sexta-feira, 30 de abril de 2010

Inpe aumenta dado de desmatamento da Amazônia

Sexta-feira, 30 de Abril de 2010


O desmatamento por corte raso (destruição total da floresta) no período de agosto de 2008 a julho de 2009 na Amazônia Legal foi de 7.464 km², informou nesta sexta-feira (30) o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) .

O número, que equivale a 4,9 vezes a área do município de São Paulo, é resultado de um levantamento detalhado do sistema Prodes após a análise de 400 imagens dos satélites Landsat, Cbers e DMC, cujos dados preliminares foram divulgados em novembro do ano passado. Na ocaisão, o Inpe havia chegado a um desmatamento de 7.008 km².




Segundo informa o instituto, a diferença de 6,5% entre a estimativa e a consolidação da taxa de desmatamento está dentro da margem de erro de 10%.
O resultado representa uma redução de 42% em relação ao mesmo período em 2007e 2008 – é a menor taxa anual desde que o INPE iniciou o monitoramento sistemático da Amazônia por satélite, em 1988.

Houve redução em todos os estados, inclusive em Mato Grosso (-68%) e no Pará (-24%), que são os que mais desmatam, de acordo com o Inpe.
Fonte: globoamazonia


quinta-feira, 29 de abril de 2010

Vazamento lança 5 mil barris por dia no Golfo do México

Quinta-feira, 29 de Abril de 2010 

A Guarda Costeira dos Estados Unidos disse que a quantidade de óleo que vaza de uma plataforma de petróleo no Golfo do México que afundou na semana passada é cinco vezes maior do que se pensava.

A contra-almirante Mary Landry, da Guarda Costeira, disse que o equivalente a 5 mil barris de petróleo estão vazando no mar a 80 quilômetros da costa do Estado americano da Louisiana.


Segundo Landry, técnicos da agência americana para Oceanos e Atmosfera (Noaa, na sigla em inglês) revisaram para cima a estimativa do tamanho do vazamento baseados em fotos aéreas, estudo da trajetória da mancha e condições climáticas locais, entre outros fatores.

"Não se trata de uma ciência exata quando estimamos a quantidade de petróleo. Mas a Noaa está me dizendo agora que preferem usar (o dado de) pelo menos 5 mil barris por dia", disse Landry em Nova Orleans.

Mais cedo, uma equipe da Guarda Costeira ateou fogo a parte da mancha de petróleo, em uma tentativa de salvar o frágil ecossistema de manguezais da Louisiana. O Estado abriga cerca de 40% dos pântanos e mangues americanos e é o habitat de inúmeras espécies de peixes e aves.

A queima controlada da mancha foi feita em uma área cerca de 50 quilômetros a leste do delta do rio Mississippi, de acordo com as autoridades.

Mas a mancha pode acabar chegando na costa sexta-feira à noite por causa de uma mudança na direção dos ventos, de acordo com meteorologistas.

Landry advertiu na terça-feira que o trabalho para tapar o poço de onde o petróleo está vazando pode levar meses. A operação está sendo feita com submarinos robôs.

Obama
O presidente americano, Barack Obama, foi informado da evolução do caso, e o governo ofereceu a ajuda do Departamento de Defesa para conter a mancha, disse Landry.

O governador da Louisiana, Bobby Jindal, pediu ajuda de emergência do governo federal.
"Nossa principal prioridade é proteger os nossos cidadãos e o meio ambiente. Estes recursos são críticos para mitigar o impacto da mancha de petróleo em nossa costa", afirmou em nota oficial.

A mancha cobre uma área de cerca de 74,1 mil quilômetros quadrados.
A plataforma Deepwater Horizon, da empresa British Petroleum (BP), explodiu na terça-feira passada e afundou na quinta-feira, depois de ficar dois dias em chamas.

Onze trabalhadores estão desaparecidos - supostamente mortos - depois do desastre, que está sendo considerado o mais grave do tipo em quase uma década.
Fonte: BBC BRASIL

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Autoridades avaliam atear fogo em óleo na superfície do oceano

Quarta-feira, 28 de Abril de 2010


Autoridades norte-americanas envolvidas na contenção da enorme mancha de óleo formada com o vazamento causado pela explosão de uma plataforma de petróleo no Golfo do México avaliam a possibilidade de deliberadamente atear fogo ao combustível na superfície do oceano.

O plano foi anunciado após a Guarda Costeira norte-americana alertar que, se o óleo não for contido, o vazamento pode se tornar um dos piores acidentes ambientais na história dos Estados Unidos – maior, inclusive, que o desastre causado pelo derramamento provocado pelo petroleiro Exxon Valdez, em 1989 (mais de 40 milhões de litros de óleo vazaram no oceano, na costa do Alaska).

A plataforma petrolífera Deepwater Horizon explodiu e afundou na terça-feira (20), a 80km da costa da Louisiana, matando 11 trabalhadores e liberando quase 160 mil litros de óleo por dia no Golfo do México.

As informações são do jornal Times Online.

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Brasil lidera lista de desmatamento entre 2000 e 2005

 Quarta-feira, 28 de Abril de 2010
da France Presse, em Washington

A superfície florestal diminuiu 3,1% entre 2000 e 2005 no mundo, segundo um estudo baseado em observações por satélites publicado nesta quarta-feira (28) nos Estados Unidos, estimando que o Brasil foi o país que sofreu a maior redução de suas matas.

No total, a perda foi de 1.011.000 km2 de 2000 a 2005, o que representa 0,6% por ano. A superfície florestal mundial era de 32.688.000 km2 no início do estudo.


Por país, o Brasil, segundo em quantidade de área florestal (4,6 milhões de km2), atrás apenas da Federação Russa (5,12 milhões de km2), sofreu a maior redução de suas matas no período, 165 mil km2 (3,6% do total).

Já o Canadá, com uma superfície florestal de 3 milhões de km2, ficou em segundo, com perdas de 160 mil km2, que representam 5,2% do total.

A perda bruta de superfície florestal é definida nesta pesquisa como produto de causas naturais, como incêndios provocados por raios, e atividades humanas.

Estimativas precisas são consideradas indispensáveis nos esforços de contabilização das emissões de dióxido de carbono (CO2), um dos principais gases de efeito estufa, e para elaborar modelos climáticos, explicaram os autores da pesquisa, divulgada pela Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos (PNAS).

Por região, as matas boreais, que se situam no Ártico e representam 26,7% da superfície florestal do planeta - a segunda mais importante - registraram a maior redução deste período em cinco anos (4%), dois terços dos quais se deveram a incêndios de origem natural, afirmaram cientistas das Universidades de Dakota do Sul (norte) e do Estado de Nova York (nordeste).

As matas tropicais úmidas, que cobrem 11,5 milhões de km2 e representam a maior superfície florestal da Terra, perderam 2,4% de sua superfície, o que equivale a 27% da perda total.

As florestas tropicais em zona seca - 7,13 milhões de km2, ou 21,8% das superfícies de mata do mundo - diminuíram 2,9% de 2000 a 2005, o que representou 20,2% das perdas florestais totais.

Já as matas das zonas temperadas - 5,2 milhões de km2 - ou 16,1% do total mundial em 2000, perderam 3,5% de sua superfície, 18,2% do total do planeta neste período.

Por continente, a América do Norte - com uma superfície florestal de 5,8 milhões de km2 em 2000 - sofreu a maior privação no período (5,1%, 295 mil km2), ou 29,2% da perda mundial.

Ásia e América do Sul perderam duas vezes menos em comparação com sua superfície de mata, 2,8% e 2,7%, respectivamente. Estes decréscimos representaram 23,7% e 22,6% do total entre 2000 e 2005.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Nível do Rio Acre já preocupa Defesa Civil de Rio Branco

 Terça-feira, 27 de Abril de 2010
Foto: Senildo Melo

As previsões de alguns cientistas de que 2010 seria o ano mais quente em uma década parece cada vez mais reais. De acordo com meteorologistas, a elevação das temperaturas na Amazônia é resultado do fenômeno El Niño, que deixou o clima até três graus mais quentes na região.  

O reflexo dessa mudança climática, que começou com a antecipação do verão amazônico, passando pelo baixo nível das águas do Rio Acre, já começa a preocupar as autoridades do município de Rio Branco.


Nesta terça-feira (27), a régua que marca o nível do Rio Acre estava em pouco mais de 4 metros. Bem menor que no ano de 2005, a maior seca da história do estado, quando o nível era de 8 metros no mês de abril.

O coordenador da Defesa Civil de Rio Branco, Cel. Gilvan Vasconcelos, disse que algumas medidas emergenciais serão adotadas para evitar que o abastecimento de água da capital sofra um colapso.

- Se for necessário vamos usar bombas flutuantes para melhorar o sistema de captação de água. É um período crítico e o nível do rio já começa a nos preocupar -, concluiu.

Os ribeirinhos também são prejudicados com o baixo volume das águas. É que eles dependem diretamente dos rios da região para escoar a sua produção até o Mercado Elias Mansour.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Terremoto de 4,9 graus é sentido em Cruzeiro do Sul (AC)

Segunda-feira, 26 de Abril de 2010


Um terremoto de magnitude 4,9 a atingiu o estado do Amazonas e região de fronteira com o Peru neste domingo (25), segundo o Centro de Pesquisas Geológicas dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês). Não há informações sobre estragos ou vítimas.


O abalo ocorreu às 18h09, e seu epicentro foi localizado a 100 km da cidade de Cruzeiro do Sul, no estado do Acre, e a 245 km de Pucallpa, no Peru. O abalo foi sentido por diversos moradores.


- Eu senti o abalo por volta das 18h20. Foi muito rápido e de intensidade baixa -, disse o autônomo Naamã Willians.


De acordo com a Defesa Civil do município, o terremoto não deixou vitimas ou damos materiais.


Expedição na Amazônia quer capturar 100 mil insetos

Segunda-feira 26 de Abril 2010


Uma expedição formada por mais de 20 pesquisadores de todo o Brasil partirá, no dia 1º de junho, em busca de novas espécies de insetos na Amazônia brasileira.

Até 21 de junho, o projeto pretente recolher cerca de 100 mil amostras de insetos na selva, em uma aventura que vai percorrer as principais vias no Alto Rio Negro.

Pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e coordenador da expedição, José Albertino Rafael não tem dúvidas de que novas espécies serão encontradas pelo caminho. Segundo ele, existem cerca de 1 milhão de insetos conhecidos atualmente no mundo.

"Uma estimativa sensata diz que pode haver mais de 5 milhões de espécies. E a Amazônia é muito rica em biodiversidade", diz ele.

Fonte: globoamazonia.com

sábado, 24 de abril de 2010

Marina Silva discursa em Washington sobre meio ambiente

Domingo, 25 de Abril de 2010


A candidata à presidência do Brasil pelo Partido Verde (PV), Marina Silva, se reunirá neste fim de semana com representantes do governo do presidente americano, Barack Obama, em Washington, onde participará, neste domingo (25), de um evento por ocasião do Dia da Terra, informou uma organização ambientalista.

Marina, que é senadora pelo estado do Acre e foi ministra do Meio Ambiente do governo Lula, falará com funcionários do conselho ambiental da Casa Branca, informou a organização Fundo de Defesa do Meio Ambiente em um comunicado.

Às 12h deste domingo (hora local), ela discursará em evento público comemorativo do Dia da Terra, organizado no "Mall", grande esplanada central de Washington, onde se concentram os monumentos e museus da capital americana.

Marina, que é uma referência internacional na luta pela preservação do meio ambiente, deixou o governo Lula em 2008, após seis anos à frente da pasta do Meio Ambiente, por desacordos com a política de desenvolvimento do país.

Em 2009, se desfiliou do Partido dos Trabalhadores (PT, situação), após receber um convite para ser candidata dos "verdes" à presidência.

Por enquanto, os favoritos às eleições de outubro são o ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB, oposição), seguido da candidata do governo, Dilma Rousseff.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Transporte aéreo na Amazônia será debatido na Câmara

Sábado, 24 de Abril 2010


Por Laura Gracindo

A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio aprovou requerimento de autoria dos deputados Jurandil Juarez (PMDB-AP) e Evandro Milhomen (PCdoB-AP) para realização de audiência pública conjunta com a Comissão da Amazônia para debater os problemas da aviação aérea na região Amazônica.

O deputado Jurandil Juarez enfatizou que este é um assunto de maior importância para a região e, principalmente para o Amapá, que sofre com o atual sistema de transporte aéreo. “O Estado carece, por exemplo, de ligação aérea entre municípios importantes, entre os quais Laranjal do Jari e Oiapoque”, explicou.

Para o Juarez, é preciso debater estimular a aviação regional. Segundo ele, o duo monopólio de grandes companhias – TAM e Gol – faz com que as tarifas sejam mais elevadas, um prejuízo dos passageiros. “Hoje, se passa umas duas horas dentro de uma aeronave no aeroporto em Belém em trânsito para Macapá, sem qualquer justificativa”, disse.

Jurandil Juarez destacou que o turismo também é prejudicado pelos horários inadequados e pelas altas tarifas. “Chega-se ao absurdo de pagar mais barato num trecho Macapá-Brasília do que num trecho Macapá-Belém, porque as promoções por aqui não chegam”.

No Acre não é diferente. O Estado tem problemas estruturais sérios no aeroporto de Rio Branco. Além disso, a passagem é uma das mais caras do país. E o serviço para muitos consumidores deixa a desejar.

Erro de cálculo da Marinha deixa navio hospital encalhado no Juruá

Sexta-feira, 23 de Abril de 2010



A chegada da estiagem antecipada e um erro de cálculo da tripulação do Navio Dr. Monte Negro teriam se transformado numa combinação fatal para que a embarcação ficasse presa em terra firme numa área isolada próximo ao município de Marechal Thaumaturgo, no Vale do Juruá. Militares ainda alimentam esperança de que o Rio Volte a encher neste período.

Já fazem mais de 15 dias que a embarcação que prestava atendimento médico a ribeirinhos do Juruá, encalhou em um local do Rio identificado como Cachoeira do Gastão.

Para garantir o abastecimento de água potável no Navio, os militares estão utilizando lanchas para transportar água do Seringal Oriente que fica nas proximidades. “Estamos sobrevivendo aqui de acordo com a natureza, mas estamos bem” diz o comandante Gleiber Banus Barbosa.

A embarcação chegou ao município de Marechal Thaumaturgo dia, 3 de abril, mas teve que retornar de imediato com a vazante súbita do Rio. No retorno tocou no barranco e um dos motores parou. Segundo o comandante, o Navio teve que ser abarrancado para o concerto do motor, mas a velocidade com que as águas baixaram deixou a embarcação encalhada.

Parte da equipe médica já retornou a Manaus via aérea, os demais militares continuam a bordo a espera de uma enchente. Desde o início de janeiro, o Rio não apresentava uma vazante tão forte, mesmo assim, o comandante Gleiber Banus ainda acredita o Rio volte a subir e diz que seria necessária uma elevação de quatro metros no nível da água para desencalhar o Navio.

Com informações de Genival Moura

Fotos- Bé Lima

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Castanhal é derrubado para dar lugar a condomínio no AM

Quinta-feira, 22 de Abril de 2010


Um castanhal no município de Parintins (AM) está sendo derrubado para dar lugar a um conjunto residencial, apesar de a castanha-do-Brasil (Bertholletia excelsa) constar da lista oficial de espécies em extinção no país.

Segundo moradores da região, pelo menos 40 árvores já foram derrubadas - e o número pode chegar a 144, já que a empresa responsável pelo empreendimento, NV Construtora, conseguiu licença ambiental junto ao Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas (Ipaam).

João Nedel, diretor de Biodiversidade e Florestas do Ibama , diz que um decreto de 2006 veta a exploração para fins madeireiros da espécie. Uma construção, em princípio, não caracteriza "fim madeireiro".



Ainda assim, em sua opinião, por se tratar de um castanhal, a vegetação “teria todo respaldo para não ser cortada”. Nedel ressalva, no entanto, que o órgão responsável pelo licenciamento é mesmo o Ipaam. “A providência que nós tomamos foi informar o Ministério Público Estadual”, diz.

Em troca da derrubada das árvores ameaçadas de extinção, o empreendedor se compromete junto ao órgão estadual de meio ambiente a replantar 144 árvores e a plantar mais 1.440 mudas da mesma espécie – que ninguém garante que chegarão à idade adulta – em torno do terreno.



Foto: Dennis Barbosa / Globo Amazônia Segundo o líder comunitário Douglas Pinto, as castanhas garantiam a compra de material escolar às famílias do Macurany. (Foto: Dennis Barbosa / Globo Amazônia) O corte das castanheiras prejudica moradores da região que têm na coleta das castanhas uma fonte de renda. “A gente comprava o material escolar da criançada com isso aí. Tirávamos até 80 mil latas de castanha por ano”, exemplifica Douglas Pinto, presidente da Comunidade do Macurany, situada próxima ao local.


O líder comunitário aceitou um emprego como vigia na própria obra, já que não tem condições de recusar trabalho, mas diz ter deixado claro que isso não faria com que deixasse de questionar a derrubada das árvores. “Não posso aceitar uma coisa que a comunidade não quer”, diz.

Os comunitários do Macurany contam que as castanheiras foram derrubadas em um espaço de cerca de uma semana, no final do ano passado. Os moradores dizem que não foram avisados e que subitamente se viram sem essa fonte de renda.

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O terreno em que estão as castanheiras foi comprado pela construtora junto com a licença para limpar a área, solicitada por uma outra empresa. “A gente não é contra a obra. A gente é contra a derrubada das castanheiras”, explica Odirley Silva, presidente da Associação de Sustentabilidade Ambiental Social e Econômica, grupo que une moradores de três comunidades de Parintins, inclusive a do Macurany. “A gente teme que seja liberada a derrubada de uma certa quantidade e depois todo mundo vá querer. Que moral o Ipaam vai ter?”, questiona.

Em sua defesa, o Ipaam afirma, em nota, que impôs à obra “22 restrições e condicionantes para serem rigorosamente observadas”.

Fonte: globoamazonia

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Turistas brasileiros são mantidos refém na Bolívia

Quarta-feira, 21 de Abril de 2010

Texto e fotos: Senildo Melo

Cerca de 40 turistas de vários países, entre eles estariam pelo menos quatro brasileiros, são mantidos refém por mineradores na fronteira da Bolívia com o Chile, próximo ao deserto do Atacama.

Segundo as primeiras informações chegadas à embaixada do Brasil, os turistas seguiam de carro nesta quarta-feira (21) para conhecer um deserto de sal existente na região quando foram surpreendidos por mineradores que faziam um protesto. Autoridades brasileiras já entraram em contato com o governo boliviano para que os turistas sejam libertados o mais rápido possível.

Eu passei por esse mesmo lugar no mês passado quando fui à cidade de Arica, no Chile, junto com alguns apóstolos e profetas da nação brasileira para prestar ajuda humanitária aos irmãos chilenos atingidos por terremotos e dezenas de tsunamis.



Câmara vai investigar tráfico de água na Amazônia

Quarta-feira, 21 de Abril de 2010


A Câmara vai apurar as denúncias de tráfico de água doce dos rios da Amazônia. Decisão neste sentido foi tomada pela Comissão da Amazônia, Integração Nacional e Desenvolvimento Regional dois meses após a Agência Amazônia revelar que navios-tanques de várias nacionalidades estariam roubando águas de rios brasileiros. A investigação foi pedida pelos deputados Lupércio Ramos (PMDB-AM) e Francisco Praciano (PT-AM). No requerimento pedem a realização de audiência com os ministérios do Meio Ambiente, da Defesa, e os diretores da Agência Nacional de Águas (ANA) e da Polícia Federal.

O roubo de água dos rios da Amazônia foi denunciado na edição 310 da revista jurídica Conselux e repercutida por este blog. Num texto sobre a Organização Mundial de Água e o mercado internacional de água, a revista afirma: “Navios-tanques estão retirando sorrateiramente água do Rio Amazonas”. A publicação relata ainda que o comércio estaria tão avançado ao ponto de empresas internacionais, entre as quais a norueguesa Nordic Water Supply Co., terem desenvolvidos modernas tecnologias para a captação da água. A Nordic teria inclusive até firmado contratos de exportação de água a partir do emprego dessas técnicas para a Grécia, Oriente Médio, Madeira e Caribe.


Segundo a denúncia da revista, a captação geralmente é feito no ponto que o Rio Amazonas deságua no Oceano Atlântico. Os indícios são de que cada embarcação seja abastecida com 250 milhões de litros de água doce que, depois, seria engarrafada na Europa e no Oriente Médio. A Consulex explica que a procura pela água farta do Brasil ocorre por um motivo simples: o baixo custo de beneficiamento. Para tratar a água retirada dos rios da Amazônia os hidropiratas gastam US$ 0,80 em média para tirar a turbidez da água. A dessalinização das águas oceânicas sai por US$ 1,50 o metro cúbico.

Há três anos, o blog denunciou a existência da prática, mas, até onde se sabe, nada de concreto foi feito para coibir a prática. Essa também é a mesma constatação da revista Consulex. E alerta: “essa prática ilegal não pode ser negligenciada pelas autoridades brasileiras”. De acordo com o artigo 20, inciso III, da Constituição Federal, os rios, os lagos e quaisquer correntes de água em território nacional são bens da União e por esta devem ser protegidos.

Procurados pela Abin

Dias após o caso vir à tona agente da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) que trabalha na região iniciaram as investigações. Garantiu o funcionário da agência que o órgão e o governo brasileiro estavam cuidando do caso, dada a repercussão causada pela reportagem. Na época, o agente da Abin afirmou não haver “nenhuma novidade” a respeito do assunto.Apenas assegurou que o órgão estava fazendo levantamentos em alguns pontos da Amazônia.

O mesmo agente também pediu informações da Agencia Amazônia sobre outra denúncia feita: o tráfico de mosquitos da malária para laboratórios dos Estados Unidos. Os mosquitos são capturados por cobaias humanas (é o caso do caso do Acre) e, posteriormente, enviados para o exterior. Um funcionário da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), investigado pela PF, seria o responsável pelo envio dos espécimes para os laboratórios norte-americanos.

Audiência sem data marcada

“É uma caso gravíssimo e que precisa ser apurado, esclarecido”, disse ontem o deputado Lupércio Ramos (PMDB-AM), um dos autores do requerimento para a realização da audiência pública na Comissão da Amazônia destinada a investigar as denúncias de roubo de água dos rios da região. Ramos e o colega Francisco Praciano (PT-AM) disseram que a audiência ainda não tem data marcada, mas deverão participar dos debates representantes da Agência Nacional de Águas, da Polícia Federal e dos ministérios da Defesa e do Meio Ambiente.

Ramos e Praciano avaliam que o governo brasileiro precisa agir rapidamente para esclarecer essas denúncias. “Precisamos esclarecer as denúncias, já que até hoje nenhuma autoridade do governo federal desmentiu essas notícias, veiculadas em sites e revistas especializadas”, defende Lupércio Ramos. Segundo o deputado, a prática da hidropirataria, como o crime já foi batizado, é um negócio rentável, “uma vez que, em muitos países são cobradas altas taxas pelo uso de águas de superfície, de aqüíferos e de rios, notadamente na Europa”.

Fonte: Com informações da agenciamazonia

terça-feira, 20 de abril de 2010

Castanheira

Terça-feira, 20 de Abril de 2010


A castanha-do-Brasil, antes conhecida como castanha-do-pará, é uma semente, do fruto da castanheira, Conhecida como a Rainha da Floresta Amazônica, a majestosa castanheira pode atingir até 50 metros de altura e mil anos de idade. Essa foi fotograda por mim às mergens da BR-317, a estrada do Pacífico, que liga Rio Branco a Brasiléia.

Considerada uma das maiores riquezas na região dos castanhais amazônicos, é cada vez mais valorizada no mercado por seu alto valor nutritivo e sua relação com a conservação ambiental; é a única semente comercializada internacionalmente que tem que ser coletada na floresta. Tentativas de cultivar a castanheira para exploração comercial falharam, pois a árvore só produz o fruto no habitat natural.

Nome científico: Bertholletia excelsa H.B.K.Família botânica: LecythidaceaeOrigem: Região amazônica brasileira – basicamente Pará, mas encontra-se também nos Estados de Rondônia, Acre, Amazonas e norte de Goiás e Mato Grosso. Também é encontrada na Amazônia peruana e boliviana.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Índios preparam invasão de área da usina de Belo Monte

Segunda-feira, 19 de Abril de 2010

Os índios da bacia do médio Xingu preparam a ocupação do Sítio Pimental, uma ilha localizada a 40 quilômetros de Altamira (Pará) onde será construída a barragem principal e a casa de força auxiliar da usina hidrelétrica de Belo Monte.

A ação está sendo articulada para ocorrer ainda nesta semana, provavelmente amanhã (20), dia do leilão da obra. Nestes dias é comemorada a Semana do Índio. Hoje, 19 de abril, é o Dia do Índio. Entidades ambientalistas apoiam o ato, pois consideram a ação uma forma de resistência pacífica ao empreendimento.



O leilão será realizado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) em Brasília. Dois consórcios estão na disputa, o primeiro formado por Vale, Votorantim, Neoenergia, Andrade Gutierrez e as estatais Furnas e Eletrosul, e o segundo com Queiroz Galvão, Gaia (uma subsidiária do Grupo Bertin), a estatal Chesf e mais seis empresas.

A decisão indígena de levar adiante esse ato desafiador contra o governo brasileiro foi tomada em reunião reservada realizada por lideranças de várias etnias em encontro na Terra Indígena Arara da Volta Grande do Xingu, na semana passada, durante a visita da comitiva do cineasta James Cameron. Os "brancos" não participaram da reunião.

A articulação para a ocupação da área prevê a mobilização de ao menos 140 indígenas ligados a pelo menos duas etnias que vivem na região, entre os quais os Xikrin e os Caiapós, este um dos grupos indígenas que mais se opõem à barragem. Caiapós do Mato Grosso podem engrossar o movimento.

A ocupação criará um embaraço ao governo, que, no limite, poderá ser obrigado a intervir para retirá-los das áreas quando as obras tiverem início.

A reportagem da Folha apurou que há ainda a negociação entre lideranças indígenas a fim de atrair outras etnias para ocupar o Sítio Pimental e outras áreas da chamada Volta Grande, a região que será a mais atingida com a construção das barragens e com a operação da hidrelétrica. Os Jurunas da Terra Indígena Paquiçamba também poderão integrar a força de ocupação, embora haja divisão na tribo.

Congresso

O objetivo dos nativos com a invasão de um território não considerado terra indígena é o de chamar a atenção da sociedade brasileira e mundial para a mudança que representará a construção de um projeto que custa pelo menos de R$ 19 bilhões e levará dez anos para ficar pronto. Além da publicidade internacional com a ação, a comunidade indígena também quer, com o ato, envolver o Congresso.

Para os indígenas, o parlamento brasileiro ignorou até agora o assunto. Pela Constituição Brasileira, só o Congresso tem prerrogativa de autorizar ou negar a instalação de projetos que afetem a vida dessas comunidades. Eles alegam, entretanto, que não foram ouvidos pelo Legislativo e exigem agora a participação de uma comissão bicameral para tratar do assunto.

Os indígenas se consideram enganados por autoridades do governo, que, por sua vez, consideraram que eles foram ouvidos durante o conturbado processo de licenciamento ambiental.

A reportagem da Folha acompanhou, em setembro de 2009, três audiências públicas realizadas na região da Volta Grande do Xingu nos municípios de Brasil Novo, Vitória do Xingu e Altamira. Pintados, os indígenas participaram apenas de audiência pública realizada num ginásio em Altamira. Ficaram pouco tempo. Escoltados pela Força Nacional de Segurança, eles abandonaram a audiência. Apenas algumas lideranças falaram no encontro.

Entre as dezenas de versões de aproveitamento hidrelétrico do rio Xingu, apenas a última versão que vai a leilão, de acordo com estudo apresentado ao Ibama, não irá alagar terras indígenas. Mas ainda que o lago de 516 quilômetros quadrados não alcance áreas de reserva, a construção e a operação da usina podem alterar o modo de vida dessa população.

Atingidos

Pelo menos duas reservas estarão suscetíveis a impacto direto do empreendimento: as terras indígenas Paquiçamba e Arara da Volta Grande, nas margens esquerda e direita do rio Xingu, respectivamente. Outra área, chamada de Terra Indígena Trincheira Bacajá, localizada às margens do rio Bacajá (um dos afluentes da margem direita do Xingu), também pode sofrer reflexos da mudança do regime de vazão do rio.

Segundo os estudos da Eletronorte, a barragem principal prevista para ser erguida no Sítio Pimental vai reduzir substancialmente a vazão do rio Xingu. A água represada pela barragem será drenada por dois imensos canais para o interior da Volta Grande, onde hoje propriedades rurais exploram a cultura do cacau e a pecuária.

No período seco, a vazão será de 700 metros cúbicos por segundo, e, nos períodos de cheia, o operador da usina terá de intercalar a liberação de água em volumes de 4.000 metros cúbicos no primeiro ano e de 8.000 metros cúbicos no segundo ano _e repetir essa variação ao longo do tempo. A mudança do regime de vazão do rio é apontada por especialistas como um dos mais graves problemas a serem gerados após o início de operação da barragem.

A avaliação dos indígenas e de especialistas é a de que, com a redução do fluxo de água no Xingu, o rio Bacajá terá reduzido o seu nível, comprometendo a navegação e a pesca na região. O mesmo efeito ocorrerá, segundo a oposição ao empreendimento, ao longo dos cem quilômetros do rio, até a região de Belo Monte, onde a água drenada do Xingu para dentro da Volta Grande será devolvida ao leito natural do rio após gerar energia nas 18 ou 20 turbinas que serão instaladas na casa de força principal.

Fonte: Folhaonline

domingo, 18 de abril de 2010

Acre tem festival de documentários realizados por indígenas

Domingo, 18 de Abril de 2010


Documentários gravados em aldeias indígenas são exibidos nesta semana no Acre. Em Rio Branco, são vistas mais de 70 obras sobre o cotidiano das comunidades de várias regiões. Os filmes foram gravados pelos próprios índios.


Em um dos documentários, a comunidade xavante, de Mato Grosso, realiza a iniciação espiritual de jovens índios. No início, havia uma grande resistência dos índios por causa do medo das câmeras filmadoras. “O pessoal acredita que elas roubam a alma. Então, no início, teve uma preparação. É importante registrar”, diz Caimi Xavante, cineasta indígena. Superado o medo, o resultado é visto em belas imagens que retratam a cultura dos povos.

Bebito Pianko é outro indígena que produz filmes há mais de dez anos. Ele é da comunidade Ashaninka, do Acre. Manusear a câmera virou tarefa fácil. O último filme dele mostra o trabalho da comunidade para recuperar os recursos naturais da floresta amazônica. “Não é apenas para o financeiro. É mais para que as pessoas entendam quem somos e nossa preocupação com o território”, diz ele.

As cenas da vida real das aldeias ganham as telas em exibições públicas que ultrapassaram as fronteiras. Os vídeos exibidos em Rio Branco foram vistos em mais de 20 países, como os Estados Unidos, Canadá, França e até no Japão. Em uma plateia com crianças, os filmes despertam o interesse pela preservação da cultura e também do meio ambiente.

“São filmes que estão sendo reconhecidos como um novo olhar sobre a realidade indígena. A visibilidade nacional é muito importante para os índios”, diz Vicente Carelli, organizador da mostra.

Fonte:globoamazonia

sábado, 17 de abril de 2010

Turismo em Cobija

Sábado, 17 de Abril de 2010


Conhecida como shopping dos acreanos, a zona franca de Cobija, na Bolívia, atrai todos os fins de semana um grande número de turistas de Rio Branco e até de Porto Velho. Produtos de boa qualidade e preços baixos são alguns dos atrativos.

Neste sábado (17) o movimento foi intenso, principalmente devido aos torcedores que foram à região de fronteira para acompanhar a partida entre Alto Acre e Vasco da Gama pelo Campeonato Acreano de futebol. Os comerciantes de Brasiléia e Epitaciolândia também lucram com a diária nos hotéis e os restaurantes sempre lotados.


Fotos: Senildo Melo

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Florianópolis: principal destino turístico do Brasil

Sexta, 16 de Abril de 2010


No menor Estado da região Sul, Florianópolis faz a mágica da multiplicação dos destinos. Uma só cidade atrai quem quer praia ou paisagens rurais, ecoturismo ou baladas noturnas, surfe, cavalgadas ou esportes radicais. Suas paisagens exuberantes transformam-se em lugar tranquilo para famílias com crianças, romântico para casais em lua-de-mel. Tem hospedagens para qualquer faixa de renda: do resort paradisíaco à casa de pescador alugada por grupos de amigos que passam ali a melhor parte das férias.

Entre as capitais brasileiras, somente o Rio de Janeiro é páreo à altura de Florianópolis na diversidade das belezas naturais, no conjunto concentrado de montanhas, mar, lagoas, dunas, Mata Atlântica, restingas e manguezais. Não espanta que grande parte dos turistas, nacionais ou estrangeiros, seja reincidente: conhece e volta. Às vezes, volta para morar. Até porque, consideradas as 42 praias oficiais, urbanas ao norte e selvagens ao sul, a lista de atrações - culturais, gastronômicas etc. - é praticamente inesgotável.



Com 400 mil habitantes, a cidade começa no continente e toma a imensa Ilha de Santa Catarina, que tem cerca de 60 km de extensão. As distâncias são longas, portanto, de uma praia a outra, e os engarrafamentos são frequentes nos meses de verão. Canasvieiras, por exemplo, fica distante 27 km do centro, ao norte, enquanto do centro até Armação ou Matadeiro, na ponta sul, são 22 km. O transporte público é eficiente, as linhas são interligadas com passagem única, mas as baldeações em terminais tornam as viagens demoradas, de sul a norte, ou das extremidades até o centro.

O centro vale a visita: estão lá os centenários Mercado Público, a figueira gigante da Praça 15 e o sobrado, atualmente museu, onde viveu o pintor catarinense Victor Meirelles, autor da tela 'A Primeira Missa do Brasil', de 1861.

No miolo do mapa dos tesouros, a mancha azul que se estende para o norte é a Lagoa da Conceição, um pólo formidável de lazer: passeios de barco, esportes aquáticos, bares, restaurantes, danceterias, lojas, artesanato. Tempos atrás, na era anterior às câmaras digitais, filmes de 36 poses terminavam já na metade do caminho até a Costa da Lagoa, uma vila de arquitetura e hábitos alternativos, entre eles o de não dispor de transporte por terra.

Os morros cobertos de verde espesso deixam ver rochas, bromélias, cactos, reluzentes ipês amarelos, as ruelas chamadas servidões, os pequenos trapiches por onde os moradores embarcam e desembarcam. É desses lugares especiais no mundo que fazem os urbanoides repensarem toda a forma de vida em poucos segundos, tamanho o impacto visual.

A meca dos surfistas, a Joaquina, e a Praia Mole são vizinhas da Lagoa. Da Mole, com suas barracas descoladas e ondas altas, parte a trilha para a Galheta, a única praia de naturismo de Floripa. Naturismo relax, sem fiscais, sem o estresse da obrigação de ficar pelado.

Ao norte alinham-se os enclaves das águas mansas e mornas (ou menos frias): Jurerê, Canasvieiras, Ponta das Canas e Lagoinha, voltadas para o continente. São áreas com farta estrutura de hospedagem e de condomínios residenciais, e também recanto preferido dos turistas argentinos. "Canasvieiras fica nas Malvinas", como deixou claro o escritor Marcelo Mirisola. Na última década, a orla de Jurerê virou sinônimo de sofisticação crescente, com clubes para "day use", cardápios internacionais, trilha sonora caprichada, almofadões em tendas árabes e uma inebriante bebida típica: espumante. Espumante todos os dias, todas as horas, antes e depois do mergulho, do almoço, da ceia.

A cultura da colonização açoriana presta, assim, seus respeitos ao cotidiano francês, ao norte e ao sul. Ao sul está a praia do Campeche, cuja principal avenida, a Pequeno Príncipe, homenageia o escritor Antoine de Saint-Exupéry, que entre outras proezas fixou a rota aérea para a Patagônia. Em 1931, quando era chefe da empresa Aeropostale em Buenos Aires, Saint-Exupéry aterrissou no Campeche. O livro "O Pequeno Príncipe" inclusive levanta a bola dos moradores de Florianópolis: os acendedores de lampiões são os pescadores que, preocupados com aquela máquina voadora, faziam trilhas de luzes para que o aviador encontrasse a pista de pouso.

Já faz algumas décadas, portanto, que o sul da Ilha é um lugar especial, generoso com os forasteiros. É mais pacato, mais rústico, quase uma zona rural, com rebanhos pastando e tudo, com mar frio por perto. As melhores trilhas partem ou passam por Pântano do Sul, famosa pelo Bar do Arante, que coleciona milhares de bilhetinhos pendurados no teto e nas paredes. São impressões de várias épocas, de visitantes do Brasil e do mundo, sobre as paisagens, as comidas, as bebidas, os nativos do litoral, que está entre os privilegiados do país.

Tente reservar uma semana para Florianópolis, pelo menos, se está indo pela primeira vez. Só os passeios de barco para as fortalezas coloniais e para a Ilha do Campeche tomam um dia inteiro cada. Não esqueça que o Sul não é o Nordeste: faz calor só na primavera e no verão, a partir de setembro ou outubro, até março ou começo de abril. E volte: para o bistrô predileto, para a nova pista de dança, para aprender canoagem ou windsurfe na Lagoa. O mapa impresso de Florianópolis, com seus relevos, reentrâncias e enseadas, já é digno de pendurar na parede.
Fonte: UOL Viagem

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Café é bebida mais consumida no Brasil após a água

Quinta, 15 de Abril de 2010


Ele é muito bem vindo no café da manhã, entre as refeições, depois do almoço... Enfim, não importa a hora, o cafezinho está sempre dando mais sabor e ânimo ao dia do brasileiro. Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira da Indústria de Café mostrou que depois da água, esta é a bebida mais consumida no país.

No último ano, o seu consumo cresceu 4,15% em relação ao ano anterior. O número de brasileiros que toma uma xícara de café todos os dias aumentou de 77% para 85% de um ano para outro. Com esse aumento nas vendas, o Brasil já supera os índices da Itália e França, grandes consumidores de café.

A diversidade da bebida no Brasil é o que mais chama atenção. O preparo do café vai desde aquele “bule da vovó” até um requintado café com sorvete e creme, atualmente servido em lanchonetes e cafés mais requintados.

Mas, será que o café, assim como o chocolate, pode diminuir aquele sentimento de solidão? A pesquisa mostrou um crescimento do consumo entre viúvos, separados e mulheres. A explicação está na presença de compostos conhecidos como ácidos clorogênicos, que agem como antagonistas opióides, ou seja, reduzem a necessidade exagerada de substâncias como endorfina (a nossa morfina natural), melhorando o humor.

CAFÉ DIMINUI RISCO DE CÂNCER DE ÚTERO

Hoje comemora-se o Dia Internacional do Café, então vou falar um pouco de como essa bebida que é tão consumida pode ajudar na saúde feminina.

Mulheres que tomam muito café têm menos chance de desenvolver câncer de útero. Estudo realizado pelo Ministério da Saúde do Japão analisou 54 mil mulheres, com idade entre 40 e 69, por 15 anos. Neste período, somente 117 mulheres do total, tiveram câncer de útero.

Os pesquisadores no Centro Nacional de Câncer do Japão dividiram as mulheres em dois grupos, conforme a quantidade ingerida de café. O grupo que tomou mais de três xícaras diariamente, tinha 60% menos de chance de desenvolver o câncer, ao contrário do que tomava café menos de 2 vezes por semana. O café pode baixar os níveis de insulina o que possivelmente reduz o risco de desenvolver câncer do útero.

CAFÉ COMO ESTIMULANTE  

Uma das características mais famosas do café é seu poder de estimular o sistema nervoso, que ajuda a acordar e deixa você mais ativo. "Sem dúvida o melhor efeito do café no organismo é a ação estimulante, de deixar o corpo alerta", diz a endocrinologista Ellen Paiva

De acordo com especialistas, o consumo diário deve ser:

Até 10 anos:
De 100 a 200 ml (20 g de pó ou 200 mg de cafeína)*
De 11 a 15 anos:
De 200 a 350 ml (35 g de pó ou 350 mg de cafeína)*
De 16 a 20 anos:
De 400 a 450 ml (45 g de pó ou 450 mg de cafeína)*
De 21 a 60 anos:
De 400 a 500 ml (50 g de pó ou 500 mg de cafeína)*
Acima de 60 anos:
De 200 a 300 ml (30 g de pó ou 300 mg de cafeína)*

• Máximo recomendado por dia, dividido em quatro doses consumidas até o meio da tarde. Não é aconselhável o consumo à noite. Para crianças e idosos, é melhor servir com leite

Fonte: UOL

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Vale do Juruá

Quarta, 14 de Abril de 2010

Texto e fotos: Senildo Melo

Uma das regiões mais belas da Amazônia, o Vale do Juruá, que compreende os municípios de Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima e Rodrigues Alves guarda ainda intacta uma rica biodiversidade de plantas, animais e lagos. O principal rio é o Juruá, afluente do Amazonas.


Não por acaso a região abriga o Parque Nacional da Serra do Divisor, um dos mais preservados do mundo. Com espécies raras encontradas somente nessa parte do Acre. Um projeto da Secretaria Estadual de Turismo prevê a criação da rota turística caminhos do Juruá.


Como chegar
Atualmente a única maneira de se chegar a Cruzeiro do Sul, cidade com 77 mil habitantes, é via aérea. Todos os dias saem do aeroporto da capital voos regulares (GOL e TRIP Linhas Aéreas) com destino ao Juruá. No verão é possível realizar o percurso de 680 km de carro pela BR-364. A viagem pode durar mais de 10 horas. A cidade dispõe de bons hotéis, pousadas, balneários como o Igarapé Preto e diversos pontos turísticos.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Verão antecipado beneficia obras da BR-364

Terça, 13 de Abril de 2010


Texto e fotos: Senildo Melo

Devido às mudanças climáticas, o período denominado de verão amazônico chegou mais sedo no Acre. Os dias ensolarados e as noites mais frias eram esperados somente para meados de maio como afirmam os meteorologistas do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam).


No entanto, para as empreiteiras que trabalham na construção da BR-364, que liga Rio Branco a Cruzeiro do Sul, o clima é perfeito para recomeçar as obras. Com vários equipamentos e insumos guardados nos acampamentos ao longo da estrada, a tendência é que esse ano as obras comecem mais sedo. A notícia enche de esperança os acreanos que sonham há várias décadas com a integração.



Governador Binho Marques fala sobre a estrada em entrevista


De acordo com o governador Binho Marques, durante entrevista ontem (12) no Jornal do Meio Dia (TV Aldeia), todos os recursos para a conclusão das obras estão disponíveis em caixa e os trechos restantes já foram licitados.

A obra de mais de R$ 2 bilhões, com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), deve ter a pavimentação de 56 quilômetros entre os municípios de Sena Madureira e Manoel Urbano concluída até dezembro. Outro trecho, o mais complicado, entre Manoel Urbano e Feijó de 160 quilômetros, deve ficar trafegável o ano inteiro.


Outra boa notícia dada pelo governador é sobre os mais de dois quilômetros de pontes construídas ao longo da rodovia. A previsão é que sejam inauguradas em meados de dezembro de 2010. Inclusive a ponte sobre o Rio Juruá, a maior em extensão da BR-364 com 560 metros.


Mas o governador Binho não garantiu a conclusão das obras nesse ano. “Com certeza o próximo governador vai encontrar todas as condições necessárias para terminar a mais importante obra do estado, a BR-364”, disse Binho Marques.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Alter do Chão, um paraíso perdido na Amazônia

Segunda, 12 de Abril de 2010


Por Alexandre Cappi


Vira e mexe Alter do Chão, no Pará, é comparado ao Caribe. A areia branca e as água calmas até podem ser parecidas. Mas as semelhanças param por aí. Isso porque esse pedaço de terra em meio à floresta amazônica reserva emoções bem diferentes das que podem ser encontrar nas famosas ilhotas localizadas mais ao norte do globo.

Imagine-se um náufrago numa praia paradisíaca isola no meio da selva amazônica. Um lugar onde a água é cristalina, a temperatura é a mais agradável possível, comida farta e, o melhor e tudo, sem nenhum mísero mosquito. Aí você diria: “Doce utopia, os paulistas já o teriam descoberto e divulgado”. Pois é, esse lugar existe, chama-se Alter do Chão, fica no Pará e, segundo consta, os gringos já se anteciparam aos paulistas na divulgação.

Isso porque o The Guardian e o The New York Times, dois dos maiores jornais do mundo, listaram Alter do Chão entre as dez melhores praias do Brasil. E até o príncipe Charles, herdeiro do trono inglês, apareceu por lá ano passado.

Alter deixa perplexo até os mais céticos. Situado às margens do gigante Tapajós, afluente do rio Amazonas, esse distrito de 7 mil habitantes se tornou refúgio da cidade de Santarém, a 34 quilômetros de distância. A região também é uma Área de Proteção Ambiental (APA) banhada pelo estonteante Lago Verde, de160 quilômetros quadrados. A comparação caribenha se deve às longas faixas de areia branca e às águas calmas que mudam de azul safira para verde-esmeralda conforme a luminosidade solar.

E é só. Alter do Chão está longe de ser um parque temático do que quer que seja. E se você for para lá atrás dos mergulhos ou free shops do caribe vai se decepcionar. Nessa pérola amazônica, o que há de melhor para fazer é tomar um banho incrível de rio – em todos os sentidos.

De agosto a fevereiro, o nível das águas pode baixar até 10 metros e as paias ficam mais evidentes. A dos Amores, por exemplo, é uma extensa barra fluvial situada bem em frente à praça central de Alter. Famílias inteiras costumam atravessar o rio em canoas típicas, conhecidas como catraias, para petiscar nos quiosques no meio da praia.

A temporada de cheia começa em fevereiro (a visita só não é recomendável em maio, junho e julho, porque chove muito). O cenário muda, algumas praias somem, mas Alter não fica menos belo e interessante, pois é possível navegar ou rema pelos igapós – florestas inundadas que abrigam grande variedade de fauna e flora.
                                                                                                 
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                                                                                                      Potencial ainda inexplorado

Vale a pena destacar o enorme potencial da região, até agora pouco explorado, para o ecoturismo e os esportes de aventura. A única trilha existente é a do morro Piroca, que leva a um mirante de 100 metros de altura. Para os mais dispostos, um bom passeio é locar caiaques na praia dos mores e remar pelos igarapés, canais estreitos e rasos existentes na bacia amazônica.

Nos fins de semana, Alter recebe muitos veranistas de Santarém. Para escapar do som alto da cidade e as lanchas no Lago Verde, a dica é procurar os passeios de barco, que podem durar até cinco dias (o roteiro varia de acordo com a disposição e o tempo de cada grupo). O mais procurado pelos turistas mescla trilhas em florestas primárias, cachoeiras e praias desertas.

A primeira parada do passeio é a Ponta do Cururu, logo na saía do Rio Tapajós, uma faixa de areia repleta de pássaros. Um pôr do sol de cores vibrantes contrasta com a luz prateada da lua cheia suspensa como um farol na margem oposta. Navegando rumo ao Sul para encontrar com o rio Arapiuns, botos-cor-de-rosa emergem no banco de areia sob a luz dos relâmpagos vindo do Norte.

No verão, surgem praias de areia branca e fina, às vezes formando pequenas dunas cercadas pro águas cristalinas e azuladas. No fim do dia, uma visita até a intrigante cachoeira de Aruã, dividida em duas quedas-d’água e com uma enorme árvore ilhada no meio.

De volta ao Tapajós, desembarca-se no vilarejo Jamaraqua, onde há uma trilha de 14 quilômetros que corta a Floresta Nacional dos Tapajós (Flona), reserva extrativista com 545 mil hectares inaugurada em 1974. É uma mata exuberante com árvores centenárias: castanheiras, pequiás, mirapixunas e as samaúmas, rainhas d selva que medem até 70 metros de altura.

Na última noite da viagem de barco, uma autêntica piracaia, uma espécie de lual caboclo na praia, com direito a tucunaré na brasa e estrela cadentes no céu se lua – algo que, definitivamente, não há lá pelos lados do Caribe verdadeiro.

VOOS PARA SANTARÉM – GOL

ORIGEM SAÍDA CHEGADA

Belém (BEL) 12h20 13h35

Manaus (MAO) 12h00 14h10

Guarulhos (GRU) 21h10 02h10

Brasília (BSB) 10h20 14h10

Fortaleza (FOR) 09h00 13h35

Galeão (GIG) 20h40 02h10

Confins (CNF) 07h30 14h10

domingo, 11 de abril de 2010

Abril traz chuvas e primeiras friagens do ano, diz boletim do Sipam

Domingo 11 de Abril de 2010

Chuvas dentro do normal para a maior parte do Acre e temperaturas acima da média nos próximos três meses é o que prevê o boletim climático elaborado pelos meteorologistas do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam). A partir de agora, o estado inicia transição para o período de seca, em que os dias são mais ensolarados, a umidade do ar cai e as noites tendem a ser mais frescas devido à pouca presença de nuvens.


Quanto à precipitação, enquanto em março as chuvas ficaram acima da média no Alto Acre, em abril elas tendem à normalidade na região e no restante do estado. A exceção agora será o Vale do Juruá, no oeste acriano, onde deve chover mais do que o normal. Neste mês, o esperado é chover em média 200 milímetros, já em maio as precipitações reduzem cerca de 70%, baixando ainda mais em junho.


Já as temperaturas deverão ficar um pouco mais altas do que o normal na maior parte do estado. “O fenômeno El Niño está enfraquecendo, mas ainda deve nos influenciar por mais dois meses, aumentando o calor durante o dia”, explica o meteorologista Luiz Alves. Somente o leste do Acre ficará com temperaturas dentro do normal. As friagens, caracterizadas pelos ventos e queda nas temperaturas, também começam a ser registradas no estado a partir deste mês. A primeira friagem do ano chegou na segunda (5), deixando o tempo nublado em todo o estado.


Fonte: Sipam

sábado, 10 de abril de 2010

Estrada que liga o Acre ao Pacífico será inaugurada em Novembro

Sábado 10 de Abril de 2010


A estrada Interoceânica, ou Carreteira Del Pacífico, que liga Rio Branco aos portos Andinos e servirá como corredor para exportação e importação de produtos regionais para a Ásia, deve ser inaugurada em meados no mês de Novembro desse ano.

A garantia foi dada na sexta-feira (9) pelo secretário de Turismo do Acre, Cassiano Marques, durante o lançamento da revista de apresentação da comitiva composta por 75 pessoas, entre empresários e autoridades, que embarcam nesta segunda-feira para a maior feira de negócios do mundo de 12 a 27 de Abril na China.

A inauguração deve contar com a presença dos presidentes do Brasil, Lula, e do Peru, Alan Garcia. Além de favorecer a integração entre os países, a Carreteira Del Pacífico terá um papel importante no desenvolvimento do turismo regional.

Cuzco, uma das cidades mais visitadas do mundo, está apenas 1200 km de Rio Branco. Muitos turistas que vão à capital histórica do Peru têm interesse de conhecer a história do Acre e a luta de Chico Mendes pela preservação da Amazônia. O que já era possível com a conexão aérea também passa a ser viável via terrestre. Com pacotes oferecidos pelas agências e operadoras de turismo da capital.

Foto: Senildo Melo

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Inpe registra 208,2 km² de desmatamento na Amazônia

Área devastada equivale a 130 vezes o tamanho do Parque do Ibirapuera (SP)


O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) detectou desmatamento de 208,2 km² da floresta amazônica nos meses de janeiro e fevereiro de 2010.

A área equivale a 130 vezes o tamanho do Parque Ibirapuera, em São Paulo, ou a mais de cinco vezes a Floresta Nacional da Tijuca, localizada no Rio de Janeiro. Os primeiros dados sobre desmatamento em 2010 foram divulgados nesta sexta-feira (9).

Nos meses de outubro e novembro de 2009, haviam sido identificados 247,6 km² de devastação. Devido à forte cobertura de nuvens nesta época do ano, não foi possível fazer o monitoramento dos focos de desflorestamento no mês de dezembro.

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O estado que apresentou maior área de desmatamento detectado foi Mato Grosso, com 143,4 km2 (69%). Segundo o instituto, foi o estado que apresentou melhor oportunidade de observação pelo sistema. Roraima aparece como o segundo estado mais desmatado, com 26,9 km2 (13%).

Em janeiro, em toda a região, foram detectados 23 km² de desmatamento, e em fevereiro 185 km². No mesmo período do ano passado, foram encontrados 222 km² e 143 km², respectivamente.

O Inpe ressalta que os dados devem ser analisados levando em consideração a distribuição de nuvens, que impedem a observação de boa parte do território e dificulta o trabalho dos técnicos. A área observada livre de cobertura de nuvens correspondeu a 31% da Amazônia Legal no mês de janeiro. Em fevereiro, a cobertura foi de 43%.

Os estados que apresentaram maior cobertura de nuvens em janeiro foram os estados do Amapá (99%), Pará (96%), Rondônia (68%) e Amazonas (66%). Em fevereiro os estados de Rondônia (97%), Amapá (96%), Acre (82%) e Pará (78%) foram os que apresentaram maior cobertura de nuvens.
 
Fonte: globoamazonia

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Após cheia nível do Rio Iaco começa a baixar


O Rio Iaco, no município de Sena Madureira, que esta semana chegou a atingir a cota de transbordamento já apresenta sinal de vazante. 70 famílias que foram atingidas durante o período da cheia não vão mais precisar abandonar as suas casas.



O coordenador da Defesa Civil no município, Carlos D’Avila, informou que os gentes estavam preparados para a remoção das famílias, mas com a vazante do rio a operação foi suspensa.



A maior enchente da história de Sena Madureira, cidade localizada a 144 km de Rio Branco, aconteceu no mês de abril em 1997.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Crescimento desordenado de Rio Branco favorece deslizamentos na encosta do Rio Acre e ameaçam prédios históricos da capital

Todos os anos é a mesma coisa. Pessoas constroem as casas em local de risco e quando chega o período das chuvas esses abrigos não resistem e veem abaixo. Mas a situação não acontece apenas na periferia de Rio Branco. Bem no centro da cidade, na rua Floriano Peixoto, a erosão ameaça uma das instituições de ensino mais tradicionais da capital acreana. O Colégio São José corre o risco de ser interditado pela Defesa Civil caso a erosão no barranco do Rio Acre continue.

O problema é antigo, mas a solução definitiva ainda não veio. População e poder público são culpados. Muitas dessas pessoas que vivem nesses locais já foram indenizadas pela prefeitura de Rio Branco, mas outras chegam e se instalam na área de risco. As autoridades por sua vez não colocam em prática logo esse tão propalado Plano de Contingenciamento. Que consiste na retirada das famílias das áreas de risco e no local realizar investimento em infra-estrutura urbanismo.

Isso sem falar nas dragas que continuam retirando areia do Rio Acre de maneira desordenada e sem fiscalização por parte das autoridades ligadas ao meio ambiente. O resultado disso é o assoreamento do leito do rio e uma conseqüência terrível que só pode ser vista no período de enchente. A calha rasa logo transborda.


Enquanto apenas medidas paliativas são adotadas ficaremos a mercê de eventos naturais cada vez mais devastadores para a cidade e seus moradores.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Navio chinês derramou 2 toneladas de óleo no mar da Austrália



A Segurança Marítima do Estado de Queensland, Austrália, informou nesta terça-feira (6) que duas toneladas de óleo já foram derramadas do navio chinês que encalhou na costa do país.

O derramamento ameaça a Grande Barreira de Corais, a maior barreira de corais do planeta e importante atração turística local. Ela é composta por quase três mil pequenos recifes e mais de 900 ilhas ao longo de 2.600 quilômetros no oceano Pacífico.

O governo de Queensland disse que o navio Shen Neng 1 ficou encalhado no sábado (3) à noite em um banco de areia a 70 quilômetros do litoral, perto da ilha de Kepel, nordeste da Austrália.


O jornal "People´s Daily" divulgou neste domingo (4), com base em declarações da premiê de Queensland, Anna Bligh, que o navio corria risco de partir ao meio.

O navio, de 230 metros de comprimento, transportava 65 mil toneladas de carvão e 950 toneladas de petróleo. A ideia inicial era rebocá-lo para o porto mais próximo. Mas o objetivo agora é tentar verificar sua segurança e evitar que quebre.

Multa
Os proprietários do veículo de carga podem ser multados em até US$ 920.000, disse Bligh nesta segunda-feira. Há acusações de que viajava a velocidade muito alta e longe das rotas adequadas.

O governo australiano identificou o Shenzhen Energy Group, parte do grupo China Ocean Shipping (Cosco), como proprietário pelo navio.

As autoridades detectaram de início, após diversos voos de reconhecimento pela região, várias manchas de petróleo próximas ao navio e "um pequeno número delas a duas milhas náuticas ao sudeste da nave".

O governo local planejava salpicar a região com um composto químico para dispersar as manchas, se as condições meteorológicas permitissem.

Fonte: Folha Online

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Rio Juruá transborda e já desabriga 8 famílias


O nível das águas subiu com rapidez durante este final de semana e chegou a 13,26 metros, deixando 31 pessoas desabrigadas em Cruzeiro do Sul.

A cota de alerta do Rio Juruá que é de 11,80 metros já tinha sido ultrapassada há vários dias, com isso, o Corpo de Bombeiros vinha realizando diariamente o monitoramento nas áreas de risco. Neste final de semana, o nível das águas se elevou com mais rapidez e até a noite deste domingo (4) já havia chegado a 13,26, ultrapassando a cota de transbordamento que é de 13m, segundo informou o Corpo de Bombeiros.

Pelo menos 8 famílias foram retiradas do Bairro da Lagoa que é uma das áreas mais afetadas pela enchente Cruzeiro do Sul. Um total de 31 pessoas foram levadas pelo Corpo de Bombeiros para o Salão Cultural Cordélia Lima, onde foram acolhidas pala equipe da Defesa Civil Municipal. Segundo a secretária municipal de assistência social, Rosa Sampaio, a Prefeitura está preparada para dá toda assistência necessária as famílias desabrigadas e caso seja necessário, o Ginásio Bezerrão também será utilizado como abrigo.

Com a construção da ponte sobre o Rio Juruá, muitas famílias foram remanejadas das áreas de risco, com isso, o número de vítimas da enchente pode ser menor este ano.

Segundo informações obtidas pelo Corpo de Bombeiros, nos municípios de Marechal Thaumaturgo e Porto Walter, localizados no Alto Juruá, o Rio já apresentou sinais de vazante, o que pode indicar uma enchente passageira em Cruzeiro do Sul. Diante desta hipótese, o comandante local do Corpo de Bombeiros, major Moisés, aconselha as famílias que tiverem condições a procurarem casas de parentes para se alojar e afirma que o Corpo de Bombeiros pode ajudar na remoção.

www.tribunadojurua.com - Genival Moura

Documentário mostra infanticídio na Amazônia

Quebrando o Silêncio conta o drama de mulheres que tiveram de abandonar suas aldeias para salvar seus filhos

DAMARES ALVES

BRASÍLIA – O documentário “Quebrando o Silêncio”, dirigido pela jornalista e documentarista Sandra Terena, lançado no dia 31 de março, no Memorial dos Povos Indígenas, mostra histórias de sobreviventes do infanticídio indígena e de famílias que saíram das aldeias para salvar a vida de seus filhos.

O infanticídio ainda é uma prática comum em muitas aldeias indígenas do Brasil, em particular na Amazônia. As vítimas são gêmeos, deficientes ou nascidos de relações instáveis, de acordo com a crença de cada aldeia. No entanto, a prática vem sendo cada vez mais contestada pelos próprios índios.

Sandra conversou com cerca de 350 mulheres indígenas durante a apuração para o documentário, e percebeu que a maioria delas é aberta à discussão sobre o abandono do infanticídio. "Foram três anos de pesquisa, com cerca de dez a doze povos indígenas do Alto Xingu e do Amazonas", lembra a documentarista.

Segundo ela, o objetivo do filme é promover o debate sobre o tema entre os indígenas, e não influenciar sua cultura. “Percebemos claramente que muitos são contra. Quando fui ao Xingu, no Mato Grosso, os índios da tribo local falaram que o infanticídio diminuiu e que consideram a prática bastante negativa para a própria cultura indígena. ‘A gente não é bicho’, diziam”, conta a jornalista.

São esperadas 450 pessoas durante o lançamento do filme, entre elas o representante indígena na Organização das Nações Unidas, Marcos Terena, membros de associações indígenas como a Coordenação Nacional das Mulheres Indígenas (Conami), deputados federais, representantes de Direitos Humanos de organizações como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e estudantes universitários.

Este será o primeiro passo para a distribuição e exibição do filme entre os povos indígenas do Brasil. Neste ano, a Atini – Voz pela Vida, instituição parceira do documentário e que desde 2006 trabalha na defesa dos direitos das crianças indígenas, pretende exibir o documentário em mais de 200 aldeias do Brasil, com o intuito de fomentar a discussão dos indígenas sobre os Direitos Humanos.

“Com o documentário, ficou evidenciado que os próprios índios já entendem que essa situação deve ser superada. Nosso objetivo é que, em pouco tempo, não seja mais necessário abrigarmos famílias indígenas com crianças em situação de risco, pois serão criados mecanismos para que estas famílias possam cuidar de suas crianças na própria aldeia”, explica a coordenadora da Atini, Márcia Suzuki.

O filme rendeu à documentarista Sandra Terena – que também é de origem indígena e é presidente da ONG Aldeia Brasil – dois prêmios em 2009: o “Voluntariado Transformador” (na categoria “Reduzir a mortalidade infantil”), promovido pelo Centro de Ação Voluntária de Curitiba; e o “Prêmio Internacional Jovem da Paz” (na categoria “Comunicação”), realizado por diversas instituições, entre elas a Aliança Empreendedora e o Projeto Não-Violência.

Por seu trabalho de apoio às famílias em situação de risco e fomento do debate cultural a respeito do infanticídio indígena, a Atini receberá, na ocasião do lançamento do filme, o Prêmio Aldeia Brasil de Relevância Social.

Finalizado em 2009, o documentário é resultado de anos de pesquisa em conjunto entre a ONG Atini – Voz pela Vida e a jornalista e documentarista Sandra Terena, que dirigiu o filme. O vídeo tem 34 minutos e está disponível na internet por meio do link: http://quebrandoosilencio.blog.br/.

O que é a Atini
Fundada no ano de 2006, a Atini – Voz pela Vida é uma organização sem fins lucrativos, sediada em Brasília (DF), que atua na defesa do direito das crianças indígenas. É formada por líderes indígenas, antropólogos, linguistas, advogados, religiosos, políticos e educadores. Atini significa “voz” na língua suruwahá. O movimento se inspirou na luta de uma mulher indígena, Muwaji Suruwahá, que levantou sua voz com coragem a favor de sua filha Iganani. A menina tem paralisia cerebral, e por isso estava condenada à morte por envenenamento em sua própria comunidade. Muwaji desafiou a tradição de seu povo e ainda a burocracia do mundo de fora para manter sua filha viva e garantir seu tratamento médico. A missão da entidade é reduzir a mortalidade infantil nas comunidades indígenas, promovendo a conscientização em direitos humanos, fomentando o diálogo intercultural e a educação, e providenciando apoio assistencial para as crianças em situação de risco.

A Aldeia Brasil
A Organização Não Governamental Aldeia Brasil é uma entidade sem fins lucrativos voltada para a promoção e o desenvolvimento da cultura indígena brasileira por meio de programas nas seguintes áreas: cultura, saúde, educação e conscientização social. A organização Aldeia Brasil atua em diversas aldeias do país, especialmente no estado do Paraná e São Paulo. O objetivo da entidade é desenvolver projetos de geração de renda, sustentabilidade e preservação do meio ambiente nas aldeias indígenas do Paraná e de São Paulo.