domingo, 7 de outubro de 2012

Criança de 11 anos acha carcaça de mamute de 30 mil anos; Parte do animal estava preservada pelo gelo

Em setembro, cientistas encontraram também na Sibéria restos de um Mamute-lanoso que poderia permitir a clonagem da espécie extinta 

A carcaça de um mamute que viveu há aproximadamente 30 mil anos foi encontrada na região da Sibéria, na Rússia, por um menino de 11 anos que estava passeando com seu cachorro.

Parte da carcaça, que pesa cerca de 500 quilos, teria sido preservada pelo gelo. Segundo a Academia Russa de Ciências, é o segundo mais bem preservado mamute na história da paleontologia e a primeira descoberta "de qualidade" desde 1901. Cientistas dizem que o animal tem partes bem preservadas de pele, carne e alguns órgãos.

Calcula-se que o mamute teria entre 15 a 16 anos de idade no momento da morte, idade considera jovem, dada a expectativa de vida média dos mamutes de 60 a 80 anos. A criatura foi apelidada Zhenya.

O local da descoberta fica perto de uma estação meteorológica na península Taimyr, no norte da Sibéria. O mamute foi levado para a região de Krasnoyarsk e deve ser levado para pesquisas em Moscou.

As informações são da imprensa russa.

sábado, 6 de outubro de 2012

Preservação da biodiversidade volta a ser debatida por governos mundiais na Índia

Conferência da ONU sobre diversidade biológica começa na segunda-feira.

 

Mais de 160 países têm encontro marcado a partir de segunda-feira (8) em Hyderabad, na Índia, para debater como concretizar ambiciosos compromissos assumidos há dois anos no Japão sobre a biodiversidade do planeta. 

A 11ª Conferência das Partes (COP) da Convenção sobre a Diversidade Biológica (CDB) reunirá até 19 de outubro membros desta convenção da ONU, que nasceu há 20 anos durante a Cúpula de Terra, no Rio de Janeiro -- a Rio 92.

As nações deverão resolver com que instrumentos e, principalmente, com quais financiamentos poderão frear o desaparecimento de espécies ameaçadas. "Os próximos dez a 20 anos são fundamentais visando ao tempo que temos para proteger melhor a biodiversidade", ressalta Neville Ash, diretor da seção de biodiversidade do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).
 
Espécies de animais e vegetais ameaçadas
Superexploração dos recursos, desmatamento, poluição, mudanças climáticas: a taxa de extinção das espécies é hoje até mil vezes mais elevada do que antes, lembram os cientistas.
Uma em cada três espécies de anfíbios, mais de um pássaro em cada oito, mais de um mamífero em cada cinco, mais de um quarto das espécies de coníferas e também um grande número de peixes e cetáceos estão ameaçados de extinção.

Esta erosão não apenas se limita à questão do desaparecimento das espécies, mas também afeta as economias globais, com muitos setores que dependem de um meio ambiente em bom estado. Em 2010, "ano internacional da biodiversidade", a conferência de Nagoya, no Japão, teria permitido a adoção de compromissos ambiciosos.

Uma ambição encarnada por 20 objetivos para 2020 (como suprimir os subsídios "nefastos" para o meio ambiente ou lutar contra a pesca excessiva) e um acordo histórico sobre um protocolo para distribuir de forma mais igualitária os benefícios da exploração de recursos genéticos para as indústrias, como a farmacêutica ou a cosmética.
Imagem aérea do Rio Juruá, na Amazônia. Biodiversidade brasileira precisa receber ao menos o dobro de investimentos para manter preservação (Foto: Bruno Kelly/Reuters)Imagem aérea do Rio Juruá, na Amazônia. Conferência da ONU vai discutir formas de preservar a biodiversidade no mundo (Foto: Bruno Kelly/Reuters)
Plano de preservação tem que ser implantado
 
Em Hyderabad, onde são esperados os representantes de mais de 160 países dos 193 membros da Convenção, "é preciso manter o impulso colocando em andamento este grande plano", indica Julia Marton-Lefèvre, diretora-geral da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
Ainda há muito a ser feito. Apenas seis países ratificaram até o momento o protocolo de Nagoya, que precisa de cinquenta ratificações para entrar em vigor.

O principal ponto de tensão - e fonte de divisões entre países em desenvolvimento e países desenvolvidos - deve ser o financiamento necessário até 2020 para alcançar os objetivos fixados. Esta questão, especialmente delicada no contexto econômico atual, não foi resolvida em Nagoya.

O objetivo é cifrar melhor as somas necessárias e, por outro lado, ver quais compromissos poderão ser assumidos pelos países ricos.
O brasileiro Braulio Dias, secretário-executivo da Convenção sobre Diversidade Biológica da ONU. (Foto: Divulgação/MMA)O brasileiro Braulio Dias, secretário-executivo
da Convenção sobre Diversidade Biológica
da ONU. (Foto: Divulgação/MMA)
Desafios pela frente
 
À frente do órgão máximo da ONU para a biodiversidade, o brasileiro Braulio Dias, secretário-executivo da CBD, afirmou ao G1 que o encontro na Índia tratará de temas delicados em pleno período de recessão econômica, que atinge principalmente a União Europeia e os Estados Unidos.

Ele explica que para atacar o que afeta a biodiversidade no mundo é preciso de muito dinheiro.
Ainda não existe um número fechado, mas Dias estima que para um único tópico dos 20 objetivos, que refere-se à ampliação de áreas protegidas no mundo, será necessário investir nos próximos oito anos até US$ 600 bilhões.

A dificuldade que a conferência deve enfrentar será a mesma já ocorrida em negociações como a climática: países ricos dizendo que não têm dinheiro e nações pobres cobrando investimentos e se isentando de possíveis aportes para “salvar o mundo”.
 
No Brasil
Sobre a biodiversidade no Brasil, Braulio Dias afirma que os recursos disponibilizados pelo governo federal para as unidades de conservação (UCs) do país não são suficientes. Para ele, é necessário dobrar o investimento.

Dados de um relatório da ONU sobre UCs divulgado em 2011 revela que o Brasil possui a quarta maior área do mundo coberta por unidades de conservação (1.278.190 km²), mas investe apenas R$ 300 milhões ao ano. De acordo com o governo federal, é o mesmo valor desde 2001 para gastos com folha de pagamento e investimentos em infraestrutura.

“É significativo ampliar recursos para assegurarmos as UCs do Brasil. A principal demanda no Brasil é que as unidades de conservação criadas carecem de fiscalização plena. Ainda estamos longe de alcançar a meta de termos todas as unidades plenamente efetivas, mas tem havido um avanço importante”, explica Dias.


*Com informações da France Presse e do Portal UOL

sábado, 29 de setembro de 2012

ONU: Crime organizado explora até 90% da madeira de florestas tropicais do mundo

Greenpeace denunciou extração ilegal de madeira para uso em carvoarias. Crime organizado lucra até US$ 100 bi por ano com atividade

O crime organizado é responsável por até 90% da exploração madeireira nos principais países tropicais da Bacia Amazônica, da África Central e do Sudeste da Ásia, ameaçando os esforços para combater a mudança do clima, o desmatamento, a conservação da fauna e a erradicação da pobreza, segundo dados divulgados neste sábado pela ONU (Organização das Nações Unidas). 

A extração ilegal de madeira em todo o mundo já responde de 15% a 30% do seu comércio global, o que corresponde a um total entre US$ 30 bilhões e US$ 100 bilhões por ano (cerca de R$ 60 bilhões e R$ 200 bilhões, respectivamente), segundo novo relatório do Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) e da da Interpol, apresentado na Conferência Mundial sobre Florestas, em Roma, na Itália.

O relatório Carbono Verde: Comércio Negro declara que o comércio ilegal dificulta a redução de emissões por desmatamento e degradação florestal, chamada de iniciativa Redd, uma das principais ferramentas para catalisar a mudança ambiental positiva, o desenvolvimento sustentável, a criação de empregos e a redução de emissões de gases de efeito estufa.

As florestas do mundo capturam e armazenam dióxido de carbono e ajudam a diminuir os problemas da mudança climática. No entanto, o desmatamento, principalmente de florestas tropicais, é responsável por cerca de 17% de todas as emissões de gás carbônico causadas pelo ser humano - 50% maior do que a soma de emissões de navios, aviação e transporte terrestre. 
 
"Lavagem" de madeira
O relatório conclui que, sem esforço coordenado da comunidade internacional, madeireiros ilegais e cartéis vão continuar controlando operações de um porto a outro em busca de seus lucros, prejudicando o meio ambiente, as economias locais e, até mesmo, a vida dos povos indígenas. A Interpol apontou que os crimes estão associados ao aumento da atividade criminosa organizada, como a violência, assassinatos e atrocidades contra os habitantes das florestas indígenas.

Os grupos criminosos estão, segundo o documento, combinando táticas antiquadas (como subornos) com métodos tecnológicos (como hackear sites de governos). Operações ilegais também estão se tornando mais sofisticadas; madeireiros e comerciantes mudam suas atividades entre regiões e países para evitar esforços locais e internacionais de policiamento.

O relatório descreve 30 formas de aquisição e "lavagem" de madeira ilegal. Métodos primários incluem falsificação de licenças de corte e suborno para obter licenças (o documento pode custar em alguns países até US$ 50 mil, cerca de R$ 101 mil), mas também registra novos meios criminosos, como concessões e "hackeamento" de sites governamentais para obtenção ou alteração de licenças eletrônicas.

Uma nova forma de lavar milhões de metros cúbicos de madeira ilegal é misturá-la com madeira legalmente cortada por usinas de serra, celulose, papel e cartão. Outro truque comum é a alegação falsa de que a madeira de florestas selvagens que está sendo vendida é proveniente de florestas plantadas.

Fonte: UOL

Países precisam fazer mais para evitar extinções de espécies, diz ONU

Os países do planeta precisam fazer mais para diminuir a extinção de animais e plantas dentro das metas da Organização das Nações Unidas (ONU) para 2020, afirmam especialistas da instituição. A redução da extinção, dizem eles, também economizaria ao mundo bilhões de dólares por ano.

Apenas alguns países, como França, Guatemala e Grã-Bretanha, adotaram até agora novos planos nacionais para combater ameaças como a poluição ou as alterações climáticas, de acordo com o pacto estabelecido no Japão em 2010.

"Há muito mais a fazer", disse David Cooper, chefe da unidade científica, técnica e tecnológica no Secretariado da Convenção da ONU sobre Diversidade Biológica (CDB), em Montreal. Quase 200 nações se reunirão em Hyderabad, na Índia, de 8 a 19 de outubro, para avaliar o progresso rumo às metas para proteger a vida no planeta.
Gato Marsupial está ameaçado de extinção.  (Foto: Foto: Wildlife Explorer/Wikimedia Commons) 
 
Gato Marsupial é um animal ameaçado de extinção
(Foto: Foto: Wildlife Explorer/Wikimedia Commons)
Relatórios da ONU apontam que a Terra está sofrendo a maior onda de extinções desde o desaparecimento dos dinossauros, há 65 milhões de anos.

Os governos concordaram em 2010 com 20 metas, incluindo expansão das áreas protegidas e eliminação progressiva dos subsídios prejudiciais à proteção animal. As medidas, por exemplo, podem ajudar a salvar os recifes de coral, que são viveiros para peixes, ou a diminuir o desmatamento da Amazônia.

"Há um progresso substancial. É rápido o suficiente para atingir as metas até 2020 para a maioria deles? Provavelmente não", disse Cooper. A biodiversidade está ameaçada por uma expansão da população humana para 9 bilhões, até 2050. Hoje, são 7 bilhões de habitantes em todo o globo, aproximadamente.

As nações também têm tido dificuldades para ratificar um protocolo que estabelece regras para o acesso a recursos genéticos, como plantas tropicais raras usadas em medicamentos, e formas de compartilhar benefícios entre empresas, povos indígenas e governos.

Até agora, 92 países assinaram o Protocolo de Nagoya, mas apenas seis ratificaram, bem aquém dos 50 necessários para que ganhe força legal. A meta é que o protocolo esteja em pleno funcionamento até 2015.
 
Otimismo demais
"Estávamos um pouco otimistas demais", disse Valerie Normand, diretora sênior do programa para acesso e compartilhamento de benefícios na Convenção da ONU sobre Diversidade Biológica. O Secretariado da Convenção esperava que o protocolo pudesse entrar em vigor este ano. A expectativa agora é para 2014.
Cooper disse que muitos dos objetivos fixados para 2020 economizariam bilhões de dólares por ano, ao garantir que a agricultura, desmatamento ou pesca possam ser geridos de forma sustentável. Alguns locais de pesca, por exemplo, têm sido explorados ao ponto do colapso.

Em Nagoya, especialistas estimam que o financiamento anual para salvaguardar a biodiversidade totalizou cerca de US$ 3 bilhões por ano, mas alguns países em desenvolvimento queriam que aumentasse para cerca de US$ 300 bilhões.

"Estes números são grandes, mas são triviais em comparação com os benefícios que estamos recebendo da biodiversidade. Se não agirmos, os custos serão muito maiores", afirmou Cooper.
Ao menos 32% das raças de gado estão sob ameaça de extinção nos próximos 20 anos, diz a ONU. Já 75% da diversidade genética das culturas agrícolas foi perdida desde 1900.

Fonte: Portal G1

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Espécies brasileiras entre as mais ameaçadas do mundo


Espécies na lista das mais ameaçadas de extinção.


A Sociedade Zoológica de Londres e a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) divulgaram a lista dos 100 animais, plantas e fungos que estão mais próximos da extinção. A lista tem espécies de 48 países e foi compilada por oito mil cientistas da UICN.

Cinco espécies brasileiras estão na lista. Entre elas, um macaco, duas borboletas, um preá e um pássaro. Todos eles são vítimas do desmatamento de seus habitats no nordeste, sudeste e sul do país. O relatório, que se chama 'Inestimável ou Sem valor?', chama a atenção para a dificuldade de proteger espécies que não são consideradas 'úteis'. Os cientistas temem que não seja possível salvar espécies que não tragam benefícios óbvios para a sociedade humana. 'Todas as espécies listadas são únicas e insubstituíveis. Se elas desaparecerem, nenhuma quantia de dinheiro poderá trazê-las de volta', diz Ellen Butcher, coautora do levantamento.

Jonathan Baillie, da Sociedade Zoológica de Londres, diz que os doadores para projetos de conservação e as próprias organizações conservacionistas tendem a pensar 'o que a natureza pode fazer por nós?' ao priorizar projetos que ajudam espécies consideradas lucrativas. 'Temos uma decisão moral e ética importante a tomar: essas espécies têm direito de sobreviver ou nós temos o direito de levá-las à extinção?', diz Baillie.

Fonte: Com informações do UOL

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Dia da Amazônia: Uma reflexão global



Hoje comemora-se em todo o mundo o dia da Amazônia. Mas será que temos mesmo o que comemorar? A Amazônia é a maior floresta tropical do planeta. Ela ocupa um território muito extenso e tem uma variedade de animais, plantas e rios tão grande que ajuda a controlar o clima na terra. Aqui estão 50% de todas as espécies do planeta! Mas, o desmatamento crescente, o avanço do agronegócio, a exploração madeireira e ausência de políticas púbicas para a região podem antecipar o processo de extinção da Amazônia.

Atitude. É isso que o mundo precisa. Atitude consciente, sustentável e de preservação. Atitude de governos e do cidadão. Na somatória de forças podemos alcançar grandes conquistas numa guerra onde não há vencedores. Com a destruição da floresta todos perdem. Enquanto as autoridades discutem como aumentar o seu PIB interno, a Amazônia agoniza e o planeta pede socorro. 

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Funai apura denúncia de chacina de 80 índios na fronteira do Brasil com a Venezuela

Fotos de arquivo da tribo ianomâmi feitas por organização de direitos dos indígenas (Foto: ONG Survival International)Foto de arquivo da tribo ianomâmi feita por organização de direitos dos indígenas (Foto: ONG Survival International)
A Fundação Nacional do Índio (Funai) está investigando a denúncia de massacre de indígenas ianomâmi por garimpeiros em uma aldeia na fronteira entre o Brasil e a Venezuela. Uma equipe de técnicos da instituição está em contato com grupos indígenas na região via rádio para buscar informações.

O local onde ocorreu o massacre, a aldeia Irotatheri, é de difícil acesso e fica em território venezuelano, segundo a Funai. Para chegar até o local do massacre são necessários "de quatro a dez dias" de caminhada do ponto onde os técnicos estão, diz a assessoria da fundação.

Segundo relatos de três sobreviventes a organizações defensoras dos indígenas, o massacre teria ocorrido após tentativa de garimpeiros brasileiros de estuprar mulheres ianomâmi. Até 80 indígenas (número de membros da aldeia Irotatheri) podem ter sido mortos pelos garimpeiros, de acordo com a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia (Coiam).
No Brasil
Outros ianomâmi que dizem ter escapado da chacina foram encontrados no Brasil, segundo informações do Instituto Socioambiental (ISA). Até então, os sobreviventes haviam sido achados na Venezuela. Os indígenas chegaram feridos à aldeia Onkiola, segundo o instituto. A vila fica na região de Auaris, no extremo noroeste de Roraima, distante 450 km da capital, Boa Vista.

Os garimpeiros teriam usado armas de fogo e explosivos contra a aldeia, segundo relatos dados pelos sobreviventes às ONGs. Para Marcos Wesley de Oliveira, coordenador do Programa Rio Negro, do ISA, e especialista na etnia ianomâmi, o Brasil e a Venezuela deveriam somar forças na investigação.

"Como são garimpeiros brasileiros em território venezuelano, trabalhar em cooperação é a melhor solução para todos, para elucidar o caso", diz Oliveira. Ele ressalta que os dois países "já tem vários acordos de cooperação, inclusive para vigilância e proteção de fronteira".

O especialista considera que o Brasil "não poderia e nem vai" se eximir de investigar um caso como este, até pelo histórico de apuração de outro massacre contra ianomâmis, ocorrido na década de 1990, em Haximu, também em Roraima.

O Ministério da Justiça não se posicionou sobre o caso. O Ministério Público Federal em Roraima, estado mais próximo à fronteira com a Venezuela, onde teria ocorrido o massacre, afirmou que os garimpeiros podem ser processados e até presos caso tenham entrado no Brasil.

A Polícia Federal deve emitir nota oficial. Segundo apurou a equipe de reportagem, o procedimento-padrão da força policial, neste caso, é aguardar que as autoridades venezuelanas procurem o Itamaraty, que então aciona o Ministério da Justiça e a PF para realizar investigação. O MPF em Roraima aguarda procedimento similar - um contato das autoridades da Venezuela com o Itamaraty para que haja investigação judicial.
Venezuela
A Promotoria Geral da Venezuela indicou uma comissão para investigar o suposto ataque, que teria sido cometido em julho, mas cujos detalhes só vieram à tona nos últimos dias.
De acordo com a ONG Survival International, os índios, que teriam encontrado os corpos carbonizados das supostas vítimas do massacre, só conseguiram reportar a ação muito tempo após ela ter sido cometida, já que os ianomâmi vivem em uma região isolada e as testemunhas levaram dias para chegar a pé até o povoamento mais próximo.

O massacre teria ocorrido no dia 5 de julho. A denúncia foi apresentada na Promotoria-Geral e a Defensoria Popular, em Puerto Ayachucho, na Venezuela, e também perante a 52ª Brigada de Guarnição Militar, que registrou os depoimentos.

Fonte: Rafael Sampaio (Portal G!)

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Previsão furada!


Ao que parece o pesquisador ambiental, Davi Friale, dessa vez errou feito. Na semana passada, Friale alardeou em todos os veículos de comunicação (inclusive neste blog) que Rio Branco e demais cidades do interior seriam atingidas por fortes ventos, seguida de uma frente fria e até queda de granizo. 

Segundo o pesquisador, a sensação térmica poderia chegar a 10 graus. Pois bem, muita gente ficou assustada com essa previsão apocalíptica. Alguns compraram até novos agasalhos, mas a previsão não se cumpriu. O que teria acontecido? Os ventos mudaram de direção? Ou houve precipitação ao divulgar dados tão relevantes à imprensa?   

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Degelo no Ártico está perto de bater recorde de 2007, alertam cientistas


A cobertura de gelo no Ártico está derretendo a uma taxa surpreendentemente rápida e pode diminuir ao menor nível desde 2007 em questão de semanas, à medida que as temperaturas do planeta subirem, alertaram cientistas.

Pesquisadores da Universidade do Colorado em Boulder, nos EUA, disseram que a cobertura de gelo no verão ártico já se aproximava do menor nível registrado, mesmo antes do fim da temporada de degelo.
"Os números estão chegando e os estamos lendo com um sentimento de assombro", disse o diretor do Centro de Dados Nacional de Gelo e Neve, Mark Serreze, vinculado à universidade.
Militares suecos observam avião norueguês em região do Ártico. Derretimento do gelo deve abrir novas rotas comerciais e iniciar conflitos. (Foto: Stian Lysberg Solum/Scanpix Norway/Reuters) Derretimento do gelo deve abrir novas rotas comerciais e iniciar conflito no Ártico (Foto: Stian Solum/Reuters)

"Se o degelo parasse agora, repentinamente, teríamos a terceira baixa no registro de satélites. Como ainda haverá mais duas semanas de degelo pela frente, penso que muito provavelmente teremos um novo recorde", afirmou à AFP.

O atual recorde, de cinco anos atrás, ocorreu quando a cobertura de gelo encolheu 4,2 milhões de quilômetros quadrados, causando espanto entre os cientistas, que não haviam previsto um degelo dramático tão cedo.

O Ártico costuma ser apontado como o "ar-condicionado do planeta", por causa de sua influência sobre o clima global. Este ano, a perda de gelo na região aponta para a abertura da Passagem do Noroeste, entre o Canadá e o Alasca, e da Rota do Mar do Norte, junto à Europa e à Sibéria.
Este ano também está batendo recordes de calor e seca em grande parte da zona temperada do Hemisfério Norte, especialmente na área continental dos EUA.

* Com informações da AFP e da Reuters

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Setul assina ordem de serviço em terras indígenas


Diego Gurgel

Na tarde de ontem (21), a Secretária de Turismo e Lazer Ilmara Lima recebeu os representantes de aldeias indígenas e da empresa licitada para assinar a ordem de serviço para as obras de infraestrutura que beneficiarão comunidades dos municípios de Jordão e Tarauacá.
Os recursos para as obras nas aldeias Nova Esperança e Mutum, no município de Tarauacá, e na aldeia Lago Lindo no Jordão, foram obtidos através do BNDES V, e partiram de iniciativas das etnias envolvidas, da Assessoria Especial do Povos Indígenas e Setul.

As estruturas construídas nestes locais são basicamente alojamentos para recepcionar os visitantes, principalmente em época de festivais indígenas, e também refeitórios adequados.

Estes empreendimentos garantem a inclusão social dos povos indígenas, com o objetivo de garantir a gestão ambiental e integridade de suas terras, assim como as formas sustentáveis de produção, e novas alternativas de geração de renda, valorizando a cultura dos povos indígenas, fazendo parte do Programa Integrado de Desenvolvimento Sustentável do Estado do Acre.

Previamente foram realizados estudos ambientais e culturais aferidos pelo IBAMA, garantindo a redução dos impactos gerados, e também pela Funai, garantindo que as estruturas sejam construídas em pequenas zonas já desmatadas nas aldeias, minimizando os danos causados à natureza.

A execução das obras será acompanhada pelo Grupo de Trabalho criado em 2011 pela Setul para o desenvolvimento do Etnoturismo no estado do Acre.

Para o representante da etnia yawanawá, Biraci Brasil, o Acre está sendo pioneiro em atividades como esta – “O Acre está mostrando o respeito pelos povos indígenas de todo o Brasil, não apenas do nosso estado, por dar atenção a projetos importantes como este” ressalta Biraci.

Para a Secretária de Turismo, Ilmara Lima, este é um grande avanço para o desenvolvimento do turismo através da difusão da cultura indígena – “O Governo do Estado mais uma vez mostra a preocupação pela inclusão social dos povos indígenas, e este é um grande passo para o turismo regional” Afirma Ilmara.

Biraci, afirma que a quantidade de visitantes todo os anos aumentará graças à infraestrutura oferecida “no último ano, recebemos visitantes de 18 países, o que não acontece no restante do país, e com esta estrutura a quantidade de visitantes aumentará significativamente” conclui BiraciYawanawá.


segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Meteorologista prevê chegada de frente fria no sábado ao Acre


O pesquisador ambiental, Davi Friale, disse nesta segunda-feira,20, que as fortes chuvas que vem caindo na região do Alto Acre já somam 90 mm e é mais do que o dobro da média histórica registrada, que era de 42 mm. Friale confirmou também a chegada de uma frente fria para o próximo sábado. “Essa mudança climática é atípica para essa época do ano e as temperaturas devem cair para 10 graus”, disse.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

A Rio+20, agora é que começa


Por Plínio Ribeiro

Passado pouco mais de um mês desde o encerramento oficial da Rio+20, apelido da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, o sentimento que fica para quem acompanhou as manchetes de alguns dos principais jornais e revistas do país é de pura desilusão:

“Conferência da ONU termina com acordo criticado e deixa para mais adiante definições cruciais para o futuro do planeta” (O Globo, 23/06/12)
“Documento fraco e decepção marcam último dia da Rio+20” (O Estado de S. Paulo, 23/06/12)
“A previsível frustração com os resultados da Rio+20” (Valor, 27/06/12)
“O futuro a Deus pertence” (Carta Capital, 04/07/12)

O sentimento seria diferente a partir de uma análise mais qualificada e menos sensacionalista daquilo que realmente estava e, principalmente, não estava em jogo nesse grande encontro planetário.
Dessa forma, gostaria de lhe convidar a visitar o blog A Rio+20, espaço no qual compartilho algumas reflexões referentes a essa conferência, destacando:
  • O que não estava e o que estava em jogo na Rio+20;
  • O que diz o documento resultante da Conferência;
  • As conclusões e o que esperar daqui pra frente.
Espero que meu ponto de vista contribua um pouco para que você possa chegar às suas próprias conclusões a respeito da Rio+20. Afinal, tendo ou não participado, gostando ou não dos resultados, a Rio+20 já é um marco na busca de um desenvolvimento harmônico entre a humanidade e o nosso único e finito planeta.
Boa Leitura!




quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Setul lança portal de turismo do Acre


Por Victor Augusto





Durante a maior feira de agronegócios do Acre, Expoacre, a Secretaria de Estadode Turismo e Lazer lançou oficialmente o primeiro Portal de Turismo do Acre, onde concentra informações sobre os atrativos turísticos e prestação de serviços.


O evento aconteceu no estande “Espaço da Integração” onde reúne operadores de turismo do Acre, Peru e Bolívia, mostrando aos visitantes a integração os 3 países.

Durante o lançamento, Ilmara disse a importância de se ter uma ferramenta de promoção dos destinos e produtos turísticos uma vez que o papel possui limitações, e com a vinda do portal, se torna um veículo sustentável contendo as principais informações sobre o turismo acreano.

“O portal é a forma com que o Acre ganhará o Brasil e o mundo, mostrando tanto as belezas naturais, quanto informações úteis para quem queira visitar o Estado” disse Ilmara Lima.

Após o lançamento oficial do portal, os visitantes puderam “degustar” o website em notebooks espalhados pelo estande, e mais dois totens interativos na entrada do local.

O Portal ACRETURISMO.COM é um projeto da Divisão de Promoção e Eventos da Setul.

terça-feira, 31 de julho de 2012

2ª Expedição Interoceânica é lançada no Acre




Uma aventura que começa no Oceano Atlântico até alcançar o Pacífico. Esta é a proposta da 2ª Expedição Interoceânica anunciada pela Secretaria de Turismo do Acre (Setul), no sábado, 28, durante a 40ª Expoacre.

Com saída do Porto de Santos, em São Paulo, o roteiro da expedição cruza parte do território nacional até chegar ao Acre, irá começar no porto de Santos, na cidade de São Paulo, e chegando ao Acre, seguirá pela Estrada do Pacífico até alcançar a cidade de Matarani, no Peru.
“É um passeio inesquecível e que acima de tudo mostra paro Brasil e o mundo a importância da estrada que liga o Brasil ao Peru”, frisou a secretária de Turismo do Estado, Ilmara Lima, referindo-se à Estrada do Pacífico.

A expedição é aberta ao público em geral. Os pacotes têm diferentes valores e estão sendo comercializados pela Eme Amazônia, empresa acreana de turismo.  “Quem desejar se juntar ao grupo nesta aventura pode procurar nossa empresa para conhecer os valores e as formas de pagamento”, adiantou Cassiano Marques, proprietário da Eme Amazônia.

O diretor do Grupo Ronda, Osvaldo Xavier Dias, é idealizador e patrocinador da expedição. Para ele, a expectativa de mais uma aventura sobre duas rodas é grande. “O ano passado já foi um sucesso e este ano tem tudo para ser melhor ainda, pois mais uma vez o Governo do Estado nos apoia nessa iniciativa que só eleva o nome do estado para o Brasil e para mundo”, comentou Dias.
A data marcada para a saída da expedição é 5 de outubro.

Fonte: Assessoria Setul

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Chandles: Paraíso no coração do Acre



Esta foto foi registrada por este repórter no ano de 2010 quando estive fazendo reportagem no Parque Estadual Chandles. Com mais de 6 mil hectares de reserva estadual, o parque está localizado entre os municípios de Manoel Urbano e Santa Rosa Purus, na fronteira com o Peru. Nesse paraíso ecológico só é possível se chegar de barco ou avião. 
A Fundação Nacional do Índio (Funai) e a Secretaria de Meio Ambiente (Sema) confirmaram a existência de índios isolados habitando essa região do Acre. Eles vivem no lado peruano, mas migram gradativamente para o território brasileiro em busca de alimento.  

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Frente fria pode ser a mais forte do ano no Acre, diz meteorologista



Uma frente fria de forte intensidade atingiu o Estado do Acre no final da tarde desta segunda-feira,16. Durante entrevista a repórter Lillian Lima (Amazon Sat/Canal 31), o meteorologista Davi Friali disse que a previsão é que os termômetros possam baixar na casa dos 8 graus em Rio Branco e demais cidades. "Com as rajadas de vento a sensação térmica pode chegar a 5 graus", alerta o meteorologista. A frente fria deve permanecer na região durante toda esta semana. 

terça-feira, 26 de junho de 2012

Ponto turístico do Acre

Passarela Joaquim Macedo, um dos principais pontos turísticos de Rio Branco.


domingo, 17 de junho de 2012

Estado do Acre 50 anos


Palácio Rio Branco durante as comemorações de 50 anos de elevação do Acre a categoria de Estado.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Governo Federal homologa terras indígenas no Acre



Presidenta Dilma Rousseff, em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente homologou oito áreas indígenas localizadas também no Estado do Amazonas e Pará. A determinação integra um pacote de medidas ambientais que entre outras coisas também cria duas novas unidades de conservação.
A homologação das áreas indígenas foi viabilizada por meio de uma reunião por representantes de várias etnias e o Ministério da Justiça. Há um ano, as atividades da Comissão Nacional de Política Indigenista (CNPI) estavam suspensas, em virtude de uma falta de consenso por parte dos índios, em relação aos procedimentos para o reconhecimento das terras.
Durante a reunião dessa segunda, tanto governo quanto povos indígenas reafirmaram em discurso a disposição para chegar a um consenso em relação a temas como a questão da terra e políticas de saúde, educação e da mulher indígena.
Outra medida do pacote ambiental é o encaminhamento ao Congresso Nacional, pela presidenta Dilma Rousseff, de mensagem fundamentando o processo de ratificação, pelo Brasil, do Protocolo de Nagoia, que regulamenta o uso e garante os direitos aos benefícios produzidos a partir dos recursos genéticos.
Fonte: Tribuna do Juruá