quinta-feira, 20 de novembro de 2008

IBAMA deve expulsar mais de 300 famílias da reserva ambiental Chico Mendes


Cerca de 300 famílias que moram na reserva Chico Mendes, em Xapuri, podem ser obrigadas a sair do local. Segundo o Ibama, essas pessoas estão ocupando a área de maneira irregular. O chefe da reserva, Sebastião Santos, disse que muitos produtores estão desmatando mais do que o permitido e criando gado na reserva, que por ser uma área de preservação permanente é proibida por lei.
O presidente da Federação da Agricultura do Acre, Assuero Veronez, saiu em defesa dos moradores da reserva. Segundo ele, a pecuária na região é uma alternativa de sobrevivência adotada pelas famílias devido à crise que atravessa a agricultura de subsistência.
O superintendente do Ibama no Acre, Anselmo Forneck, se encontra em Brasília discutindo o assunto junto ao Ministério do Meio Ambiente para tentar encontrar uma solução para o problema. O superintentente confirmou que vai conceder uma entrevista coletiva na próxima segunda-feira para esclarecer a questão.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Desmatamento causa alterações imprevisíveis de chuvas na Amazônia


Meinrat Andreae, climatologista e diretor do Instituto Max Planck de Química, da Alemanha, apresentou um panorama cheio de incertezas da ação humana sobre a floresta no Congresso Internacional Amazônia em Perspectiva que acontece até quinta-feira (20), em Manaus, reunindo quase mil pesquisadores e estudantes da biodiversidade e do uso da terra na Amazônia. “O desmatamento causa perturbações não-lineares e imprevisíveis no regime de chuvas”, alerta o cientista. Estudos selecionados pelo alemão apontam que as precipitações em áreas desmatadas podem crescer num primeiro momento e depois diminuir, cair linearmente ao longo do tempo ou até apresentar uma queda brusca seguida de redução mais moderada. Certo é, apenas, que a tendência é de diminuição, algo que a longo prazo pode ser fatal para o bioma amazônico, já que ele depende fundamentalmente de seu ciclo hidrológico para se renovar. Ainda assim, Andreae, que estuda a interação da biosfera com a atmosfera há mais de 30 anos, com ênfase na ação dos aerossóis, destaca que observações de curto prazo mostram que a floresta poderia se beneficiar da falta d’água: “Na seca de 2005 foi verificado que precisamente nas áreas mais secas as plantas estavam mais verdes. As plantas tinham mais luz, pois havia menos nuvens no céu, e havia água suficiente, já que a seca não foi muito prolongada, de modo que elas puderam aumentar a fotossíntese”. O alemão lembra ainda que, no passado, a selva tinha menos água. “Entre 4.000 e 8.000 anos atrás a Amazônia era mais seca”, cita. Por outro lado, com a redução da umidade da floresta, ela fica também mais suscetível às queimadas: “A maior parte da Amazônia é tão úmida que você pode jogar napalm nela que ela não vai pegar fogo. Mas num período mais seco, partes maiores da floresta ficam suscetíveis ao fogo. Cada queimada reduz a umidade da floresta e a deixa mais exposta a novas queimadas”. As queimadas e sua emissão de gases aerossóis têm outra forma de influência sobre as chuvas – os aerossóis servem de núcleo para a formação de gotas de chuva. No entanto, quando presentes em grande concentração, levam o vapor d’água para camada mais altas da atmosfera, onde forma granizo. Ao congelar, a água perde energia, o que altera o ciclo natural também de forma imprevisível.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Piloto acreano vence Rally Bolpebra

O piloto João Tarjino (foto), de Sena Madureira, mas que correu pela equipe de Rondônia foi o campeão geral do Rally Bolpebra 2008. A TV Aldeia cobriu o evento com exclusividade.

Depois de passar por trilhas nos arredores dos municípios de senador Guiomard e Capixaba, finalmente os pilotos puderam entraram na Amazônia boliviana. Onde o Rally Bolpebra cumpriu o seu principal objetivo: a integração entre os países por meio do esporte.
Mas foi no percurso dentro do Seringal Cachoeira, em Xapuri, que reservou as maiores emoções. À chuva deixou a trilha bem mais complicada e os pilotos tiveram de se esforçar para controlar as máquinas. Até mesmo os carros traçadas tiveram dificuldades para superar a lama. Depois de mais de oito horas de competição, finalmente os pilotos cumpriram a segunda etapa do rally, com a chegada na praça Ugo poli, em Brasiléia.
No terceiro dia de prova, os pilotos largaram para superar a última etapa do percurso. No ramal Porongaba, em Brasiléia, a mata fechada e o terreno acidentado da região se constituía num desafio a mais para os pilotos.

O sol forte e o verde da floresta deram um colorido todo especial a esta etapa do rally e os competidores se arriscavam em manobras cada vez mais ousadas para tentar a conseguir a vitória.
Tudo ia bem, quando um acidente no ramal da Eletra, envolvendo o piloto Rodrigo, movimentou a equipe médica e a direção de prova. O piloto ferido recebeu os primeiros atendimentos ainda no local pelos profissionais do Samu, que acompanharam todo o trajeto do rally. Com ferimentos leves, Rodrigo foi atendido no hospital de Brasiléia e depois liberado.

Depois de superarem três dias de competição e mais de mil quilômetros de trilas por dentro da floresta amazônica, os mais de 60 competidores finalmente cumpriram a prova, com a chagada na concha acústica do Parque da Maternidade.
O piloto de Sena Madureira, mas que corre pela equipe de Rondônia, João Tarjino, foi o campeão geral do rally na categoria especial.
O presidente da Federação Acreana de Motocross, Jefferson Cogo, e o secretário de Esporte, Cassiano Marques, fizeram uma avaliação positiva do Rally Bolpebra 2008.

Os carros também deram um show dentro das trilhas da reserva Chico Mendes

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Rally Bolpebra tem participação recorde de pilotos

Mais de 80 pilotos se inscreveram na edição desse ano do Rally Bolpebra para a disputa das categorias carros, motos e quadriciclos. No primeiro dia de competição, os competidores percorreram um trecho de 180 quilômetros na zona rural dos municípios de Bujari, Porto Acre e Rio Branco.

A TV Aldeia é a única emissora presente no evento e traz na próxima semana uma série especial sobre a maior competição de rally da Amazônia. O Rally Bolpebra é uma realização da Federação Acreana de Motociclismo (Femac) em parceria com a Secretaria Estadual de Turismo Esporte e Lazer.



Velocidade e habilidade são fundamenatais para vencer o rally
Neste sábado e domingo, os pilotos percorrem trilhas dentro da floresta nos municípios de Senador Guiomard, Capixaba, Xapuri, Brasiléia e Assis Brasil, passando pela Bolívia e o Peru, com chegada prevista para o domingo à noite, na concha acústica em Rio Branco. Perfazendo um total de 1050 km.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Ibama muda regras para comércio de peixes ornamentais


O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) mudou algumas regras para a comercialização de peixes ornamentais. A exportação agora vai ficar mais fácil e a captura de espécies como a arraia foi autorizada.

A arraia é muito procurada por donos de aquário do mundo inteiro. Desde 2005, estava proibida de ser capturada no Brasil. Uma instrução normativa do Ibama, publicada no final de outubro, permite a captura de animais nos estados do Pará e do Amazonas. Das seis espécies liberadas, quatro são encontradas em rios amazonenses.

A lei determina também o tamanho máximo dos animais que pode ser de 14 ou 30 centímetros, dependendo da espécie, com a proteção no período reprodutivo.
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“Todo esse comércio e essa captura vão continuar controlados, pesquisados e, em caso de qualquer modificação, a gente pode alterar essa instrução normativa”, explicou a bióloga Rafaela Vicentini, do Ibama.

Exportações
Oitenta por cento das exportações de peixes ornamentais do Brasil saíram da região do Alto Rio Negro, no Amazonas, onde cerca de 2 mil famílias dependem da atividade. Empresários do setor afirmam que a proibição à venda de espécies de alto valor que incluem também o aruanã favorece o contrabando e fez o país perder mercado no exterior. Das 24 empresas exportadoras de Manaus, apenas quatro continuam operando regularmente.
Concorrência


O Brasil vem perdendo mercado para Peru e Colômbia, onde as regras para a venda de peixes ornamentais são menos rígidas. Nestes países existem cerca de mil espécies que podem ser vendidas. No Brasil, este número gira em torno de 180. Com a oferta da arraia, os exportadores brasileiros vão diminuir essa desvantagem.


“Nossos clientes no momento em que precisavam de uma ou duas caixas de arraias deixaram de comprá-las do Brasil”, afirmou o exportador Asher Benzaken. Outra portaria do Ibama diminuiu a burocracia para os exportadores. A guia de transporte de peixes ornamentais, que deve ser preenchida em cinco vias, agora só vai ser usada dentro do país. Para exportação, todo o procedimento vai ser eletrônico, inclusive a autorização do Ibama por meio do Sistema de Comércio Exterior.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Aquecimento global ameaça Pólo Norte


Agência Espacial Americana (Nasa) anunciou, nesta quarta-feira (12), que as geleiras do Pólo Norte vão durar menos do que se esperava.

A imensidão de neve no Pólo Ártico parece inesgotável. Mas basta mudar o ângulo para notar a ameaça no ponto extremo do planeta.

Cientistas da Nasa reexaminaram fotos de satélite e dados e concluíram que o gelo da calota polar pode derreter totalmente no verão de 2012.

A última previsão era de que o degelo total da calota polar aconteceria entre os anos de 2040 e 2100. Segundo os cientistas da Nasa, a nova previsão já é resultado do aquecimento global, que provoca reações muito mais rápidas do que se esperava.

Uma animação da Nasa mostra a velocidade com que o gelo derreteu em 2007, em um recorde de área derretida. A calota diminuiu 22% em relação ao recorde anterior, de 2005.

O degelo abriu um canal que liga o Oceano Pacífico ao Oceano Atlântico, possibilitando até a passagem de navios. Uma outra animação dá a dimensão do problema. Um mapa mostra a variação do degelo nos meses mais quentes, entre 1979 e 2006. Muito menor, se comparada ao verão de 2007.

domingo, 9 de novembro de 2008

Certificação pode ajudar produtos amazônicos

Produtos tradicionalmente amazônicos, como o açaí, a castanha-do-Brasil ou a carne de búfalos da Ilha do Marajó podem ganhar espaço no mercado se os planos dos pesquisadores do Museu Goeldi, em Belém, derem certo. Eles estão começando a estudar os passos necessários para obter um registro semelhante ao do champanhe, na França, para ser utilizado em mercadorias genuínas da Amazônia.


Chamado de Indicação Geográfica, esse registro garante que a mercadoria é procedente de determinada região, e impede que produtos de longe dali utilizem o nome do local. No Brasil, esse tipo de certificado é concedido pelo Inpi (Instituto Nacional da Propriedade Industrial), e utilizado em selos, frases e logotipos nas embalagens das mercadorias.

Segundo a Coordenadora geral de Indicações Geográficas do instituto, Mara Alice Calliari, já há hoje no Brasil quatro selos desse tipo: o vinho do Vale dos Vinhedos e a carne bovina do Pampa Gaúcho, ambos no Rio Grande do Sul; o café do Cerrado de Minas Gerais e a cachaça de Paraty, no Rio de Janeiro.

A principal vantagem de se conseguir um registro desse tipo, segundo Calliari, é que o consumidor terá certeza da qualidade do produto, o que irá gerar agregação de valor. “[A certificação] comprova que aquele produto, daquela região, é único, só pode ser obtido daquela origem”, explica.

Uma das exigências do Inpi para conceder o certificado é que os produtores consigam provar que são especialistas naquilo. “É necessário que eles demonstrem um notório saber fazer. São maneiras de fazer um queijo, um vinho, que também são um patrimônio dos produtores daquela região. Isso vai permitir que o produto seja diferenciado”, conta a especialista do Inpi.

Nos últimos dias 6 e 7, um seminário promovido pelo Museu Goeldi discutiu a viabilidade de obtenção da certificação para produtos da região. De acordo com Antônio Pinheiro, do Núcleo de Inovação e Transferência Tecnológica do Goeldi, o principal desafio é organizar a produção. “É necessário ter o compromisso de manter a qualidade dos produtos, atendendo ao mercado de uma forma organizada”, explica.

sábado, 8 de novembro de 2008

Rally Bolpebra: fortalecendo o turismo e a integração na Amazônia


Depois de alguns ensaios entre entusiastas do esporte radical, em 2000 aconteceu a primeira edição do Rally Internacional Bolpebra. Desde então as edições tiveram formatos diferentes uma das outras, mas sempre visualizando a integração e o desenvolvimento do turismo regional. Em 2007 não houve competição. Mas para este ano, nos próximos dias 14, 15 e 16, será realizada a sexta edição do evento, intensificando essa união na Amazônia.

Em lançamento que aconteceu na sexta-feira (7), a Federação de Motociclismo do Estado do Acre (Femac) apresentou o percurso relembrando o primeiro ano de evento, em 2000, que teve apenas 12 pilotos e foram percorridos 2 mil quilômetros. Em 2006, o evento deu um salto ainda maior, com um trajeto até os Andes, no Peru.

Este ano 66 pilotos confirmaram presença, mas a meta é chegar a 70, sendo que, dos inscritos, 40 são de outros Estados. O Rally Internacional Bolpebra Amazônia no primeiro dia de competição sai de Rio Branco, passa por outras cidades e retorna à capital, percorrendo cerca de 200 quilômetros.

No segundo dia, novamente saindo de Rio Branco, os pilotos vão até Epitaciolândia, percorrendo trechos em território boliviano e pernoitando em Brasiléia. No dia seguinte, último de prova, a competição passa por Assis Brasil e outras cidades acreanas, sempre no eixo da BR-317, passando também por reservas florestais do Estado, com chegada a Rio Branco. Ao total, serão 1.050 mil quilômetros percorridos.

A competição será em etapa de deslocamento e especiais com trechos cronometrados. Na categoria moto e quadriciclo, a competição terá como fator decisivo a velocidade. Já a categoria carro, será a regularidade, onde é estabelecida uma média de velocidade com redução, ganhando quem for mais regular. 99% do trajeto das motos e quadriciclos também poderão ser percorridos pelos carros, onde isso não for possível, existe um roteiro alternativo.
Na última edição do Rally Bolpebra, disputada em 2006, com o percurso de mais de 1200 quilômetros entre Rio Branco e Cuzco, no Peru, o vencedor foi o piloto Jean Azevedo, número um do Brasil em provas de off-road.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Jordão deposita suas esperanças na Aleac


O programa Assembléia Aberta, uma iniciativa do parlamento acreano, que consiste em visitar todas as regionais do Estado para ouvir as dificuldades e necessidades dos municípios mais distantes, foi realizada nesta quinta-feira (6) no Jordão. O município possui cerca de seis mil habitantes, metade indígena da etnia kaxinawá, e 62% de analfabetos. O isolamento é a principal dificuldade enfrentada pelos moradores de Jordão. Não existe estrada e os únicos meios de transporte são o avião e o barco. Mas a passagem aérea para Rio Branco não sai por menos de 400 reais. Pelo rio até a cidade mais próxima (Tarauacá) a viagem pode durante até 10 dias. Em toda a cidade, só existem seis veículos. A frota reduzida talvez se explique pelo valor do litro do combustível que é de quase R$ 5. Como se não bastasse o Índice de Desenvolvimento Humano do Município (IDH) é o menor do Estado e o segundo menor do país.

Investimentos do poder público
Durante a realização da Assembléia Aberta ficou acertado que o município terá recursos de R$ 1,6 milhão no Orçamento Geral do Estado para ser investido na construção do ramal da Vila Murú e na reforma da pista de pouso. Uma ambulancha foi entregue ao prefeito Hilário Melo para realizar atendimento médico nas comunidades ribeirinhas da região. O projeto é fruto de uma emenda parlamentar da deputada federal Perpétua Almeida.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

ONGs estrangeiras ganham mais três meses para se recadastrar

O Ministério da Justiça (MJ) prorrogou por 90 dias o prazo para as organizações estrangeiras sem fins lucrativos (ONGs) se regularizarem junto ao Cadastro Nacional de Entidades. O prazo para que as instituições apresentassem documentos, que venceria em 3 de outubro, foi adiado para 3 de fevereiro de 2009.

Para coibir irregularidades, principalmente nas organizações que atuam na Amazônia, uma portaria estabeleceu que as instituições deverão prestar conta anualmente ao MJ.

Entre os documentos que as ONGs precisam apresentar à Secretaria Nacional de Justiça, em Brasília, estão o estatuto da entidade, provando que ela foi criada legalmente em seu país de origem, e a ata da eleição de seus diretores, contendo nome, nacionalidade, profissão e domicílio de cada um.
Segundo a assessoria de comunicação do MJ, ainda não foi feito um levantamento de quantas organizações já realizaram o recadastramento.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Mais de 40 espécies correm risco de extinção na Amazônia brasileira


As principais ameaças, a distribuição geográfica, as estratégias de conservação e informações biológicas sobre 627 animais brasileiros ameaçados de extinção agora podem ser consultadas em um livro, dividido em dois volumes, que soma mais de 1.400 páginas.

A publicação foi lançada nesta terça-feira, em Brasília, pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) em parceria com a Fundação Biodiversitas. Segundo o MMA, o principal objetivo de reunir essas informações em um livro é gerar uma base para consulta para os profissionais de meio ambiente e tomadores de decisão, como prefeitos e governadores, para conservar e recuperar as espécies.

Chamada de “Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção”, a publicação é baseada nas listas oficiais da fauna ameaçada, publicada pelo MMA em 2003 e 2004. Essa relação traz 160 aves, 154 peixes, 130 invertebrados terrestres, 78 invertebrados aquáticos, 16 anfíbios, 69 mamíferos e 20 répteis cuja população está diminuindo drasticamente.

De acordo com mapa do MMA, a Mata Atlântica é o bioma em que há mais animais correndo o risco de desaparecer. São 269 espécies, distribuídas por quase toda a costa brasileira. Em segundo lugar está o Cerrado, com 65 espécies, seguido pela Amazônia, com 41 animais ameaçados.

domingo, 2 de novembro de 2008

Em reserva biológica do Amazonas projeto ajuda a preservar tartarugas


Durante quatro meses, técnicos da Reserva Biológica Abufari, no centro-oeste do Amazonas, esperaram por este momento. Em uma praia nas margens do Rio Purus, os primeiros filhotes de três espécies de tartarugas começam a sair dos ovos. Neste ano, a expectativa dos integrantes do projeto Pró-Quelônios, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), é quebrar o recorde do ano anterior, e registrar o nascimento de mais de 332 mil filhotes do animal, contados um a um.

O nascimento das tartarugas é acompanhado desde quando as grandes tartarugas descem dos pequenos igapós, em julho, para colocar seus ovos na praia da reserva biológica. Esse é o momento em que mais correm o risco de serem capturadas por traficantes de animais, que as capturam com redes e vendem nas grandes cidades da região.
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Em 2008, a equipe do Pró-Quelônios resgatou e devolveu à natureza 615 tartarugas. Também foram apreendidas 65 redes instaladas nos afluentes do Purus. Apelidadas de “capa-saco”, elas também capturam filhotes de peixe-boi e de golfinhos. Para encontrá-las, os técnicos da reserva saem de barco puxando um gancho submerso na água. Quando há alguma rede, ele enrosca. “Os traficantes trazem as tartarugas para Manaus, que é onde o mercado paga mais.

A tartaruga-da-Amazônia chega a pesar 65 quilos, e é vendida por 600, 700 reais”, revela o chefe da reserva biológica, Fernando Weber. Segundo ele, esse alto valor faz com que seja economicamente interessante para os caçadores de tartarugas percorrer os 850 quilômetros e os quatro dias de barco que separam a reserva da cidade de Manaus.
Floresta em Rondônia sofre com desmatamento ilegal


Na Floresta Nacional de Bom Futuro, em Rondônia, as grandes árvores já quase não existem. Em uma das áreas protegidas mais problemáticas do Brasil, a ocupação ilegal, as queimadas e a retirada clandestina de madeira já consumiram pelo menos 25% do território, e levaram embora grande parte do potencial econômico que poderia ser explorado de forma sustentável.


No último relatório divulgado pelo Inpe, apenas no mês de setembro 11,9 quilômetros quadrados de mata foram degradadas na Bom Futuro. Hoje, a floresta conta com quatro servidores, que trabalham em um escritório em Rondônia, para cuidar de uma área de 2,8 mil quilômetros quadrados – área equivalente a duas vezes o município do Rio de Janeiro. No interior da área protegida, vivem pelo menos 1.500 pessoas, além de dezenas de milhares de cabeças de gado. Como a ocupação é ilegal, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio), responsável pela manutenção do local, não consegue obter números precisos.


Acabar com os problemas da Bom Futuro não é tarefa das mais simples. Dentro da área que deveria ser protegida já há duas vilas, escolas, igreja e até um posto de gasolina. Uma linha de ônibus, ligando a cidade de Buritis a Porto Velho, também já transita nas estradas abertas irregularmente na floresta, segundo a analista ambiental.

Uma das formas encontradas pelo Ministério do Meio Ambiente para proteger florestas nacionais realizar uma licitação e explorar a madeira por meio de manejo sustentável. Na Bom Futuro, essa não é uma boa alternativa, já que as árvores mais valiosas já foram quase todas cortadas.

sábado, 1 de novembro de 2008

Deu no O Globlo: Acre quer levar turistas para conhecer tribos na Amazônia

RIO - O governo do Acre quer que os brasileiros conheçam as tribos da Amazônia. Roteiro lançado recentemente na feira e Congresso da Abav inclui hospedagem em aldeia indígena, compartilhando de atividades diárias como caça e pesa, conhecendo também a culinária das tribos. O passeio inclui as aldeias dos Poyanawa, Iashaninka e Yanawa, as mais estruturadas entre as 14 etnias locais.
"Por enquanto, a maioria dos interessados é de outros países, mas queremos despertar a curiosidade dos brasileiros para vivenciar uma experiência diferente. A oportunidade é extraordinária", disse a gerente estadual de serviços turísticos, Ediza Pinheiro de Melo.
Segundo informações do Sebrae, que ajuda a estruturar os roteiros na região, os próprios índios pediram a ajuda do governo para explorar a atividade. Eles compraram um barco maior para transportar os visitantes e construíram banheiros (de padrão rústico) nas aldeias. Para quem exige um nível mínimo de conforto há pousadas próximas das aldeias ou áreas de campings.
O turismo diferenciado foi o nicho escolhido pelo Acre para desenvolver suas atrações turísticas.
A convivência nas aldeias é o produto mais recente. Os Caminhos de Chico Mendes, da Revolução, do Pacífico e da Biodiversidade são outras atrações disponíveis em que os turistas também podem conhecer o modo de vida local, a história do estado e a trajetória do ambientalista Chico Mendes, possibilitando experiências como entrar na floresta com um seringueiro para ver ou participar da coleta do látex e ter uma aula sobre as espécies locais e a importância da preservação ambiental.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Livro ensina homem a ser 'amigo da onça'


É possível que seres humanos e onças pintadas consigam compartilhar em paz o mesmo ambiente? O livro “Guia de convivência gente e onças”, lançado recentemente pela Fundação Ecológica Cristalino, de Mato Grosso, diz que sim. Focando pecuaristas do Pantanal e da Amazônia, a publicação dá dicas de como proteger o gado dos ataques do felino e lista uma série de motivos para que não se matem as onças pintadas.


Segundo o biólogo Sílvio Marchini, autor do livro, o desaparecimento do animal não se deve apenas à perda de seu ambiente natural, mas também a uma cultura de matar onças. “No Pantanal, por exemplo, caçar onça é uma tradição. Eles encaram isso como parte da identidade pantaneira”, afirma. “Por outro lado, na fronteira agrícola [onde começa a floresta amazônica] há uma população que veio de locais onde não existem mais onças, ou nem mesmo florestas, que muitas vezes são vistas como um obstáculo a ser vencido.”


Para muitos fazendeiros, a onça é encarada como um prejuízo à sua atividade econômica. De acordo com Marchini, nos locais onde o animal ainda é comum, os ataques do felino são responsáveis pela perda de 1 a 2% do rebanho todo ano. Por causa disso, seu livro tem uma seção especial explicando como os fazendeiros podem proteger seus bois do animal sem matá-lo.


Uma das dicas é não caçar as presas naturais das onças, como veados e porcos-do-mato. Outra recomendação é manter os bezerros e as vacas prenhes perto da sede da fazenda, evitando que eles fiquem próximos às áreas preferidas pelas onças.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Porto Velho (RO) no topo da lista dos dez municípios que mais desmataram


Confira abaixo a lista dos dez municípios amazônicos com maior índice de desmatamento detectado em setembro, segundo medição feita pelos satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe):

Município Estado Área desmatada (km²)
Grajaú MA 70
Porto Velho RO 36
Brasnorte MT 36
Santa Maria das Barreiras PA 34
Cumaru do Norte PA 31
São Félix do Xingu PA 24
Peixoto de Azevedo MT 21
Manicoré AM 18
Santana do Araguaia PA 17
Barra do Corda MA 7

O Inpe ressalta que nem todo o desmatamento identificado em setembro pode ter sido realizado nesse mês, pois a cobertura de nuvens muitas vezes impede que os satélites detectem áreas degradadas, que são descobertas posteriormente, quando o céu está limpo.

Ritmo de desmatamento da Amazônia cai 22% em setembro, revela Inpe

O ritmo de desmatamento da Amazônia em setembro foi 22% menor do que em agosto, revelam os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)

Por meio de imagens de satélites, os técnicos do instituto calcularam que 587 quilômetros quadrados de floresta foram derrubados ou sofreram degradação florestal durante o período. A área equivale a cerca de um terço do município de São Paulo. Em agosto, o total desmatado foi de 756 km².

A medição faz parte do sistema Deter (Detecção de Desmatamento em Tempo Real), que identifica apenas as áreas com área maior que 2.500 m². Devido à cobertura de nuvens, apenas 77% da Amazônia Legal pôde ser vista nas imagens analisadas. Os estados que ficaram mais encobertos foram o Amapá (92%) e o Pará (63%).
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O índice de desmatamento foi semelhante ao registrado no mesmo mês de 2007, com uma queda de 3%. Em setembro do ano passado, o Inpe registrou 603 km² de devastação. Se comparado à média dos últimos 12 meses (722 km²), o índice caiu 18%.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Presidente da Funai participa de Festival Yawanawá no Acre


O presidente da Funai, Márcio Meira, foi um dos convidados do tradicional Festival Yawanawá, que começou neste fim de semana na aldeia Esperança, em Tarauacá. O senador Tião Viana, o presidente da Assembléia Legislativa do Acre, deputado Edvaldo Magalhães, e o superintendente do Ibama no Acre, Anselmo Forneck também participam do evento. A etnia comemora a demarcação da terra indígena Yawanawá, que passou de 84 mil hectares para 194 mil hectares de terra.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Expedição do WWF percorre o Rio Negro


Para registrar como vivem os animais e as pessoas em uma das regiões de mais rica biodiversidade do planeta, uma expedição da organização não-governamental WWF está subindo o rio Negro, no estado do Amazonas. A viagem, que começou em 17 de outubro e termina em 15 de novembro, leva uma equipe de 65 pessoas. Na primeira etapa da expedição, eles estão visitando o Arquipélago de Marinauá, considerados o maior conjunto de ilhas fluviais do mundo. Na segunda fase, os pesquisadores visitarão uma área onde está prevista a criação da Reserva Extrativista Rio Branco-Jauaperi. Eles farão um levantamento das necessidades das pessoas que vivem no local, ajudando a definir as regras para a criação da reserva.

sábado, 25 de outubro de 2008

Taxa de desmatamento na Amazônia fica abaixo da média no mês de setembro


desmatamento da Amazônia em setembro ficou abaixo da média dos três meses anteriores, disse ontem o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, se antecipando aos dados que serão divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) na semana que vem.
"O próximo mês (setembro) vai ficar abaixo da média dos últimos três meses, que foi de 650 quilometros quadrados", disse Minc a jornalistas, depois de participar da primeira reunião do Comitê Orientador do Fundo Amazônia na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, no centro do Rio de Janeiro.
"Isso não me alivia porque queremos desmatamento zero. Mas os dados preliminares mostram uma queda, mas eles só serão divulgados pelo Inpe no dia 29", afirmou o ministro.

Fundo Amazônia
Ao falar sobre o Fundo Amazônia, Minc disse não esperar que a atual crise nos mercados financeiros prejudique a injeção de recursos no fundo, e acrescentou que deve anunciar em breve o nome de empresas que farão doações. Até agora somente o governo da Noruega anunciou compromisso de doar US$ 1 bilhão para o fundo até 2015.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Governo do Acre e Funai vão investir mais recursos nos povos indígenas


O Governo do Estado do Acre e a Fundação Nacional do Índio (Funai) firmaram um termo de cooperação técnica com a proposta de implementar ações conjuntas no âmbito do Programa de Promoção dos Povos Indígenas (PPA 2008/2011). O programa prevê ações nas áreas de saúde, educação, meio ambiente e cultura.

O termo de cooperação foi assinado pelo presidente da Funai, Márcio Augusto de Meira, e pelo governador Binho Marques, na Biblioteca da Floresta Marina Silva. Participaram da solenidade a senadora Marina Silva, os deputados Perpétua de Sá, Edvaldo Magalhães e Moises Dinis, o sertanista, José Carlos Meireles, o assessor especial para Assuntos Indígenas, Francisco Pianko, além de representantes indígenas.


Para o presidente da Funai a parceria fortalece a política indigenista do Acre de forma que os povos sejam valorizados e reconhecidos pela sociedade. Segundo o presidente o Estado dá exemplo para o restante do país da possibilidade de promoção do desenvolvimento, sem a intolerância e o preconceito com as comunidades indígenas. “Este documento formaliza a parceria para melhorar e ampliar nossa capacidade institucional em atender, promover e proteger os povos indígenas”.

A senadora Marina Silva destacou a importância do apoio dos governos sem que isso signifique uma interferência inadequada às formas de organização, cultura e nos processos internos. “Assim iremos fortalecer as políticas e a consolidação do programa de gestão ambiental nas terras indígenas”, destacou a senadora.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Pesquisa diz que pecuária é responsável por 80% do desmatamento na Amazônia



Um estudo realizado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) revela que a variação dos índices de desmatamento na Amazônia Legal acompanha as cotações do boi e da soja. Segundo a pesquisa, quanto maior o valor dos produtos, mais destruição haverá na maior floresta tropical do mundo. O Instituto aponta que cerca de três quartos do desmatamento ocorrido nos últimos anos cedeu lugar a pastos. “A pecuária continua sendo a principal ocupação das áreas desmatadas na Amazônia, ocupando de 75% a 81% do total desmatado entre 1990 e 2005”, diz trecho do estudo. Uma pequena parte da produção de gado bovino (4% em 2005 e 10% em 2006) seria exportada. No Brasil, o maior mercado consumidor da carne proveniente da Amazônia seria a região Sudeste, que compra 69% da produção voltada ao mercado interno. Em segundo lugar estaria o Nordeste – excluindo o Maranhão, por fazer parte da Amazônia Legal –, que consome 14%. Apenas 12% do gado seria consumido na própria Amazônia.


Grilagem de terras
Segundo o Imazon, o rebanho bovino na região saltou de 26 milhões de cabeças em 1990 para 73 milhões em 2006. O aumento se deveria principalmente à expansão da área de pastos – às custas de desmatamento –, aos ganhos de produtividade da pecuária, ao sucesso do controle da febre aftosa e à concessão de subsídios públicos para a atividade. De acordo com a pesquisa, um dos fatores que torna atrativa a pecuária na região é a ocupação ilegal de terras públicas – também chamada de “grilagem” de terras: “Fazendeiros que se apossam de terras públicas ganham mais do que o normal, pois não compraram a terra e nem pagam um aluguel pelo seu uso.”

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Médicos brasileiros testam planta amazônica contra o câncer em pacientes


Cientistas e médicos brasileiros estão testando em humanos o potencial de uma erva amazônica para o tratamento do câncer. É possivelmente a primeira vez que o Brasil submete um medicamento dessa natureza, obtido em solo nacional, aos rigorosos testes médicos para a aprovação de uma nova droga. A planta (foto) é a avelós (nome científico Euphorbia tirucalli), típica das regiões norte e nordeste do País. Sua ação medicinal já era mencionada na cultura popular, o que motivou a indústria farmacêutica a analisar sua ação em células em cultura e em animais. Os resultados foram bastante promissores.

Ao que tudo indica, a substância age nas células do câncer induzindo a apoptose -- uma espécie de suicídio celular. "É o que chamamos de morte celular programada", explicou o gerente do programa integrado de oncologia do Hospital Israelita Albert Einstein, Auro Del Giglio, e um dos coordenadores do estudo. "Em células normais, é um procedimento que acontece para a renovação das células, com as antigas dando lugar às novas. Mas nas células do câncer isso quase nunca acontece, e a idéia é exacerbar essa tendência." Com isso, a droga tem o potencial para, se não fazer regredir, pelo menos conter ou reduzir o avanço da doença, induzindo a apoptose de muitas das células do tumor. Não custa lembrar que o câncer é basicamente um agrupamento de células que se rebelaram contra o corpo, multiplicando-se enlouquecidamente e consumindo os recursos do organismo todo em prol de seu próprio crescimento. Simples de descrever, dificílimo de tratar.

In vitro, a droga funcionou contra colônias de células de câncer de mama, melanoma e outros tipos de tumor. Mas ainda não dá para dizer que o remédio vá funcionar em humanos. "Nesse primeiro estudo, de fase 1, o que a gente faz é descobrir a dose certa", diz Del Giglio. "É um estudo para identificar a toxicidade e a segurança do medicamento." No momento, cinco pacientes estão passando por esse procedimento no Hospital Israelita Albert Einstein. A idéia é concluir o estudo até o fim do ano e iniciar a fase 2 -- que envolve um grupo maior de pacientes com o objetivo de identificar o real potencial da droga como tratamento para tipos específicos de tumores-- em 2009. A partir daí, os cientistas já miram buscar aprovação da droga para que chegue às prateleiras, embora tenham ainda de ser conduzidas outras duas fases de estudos, de grande porte, para concluir o ciclo pelo qual passam todos os medicamentos antes de obter aprovação das autoridades competentes.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Instituto Butantan pretende abrir 'filial' na Amazônia


Referência mundial na pesquisa com espécies peçonhentas, o Instituto Butantan está captando recursos para abrir uma unidade na região do Brasil com maior demanda por antídotos para os ataques destes animais. A instituição já tem o terreno, doado pela União, onde o centro será construído, em Belterra (PA), a cerca de 40 quilômetros de Santarém (PA), a um custo em torno de R$ 10 milhões.

A propriedade tem 64 hectares, aproximadamente a mesma área de que dispõe o instituto em São Paulo, e fica próxima à Floresta Nacional de Tapajós.

A região de Santarém, segundo informações do próprio Butantan, é a que registra maior incidência de pessoas picadas por cobras, escorpiões e arraias. O principal hospital da cidade atende cerca de 250 casos por ano.

"É a única região do país em que há os principais tipos de cobras venenosas brasileiras: jararaca, cascavel, coral-verdadeira e surucucu", explica o diretor do Butantan, Otávio Mercadante. Também são comuns os acidentes envolvendo a arraia-de-fogo, animal que descansa no lodo de águas rasas e que muitas vezes acaba sendo pisado por banhistas, do que se defendendo com o espinho que traz na ponta da cauda.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Minc diz que não haverá 'licença política' para a usina de Jirau (RO)


O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, anunciou nesta quarta-feira (15), em São Paulo, que não cederá a pressões para acelerar a concessão da licença de instalação para a usina de Jirau, no Rio Madeira. “Não haverá licença política”, afirmou o ministro. A declaração é uma resposta ao ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que havia pedido, nesta manhã, mais rapidez à área ambiental para liberar a construção. Para Lobão, a demora dos órgãos ambientais pode atrasar em até um ano o funcionamento da usina, previsto para janeiro de 2012. O atraso se deveria ao regime de chuvas da região. “Possibilidade [de conceder a licença rapidamente] pode haver, mas o nosso tempo não é o tempo da chuva. É o tempo do rigor da lei. Até porque, se passar uma licença em tempo recorde, o Ministério Público e a Justiça derrubam no dia seguinte, e aí você perde um ano, dois anos”, afirmou o ministro. O consórcio Energia Sustentável do Brasil (Enersus), concessionário de Jirau, informou que só será possível cumprir o cronograma e iniciar as obras em janeiro de 2009 caso obtenha a licença de instalação ainda neste mês. Minc já havia declarado, anteriormente, que a licença seria concedida até o final do ano.