vivem em reserva para receber 'Bolsa Verde`

O governo iniciou na última semana o levantamento do número de famílias que habitam as unidades de conservação federais para saber quantas delas estão em situação de extrema pobreza e poderiam receber um benefício mensal denominado 'Bolsa Verde'.

Lançado em 2009 pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o projeto segue o modelo do Bolsa Família. A intenção do programa é evitar que moradores dessas localidades pratiquem a exploração ilegal de recursos naturais. De acordo com as regras, famílias com renda de até R$ 70 por pessoa poderão receber um benefício mensal de R$ 100.

Existe a expectativa de que o benefício passe a vigorar a partir do segundo semestre deste ano. Mas ele ainda está em fase de discussão interministerial e envolve as pastas do Meio Ambiente, Desenvolvimento Social e Desenvolvimento Agrário, que tentam destravar o projeto.  Ele precisa ainda passar pelo Congresso e, finalmente, pelo crivo da presidente Dilma Rousseff.
Levantamento
Técnicos do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão responsável pela gestão das unidades de conservação federais, são responsáveis pelo censo que vai saber quais famílias podem receber a verba.

Em uma primeira fase, moradores das 310 unidades federais devem ser contemplados. Em uma segunda etapa, o benefício poderá abranger também reservas sob controle dos estados. 

“Queremos instituir um marco legal para atingir a população extremamente pobre. Seja aquela que está dentro das unidades ou nos arredores, além dos assentamentos de reforma agrária”, afirmou Roberto Vicentin, secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente.

Produção de farinha na comunidade Tapajós-Arapiuns (Foto: Divulgação/ICMBio) 
Produção de farinha em comunidade da reserva extrativista Tapajós-Arapiuns, no Pará (Foto: Divulgação/ICMBio)
Reforço
Segundo Paulo Maier, diretor de Unidades de Conservação do Instituto Chico Mendes, aproximadamente 60 mil famílias podem se beneficiar. Ainda segundo Maier, existe uma preocupação referente à fiscalização do pagamento.

“Está em debate as formas de verificações. Para saber se as famílias estão cumprindo com o objetivo do programa, poderemos utilizar sistemas de monitoramento via satélite, talvez até pelo desmatamento em tempo real da Amazônia Legal (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)”, afirmou Maier.
Realidade
Na reserva extrativista de Tapajós-Arapiuns, no Pará, cerca de 18 mil pessoas vivem no interior da floresta Amazônica e são responsáveis pela preservação de uma área aproximada de 6,5 mil km².
Em grande parte das comunidades só é possível chegar de barco, após 32 horas de viagem a partir da cidade mais próxima, Santarém. A maioria da população vive da agricultura, por meio da plantação de mandioca e fabricação de farinha, além da pesca e pequenos focos da extração de borracha e castanha
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Comunidade ribeirinha na reserva extrativista Tapajós-Arapiuns vive à base da pesca (Foto: Divulgação/ICMBio) 
A pesca é uma das forma de subsistência nas reservas federais. (Foto: Divulgação/ICMBio)

De acordo com Rosinaldo Santos dos Anjos, 42 anos, presidente da associação de moradores, o total de farinha produzido é pouco (50 kg por família), sendo que grande parte é destinado ao consumo próprio.

“Com a venda não é possível levantar nem R$ 50 por mês. Isto incentiva a exploração ilegal da floresta, com a derrubada de árvores e venda clandestina de madeira”, disse. Ainda segundo Santos, o pagamento do benefício é uma forma de reconhecer o trabalho dos ‘guardiões’ da floresta. “É um apoio para nós”, afirmou.

Fonte: Eduardo Carvalho Do Globo Natureza, em São Paulo

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Pesquisador alerta para temperaturas acima da média no Acre durante o verão


Foto: Arquivo

O pesquisador climatológico e professor de Física da Universidade Federal do Acre (Ufac), Alejandro Fonseca, fez previsões preocupantes a cerca do clima no Acre para esse verão. Segundo o pesquisador, as temperaturas devem ficar acima da média e uma onda de calor deve castigar o acreano durante os meses de junho, julho, agosto e setembro.

A previsão deve servir de alerta para as autoridades, principalmente com relação ao nível do rio Acre que vem registrando um nível abaixo do normal para o período. O fenômeno deve culminar no desabastecimento de água potável para vários bairros da capital. Esse fornecimento é de responsabilidade do Saerb, empresa que desde sua criação e sucessíveis trocas de administração jamais conseguiu atender a demanda crescente por água na cidade de Rio Branco.

Outro fator preocupante são as queimadas. É exatamente nesse período que as autoridades registram um aumento nesse tipo de crime ambiental em vários municípios acreanos.  A fumaça produzida pelas queimadas urbanas, por exemplo, pode trazer sérias conseqüências à saúde como doenças respiratórias e outros males.

A prevenção é a melhor opção por parte da população. Combate ao desperdício e ao fogo, consumo diário de água e sucos naturais, comidas leves a base de verduras e legumes e evitar a exposição demorada e desnecessária ao sol pode fazer a diferença na qualidade de vida.

sábado, 21 de maio de 2011

Caminhões começam chegar à Cruzeiro do Sul pela BR-364 e ajudam a baixar preço de produtos





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Um grupo de seis motoristas utilizando caminhões traçados chegou à Cruzeiro do Sul na madrugada deste sábado (21). Cerca de 46 toneladas de frutas e verduras já estão sendo comercializadas com preços mais acessíveis na cidade. 

Nivaldo Fernandes de Lima (foto) foi um dos primeiros caminhoneiros a se aventurar pela BR-364 para chegar à Cruzeiro do Sul, antes do governo declarar oficialmente a reabertura da rodovia. Esse ano, o Deracre deve liberar o tráfego a partir do dia, 5 de junho. Enquanto isso, Nivaldo Fernandes e seus amigos, decidiram apostar em seus veículos traçados para trazer o primeiro carregamento de frutas e verduras, produtos bem escassos na Região do Juruá, que fica isolada de Rio Branco durante boa parte do ano.
“A viagem foi tranquila, o mais importante é andar com cuidado para não quebrar os carros. Só um caminhão quebrou uma caixa de marcha, mas é normal. Em alguns trechos a estrada é coberta pela vegetação e é preciso a gente sair a pé fazendo uma vistoria pra puder seguir com segurança”, explica o caminhoneiro.
Fernandes explica que restam apenas cerca de 9 quilômetros para as frentes de serviço que avançam de Feijó e Manoel Urbano se encontrarem. Depois será colocado material mais resistente nos locais mais críticos para a liberação oficial.
Com a chegada dos caminhões, produtos como tomate, cenoura, beterraba, batata e maçã baixaram de R$ 8,00 para R$ 5,00 o quilo em Cruzeiro do Sul.
Fonte: tribunadojurua.com 

 

quinta-feira, 19 de maio de 2011

ONU afirma que Brasil é deficiente na gestão das unidades de conservação

Eduardo Carvalho  
Do Globo Natureza, em São Paulo
Estudo divulgado nesta quarta-feira (18) pelo Ministério do Meio Ambiente, feito em parceria com a UNEP (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, na sigla em inglês), aponta que o Brasil possui sérias deficiências na gestão de unidades de conservação, que funcionam com número reduzido de mão-de-obra na proteção das áreas e baixo orçamento para investimentos em infraestrutura.

O documento revela que, apesar de o país agregar a quarta maior área do mundo coberta por unidades de conservação (1.278.190 km²), fica atrás de nações mais pobres e menores quando comparam-se quesitos como funcionários e orçamento por hectare.

A Costa Rica, país da América Central com 4,5 milhões de habitantes, tem um funcionário para cada 26 km² de área e investe R$ 31,29 em cada hectare (10 mil m²). O Brasil, por sua vez, tem um funcionário para cada 186 km² de florestas protegidas e aplica R$ 4,43 em cada hectare. O número é muito abaixo dos Estados Unidos, que aplica R$ 156,12 por hectare (35 vezes mais que o Brasil) e tem um funcionário para cada 21 km².

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, é necessário aumentar os investimentos nas unidades devido aos benefícios oferecidos à população e setores econômicos. Por ano, as UCs geram até R$ 4,55 bilhões com a exploração legal de recursos naturais (como madeira e borracha) e com a visitação de turistas em parques e florestas.
Floresta amazônica (Foto: Dennis Barbosa/Globo Natureza) 
Segundo o Instituto Chico Mendes, 8,5% da superfície do país está coberta por unidades de conservação federais, a maior parte localizada na floresta Amazônica (Foto: Dennis Barbosa/Globo Natureza)
 
Recursos
O orçamento destinado para as unidades de conservação federais por ano é de aproximadamente R$ 300 milhões, que de acordo com o governo federal é o mesmo desde 2001 e cobre gastos com folha de pagamento e investimentos em infraestrutura. Entretanto, para o MMA seria necessário mais que dobrar o valor.

"Temos que usar a criatividade para melhorar a gestão e proteção", afirmou Braulio Dias, secretário de 
Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente. Para ele, é praticamente impossível o Brasil alcançar níveis de gestão aplicados em países desenvolvidos, que tem orçamentos mais robustos.

"O que temos que fazer são parcerias com instituições acadêmicas ou ONGs para uma gestão compartilhada nas unidades de conservação. Isso já ocorre nos parques nacionais da Serra da Capivara (PI) e do Jaú (AM). A sorte é que o Brasil conta com muitas instituições dispostas a participar disto", afirmou.
 
Terceirização
Segundo Rômulo Mello, presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), outra alternativa é a terceirização dos funcionários no setor turístico.

"Quem é contratado do governo deve trabalhar na preservação das unidades. A exploração turística poderia ser feita por outras organizações. Isto melhoraria a gestão funcional e evitaria um inchaço na contratação, que o governo tenta conter", disse. O número atual de funcionários nas áreas conservação federal não foi informado.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Desmatamento disparou em MT em março e abril, confirma Inpe

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou nesta quarta-feira (18) o relatório de seu sistema de monitoramento de desmatamento em tempo real da Amazônia Legal (Deter) para março e abril, confirmando uma disparada da devastação em Mato Grosso.

Ao todo, o estado teve 480,3 km² dos 593,0 km² de desmatamento detectados no período na região, o que equivale a 80%. Somente em abril, foram detectados 405,5 km² de polígonos de devastação em território mato-grossense.

No mesmo bimestre do ano passado, o instituto espacial registrou 103,6 km² de derrubadas na Amazônia Legal. Portanto, o incremento foi de 572% em 2011, embora esse tipo de comparação não possa ser feita de forma exata, já que o Inpe faz a ressalva de que seu sistema não é voltado à aferição precisa de áreas, mas mais focado na emissão de alertas para que as autoridades ambientais possam verificar focos de derrubada de mata em terra.

Para dar uma referência, a área total desmatada detectada em março e abril para a Amazônia Legal equivale a 370 vezes o Parque Ibirapuera, em São Paulo, ou 1,4 vez a Ilha de Santa Catarina, onde se localiza Florianópolis.
Queimadas no Mato Grosso (Foto: Divulgação) 
Área atingida por queimada no Mato Grosso, estado que mais desmatou em março e abril  (Foto: Ibama)
Visibilidade

A alta extrema em abril em Mato Grosso se deve, em parte, à boa visibilidade alcançada pelas imagens de satélite naquele mês, quando a cobertura de nuvens ficou abaixo dos 10%. As condições densamente nubladas da Amazônia impedem que os técnicos do Inpe chequem o desmatamento desde o espaço durante boa parte do ano.

O Pará, em março e abril, por exemplo, não chegou a ter menos de 75% de cobertura de nuvens, o que significa que pelo menos três quartos de seu território não puderam ser verificados no período.
Situação grave
 
A gravidade da situação em Mato Grosso já era de conhecimento do Ibama, órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente e responsável pela fiscalização. O instituto recentemente dobrou o número de fiscais no estado, subindo para 520 o efetivo total na Amazônia Legal, como informou ao Globo Natureza seu diretor de Proteção Ambiental, Luciano Evaristo.

O diretor considera que uma alta do desmatamento está ocorrendo porque no ano passado a devastação foi relativamente baixa e há uma demanda reprimida por novas áreas agricultáveis, em especial com os altos preços das commodities no mercado internacional. Ele promete autuar os desmatadores ilegais “um por um”.
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segunda-feira, 16 de maio de 2011

Consumo de recursos naturais pode aumentar 3 vezes no mundo, diz ONU

Estimativa aponta que população mundial chegará a 9,3 milhões em 2050

O consumo mundial de recursos naturais pode ser triplicado até 2050, a 140 bilhões de toneladas por ano, caso não sejam tomadas medidas drásticas para frear a superexploração, advertiu a ONU.
O programa da ONU para o meio ambiente (PNUE) ressalta em um informe - publicado na quinta-feira (12) - que as reservas a um bom preço e qualidade de certos recursos essenciais como o petróleo, o ouro e o cobre já estão se esgotando.

Com uma população de 9,3 bilhões de pessoas esperadas para o ano de 2050 e com países em desenvolvimento cada vez mais prósperos, o PNUE adverte que "as perspectivas de níveis de consumo cada vez mais elevadas vão muito além do que é provavelmente viável".
O informe indica que os governos devem fazer mais com menos, e de maneira mais rápida que o ritmo de crescimento econômico.

Atualmente, nos países desenvolvidos, uma pessoa consome em média 16 toneladas de minerais, combustíveis fósseis e biomassa por ano, contra 4 toneladas na Índia, segundo o informe.

O PNUE considera necessário refletir integralmente sobre a exploração dos recursos e prever "investimentos massivos" nas inovações tecnológicas, econômicas e sociais a fim de conquistar, pelo menos, o congelamento dos níveis atuais de consumo de recursos nos países ricos.
 
Da France Presse

sábado, 14 de maio de 2011

Chile: Rota internacional do turismo

Conheça nesta reportagem especial os segredos e belezas do Chile, um lugar fascinante que é possível visitar com pouco investimento, cerca de mil reais por pessoa. 

Saímos de Rio Branco pela BR-317 e viajamos de carro 240 km até o aeroporto de Cobija-BO. Embarcamos de avião para La Paz e de lá seguimos numa Van alugada até Arica, cidade localizada no litoral chileno na fronteira com o Peru. Passamos pelo deserto do Atakama e outras maravilhas da natureza. Confira o vídeo!


video



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sexta-feira, 13 de maio de 2011

Moradores da Resex Chico Mendes são multados por produzirem carvão dentro da unidade



O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade realizou blitz dentro da Reserva Chico Mendes nesta semana, numa região localizada próximo aos municípios de Brasiléia e Epitaciolândia, e destruiu várias carvoarias que funcionavam de forma ilegal dentro da unidade. O resultado da ação foi à aplicação de dezenas de multas aos moradores da região. Algumas infrações chegam a R$ 4 mil por produtor. De acordo com os fiscais, os infratores usavam madeira de lei extraída da própria reserva o que não é permitido pela legislação.

Nesta sexta-feira (13) um grupo de produtores rurais se reuniu com vereadores das cidades de Brasiléia e Epitaciolândia para discutir o problema e tentar encontrar uma solução. “Como é que um trabalhador rural vai ter condições de pagar uma multa de 4 mil reais, já que agente ganha pouco mais de um salário mínimo”, desabafou dona Raimunda Martins.




terça-feira, 10 de maio de 2011

Guias de turismo da Amazônia participam de encontro no Peru


puno09052011aOs guias vêm se fortalecendo em busca do reconhecimento dos poderes públicos no Acre e em Rondônia
 
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PORTO VELHO – Guias de turismo da Amazônia Ocidental (Acre e Rondônia) participarão em Puno (Peru) do Congresso de Guias de Turismo da América do Sul, 23 a 27 de maio. Eles pretendem divulgar as potencialidades da região e das novas rotas de acesso aéreo e terrestre ao país vizinho, com o objetivo de consolidar a qualificação e a consolidação de parcerias entre os dois lados da fronteira.

"Queremos tornar esses estados mais uma porta de entrada de turistas para a Amazônia brasileira e o restante do País", comentou  a turismóloga e guia Maria Auxiliadora Lima. Durante o congresso os grupos acreano e rondoniense debaterão os rumos da profissão de guia de turismo de fronteira e como deverá ser a divisão de responsabilidades de cada guia, quando adentrar em território estrangeiro. "Deverá surgir um acordo entre os guias de turismo do Brasil, Peru e Bolívia", adiantou Auxiliadora.

Os guias vêm se fortalecendo em busca do reconhecimento dos poderes públicos no Acre e em Rondônia. "É hora de nos articularmos politicamente com as lideranças de nossos estados e municípios e apoiar ações desenvolvidas por nossos colegas em cada região", afirmou Auxiliadora.  Eles estão em contato com deputados federais e prefeitos. Além disso, vêm prestando contas de sua atuação à Federação Nacional dos Guias de Turismo, que apóia toda a mobilização.

Puno
Puno remete o visitante ao período pré-colombiano. O Império Inca foi a dominante na parte sul do continente americano no primeiro milênio da era cristã. As origens de Puno remontam ao século III a.C e se referem à cultura Pukará, que se destacou pelos seus vários monumentos astrológicos. Tempos depois, a região passou a ser dominada pelo povo Tiahuanaco. 

Apenas no século XV os Incas invadiram e dominaram a região onde hoje se encontra Puno. Essa invasão se deu pouco tempo antes do domínio espanhol. A cidade só recebeu o nome de San Juan Bautista de Puno em 1668, quando os espanhóis resolvem estabelecer nesse local a capital da  província de Paucarcolla.

Fonte: Agenciaamazônia

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Homenagem as mães




Aproveito esse espaço para homenagear as mulheres mais importantes da minha vida. Minha mãe, Maria das Dores, a matriarca da família, minha avó Clara Delmiro, (90 anos) e minha esposa, Katiussi Melo, mãe das belas filhas Ana e Sarah. A data foi comemorada com um delicioso almoço em família na tarde deste domingo.


sábado, 7 de maio de 2011

Turistas pagavam até US$ 40 mil por caça ilegal no Pantanal, diz Ibama


Ibama e PF apreendem armas e pele de cobra em fazenda de MS (Foto: Divulgação/Ibama) 
Ibama e PF apreendem armas e pele de cobra em
fazenda de MS (Foto: Divulgação/Ibama)
Turistas estrangeiros pagavam de 30 a 40 mil dólares para caçar ilegalmente no Pantanal de Mato Grosso do Sul e participavam de safáris, que eram feitos em uma fazenda no município de Aquidauana, localizada a 130 quilômetros de Campo Grande. De acordo com o superintendente do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama/MS), David Lourenço, esses valores incluíam passagens aéreas, hospedagem e todo o tipo de munições e armamentos usados para a caça.

A denúncia do esquema partiu de um vídeo anônimo encaminhado para a Polícia Federal (PF) e foi feito por um norte-americano. Segundo David, as imagens mostram que a principal atração era a matança de onças. “Isso é uma evidência clara de que os safáris eram feitos em Mato Grosso do Sul e por isso precisam ser investigados mais profundamente”, disse o superintendente.
Policiais federais e agentes do Ibama apreenderam na última quinta-feira (5) várias peles e partes de animais abatidos além de armas, algumas delas, de uso restrito às forças policiais.
Isso é uma evidência clara de que os safáris eram feitos em Mato Grosso do Sul e por isso precisam ser investigados" David Lourenço, superintendente do Ibama

Foram encontrados 12 galhadas de cervo, dois crânios de onça, uma mandíbula de porco monteiro, uma pele de sucuri com 3,5 metros, cinco revólveres calibre 38, uma pistola 357 (de uso restrito), uma carabina, dois fuzis, 17 caixas de munições de diversos calibres, dois alforjes (bolsas usadas durante a caça) e dois tubos de turro, que quando soprados emitem um som para atrair onças.

O Ibama esclareceu ainda que os primeiros indícios de que na propriedade eram realizados abates clandestinos de animais surgiram durante a operação Jaguar, realizada em junho de 2010, quando a PF prendeu integrantes de organização que agia em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Paraná na caça de animais como onças pintadas, onças pardas e jacarés.

As investigações da operação começaram no ano passado em Corumbá, município pantaneiro distante 426 quilômetros de Campo Grande.

Segundo informações da PF, as ações criminosas dos grupos eram feitas com a participação de caçadores brasileiros e estrangeiros que visitavam o Pantanal apenas para a realização das atividades predatórias.

Ibama e PF apreendem armas e pele de cobra em fazenda de MS (Foto: Divulgação/Ibama) 
Ibama e PF apreendem armas e pele de cobra em fazenda de MS (Foto: Divulgação/Ibama)

Fonte: G1

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Comissão aprova projeto pela volta do horário do Acre e AM

PoNo-horario0505r unanimidade, a Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) da Câmara dos Deputados aprovou o PL 446/2011, de autoria do deputado federal Pauderney Avelino (DEM-AM), que restabelece o horário antigo do Acre e de parte do Amazonas em duas horas de diferença em relação a Brasília. Hoje é apenas uma hora de diferença. O projeto segue agora para análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

“Com a respectiva alteração, a população foi obrigada a mudar sua rotina de atividades e até hoje não conseguiu se adaptar ao novo horário. Isso tem provocado alterações biológicas acarretando em transtornos físicos e psicológicos”, declara Pauderney Avelino, satisfeito com a aprovação do PL.

O horário antigo foi alterado em 2008 pela Lei 11.662. Prova de que a mudança não foi benéfica foi o plebiscito realizado no Estado do Acre, no dia 31 de outubro do ano passado, juntamente com o segundo turno das eleições. O novo horário foi rejeitado por 56,87% dos eleitores e aprovado por 43,13%.

Para o parlamentar, esse resultado demonstra que não há razão para a permanência do atual fuso horário, que só tem provocado danos. “As crianças são as que mais sofrem porque vão para a escola na escuridão, o que tem causado queda no rendimento escolar”, afirma Pauderney.

O projeto aprovado hoje mantém o Decreto n.º 2.784, de 18 de junho de 1913, que definiu quatro fusos horários distintos no Brasil e não três como se encontra hoje. Pelo texto, o art. 2º do Decreto 2.784, de 18 de junho de 1913, passa a vigorar com as seguintes informações:

c) o terceiro fuso, caracterizado pela hora de Greenwich ‘menos quatro horas’, compreende os Estados de Mato Grosso, de Mato Grosso do Sul, de Rondônia, de Roraima e a parte do Amazonas que fica a leste de uma linha (círculo máximo) que, partindo de Tabatinga, vá a Porto Acre;

d) o quarto fuso, caracterizado pela hora de Green-wich ‘menos cinco horas’, compreende o Estado do Acre e a parte restante do Amazonas”. (Assessoria)

terça-feira, 3 de maio de 2011

Mandioca é alvo de pesquisas energéticas

mandiocaalcool21042001aEmbrapa Amazônia Oriental, no Pará, realiza pesquisas para produzir etanol a partir da planta. Experiências estão sendo feitas em outras regiões brasileiras. Os resultados obtidos superam até as expectativas dos cientistas

Criado pela própria Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Dia da Mandioca é comemorado em 22 de abril. A mandioca é uma planta nativa do Brasil, e é comumente encontrada nas mesas nacionais e de outros países. A espécie também está agora em processo de pesquisa para produção de bicombustíveis.
 
A mandioca (Manihot esculenta Crantz), cultivada de Norte a Sul do Brasil, tem-se mostrado matéria-prima promissora para produzir etanol, explica  pesquisadora da Embrapa Agroenergia, Silvia Belém. A planta apresenta um balanço de massa favorável, pois cada tonelada de mandioca, com 30% de amido, pode render até 210 litros de etanol. De acordo com os cientistas da Embrapa é uma excelente alternativa para a produção desse biocombustível.

Entretanto, “ainda existem alguns gargalos a ser resolvidos pela pesquisa e, nesse sentido, a Embrapa está desenvolvendo projetos na obtenção de novas variedades da planta e melhorias no processo industrial”, adianta Sílvia Belém

Um dos grandes desafios na produção de etanol a partir de matérias-primas amiláceas, como no caso da mandioca, é o próprio processo industrial, salienta a pesquisadora. Isso acontece devido à etapa de hidrólise para obtenção dos açúcares utilizados na produção desse biocombustível. Ao contrário da cana-de-açúcar, em que essas substâncias já estão disponíveis, o processo a partir da mandioca requer essa etapa, o que eleva os custos.

Desafios com a mandioca açucarada
A cientista cita também outro desafio. A falta de biomassa para geração de calor usado nas caldeiras, que no caso da cana-de-açúcar é gerado a partir do bagaço, exige que no processo da mandioca, a energia venha de outra fonte. Para solucionar essa deficiência, os pesquisadores sugerem um consórcio de culturas. Neste caso, os resíduos de outras culturas, como por exemplo, a casca do arroz, poderia suprir essa necessidade.

Em relação às variedades de mandioca, já foram desenvolvidos, pela Embrapa Cerrados, clones híbridos de mandioca amilácea com a açucarada.

Silvia salienta que a mandioca açucarada, encontrada no Norte do Brasil, embora facilmente processada, é susceptível a pragas e apresenta baixa produtividade. Os clones híbridos apresentam melhor desempenho em relação a esses problemas, sem perder a características de um processo industrial simplificado. Estas etapas do processo serão pesquisadas pela Embrapa Agroenergia, visando ganhos significativos, especialmente na hidrólise enzimática.
As pesquisas para o desenvolvimento de cultivares e do processo industrial estão sendo realizadas nas unidades da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Agroenergia e Cerrados, no Distrito Federal, Mandioca e Fruticultura, na Bahia, e Amazônia Oriental, no Pará.

Fonte: agênciamazônia

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Águas cristalinas de Bonito atraem turistas



Bonito fica no Mato Grosso do Sul e é um ótimo lugar para se conhecer. A caverna de água azul atrai muitos turistas para tomar banho e nadar com os peixes. Os turistas só entram com guia credenciado.