segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Marina sugere que Brasil contribua com US$ 1 bilhão para fundo climático


A senadora Marina Silva voltou a defender que o Brasil contribua para um futuro fundo climático internacional. Desta vez, a senadora especificou o quanto acredita que o país poderia destinar a ele: "O Brasil, que já emprestou recursos ao FMI, pode entrar com US$ 1 bilhão. Pode ser mais, eu não vou ficar triste com isso."

Segundo Marina, a contribuição de um país emergente como o Brasil pode causar "constrangimento ético" para que os países desenvolvidos, que ainda não se posicionaram da forma como os pobres gostariam, "ponham mais" recursos no fundo.

No domingo, a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, já havia dito que o país não deveria dar dinheiro a um fundo para ajudar países pobres a combaterem e se adaptarem às mudanças climáticas porque isso é papel dos mais ricos, que têm responsabilidade histórica no aquecimento global.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Metade das emissões de gases-estufa do Brasil vem da pecuária, diz estudo


A pecuária emite metade dos gases causadores do efeito estufa liberados pelo Brasil a cada ano.

Além disso, implantação de novas pastagens abocanha três quartos da área desmatada na Amazônia e 56,5% no Cerrado.

Resultado de cinco meses de trabalho, os números, inéditos, são de estudo coordenado por Mercedes Bustamante, da Universidade de Brasília (UnB), Carlos Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e Roberto Smeraldi, da ONG Amigos da Terra – Amazônia Brasileira.

Os principais dados da pesquisa, cuja íntegra ainda será publicada em revista científica internacional, foram apresentados na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática COP 15.

O levantamento verificou que em 2005 a emissão de gases-estufa (GEE) da pecuária representou 48% do total brasileiro. A atividade emitiu 1,055 bilhão de toneladas de GEE sobre 2,203 bilhões do total nacional, número do tão esperado inventário brasileiro de emissões, divulgado só recentemente pelo Ministério da Ciência e Tecnologia .

Ocorre que no inventário oficial as emissões são divididas por grandes grupos, como energia, processos industriais, mudança no uso da terra e florestas etc. “A diferença desse estudo em relação às abordagens estatísticas tradicionais é que elas dividem as emissões por categorias, e nossa abordagem é pela cadeia de um produto específico”, explicou Smeraldi.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Copa do Brasil: Juventus pega Atlético (MG) na estreia


A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou nesta sexta-feira a tabela da maior competição de clubes do país: a Copa do Brasil. O torneio mata-mata, que conta com 64 clubes, começa no dia 10 de fevereiro. A decisão será realizada somente após a Copa do Mundo, no dia 28 de julho. O Juventus, representante do Acre na competição, encara o tradicional Atlético (MG) na estreia. A partida acontece às 20 horas no estádio Arena da Floresta. Como grandes atrações teremos o atacante Diego Tardelli (foto) e o técnico Wanderley Luxemburgo, que recentemente deixou o comando do Santos para dirigir o clube mineiro.

A diretoria do Juventus anunciou por meio de seu diretor de futebol, Ilimane Soares, deve realizar a apresentação da equipe até o próximo dia 17.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Mundo vai ter recorde de calor em 2010

As temperaturas globais devem aumentar no ano que vem para os níveis mais altos em 150 anos, devido a uma combinação de atividade humana e do fenômeno El Niño, disse um grupo de pesquisa britânico nesta quinta-feira.

"As últimas previsões de nossos cientistas de clima mostram que a temperatura global deve ser quase 0,6 grau Celsius acima da média do período de 1961-1990", disse o Met Office em um comunicado.

Isso significa que é mais provável que 2010 seja o ano mais quente já registrado, batendo o ano de 1998."

Mas a previsão recorde de altas temperaturas depende do comportamento do El Niño e da atividade geológica.

"Um ano quente recorde em 2010 não é uma certeza, principalmente se a corrente El Niño declinar rapidamente perto do início de 2010, ou se houver uma grande erupção vulcânica", acrescentou o Met Office.

El Niño é uma mudança periódica no sistema atmosférico oceânico no Pacífico Tropical, que pode aquecer partes do oceano Pacífico. Uma grande erupção vulcânica pode lançar grandes quantidades de cinzas e de outras partículas na atmosfera, bloqueando o sol.

As previsões do Met Office seguem as tendências dos números mostrados por mais de 1.500 estações meteorológicas de que as temperaturas globais vêm aumentando desde 1850.

O Centro Hadley do Met Office divulgou os números para aumentar a transparência para mostrar que o mundo está aquecendo, depois que céticos acusaram especialistas de manipularem os dados, exagerando a ameaça do aquecimento terrestre.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Governo anuncia plano de ações contra queimadas


O Ministério do Meio Ambiente (MMA) anunciou hoje um plano de integração das ações de combate às queimadas no País. A meta é reduzir em 25% a área dos incêndios de 2009 a 2010 e em até 75% até 2013. A diminuição das queimadas faz parte das metas brasileiras para reduzir a emissão de gases do efeito estufa em 39% até 2020, que será levada para a 15ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP-15), que começou ontem em Copenhague, na Dinamarca. A previsão é de um investimento de R$ 20 milhões até 2011.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Acre quer impulsionar criação de carneiro


A Embrapa iniciou nesta terça-feira, um curso de capacitação sobre sanidade para a produção de ovinos e caprinos. Com um rebanho estimado em 51 mil animais, bem abaixo dos quase 3 milhões de cabeças de gado, os criadores do estado querem assistência técnica e a implantação de um frigorífico para abate de carneiro.

De acordo com a empresária do setor, Luciana Mendonça, um frigorífico com capacidade para abater até 200 animais dia é construído na estrada de Porto Acre ao custo de R$ 1,2 milhão em parceria com o governo estadual.

O pesquisador da Embrapa de Sobral CE, Rizaldo Pinheiro, participou da abertura do seminário trazendo informações de controle de sanidade e alimentação aos criadores da região. Segundo o pesquisador, nos últimos dez anos o Acre registrou um crescimento de 83% de seu rebanho. No entanto, atualmente a produção encontra-se estagnada.

O Ceará é o maior produtor de ovinos do país. A carne de carneiro é bastante apreciada no Brasil pelo sabor e pela qualidade. “É um mercado em franco crescimento. Possui baixo impacto ambiental e maior produtividade por hectare”, acrescentou Rizaldo.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Conferência de Copenhague começa em clima de esperança por acordo global

A Conferência sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas (COP 15) começou na manhã desta segunda-feira (7) em clima de esperança - pelo menos da parte dos organizadores - em relação a um acordo global de redução das emissões de gases causadores do efeito estufa. O evento foi aberto oficialmente pelo presidente da COP 14, o polonês Maciej Nowicki.

Na cerimônia de abertura, o secretário-executivo da Convenção das Nações Unidas sobre Mudança Climática, Yvo de Boer, destacou que o “tempo de declarações formais acabou”. “Chegou o momento de darmos as mãos”, prosseguiu o representante da ONU.

Ele lembrou aos participantes que lotavam o plenário principal do Bella Center, espaço de convenções onde acontece a conferência, que as delegações dos 193 países terão apenas seis dias de reuniões técnicas para entregar resultados aos seus ministros (no caso da delegação do Brasil, quem está à frente é a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff).

Os ministros, então, terão dois dias para negociar até a chegada dos líderes nacionais que, se as esperanças se confirmarem, podem fechar um acordo climático global até 18 de dezembro.

A prefeita de Copenhague, Ritt Bjerregaard, e o primeiro-ministro da Dinamarca, Lars Rasmussen, reforçaram na abertura a esperança de que as negociações avancem neste encontro. Bjerregaard disse que a cidade precisa se tornar “Hopenhagen”, trocadilho com a palavra “esperança” em inglês (hope) que tem sido usada em campanhas em favor de um consenso climático. As autoridades dinamarquesas esperam que seu país fique marcado como o que selou o acordo que vai substituir o Protocolo de Kyoto, que expira em 2012.

A presidente da COP 15 e ex-ministra do Clima da Dinamarca, Connie Hedegaard, destacou os compromissos de controle das emissões assumidos pelas nações em desenvolvimento, incluindo o Brasil, e também apelou aos presentes por um acordo.

O presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU (IPCC, sigla em inglês), Rajendra Pachauri, se juntou a De Boer e aos governantes dinamarqueses ao pedir um acordo em Copenhague.

Ele aproveitou para criticar o vazamento de e-mails trocados por cientistas da Universidade de East Anglia, na Grã-Bretanha, e de outras instituições, que levaram a acusações de que dados produzidos por pesquisadores do clima não seriam confiáveis. Pachauri argumentou que um novo acordo de redução de emissões incomoda de tal maneira que provoca até o cometimento de “ilegalidades”. Ele destacou ainda que as pesquisas produzidas pelo painel não são resultado de trabalho individual,e sim de milhares de cientistas que pesquisam e checam suas conclusões entre si.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Seca no norte da Amazônia já afeta vida de ribeirinhos que dependem dos rios da região


A seca que assola o norte da Amazônia, em especial o Rio Negro, tende a se estender até o começo de 2010, informa o meteorologista do Sipam (Sistema de Proteção da Amazônia), Ricardo Dallarosa. A falta de chuvas é causada pelo fenômeno El Niño – um aquecimento anormal do Oceano Pacífico – que dificulta a formação de nuvens em parte da América do Sul.

Na tarde de quinta-feira (2), os níveis do Rio Negro em Manaus atingiram 15,89 metros e já estão próximos do nível mais baixo já registrado, de 13,64 m, em 1963.

“O leito do Rio Negro tem muitas rochas. Quando as águas descem muito, as rochas afloram, impedindo a passagem de embarcações maiores. Barcos de recreio, que levam mantimentos, ficam impedidos navegar”, informa o superintendente do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) no Amazonas, Marco Antônio Oliveira.

As características da seca atual são diferentes da catástrofe que ocorreu em 2005 na Amazônia, quando muitas comunidades ficaram isoladas porque os rios secaram. De acordo com o meteorologista, agora o fenômeno é mais isolado. “Os rios da margem direita do Solimões e Amazonas têm recebido chuva mais ou menos dentro do normal”, afirma.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Brasil, China, Índia e África do Sul se opõem a reduzir CO2 pela metade até 2050

Brasil, China, Índia e África do Sul se opõem à meta de reduzir pela metade as emissões mundiais de gases-estufa até 2050, disseram diplomatas europeus nesta quinta-feira.

Num documento, esses quatro países em desenvolvimento também se opõem à meta de que o auge das emissões globais ocorra até 2020, e que o aquecimento se limite a 2 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais.

O tema será discutido entre os dias 7 e 18 de dezembro na conferência climática da ONU em Copenhague.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Governo divulga lista dos carros mais poluidores vendidos no Brasil



O Ministério do Meio Ambiente divulgou nesta quarta-feira uma lista que pontua os veículos vendidos no Brasil de acordo com o grau de emissão de gases poluentes. Os 402 carros --todos produzidos em 2009-- receberam pontuação de uma a cinco estrelas, em que quanto menor a poluição maior a quantidade de estrelas. De acordo com o ministro Carlos Minc (Meio Ambiente), o objetivo é informar o consumidor, para que ele possa fazer uma escolha consciente.

"Veículos com melhores notas são mais econômicos e o consumidor gasta menos. Ele vai estar poluindo menos, emitindo menos CO2, ou seja, contribuindo menos para o aquecimento do planeta e também gastando menos combustível, fazendo bem para o bolso", afirmou.

Os piores
Pela lista, apenas 22 carros receberam cinco estrelas, todos eles carros flex e com motor de até 1.8 cilindradas. Na outra ponta da tabela, 20 carros receberam apenas uma estrela: todos carros a gasolina e potentes, com motor acima de 2.0 cilindradas.

Entre os menos pontuados estão 10 carros da Citroën, entre eles o Xsara Picaso GXA 2.0 e o C4 2.0. Outros cinco carros são da Peugeot, todos do modelo 407 com motor 2.0.

Completam a lista três carros da Mitsubishi, entre eles o Pajero HPE 3.8. A Volkswagen tem dois modelos do Jetta 2.5 entre os que receberam uma estrela.

Menos poluidores
Entre os carros que receberam cinco estrelas --todos flex-- sete são da General Motors, sendo seis modelos diferentes do Celta 1.0 e 1.4 e o Prisma 1.0. A Fiat tem seis modelos no topo da lista, entre eles o Idea, Palio, Siena e Stilo, todos 1.8.

A Volkswagen teve cinco carros entre os mais bem pontuados, todos modelos do Fox e do Spacefox 1.6. A Citroën tem três C3 1.4 com cinco estrelas e o Ford KA 1.0 completa a lista.

Critério
A pontuação estabelecida pelo ministério é dividida em duas partes: três estrelas representam o nível de poluição relativo ao monóxido de carbono, hidrocarbonetos e óxidos de nitrogênio. Das duas restantes, uma é dada para carros com baixa emissão de CO2 no escape e, a última, apenas para carros flex ou a álcool.

Ou seja, pelo critério, nenhum carro a gasolina pode receber cinco estrelas.

De acordo com o ministro Minc, o critério de pontuação da lista divulgada hoje é mais rigoroso do que lista semelhante divulgada em setembro.

Veja abaixo, os dez veículos mais poluidores, de acordo com o Ministério:

VW JETTA VARIANT 2.5 (CCC) GASOLINA
VW JETTA 2.5 (CCC) GASOLINA
PSA/PEUGEOT 407 SSD A 2.0 2.0 L GASOLINA
PSA/PEUGEOT 407 SW 2.0 2.0 L GASOLINA
PSA/PEUGEOT 407 2.0 2.0 L GASOLINA
PSA/PEUGEOT 407SW20SA ALL 2.0 L GASOLINA
PSA/PEUGEOT 407SD20SA ALL 2.0 L GASOLINA
PSA/CITROËN PICASSO 20CONF A 2.0 L GASOLINA
PSA/CITROËN PICASSO II 20GLXA 2.0 L GASOLINA
PSA/CITROËN PICASSO II 20EXCA 2.0 L GASOLINA
PSA/CITROËN XSARA PICASSO EXA 2.0 L GASOLINA

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Rio Negro sofre com seca

A seca que atinge regiões do Amazonas fez o nível do Rio Negro chegar aos 16 metros em Manaus, nesta terça-feira. A marca é atingida pouco depois da maior cheia da história, quando o rio chegou a 29,77 metros no último mês de junho.

O superintendente do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) no Amazonas, Marco Antônio Oliveira, afirmou que a situação é considerada de emergência abaixo do limite de 16 metros.

Somente nesse ano, houve uma oscilação de 13,80 metros no nível do Rio Negro. “Em 12 anos, tivemos uma repetição de extremos. A última seca recente foi em 1997, quando chegou ao nível de 14,34 metros”, afirmou Oliveira.

Ainda segundo Oliveira, a seca expõe o lixo que fica acumulado nas margens do rio. "Esse lixo é jogado nas ruas, acaba chegando aos igarapés e depois ao rio. Ele não provoca cheia nem seca, mas mostra que é necessário fazer uma conscientização ambiental", disse.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Prática de exercícios previne dor nas costas

Quem passa muitas horas sentado na mesma posição deve realizar pequenos alongamentos a cada 50 minutos. A prática é uma medida simples de prevenção à lombalgia, recomenda o médico Maurício de Moraes, integrante do IOT-SP (Instituto de Ortopedia e Traumatologia de São Paulo).

Pesquisa realizada pela Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo) comprova que a dor nas costas é o incômodo mais frequente para 22,1% da população.

As principais causas são a má postura e problemas internos da coluna como escoliose e hérnia de disco. "A principal orientação que eu costumo dar é o fortalecimento da musculatura. O ideal é que a pessoa se exercite e evite o sedentarismo", comenta o ortopedista.

domingo, 29 de novembro de 2009

Queimadas causam chuva ácida no AM

Uma chuva ácida, provocada pela poluição das queimadas, foi registrada em parte da manhã e no início da tarde desde domingo em Manaus.

"O maior contribuinte são as queimadas. Depois, as termelétricas, os veículos e, por último, as indústrias", diz a meteorologista Lúcia Gularte, do Instituto Nacional de Meteorologia.

Há meses a região central da Amazônia enfrenta intensificação das queimadas. Desde julho ocorre estiagem atípica. Com chuvas abaixo da média, a névoa de fumaça, com poluição, não se dissipa.

sábado, 28 de novembro de 2009

Governo inaugura nova estrada do Quinari


Considerada uma das principais obras da gestão do governador Binho Marques, a nova rodovia AC 40 foi inaugurada na noite deste sábado. O trecho de 13 km, que liga Rio Branco ao município do Quinari, ganhou quatro pistas de rolamento, sinalização, ciclovia e iluminação moderna. A obra está orçada em 17 milhões de reais com recursos da Suframa em parceria com o governo estadual.

A estrada do Quinari é uma rodovia estadual por onde trafega diariamente um grande número de veículos. Com o investimento realizado, já é possível perceber uma diminuição nos índices de acidentes. Uma vez que o traçado da pista foi completamente alterado no trecho que compreende a curva do Tucumã, famosa pelos inúmeros acidentes registrados no passado.

- Essa obra tem vários propósitos: desde a integração entre capital e o município de Senador Guiomard, a modernização das nossas estradas, além da garantia de segurança para os motoristas. A partir de agora a AC 40 não será mais conhecida como a rodovia da morte -, disse Binho Marques lembrando que a solenidade faz parte de um conjunto de 106 obras inauguradas neste mês em homenagem aos 106 anos do tratado de Petrópolis.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Idaf prepara operação de fiscalização na região de fronteira com o Peru e a Bolívia


Na próxima semana, fiscais do Instituto de Defesa Agropecuária e Floresta (Idaf) realizam uma operação conjunta com as polícias Militar e Rodoviária Federal em sete municípios acreanos que fazem fronteira com o Peru e a Bolívia.

O objetivo da missão é impedir que animais que vivem em área desconhecida, caso da Bolívia, entrem no território acreano, considerado área livre de febre aftosa com vacinação.

A operação tem início no dia 30 de novembro, data em que termina o prazo para os criadores de gado vacinar o rebanho contra a febre aftosa. No Acre são mais de 2 milhões e 600 mil animais.

- Estaremos com postos de fiscalização fixo e móvel para garantir a qualidade do nosso rebanho e manter o estado livre da aftosa junto ao Ministério da Agricultura -, comentou José Barbosa, gerente de fiscalização do Idaf.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Desmatamento de 194 km² na Amazônia; Acre é o Estado com o menor índice de devastação


O Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), organização que faz um levantamento paralelo ao oficial da devastação na região amazônica, registrou a destruição de 194 km² de floresta em outubro, o equivalente a cerca de cinco vezes o Parque Nacional da Tijuca (RJ). O instituto detectou ainda 104 km² de degradação florestal (destruição parcial da mata) na região.

O índice teve um aumento de 90% em relação a outubro de 2008, quando o desmatamento registrado foi de 102 km². Ao mesmo tempo, houve queda de 10% em relação a setembro deste ano, quando foram localizados 216 km² de floresta desmatada.

O estado com mais devastação em outubro é o Pará (45%), seguido de Mato Grosso (22%) e Rondônia (13%). Somados, os três representam 80% do total
desmatado. Depois vêm Amazonas (9%), Roraima (6%), Amapá (3%) e Acre
(2%).

Em relação a situação fundiária, a maioria (83%) do desmatamento ocorreu em áreas privadas ou em diversos estágios de posse. O restante foi registrado em assentamentos de reforma agrária (4%), unidades de conservação (9%) e terras indígenas (7%).

Os municípios mais desmatados foram São Félix do Xingu (PA) com 12
km², seguido de Óbidos (PA) com 7,7 km² e Feliz Natal (MT) com 6,7 km². Graças à pouca cobertura de nuvens, que comumente atrapalha o monitoramento da floresta, foi possível checar 87% da Amazônia Legal no mês.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Comer menos carne ajuda o planeta e o coração, afirma estudo

Passar por cima da terceira porção de carne assada, salvar o planeta e fazer um favor ao seu coração, simultaneamente.

Esse é o conselho de Alan Dangour, da London School of Hygiene and Tropical Medicine e colegas que, juntos, exploraram o potencial da indústria do gado no Reino Unido, a fim de ajudar a reduzir as emissões de carbono pela metade até 2030, em relação aos níveis de 1990, além de fazer uma avaliação sobre os efeitos na saúde da nação.

Eles descobriram que a indústria poderia reduzir as suas emissões, mas apenas se o gado consumido e produzido no Reino Unido fosse reduzido em 30%. Fazendas também poderiam otimizar a eficiência energética, por exemplo, capturando carbono em adubos.

Os cortes nos gastos de saúde seriam consideráveis: 18 mil pessoas deixariam de morrer prematuramente em decorrência de ataques cardíacos --uma redução de 17%--, assim como haveria menos ingestão de gorduras saturadas, tipicamente encontradas nas gorduras da carne.

Os efeitos não se limitariam apenas às nações ricas. A equipe descobriu que o Brasil poderia alcançar os mesmos benefícios de saúde. "Nós não estamos dizendo para que sejam vegetarianos, estamos falando em reduzir a quantidade de produção e de consumo", diz Dangour. A poupança poderia ser ainda maior, se as taxas de morte por câncer colorretal e obesidade forem incluídas, diz ele.

O agrônomo Kenneth Cassman, da Universidade de Nebraska, alerta que o corte na produção em uma região pode impulsioná-la em outro lugar, causando o efeito reverso: um aumento nas emissões globais.

"Reduzir a produção de produtos de origem animal em um país desenvolvido como o Reino Unido faz pouco para influenciar as tendências mundiais na produção e consumo, onde a maior parte do aumento na demanda, daqui e até 2050, virá de países em desenvolvimento", diz ele.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Terra precisaria de 18 meses para suprir o que a humanidade consome em um ano

A Terra suporta cada vez menos o impacto ecológico das atividades humanas: o planeta precisa de 18 meses para gerar recursos que a humanidade consome em um ano, segundo estudo de um grupo de pesquisa privado americano publicado nesta terça-feira.

Os dados levantados em 100 países pela Global Footprint Network, de defesa do meio ambiente, indicam que a humanidade consome recursos e produz dióxido de carbono (CO2), principal gás de efeito estufa, a um ritmo 44% maior do que a natureza pode produzir e absorver.

O estudo revela também uma crescente disparidade entre os países com relação ao impacto ecológico por habitante.

Se todos os habitantes da Terra vivessem como um americano médio, seria necessário o equivalente a cinco planetas para produzir os recursos alimentícios e energéticos consumidos e absorver o CO2 emitido.

"E se cada um consumisse como o europeu médio, seriam necessários dois planetas e meio", calcularam também os autores do estudo.

"As ameaças que estamos enfrentando, como a mudança climática, o desmatamento, a diminuição da pesca, a super-utilização da água doce, são sintomas de uma tendência alarmante", indicaram.

A Global Footprint Network, que tem sede em Oakland na Califórnia (oeste), calcula todos os anos desde sua criação em 2003 a chamada "impressão ecológica" de mais de 100 países e da humanidade em seu conjunto.

Este indicador determina a superfície de terra e de água necessárias para produzir recursos que uma população determinada consome e para absorver os dejetos produzidos.

"Calcula o potencial de produção de recursos da natureza, como são utilizados e por quem", explica a organização.

Os dados, derivados de inúmeras fontes, entre elas a ONU e as estatísticas de diversos governos, mostram que entre 2005 e 2006 o impacto ecológico da humanidade aumentou quase 2%, devido a um crescimento da população e do consumo de recursos por pessoa.

Em 10 anos, o impacto do homem sobre a natureza aumentou 22%, enquanto a biocapacidade, quantidade de recursos que a natureza pode produzir, se manteve constante e pode inclusive ter diminuído, segundo a Global Footprint Network.

Em 1961, todo o planeta usava pouco mais da metade da biocapacidade da Terra. Agora, 80% dos países usam mais biocapacidade do que dispõem dentro de suas fronteiras. Importam recursos, esvaziam seus próprios estoques e enchem a atmosfera e os oceanos de CO2.

"Estas tendências mostram que é do interesse de cada país atuar sem esperar para ter êxito em um mundo com recursos cada vez mais limitados, aconteça o que acontecer no cenário mundial", indicou em um comunicado em referência à conferência da ONU sobre o clima de dezembro em Copenhague, onde é muito improvável que se consiga alcançar um acordo obrigatório para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Níveis de gases-estufa batem recorde na atmosfera, diz ONU

As concentrações de gases que provocam o efeito estufa na atmosfera estão no maior nível já registrado e continuam aumentando, disse na segunda-feira a Organização Meteorológica Mundial (OMM, um órgão da ONU).

O diretor da agência, Michel Jarraud, disse que essa tendência pode estar levando o mundo para os cenários mais pessimistas com relação ao aquecimento global nas próximas décadas, caso não haja uma ação urgente.

No pior cenário traçado pelos cientistas de uma comissão da ONU em 2007, a temperatura média do planeta subiria entre 2,4 e 6,4 graus Celsius até o final do século. Isso provocaria inundações, secas, degelo das calotas polares e outros problemas climáticos.

O G-8 e outras grandes economias concordaram, em uma cúpula na Itália em julho passado, em limitar o aumento para até 2 graus Celsius.

Em entrevista coletiva em Genebra, a propósito do lançamento oficial do Boletim do Gás do Efeito Estufa, uma publicação anual, Jarraud disse que "o conteúdo de CO2 (dióxido de carbono, o mais comum dos gases-estufa) na atmosfera subiu ligeiramente mais rápido em 2008 do que ao longo da última década, quando a taxa de crescimento era de 1,9 parte por milhão (ao ano)".

Segundo ele, a concentração de CO2 atingiu 385,2 partes por milhão em 2008, um aumento de 2 partes por milhão em um ano.

GASES-ESTUFA EM NÍVEIS RECORDE

"Em 2008 as concentrações mundiais de dióxido de carbono, metano e óxido nitroso na atmosfera atingiram os maiores níveis registrados desde a época pré-industrial", disse o OMM.

O dado deve ser levado em conta na reunião ministerial da ONU entre 7 e 18 de dezembro, em Copenhague, que discutirá a adoção de um novo tratado climático global.

Um dos principais itens a serem discutidos são as metas de redução das emissões de gases-estufa por causa da queima de combustíveis fósseis, especialmente nos países industrializados.

Jarraud disse que o relatório mostra que "estamos realmente mais próximos do cenário mais pessimista" e "reforça o fato de que uma ação tem de ser tomada assim que possível". "Quanto mais adiarmos a decisão, maior será o impacto".

A OMM coordena a observação dos gases do efeito estufa na atmosfera por meio de uma rede de estações em mais de 50 países. Esse boletim anual tem sido divulgado desde 2005.

Jarraud disse que o aumento das emissões nos últimos anos mostra a ineficácia do atual tratado climático global, o Protocolo de Kyoto, aprovado em 1997. "Mas, sem ele, a situação hoje seria bem pior," admitiu.

domingo, 22 de novembro de 2009

Nova rota Amazônia-Andes-Pacífico atrai turistas de várias partes do mundo


A Secretaria de Turismo do Acre vem trabalhando em parceria com o Ministério do Turismo e Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav) a nova rota Amazônia-Andes-Pacífico. Um cenário selvagem e cheio de belezas naturais. Rio Branco é porta de entrada para uma região que vem atraindo turistas de várias partes do mundo.

Conhecer o Peru por uma rota alternativa e com um custo bem reduzido. Essa é a proposta da Secretaria de Turismo para atrair turistas de outros estados.

Às agências de viagens da capital já dispõem, em seus pacotes turísticos, o roteiro Amazônia-Andes-Pacífico. O destino inclui transporte terrestre de Rio Branco a Porto Maldonado (Peru), passagem área de Maldonado a Cuzco, hotel e translado. O pacote inclui ainda uma visita, de trem, à cidade histórica de Machu-Picchu.

Para acompanhar de perto a riqueza e a tradição do povo peruano e as belezas impressionantes da Cordilheira dos Andes o pacote individual pode ser comprado por valores que variam entre oitocentos e mil reais. Essa é a opção mais econômica para quem deseja fazer turismo internacional durante as férias.

O detalhe é que todos os dias, a partir das 12h30 sai um ônibus com destino a Porto Maldonado. Na cidade peruana também é possível chegar a Cuzco de avião ou em ônibus de empresas andinas.

sábado, 21 de novembro de 2009

Intercâmbio para manejo de quelônios

Um grupo de 20 pessoas entre ribeirinhos, indígenas e extrativistas da região do Juruá, Tarauacá e Assis Brasil participam de um intercâmbio para manejo de quelônios na sede da Comissão Pró-índio, em Rio Branco.

O objetivo é garantir a preservação da espécie nos rios da região e ao mesmo tempo promover a segurança alimentar das comunidades tradicionais da Amazônia. O intercâmbio é resultado de uma ação conjunta do Ibama, Seaprof, S.O.S Amazônia e Ministério do Desenvolvimento Agrário.

Os participantes farão visitas a projetos bem sucedidos da região como o desenvolvido no seringal Porto Dias, no rio Abunã, em Acrelândia. O curso se encerra no dia 24 deste mês.

PF em ação conjunta com Polícia Boliviana prendem homens que mataram Policial Militar

Os Policiais Federais em Epitaciolândia/AC, com apoio da polícia Boliviana, prenderam nesta sexta-feira (20) dois homens que estão envolvidos na morte do Policial Militar ocorrido no último dia 9.

O Policial Militar, Edvânio da Silva Figueiredo, de 33 anos foi morto em confronto com três homens que assaltaram uma loja no centro de Rio Branco.

Os dois homens, o menor J.E.F.S. de 17 anos e G.S.B, 20 anos, Office-boy, que estavam foragidos, foram presos na cidade de Epitaciolândia/AC.

Segundo informações fornecidas pelo Delegado de Polícia Federal que está conduzindo os presos até Rio Branco, os homens confessaram que também estão envolvidos em assaltos a lotéricas e joalherias.

Os presos serão conduzidos ao IML e em seguida ao presídio. No caso do menor será levado para a Delegacia de Proteção à Criança e Adolescentes da Polícia Civil.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Embrapa treina produtores para o controle da Sigatoka-negra no Vale do Juruá


Produtores e técnicos da extensão rural de Cruzeiro do Sul e Rodrigues Alves, municípios do Vale do Juruá, conheceram um novo método de controle químico da Sigatoka-negra, doença que vem castigando os bananais da região. O curso Controle da Sigatoka-negra realizado pela Embrapa Acre (Rio Branco) e Embrapa Amazônia Ocidental (Manaus/AM), unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, aconteceu na Comunidade Uruburetama, em Cruzeiro do Sul e na Praia da Amizade, em Rodrigues Alves.

A capacitação, prevista nas metas do projeto “Tecnologias Sustentáveis e Ações de Comunicação Empresarial para o Incremento da Produção Familiar na Regional do Juruá”, desenvolvido pela Embrapa Acre, com recursos provenientes de emenda parlamentar aprovada pelo deputado federal Henrique Afonso (PV/AC), contou com a parceria da Prefeitura de Cruzeiro do Sul e a Secretaria de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof).

O pesquisador da Embrapa Amazônia Ocidental, Luadir Gasparotto, mostrou o passo a passo do novo método, que consiste na aplicação de fungicidas na axila da segunda folha da planta, com o auxílio de uma seringa veterinária adaptada. A técnica funciona como uma espécie de vacina que protege as plantas, especialmente a banana comprida. As bananas do tipo prata e maçã já contam com cultivares resistentes recomendadas pela Embrapa, mas esses avanços tecnológicos ainda não contemplam a banana comprida.

O controle químico em bananais tem um custo elevado devido ao alto número de pulverizações exigido. “Para o pequeno produtor, não é viável pulverizar, por isso a Embrapa desenvolveu essa técnica que reduz de 52 para três o número de aplicações por ciclo produtivo”, explica Gasparotto.

A Sigatoka-negra provoca queda na produtividade e prejuízos para os produtores. A doença ataca principalmente as cultivares do tipo prata, maçã e comprida. No Acre, municípios do Alto e Baixo Acre, além do Vale do Juruá, convivem com o problema há vários anos.


Além do valor comercial, a banana comprida representa importante fonte de alimento para as comunidades tradicionais acrianas. “É o que servimos no café da manhã das crianças, seja cozida ou em forma de mingau. Não temos outro alimento para substituir, por isso vamos testar essa técnica, que representa uma luz no fim do túnel”, afirma o presidente da Associação Sociedade Agrícola da Praia da Amizade, Francisco Cavaca da Silva.

As cerca de 40 famílias que moram na Praia da Amizade também cultivam arroz, milho e feijão, mas a principal fonte de renda é a banana. Cada produtor comercializa, em média, 120 cachos por mês na época da seca. No roçado de Agaildo Lima Câmara, todo o plantio foi dizimado pela sigatoka-negra. “A banana grande é muito valorizada no mercado, mas as bananeiras não soltam cachos”, explica o agricultor.

De acordo com o prefeito de Cruzeiro do Sul, Vagner Sales, em algumas regiões do município a economia gira basicamente em torno da cultura da banana. “Nesses locais, a produção ainda é conduzida sem nenhuma tecnologia. As informações apresentadas no curso vão ajudar a fortalecer a economia familiar”, diz.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Copa São Paulo: Rio Branco cai no grupo do Palmeiras

Na tarde desta quarta-feira, a Federação Paulista de Futebol (FPF) divulgou o regulamento e os grupos da 41.ª Copa São Paulo de Júnior. Na edição de 2010, a competição terá a participação de 92 clubes, que na primeira fase serão divididos em 23 grupos com quatro integrantes em cada.

Na segunda fase serão classificados somente os melhores colocados de cada grupo, além dos nove melhores segundos colocados, independente do grupo a que pertençam. A competição está agendada para começar no próximo dia 2 de janeiro e vai até o dia 25 de janeiro, data do aniversário da capital paulista. Em 2010, podem participar da Copa São Paulo atletas nascidos nos anos de: 1991, 1992, 1993 e 1994.

Grupo T - São Carlos
São Carlos
Palmeiras
Sorriso-MT
Rio Branco-AC

Mulheres sofrem as piores consequências das mudanças climáticas, confirma relatório

O Relatório sobre a Situação da População Mundial 2009, divulgado nesta quarta-feira (18) pelo Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa), aponta que as mulheres – maioria entre o 1,5 bilhão de pessoas que sobrevivem com US$ 1 ou menos por dia – sofrem as piores consequências das mudanças climáticas.

O representante do Unfpa no Brasil, Harold Robinson, explicou que as mulheres pagam os preços mais altos em termos da perda de colheita, falta de água e destruição de habitações, uma vez que são maioria da força de trabalho na agricultura, têm menor acesso a trabalho e à renda e apresentam menor mobilidade. “Elas estão mais vulneráveis aos desastres ambientais”, disse.

O representante do Fundo Populacional da Organização das Nações Unidas no Brasil Harold Robinson lança o Relatório sobre a Situação da População Mundial 2009. O documento, intitulado Enfrentando um Mundo em Transição: Mulheres, População e Clima, mostra que os investimentos que permitem às mulheres o empoderamento, sobretudo nas áreas de educação e saúde, fortalecem o desenvolvimento econômico e reduzem a pobreza, provocando impactos positivos sobre o clima.

A coordenadora do Unfpa no Brasil, Taís Santos, lembrou que as mudanças climáticas têm impacto diferenciado sobre as populações e não afetam de forma linear os ricos e os pobres. Por se tratarem de uma das parcelas mais vulneráveis, as mulheres, segundo ela, têm papel importante no processo de reversão ou contenção das alterações de clima.

“O contingente feminino é bastante expressivo – metade da população mundial e mais da metade da população pobre do mundo. Elas têm todo o direito de opinar e de participar da tomada de decisões. É necessário que haja condições para que as mulheres se apoderem”, cobrou.

Como bom exemplo, o documento da Unfpa destacou o empreendedorismo feminino em Bangladesh. Na cidade indiana – que sofre regularmente com chuvas e enchentes –, um grupo de mulheres sugeriu, como forma de adaptação às mudanças climáticas, a troca da criação de galinhas por patos.