sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Cientistas acompanham urso em busca de gelo no mar durante 9 dias

Urso gelo 1 
Urso polar durante procura por gelo no mar de
Beaufort, no Alasca.(Foto: Wiki Commons / via BBC)

Um urso polar nadou continuamente por nove dias, cobrindo uma distância de 687 quilômetros em busca de gelo, segundo identificou uma pesquisa de zoólogos americanos. Os pesquisadores, que estudavam os ursos polares no entorno do mar de Beaufort, no norte do Alasca, afirmam que o feito pode ser um resultado do degelo provocado pelas mudanças climáticas.

Os ursos polares são conhecidos por nadar entre a terra e icebergs para caçar focas. Mas os pesquisadores dizem que o crescente degelo nos polos está levando os animais a nadar distâncias cada vez maiores, arriscando as suas próprias saúdes e as das futuras gerações.

No estudo, publicado na última edição da revista especializada "Polar Biology", os pesquisadores da agência geológica norte-americana (USGS, na sigla em inglês) revelam a primeira evidência concreta de ursos polares nadando longas distâncias.

"Esse urso específico nadou continuamente por 232 horas e 687 quilômetros, em águas com temperaturas entre 2 e 6 graus Celsius", afirma o zoólogo George M.Durner, um dos autores da pesquisa.

"Estamos impressionados com o fato de que um animal que passa a maior parte de seu tempo na superfície do mar congelado pudesse nadar constantemente por tanto tempo em águas tão frias. É realmente um feito incrível", diz.

Viagem seguida
Apesar de ursos polares já terem sido observados em mar aberto no passado, esta é a primeira vez que a viagem completa foi seguida.
Com a ajuda de um colar com GPS colocado na fêmea de urso, os pesquisadores foram capazes de acompanhar com precisão seus movimentos ao longo de dois meses, conforme o animal buscava locais para caça.

Os cientistas foram capazes de determinar quando o urso estava na água pelos dados do colar e por um registrador de temperaturas instalado debaixo da pele do animal.
O estudo mostra que a viagem épica teve um alto custo para o urso. "Este animal perdeu 22% de sua gordura corporal e seu filhote de um ano", relata Durner.

"Foi simplesmente mais custoso energeticamente para o filhote do que para o urso adulto nadar toda essa distância", afirma.

Fonte: BBC

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Ibama concede licença para primeiros canteiros de Belo Monte

O Ibama concedeu nesta quarta-feira (26) a licença de instalação que permite a construção dos primeiros canteiros e acampamentos para as obras da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. A autorização, informa o órgão ambiental federal, permite ainda que o consórcio Norte Energia realize outras atividades, como implantar estradas de acesso e áreas para estoque de solo e madeira, além de fazer terraplenagem. A licença vale para os sítios Belo Monte e Pimental.

Rio Xingu, no Pará, onde será construída hidrelétrica de Belo Monte 
Rio Xingu, no Pará, onde será construída hidrelétrica de Belo Monte (Foto: Mariana Oliveira / G1)

As atividades liberadas são para preparar a infraestrutura necessária para  obras principais, que ainda passam por uma análise específica. Para a construção da usina em si, e para sua entrada em funcionamento, serão necessárias outras licenças ambientais, informa o instituto.

O site do Sistema Informatizado de Licenciamento Ambiental Federal tem a reprodução de um documento em que o consórcio Norte Energia é autorizado a derrubar 238,1 hectares de vegetação (2,38 milhões de metros quadrados) para a instalação de um acampamento, um canteiro industrial e uma área de estoque de madeiras.
Atraso

O início das obras de Belo Monte está atrasado. A expectativa inicial do governo era de que a construção tivesse começado no segundo semestre de 2010. O consórcio Norte Energia, responsável pela obra, tinha preparado aporte de R$ 560 milhões para tocar as operações. Quando tiver  a licença para o canteiro de obras, o consórcio poderá dar início à mobilização de seus funcionários.

No último dia 12, o então presidente  do Ibama, Abelardo Bayma pediu para ser exonerado. O Ministério do Meio Ambiente informou que ele alegou motivos pessoais para sua saída e havia se comprometido com a ministra Izabella Teixeira a ficar no cargo até o dia 31 de dezembro do ano passado.

No entanto, antes de sua saída, Bayma vinha sofrendo pressões de outras áreas do governo por conta da concessão de licenças ambientais. O recém-empossado ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, criticou o atraso na emissão de licenças para usinas, especialmente a hidrelétrica de Belo Monte.

"Estávamos receosos de que houvesse um atraso maior, e isso implicaria em perder um ano na construção da Usina", disse Lobão no dia 7.

Fonte:  Do Globo Natureza

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Biblioteca da Floresta



A Biblioteca da Floresta é onde se pode encontrar arquivos históricos e livros sobre a colonização do Acre. De O Seringal e Terra Caída até pesquisas sobre o desenvolvimento sustentável da Amazônia e arquivos dos movimentos socioambientais.

O acesso ao acervo pode ser feito de diversas maneiras: leitura e pesquisa local, empréstimo domiciliar, palestras, debates e exposições. Os usuários também podem contar com o arquivo digital, artigos de colaboradores, exposições virtuais, audioteca e videoteca, disponibilizados no site. O prédio abriga exposições permanentes sobre os povos indígenas do Acre, o Zoneamento Ecológico-Econômico, coleção especial sobre as iniciativas lideradas por Chico Mendes, além de um espaço destinado a exposições temporárias.

Logo na entrada nos deparamos com uma sala inteiramente dedicada à Marina silva, ex-ministra do Meio Ambiente, admirada por militar em favor dos seringueiros e dos povos da floresta. Com justiça, o local que coloca à disposição da sociedade experiências práticas construídas pelos movimentos sociais, recebeu seu nome.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Mesmo com cheia, ribeirinhos ainda sentem efeitos da seca na Amazônia


O nível dos rios na Amazônia voltou a subir desde o ano passado, mas ainda não foi suficiente para normalizar as atividades. Agricultores que vivem na beira de rios ainda sentem os efeitos da estiagem e o escoamento de produtos permanece comprometido.

Algumas regiões com o leito do rio quase seco ainda demandam canoa e caminhar sobre a água. Segundo o agricultor Antônio Lopes, o Canal do Curari, no Rio Solimões, já estaria cheio nesta época, como em outros anos. "A água está sempre mais alta e o barco já viaja", diz ele.

Lopes tem uma tonelada de feijão para colher, mas ainda não consegue escoar a produção. Já o agricultor Paulo Moisés conseguiu uma boa safra de milho verde, com mais de 6,5 mil espigas. As 52 sacas tiveram de ser transportadas por mais de dois quilômetros. "Foi carregado nas costa, sem jumento, sem nada”, contou.

A subida das águas também ocorre em Manaus. O Rio Negro sobe em média sete centímetros por dia, ritmo considerado normal. Mas a cota está abaixo da registrada no início do mês de janeiro em anos anteriores e ainda não chegou aos 20 metros.

De acordo com Marco Antonio Oliveira, superintendente do Serviço Geológico do Brasil no Amazonas, as chuvas estão contribuindo para os rios voltarem ao normal em janeiro. "Com a retomada das chuvas na bacia do Solimões, ela começa a represar o Rio Negro e ele volta a subir, deflagrando o processo de cheia na bacia do Negro. Como também tem chovido acima da média na bacia do Negro por conta do fenômeno La Niña, esta subida deve se acentuar nos próximos dias”, explicou Oliveira, segundo quem a previsão é de que os rios se normalizem em fevereiro.

Fonte: globonatureza

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

ONU confirma que 2010 foi o ano mais quente de que há registro

 GENEBRA, 20 Jan 2011 (AFP) -A Organização Meteorológica Mundial (OMM), ligada à ONU, informou nesta sexta-feira em Genebra que 2010 foi o ano mais quente desde que há registros, o que confirma uma tendência "significativa" de aquecimento do planeta a longo prazo.

A tendência também contribuiu para um derretimento ainda maior do gelo no Oceano Ártico, cujas geleiras caíram a níveis recorde em dezembro.

"Ano passado foi o mais quente registrado, junto com 2005 e 1998", afirma um comunicado da OMM, o que confirma as avaliações preliminares baseadas em um período de 10 meses e que foram apresentadas na reunião mundial sobre o clima de dezembro.

"Os dados de 2010 confirmam uma tendência significativa de aquecimento da Terra a longo prazo", afirmou o secretário-geral da OMM, Michel Jarraud.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Mudança climática revela cadáveres escondidos na neve

O piloto de avião Rafael Benjamín Pabón foi encontrado sentado em seu assento, com o cinto de segurança afivelado e cara de quem estava dando uma cochilada. Seu cabelo preto, não muito curto, caía sobre seu ombro. Pabón estava congelado desde 1990.

Seu avião, um cargueiro, havia se chocado naquele ano contra o Huayana Potosí, uma montanha de mais de seis quilômetros de altitude na região de La Paz (Bolívia).
Reuters
Criança inca morta há 500 anos e encontrada congelada no alto de vulcão na Argentina é exibida em museu do país
Criança inca morta há 500 anos e encontrada congelada no alto de vulcão na Argentina é exibida em museu do país

O boliviano foi encontrado recentemente por um alpinista, que ficou tão chocado ao esbarrar em um cadáver que resolveu carregá-lo montanha abaixo. Sua mãe está viva e vai poder enterrá-lo.
Pabón, que tinha 27 anos ao morrer, entra para a lista de cadáveres revelados pelo aquecimento global, que proporciona degelos inéditos em vários lugares do mundo.

Um deles era o copiloto de Pabón, trazido de volta para fora da neve pelo verão de 1997 --o terceiro membro da tripulação, um mecânico chamado Walter Flores, ainda não foi encontrado.
Além da dupla, já foram encontradas desde três crianças incas nas montanhas da Argentina até soldados austríacos da Primeira Guerra Mundial que morreram lutando nos Alpes italianos.

Os soldados ao menos morreram lutando. Em 2005, foi encontrado o corpo de Leo Mustonen. Ele era piloto de 22 anos da Força Aérea americana e, em 1942, treinava para servir na Segunda Guerra.

Editoria de Arte/Folhapress

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Ano de 2010 entra para a história como um dos mais quentes

O ano de 2010 foi, junto com o de 2005, o mais quente da Terra desde o início dos registros em 1880, e representou o 34º ano consecutivo com temperaturas acima da média registrada no século XX, segundo a Administração Nacional Atmosférica e Oceânica (NOAA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos.

A temperatura de 2010 foi 0,96º C superior à média do século XX, ressaltaram nesta quinta-feira os cientistas do Centro Nacional de Dados Climáticos, em Asheville, na Carolina do Norte, em seu site.
Além disso, o NOOA revelou que 2010 foi o ano mais úmido, em termos de precipitação média global, desde que se mede esta variável, de acordo com os dados divulgados nesta quinta-feira pela imprensa local.


 Por sua vez, a temporada de furacões do ano passado no Pacífico, com sete tempestades e três furacões, representou o registro mais baixo desde que os cientistas começaram a utilizar satélites para suas observações em meados de 1960.

Em contraste, a temporada de furacões no Atlântico foi extremamente ativa, com 19 tempestades e 12 furacões, que situam 2010 em terceiro e segundo lugar, respectivamente.

O organismo estatal dos EUA indicou, além disso, que de meados de junho a meados de agosto se registrou "uma incomum corrente de ar que desceu rapidamente da Rússia Ocidental para o Paquistão".
Esta corrente, segundo a NOAA, contribuiu para a onda de calor sem precedentes de dois meses de duração na Rússia e para as devastadoras inundações no Paquistão no final de julho.

Fonte: UOL

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Cientistas revelam planos para salvar corais da extinção

Cientistas revelaram, na Grã-Bretanha, planos para preservar e proteger as mais importantes espécies de coral ao redor do mundo.
Os pesquisadores da Sociedade Zoológica de Londres identificaram dez espécies que correm maior risco de extinção, já que vêm sofrendo com o aumento das temperaturas dos oceanos devido à mudança climática, o aumento da acidez no mar, o excesso de pesca e a poluição.
O plano Edge, que prioriza espécies ameaçadas globalmente e mais diferenciadas em termos de evolução, decidiu que a melhor estratégia é tratar o problema regionalmente, ou seja, concentrar os esforços no 'triângulo dos corais' nas Filipinas, na região do Canal de Moçambique (porção do Oceano Índico situada entre a África Oriental e Madagascar) e no Caribe.

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Espécie Ctenella chagius, do Oceano Índico. (Foto: Charles Sheppard/ZLS )

'Os recifes de corais estão ameaçados de extinção funcional (quando a população não é mais viável) nos próximos 20 a 50 anos, devido principalmente à mudança climática', diz Catherine Head, coordenadora do projeto dos corais.
'Nessas regiões, vamos apoiar e treinar ambientalistas locais para realizar pesquisas e implementar medidas de preservação direcionadas.'
 Os recifes de corais são o ecossistema marinho mais rico do planeta. Conhecidos como florestas tropicais dos oceanos, eles existem há 400 milhões de anos e, apesar de ocuparem apenas 0,2% do leito oceânico, abrigam cerca de um terço de toda a vida marinha.

Fonte: globonatureza

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Lâmpadas incandescentes devem ser retiradas do mercado até 2016


As lâmpadas incandescentes comuns serão retiradas do mercado paulatinamente até 2016. Portaria interministerial de Minas e Energia, Ciência e Tecnologia e Indústria e Comércio regulamentando a retirada foi publicada no Diário Oficial da União. A finalidade é que elas sejam substituídas por versões mais econômicas.
 De acordo com o Ministério de Minas e Energia, a medida é fruto de um longo processo de negociação com setores da sociedade, por meio de consulta pública via internet e de audiência pública.

De 30 de junho de 2012 até 30 de junho de 2016 – a não ser que surja uma nova tecnologia que permita às lâmpadas incandescentes se tornarem mais eficientes – esse tipo de produto será banido do mercado, segundo técnicos do Ministério de Minas e Energia.1

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

SOS Mata Atlântica reprova 30% das amostras de água de 43 rios e lagos brasileiros

mostras de água de 43 rios coletadas e analisadas pela Fundação SOS Mata Atlântica em 12 Estados e no Distrito Federal indica que 70% deles estão em situação regular, 25%, ruim, e 5%, péssima. Nenhuma delas apresentou resultado positivo, segundo a entidade.

A análise fez parte do projeto “A Mata Atlântica é aqui – exposição itinerante do cidadão atuante”, realizado durante o ano passado. As avaliações tinham objetivo de checar a qualidade de rios, córregos, lagos e outros corpos d’água em todas as cidades por onde passou o projeto e, assim, alertar a população local.

Para realizar essa análise, a equipe contou com um kit de monitoramento desenvolvido pelo Programa Rede das Águas da própria ONG. O kit classifica a qualidade das águas em cinco níveis de pontuação: péssimo (de 14 a 20 pontos), ruim (de 21 a 26 pontos), regular (de 27 a 35 pontos), bom (de 36 a 40 pontos) e ótimo (acima de 40 pontos).

Os níveis de pontuação são compostos pelo Índice de Qualidade da Água (IQA), padrão definido no Brasil por Resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), obtido pela soma da pontuação de 14 parâmetros físico-químicos, biológicos e de percepção, avaliados com auxílio do kit. Cada um destes pode aumentar de um a três pontos, obtendo um mínimo de 14 e máximo de 42. Os parâmetros são: temperatura, turbidez, espumas, lixo, odor, peixes, larvas e vermes brancos ou vermelhos, coliformes totais, oxigênio dissolvido, demanda bioquímica de oxigênio, potencial hidrogeniônico, níveis de nitrato e de fosfato.

As análises que tiveram o melhor resultado foram as do Rio Doce, em Linhares (ES), e a da Lagoa Maracajá, localizada na cidade de Lagoa dos Gatos (PE), ambas com 34 pontos, classificadas no nível “regular”.

Os piores resultados vieram do Rio Verruga, em Vitória da Conquista (BA), com apenas 17 pontos; e a do Lago do Quinta da Boa Vista, na cidade do Rio de Janeiro, com 19 pontos, ambas classificadas no nível “péssimo”.

Nenhum dos pontos de coleta de água destes 43 corpos d’água pode ser classificado com índices bons ou ótimos, o que aponta a grande necessidade de ações de mobilização da sociedade para melhoria da qualidade da água em todos os Estados.

Fonte: Do UOL Ciência e Saúde

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Cataratas do Iguaçu registram recorde de visitação em 2010

Em 2010, as visitas às Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, no Paraná, registraram um recorde histórico: mais de 1.265.000 visitantes, segundo a administração do Parque Nacional do Iguaçu. O número é o maior desde 1981, quando a estatística começou a ser feita.


Visitas às Cataratas do Iguaçu bateram recorde em 2010 (Foto: Divulgação/Parque Nacional do Iguaçu)Até então, segundo o biólogo Jorge Pegoraro, administrador do parque há oito anos, o maior índice de visitantes havia sido registrado em 2008, com 1.154.000 pessoas. Em 2009, passaram pelas cataratas 1.070.000 turistas. O incremento de visitantes em 2010 representa, segundo Pegoraro, um aumento de quase 20% com relação a 2009.



“Em 2009 tivemos o problema da nova gripe, que fez com que muita gente não viajasse para evitar proximidade com as fronteiras. Já em 2010, o ano foi muito bom para o turismo em Foz do Iguaçu. Tivemos muitos feriados prolongados, que fizeram com que mais brasileiros viessem ao parque”, diz Pegoraro.

Trilhas para Cataratas devem passar por reforma

(Foto: Divulgação/Parque Nacional do Iguaçu)

A vazão das águas das cataratas também contribuiu, segundo o biólogo, para o aumento nas visitações. “Neste ano não tivemos seca, e a vazão esteve sempre entre normal e acima da média. Isso também atrai turistas. Neste momento nossa vazão está entre 1.200 e 1.500 metros cúbicos por segundo, o que é considerado normal para essa época do ano", afirma.

Dos turistas que visitam as Cataratas, cerca de 60% são estrangeiros e 40% são brasileiros. "Neste ano houve um incremento de brasileiros entre janeiro, julho e dezembro, que são meses de férias, mas a média anual permaneceu a mesma registrada em anos anteriores. É importante destacar que, dos visitantes estrangeiros, 50% vêm de países do Mercosul", diz Pegoraro.

Fonte: G1

Peixe com selo verde chega ao consumidor brasileiro

Camarão-rosa, cação, surubim. A preocupação com a sobrevivência dessas espécies e com o consumidor atento às questões ambientais já leva empresas a buscarem selos de pesca sustentável. O primeiro selo que chega ao Brasil é o Friend of the Sea, certificação italiana conferida a empresas que obedecem a critérios de pesca e aquicultura com menor impacto ambiental. A entidade já certificou 135 espécies e 120 empresas em 35 países.

Outra certificação que está chegando ao país é a MSC - sigla em inglês para Conselho de Manejo Marinho -, selo criado pela organização não-governamental (ONG) WWF em 1997. De acordo com Laurent Viguié, vice-presidente da Trace Register, empresa que desenvolveu um sistema de rastreabilidade para pescado, a MSC abrirá um escritório no País em janeiro de 2011. "Com 8,5 mil quilômetros de costa, é um bom negócio para o Brasil investir em certificações, até para garantir a pesca no futuro", diz.

Várias das espécies de peixes e de crustáceos consumidas pelos brasileiros estão ameaçadas pela sobrepesca. Segundo o Censo da Vida Marinha do Ministério do Meio Ambiente, das 1.209 espécies de peixes catalogadas na costa e nos rios, 32 estão sendo exploradas além de sua capacidade de regeneração. No caso dos crustáceos, a sobrepesca ameaça 10 de 27 espécies.
 
Varejo
As redes de varejo já começaram a enxergar os benefícios do pescado sustentável. O Walmart elaborou uma política específica para a compra de pescado, que inclui um acordo de cooperação com o Ministério da Pesca. "Parar de vender peixe por causa da sobrepesca não é solução, e sim o manejo do pescado e o investimento em sistemas de rastreabilidade", diz Cristiane Urioste, diretora de sustentabilidade da rede. Hoje a rede tem controle de 40% dos crustáceos que comercializa.

No Pão de Açúcar, a aposta será no desenvolvimento da cadeia de fornecedores da Amazônia. "Queremos construir uma cadeia constante, baseada no trabalho com os ribeirinhos", afirma Paulo Pompilio, diretor de relações institucionais da rede. Um dos desafios será fazer com que os preços não se tornem proibitivos. "Não pode ser um produto 'gourmet'. Se o pirarucu custar R$ 35 o quilo, as pessoas vão preferir o bacalhau", analisa. 

Fonte: jornal O Estado de S. Paulo.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Gameleira

Fotos: cedidas
Centro histórico da cidade de Rio Branco capital do Acre - a Gameleira - data de 1882, quando acampou o desbravador Neutel Maia, fundador do Seringal Empreza, origem de Rio Branco.

A gameleira é uma frondosa árvore com mais de 2,5m de diâmetro no tronco, com mais de 20 metros de altura e, com o sol a pique, sua sombra tem por volta de 30m de diâmetro. Foi testemunha de duas batalhas da revolução acreana. Tombado monumento histórico pelo Dec. Municipal nº 752, de 28 de dezembro de 1981.

Com a construção do novo calçadão e a reurbanização do sítio histórico do 2º Distrito a gameleira transformou-se em ponto de encontro, de entretenimento e de um bom papo. Localização: Rua Cunha Matos – 2º distrito, as margens do rio Acre.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Turismo de cidade

Ao longo de algumas reportagens vamos mostrar um pouco dos pontos turísticos existentes no Acre. Uma boa pedida nesse período de férias. Começamos o nosso giro pelo Palácio Rio Branco.

O Palácio Rio Branco é a sede do governo do estado brasileiro do Acre. Está localizado na cidade de Rio Branco. Foi construído em 1930, em estilo neoclássico.

Hoje tanto moradores quanto turistas podem conhecer as belezas do espaço que é um dos marcos do projeto de modernidade de Rio Branco numa época em que as edificações eram todas de madeira. Com visão de futuro, o então governador Hugo Carneiro começou a construir uma série de prédios em alvenaria, rompendo barreiras e obstáculos para realização de um projetos de logística extremamente complexa para aqueles tempos.

Assim sendo, o Palácio se constitui efetivamente em um marco de modernidade em vários aspectos. Nas décadas de 1980 e 1990, no entanto, sofreu drástico abandono e alguns de seus valores desapareceram ou foram deteriorados. Revitalizado por Jorge Viana, passou a contar a história da formação do Acre e a mostrar parte de seu patrimônio cultural e arqueológico, como os geoglífos, as formas geométrica de milhares de anos localizadas no Vale do Acre. A Revolução Acreana, a vida seringueira, os empates e a luta de Chico Mendes.

Foto: cedida 

Aérea do Palácio Rio Branco.

Aberto ao público de terça a domingo (e feriados também) o Palácio Rio Branco passou a receber milhares de visitantes. Só em 2006 cerca de 22 mil turistas internos e de outros Estados passaram pelo local. Em 2007, o número praticamente dobrou: nada menos que 40.309 conheceram o Palácio. Até abril de 2008 já são 8,9 mil turistas.

No total, desde que foi restaurado, o Palácio foi visitado 278,4 mil pessoas. É cada vez maior o número de turistas de outros Estados e do exterior mas os acreanos cada vez mais buscam oportunidade de conhecer sua própria história, o que encontram no Palácio Rio Branco.

Quando o político paraense Hugo Carneiro foi indicado para exercer o cargo de governador do Acre, a cidade de Rio Branco apresentava formação urbana diferente da atual. A imensa maioria da população vivia na zona rural, ao contrário de hoje, quando 70% do povo estão nas cidades.

Em 15 de junho de 1929, no segundo aniversário do governo de Hugo Carneiro, lançou-se a pedra fundamental do Palácio Rio Branco. Grande parte dos trabalhadores integravam a Força Pública do Território do Acre. O prédio foi inaugurado inacabado em 1930, sendo construído aos poucos e totalmente inaugurado no governo Guiomard Santos.

Endereço: Avenida Getúlio Vargas, s/n, bairro: Centro

sábado, 25 de dezembro de 2010

Quatro cidades na Amazônia tiveram 25% dos casos de malária no Brasil em 2009

Quatro municípios na Amazônia concentraram 25% de todos os casos de malária na Amazônia em 2009, aponta balanço divulgado  pelo Ministério da Saúde. Apesar disso, o mesmo levantamento indica que os casos da doença em todo o país caíram pela metade entre 2005 e 2009.
  No período, os casos de malária passaram de 607.801 para 306.908 e o número de óbitos teve redução de 52,5% (de 122 para 58) em nível nacional. Agora, gestores de saúde têm como desafios ampliar a rede de diagnóstico no país, identificar uma vacina contra a doença e reduzir a incidência de malária no bioma amazônico.

Casas de palafitas em Anajás facilitam transmissão da doença. (Foto: Reprodução/ Tv Globo)

Estados da Amazônia Legal, que incluem toda a região Norte mais Mato Grosso e parte do Maranhão, concentram 98% dos casos da doença do país.

Em 2009, segundo dados da Saúde, Pará e Amazonas tiveram 64,6% dos casos. No mesmo ano, Porto Velho (RO), com 20.209 casos, Manaus (AM-16.423), Cruzeiro do Sul (AC-14.680) e Anajás (PA-26.021), concentraram o equivalente a 25% dos casos em todo o país.

Além disso, 47 municípios em 6 estados da Amazônia têm sido responsáveis por cerca de 70% dos casos da doença no país nos últimos anos.

Com o objetivo de reduzir em 50% a doença nessas cidades até 2015, começou a ser executado em 2010 o Porjeto para Prevenção e Controle da Malária na Amazônia Brasileira.

O programa teve investimento do Fundo Global de Luta contra a Aids, Tuberculose e Malária e é gerido pela Fundação de Medicina Tropical do Amazonas e pela Fundação Faculdade de Medicina.

Veja casos de malária na Amazônia Legal entre 2005 e 2009*
 
Estado 2005 2006 2007 2008 2009
Amazonas 226.413 185.642 197.141 133.660 98.869
Pará 123.406 101.763 76.207 69.213 99.531
Rondônia 118.633 101.646 81.929 49.807 41.362
Acre 57.242 93.863 51.277 27.704 27.552
Amapá 28.059 29.290 21.975 15.132 14.999
Roraima 31.964 20.646 15.236 10.235 14.943
Maranhão 11.196 9.519 6.621 4.757 5.685
Mato Grosso 8.437 6.650 6.760 4.081 3.273
Tocantins 717  379 288 165 128

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Arqueólogos encontram pedras sagradas dos incas no Peru

 

Arqueólogos do Peru e da Grã-Bretanha encontraram um conjunto de pedras incas que, segundo eles, podem revelar à humanidade o segredo do poderio da civilização que dominou parte da América do Sul entre os séculos 15 e 16.

Fazendo escavações no topo de uma montanha onde os incas realizavam rituais sagrados, os especialistas encontraram as três pedras ancestrais, objetos sagrados que, na crença inca, representavam a conexão entre o mundo dos ancestrais e o Sol.

Nenhum exemplar das pedras - descritas por cronistas espanhóis que chegaram à América no período das grandes navegações e vistas em desenhos feitos no período - havia sido encontrado antes.
Elas têm 35 cm de altura e formato cônico, pesam vários quilos e precisam ser carregadas com ambas as mãos.

A equipe de arqueólogos incluiu cientistas da Universidade Nacional de Huamanga, no Peru, do Museu Britânico e das Universidades de Reading e de Londres, na Grã-Bretanha.

"Acreditamos que essas pedras, e as plataformas onde foram encontradas, guardam o segredo do poderio inca"", disse o especialista do Museu Britânico Colin McEwan à BBC Brasil.
Relatos Históricos

Os cientistas trabalhava há duas semanas a altitudes de entre 3,6 mil metros e 5 mil metros quando as pedras foram localizadas.

"Estou falando de arqueologia radical, era difícil trabalhar e até mesmo respirar lá em cima", disse McEwan.
Os incas acreditavam que seus ancestrais, os fundadores da civilização, haviam sido convertidos permanentemente em pedras.

Após a chegada dos colonizadores espanhóis, cronistas descreveram, em seus relatos históricos, importantes eventos públicos na praça central da capital do Império Inca, Cuzco.

Nessas ocasiões, o rei inca ficava sentado em uma plataforma elevada, de onde observava as celebrações.
Oferendas líquidas de chicha (uma bebida fermentada feita com milho) eram feitas por meio de uma abertura vertical feita na plataforma.

Quando o rei não estava presente, uma pedra sagrada era colocada no assento onde ele deveria estar sentado para representar o poder da dinastia inca.
Deuses da Montanha

"A capital inca, situada entre altitudes de 2,5 mil e 3,6 mil metros, era bastante alta", disse McEwan. "Mas a expansão do império inca implicou na conquista de altitudes ainda maiores, onde viviam as lhamas e alpacas, entre 3,6 mil metros e 5 mil metros".

Fonte de alimento e de lã para tecelagem, além de importante meio de transporte, grandes rebanhos de lhamas e alpacas eram vitais para a sobrevivência do império.

McEwan e a equipe de arqueólogos acreditam que isso explica a presença, nos cumes de várias montanhas, de cerca de 40 plataformas cerimoniais, símbolos do controle inca sobre esses territórios.

Com a ajuda do arqueólogo peruano Cirilo Vivanco Pomacanchari, da Universidade Nacional de Huamanga, que vem progressivamente localizando e mapeando as plataformas em locais remotos, a equipe chegou ao local onde as relíquias foram encontradas.

Segundo McEwan, eles não tinham qualquer ideia do que poderiam encontrar.

"Esses locais eram tão sagrados que os incas não queriam deixar qualquer traço visível da presença humana neles", disse McEwan.

"Ao escavar o chão da plataforma, encontramos amostras de solo trazidas de diferentes regiões, cuidadosamente dispostas".

Mais ao fundo, cerca de 2,5 metros abaixo da superfície, a equipe encontrou uma cavidade que havia sido escavada na rocha sólida.

"Quando escavamos, descobrimos três dessas pedras, cuidadosamente colocadas com as pontas juntas, como um tripé, apontando para baixo, indicando a conexão com o mundo dos ancestrais".
Poder Benevolente?

Questionando teorias segundo as quais os incas seriam "socialistas", McEwan disse que seu império foi construído com astúcia e violência.

"Quando negociavam com um líder local, os incas lhe ofereciam a opção de governar localmente, mas ele era obrigado a pagar impostos".

Se a oferta não era aceita, o poderio inca dizimava a população masculina e transferia os sobreviventes para outros locais, cortando seus vínculos com a terra e meios de subsistência.
As plataformas e as pedras ancestrais, parte do arsenal ideológico inca, eram um instrumento-chave de controle imperial.
"Sabíamos que os incas deveriam ter razões importantes para colocar essas plataformas nesses locais, próximos dos cumes sagrados e permitindo uma visão ampla de todo o horizonte à volta".
"Nós acreditamos que eles obrigavam a população local a trazer (as amostras de) solo e as colocavam nas plataformas como símbolos do domínio inca".

Os especialistas calculam que essas plataformas teriam sido construídas por volta de 1.400, durante a conquista daqueles territórios pelos incas, antes da chegada dos espanhóis.
Na crença inca, picos de montanhas cobertos de neve, de onde vem a água que sustenta a vida nos vales, eram sagrados.

As pedras seriam oferendas para o cume sagrado, conectando os ancestrais incas ao Sol.
"Você dá seu mais precioso objeto aos deuses da montanha, esperando em retorno a fertilidade da terra e os benefícios trazidos pelos animais que a habitam",

Corpos de crianças mumificados, encontrados anteriormente nas montanhas, indicam também a prática de sacrifícios humanos.

Nova Etapa
 Segundo McEwan, o próximo passo é fazer uma análise das amostras de solo encontradas nas plataformas.
Com a ajuda de satélites, a equipe está tentando entender também a lógica por trás da localização específica de cada uma delas.

Ele diz que não há plataformas em todos os cumes altos e acredita que a escolha dos locais não era aleatória.
Finalmente, McEwan diz que a equipe procura a resposta para a dúvida de como os incas conseguiram ganhar o impulso que lhes deu controle sobre um território tão imenso.


Fonte: BBC Brasil

sábado, 18 de dezembro de 2010

Brasil anuncia criação de inventário com dados de florestas do país

 
O governo brasileiro anunciou a criação do Inventário Florestal Nacional, que vai levantar dados das florestas do país para construir um retrato geral dessas áreas.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, afirmou que o inventário, a ser feito a cada cinco anos, é um instrumento estratégico pois permitirá que se conheça não só a biomassa aérea e subterrânea, mas "os estoques de carbono e o status de conservação da biodiversidade na parte de flora.

O inventário terá como objetivo analisar a quantidade e a qualidade das florestas brasileiras e servirá também para conhecer a relação da população com o ambiente, segundo um comunicado do ministério.

Os principais aspectos analisados serão o diâmetro e a altura das árvores, suas condições fitossanitárias, as características do solo e a quantidade de matéria orgânica morta, entre outros.
Para efetuar o estudo, equipes de especialistas recolherão dados em 20 mil pontos distribuídos por florestas de todo o país.

O diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, Antônio Carlos Hummel, afirmou que conhecer o estado das florestas brasileiras é essencial para analisar o impacto das mudanças no clima.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Governo entrega Prêmio Chico Mendes de Florestania


O Prêmio Chico Mendes de Florestania foi criado em 2004 pelo governo do Acre por meio da Fundação de Cultura Elias Mansour e tem por finalidade reconhecer e estimular as atividades, programas, ações e iniciativas que têm como objetivo consolidar o conceito de florestania.

A edição desse ano aconteceu na paróquia de São Sebastião no município de Xapuri, na última quarta-feira (15) e contou com a presença do governador Binho Marques.

Na categoria de iniciativa nacional e internacional o prêmio foi entregue a jornalista e antropóloga Maria José Vilas-boas. Na categoria de origem estadual o agraciado foi o sertanista José Carlos Meireles e na categoria de iniciativa comunitária o troféu foi entregue ao seu Antônio Abraão, do projeto S.O.S. Quelônios, que levou também dez mil reais em premiação.    

Complexo turístico de Xapuri é inaugurado



Foi inaugurado na tarde desta quarta-feira (15) pelo governador Binho Marques e o prefeito de Xapuri, Bira Vasconcelos, o complexo turístico de Xapuri. 

O sítio histórico inclui a revitalização da casa de Chico Mendes, Memorial do Seringueiro e Café Regional. Espaços que visam dar opções para os turistas que visitam a região.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Frente fria chega ao Acre nesta terça-feira



De acordo com o meteorologista Davi Friale, uma frente atinge o Acre na madrugada desta terça-feira podendo causar as mais baixas temperaturas já registradas no mês de dezembro em 50 anos. A expectativa é que a temperatura em Rio Branco deve ficar perto dos 16 graus. Segundo cientistas da Nasa, o evento seria ocasionado pelo fenômeno La Niña.


sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Nuvens farão aquecimento global aumentar, mostra estudo

Uma das grandes incertezas a respeito das mudanças climáticas globais está nas nuvens. Como elas reagirão ao aquecimento do planeta – e com que consequências – é algo que tem intrigado os cientistas.

De um lado, estudos apontam que o aquecimento irá alterar as nuvens de forma a contrabalançar os efeitos dos gases estufa. De outro, pesquisas indicam que as mudanças nas nuvens aumentarão o aquecimento.

Um novo trabalho, publicado nesta sexta-feira na revista Science, reforça o lado negativo. Segundo o estudo, em escala global as nuvens, atualmente, influenciam o clima de tal modo que resulta na diminuição da temperatura na superfície do planeta. Mas elas perderão parte dessa capacidade de resfriamento. Justamente por culpa dos gases estufa.

Andrew Dessler, da Texas A&M University, nos Estados Unidos, analisou dados colhidos nos últimos dez anos por satélites dos padrões climáticos recorrentes El Niño (que causa aquecimento) e La Niña (que causa resfriamento).

As consequências dos fenômenos – mais calor ou mais frio – foram usadas para simular tendências na temperatura. Em um mundo mais quente, as nuvens mais elevadas – que tendem a segurar o calor proveniente da luz solar, que sem elas escaparia para o espaço – podem se tornar mais espessas ou se expandir em maiores áreas de cobertura. Essa resposta positiva das nuvens levaria a um aquecimento ainda maior.

Ou, então, os gases estufa poderiam engrossar e expandir as nuvens mais baixas, refletindo mais energia solar ao espaço e esfriando o planeta. Essa seria o que os cientistas chamam de resposta negativa.

A princípio, os cientistas poderiam estimar qual resposta seria prevalente em um cenário de aquecimento ao comparar a temperatura superficial com a quantidade de energia devolvida ao espaço. O problema é que registros disponíveis de tais perdas de radiação são insuficientes para revelar o que ocorreu no último século.
Dressler usou apenas dez anos de dados de satélite, que são considerados os melhores dados existentes. E removeu dos resultados as respostas devidas a outros fatores, como alterações no vapor de água.

O resultado geral do estudo apontou uma resposta positiva, isto é, de aquecimento. Ao avaliar os oito principais modelos climáticos globais, o cientista também encontrou uma resposta positiva.
Segundo Qiang Fu, da Universidade de Washington, o estudo é importante por confirmar modelos climáticos de aquecimento. “Os resultados não mostram qualquer evidência de uma grande resposta negativa das nuvens”, disse.

Mas Dressler reforça que os resultados podem ser aplicados para uma estimativa de curto prazo e que novos estudos são necessários para previsões de maior extensão.

Fonte: Da Agência Fapesp

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Mudança climática causará um milhão de mortes em 2030, diz estudo


CANCÚN, México - A partir de 2030, a mudança climática causará indiretamente cerca de um milhão de mortes por ano, trazendo, também, prejuízos anuais de 157 bilhões de dólares, segundo informe divulgado  em Cancún, México.

A miséria se concentrará em mais de 50 dos países mais pobres do planeta, mas os Estados Unidos vão pagar o maior preço econômico, diz o estudo.

"Em menos de 20 anos, quase todos os países do mundo perceberão sua alta vulnerabilidade ante o impacto do clima, à medida que o planeta se aqueça", advertiu o relatório apresentado na conferência da ONU sobre o clima celebrada em Cancún, leste do México.

O estudo, compilado por uma organização humanitária de países vulneráveis a mudanças climáticas, avaliou a forma como 184 nações serão afetadas em quatro áreas: saúde, desastres climáticos, perda do hábitat humano devido à desertificação e a elevação do nível do mar, além do estresse econômico.

Os que enfrentam "aguda" exposição são 54 países pobres ou muito pobres, incluindo a Índia. São os que sofrerão desproporcionadamente em relação a outros, porque são os últimos culpados pela emissão de gases de efeito estufa que provocam as mudanças, diz o informe.

"Se não houver ações corretivas", diz uma nota à imprensa, que acompanha o estudo, o mundo "se dirigirá a uma triste situação".

Mais da metade dos 157 bilhões de dólares em perdas - em termos da economia atual - terá lugar nas potências industrializadas, encabeçadas por Estados Unidos, Japão e Alemanha. Mas em termos de custo para o PBI, a proporção será muito menor nestas nações.

O documento foi divulgado por DARA, uma ONG com sede em Madri, e o fórum climático vulnerável, uma coalizão de ilhas-nação e outros países mais expostos à mudança climática.

As delegações de mais de 190 nações estão reunidas em Cancún desde 29 de novembro e até 10 de dezembro com o objetivo de reavivar a negociação internacional sobre a luta contra a mudança climática.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Brasil é o quarto país em emissão de gases do efeito estufa

Confira o ranking dos dez países que mais poluem o meio ambiente. As queimadas na Amazônia colocam o Brasil em quarto lugar. Como era de se esperar, os Estados Unidos lideram a lista.

1. Estados Unidos 25,5%


2. China 11,9 %

3. Indonésia 7,4%

4. Brasil 5,85%

5. Rússia 4,8%

6. Índia 4,5%

7. Japão 3,1%

8. Alemanha 2,5 %

9. Malásia 2,1%

10. Canadá 1,8%

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Desmatamento na Amazônia tem queda recorde e é o menor em 23 anos

Quinta-feira, 2 de dezembro de 2010



Desmatamento ilegal com 'correntão' no sul do Pará, encontrado em operação feita em novembro. (Foto: Divulgação/Ibama)




O ritmo do desmatamento da Amazônia alcançou seu menor nível desde 1988, batendo novo recorde em relação ao ano passado. Mesmo assim, a devastação da floresta entre 2009 e 2010 derrubou uma área de 6.451 km², maior que o território do Distrito Federal, em Brasília, que mede 5.802 km².

Segundo informações divulgadas nesta quarta-feira (1º), o dado mais recente de desmatamento na Amazônia representa redução de 13,6% em relação à área devastada no ano passado, quando 7.008 km² de mata foram derrubados.

O estado que mais desmatou no período foi o Pará, com 3.710 km² de área devastada. Em segundo lugar ficou o Mato Grosso, com 828 km², seguido de Maranhão (679 km²) e Amazonas (474 km²).

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Após seca histórica, rios da Amazônia voltam a encher em ritmo lento


Após passar por um período de estiagem prolongada, ribeirinhos e agricultores da Amazônia começam a se preparar para a época de cheia dos rios.

A seca este ano foi uma das maiores da histório. O Rio Amazonas, por exemplo, registrou o menor volume de água das últimas 5 décadas. Houve falta de água potável e comunidades ficaram totalmente isoladas.

No município de Manacapuru, a 68 quilômetros de Manaus, os agricultores não conseguiram escoar a produção de farinha de mandioca. Em Parintins, a plantação de hortaliças e o pequeno bananal pouco se desenvolveram.
A chuva voltou na região há quase um mês e os rios começaram a encher no sul do Amazonas. Mas, por enquanto, a cheia só deve começar a ser notada daqui a um mês porque o ritmo da subida do nível dos rios ainda está lento.

“Aos poucos, esses municípios tendem a voltar à normalidade. No entanto, como a vazante foi muito grande, o nível do rio está muito baixo ainda para o período. Pensamos que até janeiro a situação volta ao normal para na região”, disse Marco Antônio Oliveira, do Serviço Geológico Brasileiro (CPRM).
 
Fonte: Globo Amazônia